20 dezembro 2006
19 dezembro 2006
As Professoras
Elas conseguiram ser
uma referência no ensino da Instrução Primária na nossa terra e como este
espaço se orienta primordialmente por enaltecer o positivismo das obras e das
pessoas, aqui se regista em forma de contributo, para a história do Pombalinho,
a publicação de uma cerimónia de homenagem na qual estas duas professoras foram
agraciadas no ano de 1962.
Na foto e da esquerda
para a direita, Verónica Nunes, Joaquim Felisberto, Francisco Cruz, Maria José,
Maria do Carmo e Aníbal Condeço.
Colaboração
Fotográfica e de Texto_ Teresa Cruz
18 dezembro 2006
António Martinho
António Martinho nasceu
a 29 de Novembro de 1923, na freguesia do Reguengo do Alviela. Era filho de
Gualdino Martinho e de Soldade Maria. A sua família era pobre, vivendo do
trabalho do campo e da venda de alguns animais domésticos. Sempre foi um homem
lutador, trabalhando desde muito cedo nas lides do campo e para um dos grandes
lavradores da altura, Nuno Infante da Câmara. Por volta dos 20 anos é chamado
para cumprir o serviço militar, onde esteve durante algum tempo destacado no
arquipélago dos Açores.
De regresso à terra
natal celebrou casamento com Gertrudes Ludovino dos Santos, do qual tiveram dois
filhos.
Em finais da década de
sessenta, com a vida um pouco já estabilizada e os filhos já um pouco
crescidos, decidem abandonar o Reguengo e irem viver para a freguesia do
Pombalinho.
Nesta terra,
construíram uma habitação e adquiriram algumas pequenas propriedades das quais
cultivando principalmente de tomate e melão empregaram um grande número de
pessoas, quer elas fossem do Pombalinho, Azinhaga ou até mesmo do
Reguengo. António
Martinho veio a falecer vitima de doença prolongada, em Julho de 2003.
Colaboração Fotográfica e de Texto_ Alexandre Martinho
12 dezembro 2006
Corte da verga em 1948!

Como este espaço é
feito de memórias, consideravelmente influentes na história do Pombalinho,
insere-se com todo o mérito nesta lógica de percurso, a fotografia hoje
publicada.
Nesse longínquo ano de
1948, fábricas de vidro da Marinha Grande compraram nas zonas de percurso dos
rios Alviela e Almonda, mais própriamente nas localidades de Reguengo do
Alviela, Pombalinho, Alcanhões, São Vicente do Paúl, Pernes e Torres Novas,
tudo o que era verga de salgueiro e de vimieiro para o empalhamento de
garrafões. Os patrões dessa região considerada, o maior centro da Indústria
Vidreira do país, delegaram em Joaquim Saúde ( natural de São Vicente do Paúl
mas a residir no Pombalinho juntamente com seus irmãos Ezequiel e Maria Saúde)
a contratação de pessoal do Pombalinho para o corte e execução do trabalho nas
povoações acima referenciadas.
Num terreno
localizado em Reguengo do Alviela, propriedade de Veríssimo Abadeço e onde
parte deste serviço foi executado, podem-se identificar nesta fotografia os que
tiveram ao fim de quase sessenta anos, uma inesperada e pública contribuição
para a história do Pombalinho, ou se quisermos, para a nossa história. Assim
sendo, da esquerda para a direita, Manuel Grais, António Maria Duarte, José
Afonso, Joaquim Duarte, Izidoro Duarte, mulher de Verissímo Abadeço, Veríssimo
Abadeço e Francisco Cavaco.
Fotografia_Guilherme
Afonso
Texto _Guilherme Afonso e Manuel Gomes
Texto _Guilherme Afonso e Manuel Gomes
05 dezembro 2006
Classe Primária de 1942
Este documento
fotográfico contribui com toda a certeza para uma crescente valorização deste
espaço, que se quer que seja, um pouco da história do Pombalinho. A gentileza
que propiciou esta publicação é de Teresa Cruz e segundo suas próprias
palavras, esta fotografia, registada na escadaria de entrada onde hoje
está sediada a Junta de Freguesia e o Posto de Saúde, refere-se a uma certa 2ª
classe da Instrução Primária do ano de 1942.
Um olhar mais atento,
permite-nos descobrir curiosidades bem interessantes sobre esta histórica
classe da Escola Primária do Pombalinho. Com efeito, este grupo vestido à
Mocidade Portuguesa e chamado ocasionalmente de “Pistoleiros”,
participou num teatro infantil realizado no celeiro da Escola Velha,
onde interpretou uma canção da autoria da Professora Maria José e com
acompanhamento musical ao piano da D. Tinita ( irmã da D. Branca Menezes) . A
letra da canção foi a seguinte:
Vejam as nossas pistolas,
são tubos de sabugueiro.
