10 abril 2007

Guilherme Afonso - Escritor









Guilherme Afonso estreou-se literariamente em 28 de Julho de 1959, com um conto publicado no “Diário Ilustrado” de Lisboa. Depois, outros seus trabalhos surgiram naturalmente, como “Um conto... e Quinhentos” em 1963, “Amor não se Vende” em 1973, “Para uma Descolonização Mental” em 1974 , “O Futuro da Revolução” e “Abatido ao Efectivo” em 1979 .

O livro que escolhemos foi publicado no ano de 1988, intitula-se “Circuito” e é como o seu autor o define, "os contos que fui escrevendo ao longo de trinta anos com intermitências mais ou menos prolongadas." E de entre esses contos há um muito especial ..., bem, mas vamos às suas próprias e elucidativas palavras, contextualizadas em Nota do Autor deste mesmo livro “… O leitor verificará, todavia, que incluí no livro um desses contos cuja acção se situa nesse espaço longínquo – um espaço em que nasci e atingi a idade adulta e em que, portanto, o fundamental do que sou e penso se formou.

Dois motivos me levaram a incluí-lo. Um, é o facto de ele aludir, com oliveiras e vinhas, a uma realidade que não está limitada ao espaço em que há oliveiras e vinhas: é a realidade dos explorados e daqueles que sofrem de alguma inferioridade física ou de certo de doenças (no caso de “ O Zé Hóstia” , a sua débil compleição e os ataques epilépticos do protagonista). O outro é considerá-lo eu um dos meus contos mais conseguidos e gostar muito dele, talvez porque também gostava muito daquele a quem roubei bastante para dar corpo ao meu Zé Hóstia – um dos meus companheiros camponeses durante muitos anos."  






Para a leitura integral do "Zé Hóstia", clicar em  Circuito 








04 abril 2007

Vera Cruz Futebol Clube IV





Já aqui nos referimos aos tempos gloriosos do Vera Cruz e do que essas representações futebolísticas simbolizavam para as gentes do Pombalinho. Eram os momentos das "romarias" em direcção ao campo das Ónias nos domingos à tarde, de bicicleta ou mesmo a pé, lá íamos todos irmanados de uma fé inabalável para apoiar os nossos bravos jogadores nesses distantes campeonatos de futebol da FNAT. Esta fotografia do início da década de sessenta, representa uma das equipas que maior brilhantismo alcançou nos mais diversos campos de futebol por onde passaram. São eles da esquerda para a direita e de pé, o João Bispo, o José Gomes, o José Guilherme, o António Bento,"Charola" e o António Domingos. De joelhos e pela mesma ordem, o José Leal, o Manuel Barão, o António Manuel Leal e o José Bacalhau.








"Esta já cá canta", parece quererem dizer ao fotógrafo de serviço, os craques José Leal e Manuel Barão, mostrando a taça gloriosamente conquistada.




Colaboração Fotográfica_José Leal







31 março 2007

As Fogaceiras


Desde serem consideradas um antigo imposto também chamado de fumagem, passando por enfeite que as moças levavam nas procissões, ou até aos bolos que em festas populares se oferecem às igrejas para depois serem leiloados, as fogaças e as fogaceiras são presenças insubstituíveis nalgumas festas populares do nosso país.

No Pombalinho por testemunhos escritos e presenciais que existem, elas também integraram os variadíssimos programas de Festas organizadas na nossa terra. As Fogaceiras tinham características de missão, que era, a recolha pelas ruas da aldeia das fogaças ofertadas para que posteriormente pudessem ser leiloadas. Já nos referimos a elas no longínquo ano de 1948, hoje publicamos umas outras que integraram as Festas do Pombalinho no ano de 1975.





Este momento foi registado na Rua António Eugénio de Menezes em frente à quinta de Joaquim de Menezes e podem-se reconhecer de entre outras, a Otelinda e a Lena Melão.








Neste grupo, da esquerda para a direita identificam-se, a Hilária, a Ana Maria, a Otelinda, a Lucilia, a Alice, a Domicília e a Lena Melão.







Finalmente, o mesmo grupo em desfile na Rua 5 de Outubro. Reconhecem-se, a Otelinda, a Lucilia, a Cila, a Ema e a Ana Maria.










27 março 2007

Festas de 1948 !


Photobucket


Sempre foram tradição no Pombalinho as festas anuais de caracter popular, realizadas num ambiente de grande alegria e dedicação, em que toda a população se envolvia e participava. Eram os arraiais, as quermesses, actuações musicais das quais se destacavam os fados de Coimbra, cavalhadas, enfim, um sem número de divertimentos para satisfação e gáudio de todos os Pombalinhenses. Neste prospecto aqui reproduzido, pode-se testemunhar parte do programa dessa Festa em Honra e Louvor do Mártir S. Sebastião, realizada no Pombalinho nos dias 31 de Julho, 01 e 02 de Agosto de 1948.







Programa completo das Festas.








O desfile das fogaceiras com o Luis dos Reis aparentemente na orientação do mesmo na Rua Barão de Almeirim. Esta fotografia refere-se ao segundo dia dessas deslumbrantes Festas, como a própria Comissão de Organizadora as cassificou em título de cartaz promocional.









Aqui, o mesmo grupo de fogaceiras ainda na Rua Barão de Almeirim e já bem perto da Igreja Matriz do Pombalinho .






Nesta fotografia podemos apreciar de uma forma mais pormenorizada, duas fogaceiras que participaram nessas Festas de 1948. São elas a Anita Martinho e a Violante Cruz.



Colaboração Documental_Joaquim Mateiro.

Colaboração Fotográfica_ Guilherme Afonso.






20 março 2007

Pombalinho Histórico






- Sabia que ruas existiam no Pombalinho no ano de 1900 ?
- E o que aconteceu na noite de 9 de Dezembro de 1870 na nossa aldeia?
- Festa dos Tabuleiros no Pombalinho, diz-lhe alguma coisa?
- E quem era o proprietário da Quinta do Outeiro em 1841 ?
- E da Quinta de Fernão Leite, que padre era o seu proprietário no ano de 1900 ?
- Sabia de quantas pipas era a produção de azeite na quinta da Melhorada, no início do século passado?

A estas e muitas mais questões encontrará neste TEXTO as respostas certas, podendo simultaneamente realizar uma belíssima viagem no tempo sobre o Pombalinho do início do século vinte.


Editora - Empreza da Historia de Portugal






15 março 2007

Folclore - 1


É muito gratificante sentirmos que este espaço, desde que foi criado, adquiriu uma dinâmica de publicação muito regular, ultrapassando, modestamente, as expectativas mais optimistas aquando da sua criação no mês de Setembro de 2005. Por isso nunca é demais de realçar a valiosíssima colaboração prestada por um grupo de conterrâneos que desde a primeira hora muito têm contribuído para a consolidificação deste projecto, em construção, sobre a História do Pombalinho.

Hoje damos mais um bonito exemplo do que acabo de escrever! Perante a recente publicação de algumas imagens referentes ao último Rancho Folclórico existente na nossa aldeia, o nosso amigo Guilherme Afonso abriu-nos mais uma excelente página histórica sobre o folclore no Pombalinho, historiando de uma forma muito própria, o retrato sentido desses tempos e dessas gentes que representaram tradicionalmente a nossa terra.


 E é para esse registo fotográfico que chamo a vossa atenção e já agora porque não, recuarem um pouco no tempo e relembrarem toda esta gente que há mais de cinquenta anos se voluntariaram em mais uma demonstração de apego e carinho ao nosso Pombalinho.





Nesta fotografia registada no dia 22 de Fevereiro de 1955 em frente à Igreja Matriz do Pombalinho, conforme inscrição no verso da mesma, podem-se reconhecer de entre outros, o José Afonso, o António Rufino, o Francisco Sousa (Mação), o José Bacalhau, o Manuel Condeço (Rato), o António Maria, o Isidoro, o Carlos Cordoeiro, o António Bento "Charola", o José Maria dos Santos, o Diamantino Teixeira, o Acácio, o Joaquim Fataça e as senhoras, Maria Alice Correia, Ema Correia Minderico, Elvira Cordoeiro, Josefina, Helena Catita, Silvina Bacalhau, Luisa Barreiros, etc...







Nesta pose, da Josefina, podemos apreciar mais em pormenor as vestes deste Rancho Folclórico de 1955.




Para texto mais elucidativo sobre a história dos Ranchos Folclóricos que existiram nestes anos cinquenta no Pombalinho, clique AQUI

Colaboração Fotográfica e Dados Históricos_Guilherme Afonso
Texto_Manuel Gomes







08 março 2007

Atleta Pombalinhense

No Pombalinho a prática desportiva sempre teve no futebol a sua  expressão máxima, dando origem, em períodos diversos dos últimos cinquenta anos, à formação de equipas que tiveram participações muito activas nos então organizados Campeonatos de Futebol da FNAT e mais tarde INATEL (designação atribuída à mesma instituição depois de Abril de 1974).

Salvaguardando algumas saídas de jogadores Pombalinhenses em  representação outros clubes da região, nomeadamente Azinhaga, Riachense, Goleganense e Leões de Santarém, não consta que tivesse havido “voos mais altos” no campo desportivo.