As balas são pobres bolas,
feitas de linho grosseiro.
Olhem, se estão com receio
de alguma bala perdida,
vai haver novo tiroteio
não fica ninguém com vida!
- Soldados!Apontar!Descarregar!Fogo! (gritava o chefe de turma, António Albano)
Mas não morrem...pois não morram,
que o nosso fogo não mata.
Toca a fugir, não nos corram,
os marotos à batata!
Toca a fugir, a correr, e salve-se quem puder.
A fugir... A correr... E salve-se quem puder!
Colaboração
Fotográfica e de Texto _ Teresa Cruz e Francisco Cruz
28 novembro 2006
O Boieiro
Esta é mais uma
daqueles imagens que, pausadamente observada, nos transporta para
tempos e histórias irrepetivelmente vividas. Era com recurso à força animal que
o homem nos trabalhos agrícolas se fazia valer nas tarefas
dimensionadas que iam para além da sua capacidade fisica.
Os bois, numa
determinada fase anterior à época da industrialização agrícola, eram os animais
escolhidos para o desempenho desses trabalhos e nesta fotografia podemos
ver, exemplarmente conduzido pelo António Carréis, um desses
caraterísticos carros de bois.
Colaboração
fotográfica_Guilherme Afonso
12 novembro 2006
Victória da Silva

Ao som dos seus acordes
musicais, muitos namoros se iniciaram, algumas famílias de hoje se então
constituíram e quem sabe, um sem número de homens e mulheres da nossa terra se
desinibiram no relacionamento humano, quando os tempos ainda eram demasiado preconceituosos
e retrógados socialmente.
Victoria da Silva
dedicou-se à profissão de acordeonista, abrilhantando como ninguém os bailes da
nossa terra! Havia sempre um clima de festa onde quer que se realizasse a sua
actuação musical, ela foi a nossa entretrainer nos festejos dos santos populares
quando estes ainda tinham as ruas do Pombalinho como palcos previlegiados, ou
nos tradicionais bailes da pinha normalmente realizados na Casa do
Povo. Os seus corridinhos, paso dobles ou tangos, eram sempre razão mais que
justificada para uma presença assídua dos Pombalinhenses,
de todos os Pombalinhenses,
porque naqueles tempos a idade ausentava-se misteriosamente desses grandes
convívios musicais.
Mas a vida, esse
imprevisível destino que nos comanda durante toda a nossa existência,
pregou-lhe uma grande partida! Acometida por doença incurável, cedo partiu do
convívio de todos nós. Não se apagará no entanto das nossas memórias aquele
sorriso contagiante em palco sempre que descobria um qualquer namorico a
desabrochar, enquanto interpretava as suas músicas e nos fazia a todos muito
mais felizes.
Victória Piedade da
Silva, a nossa acordeonista,
nasceu em 19 de Janeiro de 1951, vindo a falecer no dia 3 de Abril de 1974, mas
manter-se-á bem viva, estou certo, na memória de todos os Pombalinhenses que tiveram o privilégio de a conhecer
e a acompanhar durante toda a sua vida.
01 novembro 2006
Dr. Victor Semedo
O Dr. Victor Semedo é
uma figura, que ficará para sempre, ligada à história recente do
Pombalinho. Uma personalidade que ficou referenciada na vida dos
Pombalinhenses, que viam naquela figura franzina e sempre de uma imensa
cordialidade, a solução "milagrosa" para os seus padecimentos.
O Dr. Semedo
tinha uma área de intervenção médica que abrangia o Pombalinho, Vale de
Figueira e Azinhaga! De bicicleta e já mais tarde no seu velhinho citroen
de "dois cavalos", utilizava estes meios de
transporte nos serviços médicos domiciliários, sempre que para tal
era solicitado a qualquer hora do dia ou da noite. Foi um verdadeiro "João Semana" para as gentes do
Pombalinho, que num gesto de muita nobreza, lhe prestou um justíssima homenagem
no ano de 1982.
21 outubro 2006
Entrada de Touros
Esta fotografia
representa uma entrada de touros no Pombalinho, no ano de 1948, junto à Igreja
Paroquial e início da Rua Barão de Almeirim. É um belo registo histórico da
nossa terra, caraterizando particularmente um dos modos de vida mais
emblemáticos das gentes do Ribatejo.
Colaboração_Fernando
Leal
13 outubro 2006
Pérola futebolística I
Continuando a história
futebolística da nossa terra, temos hoje o grato prazer de publicar esta
fotografia extraordinária de mais uma equipa representativa do Pombalinho. Esta
formação de dificil constituição numérica como se pode verificar pela
fotografia, deslocou-se à Azinhaga no ano de 1948 a fim de participar num
encontro de carácter particular.
Para a história deste
jogo alinharam, de pé e da esquerda para a direita, António Duarte
"Fagunto", Alberto Gomes, António Leal, António Maria Duarte e Manuel
Barão. Em baixo e pela mesma ordem, Manuel Bernardino, António Domingos,
Ezequiel Mateiro, Guilherme Afonso, Alberto António e Manuel Mateiro. Como nota
de curiosidade, o Alberto António figurava nesta equipa, precisamente para
colmatar a dificuldade de convocação do 11º jogador.
12 outubro 2006
Pérola futebolística!
"Recordação
do desafio de futebol realizado no Reguengo do Alviela contra a selecção local
em que vencemos por 3-0.
Manuel Leal
Reguengo do Alviela em 14-5-1950"
Manuel Leal
Reguengo do Alviela em 14-5-1950"
Este, o texto integral que está manuscrito no verso desta fotografia, ilustrando assim, esta memorável selecção de futebol do Pombalinho.
Formaram esta
equipa, de pé e da esquerda para a direita, Joaquim Felisberto, Manuel Mateiro,
Manuel Barão, António Domingos, António Justino "Canário", Clemente e
Carlos Cavaco. De joelhos e pela mesma ordem, Manuel Leal, "Patim",
José Leal, António Duarte "Fagunto" e Ezequiel Leal. É evidente que a
esta distância temporal há que salvaguardar sempre qualquer identificação menos
rigorosa, por isso, agradece-se contacto apropriado ao autor deste espaço,
sempre que se justificar qualquer alteração ao publicado.
Colaboração_Fernando
Leal/Guilherme Afonso
10 outubro 2006
Os nossos Craques!
Quem não se lembra
destes craques em representação do Vera Cruz Futebol Clube? O grande defesa
central que foi o Carlos Feijão, tendo atravessado várias gerações como grande
impulsionador do futebol no Pombalinho, o voluntarismo do João Bispo, a grande
capacidade de organização do Ezequiel Mateiro e o fabuloso pé esquerdo do
Ezequiel Leal, eram alguns dos grandes trunfos que o Pombalinho dispunha para
os desafios em que participou nos vários Campeonatos de futebol patrocinados
pela FNAT.
03 outubro 2006
Vera Cruz Futebol Clube III
Com esta fotografia
alusiva a mais uma das equipas que representaram galhardamente as cores do Vera
Cruz nos Campeonatos
da FNAT, terminamos esta memorável viagem por tempos inesquecíveis na vida de
todos nós e muito especialmente dos que participaram activamente na
dignificação deste projecto desportivo no Pombalinho. A eles se deve muito no
ambito do melhor conhecimento da nossa terra, por gentes da região Ribatejana.
Para as nossas
memórias, de pé e da esquerda para a direita, Manuel Braga, Duarte Cruz,
António Domingos, José Guilherme, José Bacalhau, Carlos Feijão, António Bento, José
Gomes e Francisco Cruz. De joelhos e pela mesma ordem, João Bispo, Ezequiel
Mateiro, Diamantino Teixeira, Ezequiel Leal e Luis Conceição.
Nesta publicação
das memórias do Vera Cruz Futebol Clube, nunca é demais realçar que este
trabalho só foi possível de realizar, devido à prestável colaboração do nosso
conterrâneo Fernando
Leal.
Para
Blog Temático Clicar em Vera Cruz
Vera Cruz Futebol Clube II
Continuando a
publicação de equipas de futebol que fizeram história na vida desportiva do
Pombalinho, esta é mais uma que pertence à galeria daquelas que tanto brilharam
no antigo campo desportivo das Ónias em representação do Vera
Cruz Futebol Clube.
Recorda-se então, de pé
e da esquerda para a direita, João Nunes, António Domingues, Carlos Feijão,
José Galvão, Luis Conceição, João Barros, António Bento “Charola” e José Gomes. De Joelhos e
pela mesma ordem, Ezequiel Mateiro, Diamanto Teixeira, Ezequiel Leal, Joaquim
Vieira e Justino.
02 outubro 2006
Vera Cruz Futebol Clube I
Pela presença simbólica
de três individualidades nesta fotografia, Manuel Braga, Duarte Cruz e Francisco Cruz, presume-se que talvez tivesse sido
esta a equipa que teve a honra de estrear o novo equipamento do Vera
Cruz Futebol Clube no ano de 1964.
De pé, da esquerda para
a direita, Manuel Braga, Duarte Cruz, A.Manuel Leal, António Domingos, Ezequiel
Mateiro, José Bacalhau, Carlos Feijão, António Bento, José Guilherme, José Gomes e
Francisco Cruz. De joelhos pela mesma
ordem, Joaquim Vieira, João Bispo, Diamantino, Ezequiel Leal e Luis Conceição.
Colaboração_Fernando
Leal /Foto_Guilherme Afonso
01 outubro 2006
Vera Cruz Futebol Clube
Esta já se podia
considerar uma equipa estruturalmente organizada. Equipamento que simbolizava o
clube do Vera Cruz Futebol Clube,
campo próprio nas Ónias para a realização dos jogos oficiais, corpo directivo e
muita vontade de defender as cores futebolíticas do Pombalinho.
De pé podemos
reconhecer da esquerda para a direita, Duarte Cruz, A.Manuel Leal, António
Domingos, Izidoro, Manuel Maria “Rabeca”, Carlos Feijão, Antonio Bento “Charola” e José Gomes. De joelhos
pela mesma ordem, Joaquim Vieira, Ezequiel Mateiro, Diamantino, Ezequiel Leal e
Luis Conceição.
Colaboração_Fernando
Leal
30 setembro 2006
Casamento Sofio Félix
Um casamento é sempre
noticia, numa aldeia como a do Pombalinho. É um verdadeiro acontecimento
social! É um dia festivo para os noivos e uma oportunidade de reencontros
tantas vezes adiados para os convidados.
Neste espaço dedicado ao Pombalinho é muito grtificante poder
proporcionar a todos os Pombalinhenses o reavivar de memórias com a
visualização destes grandes momentos. Hoje é a vez do Sofio Félix e a sua
esposa Deolinda Gandarez, tendo o acontecimento ocorrido no ano de 1956.
26 setembro 2006
Pombalinho no ano de 1964
Rua Santo António.
Estas duas fotografias
são bem elucidativas da vida urbana do
Pombalinho nos anos sessenta do século passado. Talvez um pouco distanciadas no
tempo entre elas! Na Rua Barão de Almeirim o clima aparenta ameno e
solarengo, com o céu ligeiramente nublado! Já na Rua de Santo
António não se pode dizer o mesmo, as poças de água existentes são bem
elucidativas da época do ano em que este registo foi efectuado.
Como curiosidade, verifica-se que no ano a que esta
fotografia se reporta, a oficina do Joaquim Felisberto se situava ainda, onde
hoje é o Café do José Narciso.
Colaboração_Guilherme Afonso
07 setembro 2006
Casamento Francisco Cruz
Não há muitos anos,
qualquer casamento que se realizasse no Pombalinho era acontecimento que
afectava uma parte significativa da comunidade desta terra. Tudo começava pela
preparação da boda!Havia que ter, já criados, quantidade suficiente de
galináceos a alguns caprinos para a ementa do dia da boda! O arranjo e
preparo do salão onde se iria festejar a união dos recém casados também
requeria os cuidados necessários. Rigorosamente os trabalhos começavam sempre
uns dias antes. Era da praxe, preparar a célebre terrina de arroz doce com o
bolo da noiva para ofertar às pessoas a quem os pais dos noivos consideravam
merecê-la!
Hoje tudo isso se
perdeu, os noivos juntam-se na igreja, se for o caso, e depois toda a comitiva
parte a caminho de um bom restaurante com roteiro já préviamente traçado e com
tudo já preparado e organizado sem mais qualquer demora ou contratempo.
Mas como este espaço é
feito de memórias aqui relembramos dois momentos registados, em fotografia, de
como eram afinal os casamentos por volta do fim da década de cinquenta do
século passado, no caso, a cerimónia religiosa e a iniciação da preparação da
ementa, do casamento de Ana Leal e Francisco Cruz.
Colaboração Fotográfica - Fernando Leal
05 setembro 2006
Excursionistas Pombalinhenses!
Diz a legenda desta
fotografia "Recordação de Alcobaça". Hoje é um verdadeiro caminho às
memórias, tentar identificar as pessoas que fizeram parte deste grupo
excursionista do Pombalinho e o motivo que as levou a ir até Alcobaça. Pela
presença de algumas personalidades, pode-se pensar com fortes probalidades de
se ter tratado de uma viagem que tivesse a ver com as andanças teatrais ( ano
1960/61 ?!!!) que na época se realizavam no Pombalinho!
De entre outros, reconhecem-se, Manuel Gomes (Calvaria), Francisco
Cruz, Duarte Cruz, Maria Adelaide Leal, Florência Freire, Francisco Duarte,
Verissímo Duarte, Ezequiel Leal, Ema Minderico, Francisco Minderico, Maria
Adelaide, Manuel Braga, Ema Braga, Milai Braga e Evangelina Barros.
Colaboração_Fernando Leal
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