Há no entanto uma excepção, ou duas melhor dizendo, e elas chamam-se Guilherme Afonso e Ezequiel Mateiro. Deste último apenas se sabe que esteve integrado na equipa de atletismo do Sport Lisboa e Benfica, quanto a Guilherme Afonso e por generosidade deste, mais uma vez o Pombalinho acolhe o contributo testemunhado do próprio de que a seguir vos damos conta. Mas vamos às suas próprias palavras, para nos contar esta sua façanha como atleta do Sporting Clube de Portugal:




"... È pena o cartão de sócio não ter data, mas penso ter sido passado em finais de 1950 ou princípios de 1951."







" ...Era assim naqueles tempos, passando de lado por cima da fasquia, e não de costas, como passou a ser feito passados alguns anos.
... Aquele que se vê de pé e de costas na fotografia do salto em altura é o professor Moniz Pereira, que foi meu treinador." 








"... É que enquanto eu estive na tropa fui atleta do Sporting Clube de Portugal. Não podia ter feito grandes resultados, porque nem sequer alguma vez tinha visto uma pista de atletismo, mas a todos os campeonatos regionais e nacionais que fui (e fui a todos, naquela época – juvenis, juniores e seniores, num total de seis) e em todas as provas em que entrei (comprimento, triplo-salto e altura), dei pontos para a classificação, coisa que só acontecia até ao 6º classificado. "





02 março 2007

Folclore no Pombalinho!



Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Ribatejo Pombalinho





Ana Rita Vinagre, Pedro Tiago e Marta







Ana Rita Vinagre






Durante uma actuação nas Festas do Pombalinho







Portugal é de fortes tradições folclóricas, não sendo possível vermos um corridinho, um fandango  ou um vira, sem a presença e interpretação dos muitos ranchos folclóricos que existem de norte a sul do país. Trajados tradicionalmente em representação das suas regiões de origem, eles tem levado um pouco por todo o mundo a imagem de Portugal.

No Pombalinho o folclore surgiu no ano de 1950 com o nome de Grupo de Danças e Cantares. Não se sabe quanto tempo durou a existência deste Grupo, que pelos poucos testemunhos escritos  era de composição reduzida. Mas décadas passadas e no ano de 1992 é criado o último grupo de folclore da nossa terra com a designação de Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Ribatejo Pombalinho com o intuito de divulgar os trajes e costumes Ribatejanos. Também não foi muito duradoura a sua existência, mas mesmo assim o suficiente para levar o nome do Pombalinho a outras paragens. Neste espaço recordamo-lo com imensa saudade por via de  algumas referências fotográficas desse agrupamento.


Colaboração Fotográfica _ Jaime Vinagre 



26 fevereiro 2007

Refexão




Recordar não tem que ser necessariamente um exercício de melancolia perante alguns momentos mais marcantes das nossas vidas. Quando nos olhamos e reflectimos nas transformações que a vida se encarregou de operar, soletramos baixinho e pesarosamente aquelas palavras de quem já contabiliza o tempo entre o muito que passou e o pouco que já falta: “como é possível o tempo ter passado tão rapidamente..., ainda ontem os miúdos (forma carinhosa de tratarmos os filhos) eram tão pequenos !!!”.

Esta fotografia registada num casamento realizado no Café Central da Golegã em finais da década de setenta, é bem expressiva de como a vida deve ser encarada nas várias etapas do seu percurso, temperada sempre com um pouco de alegria sem nunca perder do horizonte a razão incontornável do que somos e deste mundo a que pertencemos.

Protagonizam a razão desta reflexão, os pares Francelina e António Légua, Maria Adelaide Leal e José Alexandre e longe ainda deste posicionamento interpretativo da vida, o autor destas linhas.


Colaboração Fotográfica_Fernando Leal



23 fevereiro 2007

Costureiras





Nos anos que antecederam a industrialização do vestuário, muitos alfaiates e costureiras existiram por essas aldeias fora. No Pombalinho, durante os anos sessenta e em tempos em que a moda guiada por ritmos de puro consumismo ainda não tinha dado os primeiros passos, era frequente algumas senhoras recorrrerem às costureiras da aldeia para que estas executassem os seus vestidos por encomenda, ou seja, depois do tecido escolhido e do feitio consensualizado entre a modista e a cliente, passava-se à fase do corte que de imediato obrigava á primeira prova, procedendo-se depois ao acerto de pequenos detalhes até o vestido ficar satisfatoriamente ao gosto da cliente.

No post anterior fizemos referência a uma dessas senhoras que se dedicou ao trabalho e ensino da costura. Porém outras houve no Pombalinho, mas uma destacou-se não só pelo número de pessoas a quem ministrou a arte de corte e costura mas também porque a sua mestria “internacionalizou-se”, alcançando níveis e padrões de qualidade que facilmente tiveram reconhecimento fora de portas. Ela foi a nossa conhecida Ema Braga e este registo de 1964 representa uma das muitas “fornadas” de costureiras que a própria formou com a sua sabedoria, ainda na Rua Joaquim Gonçalves Ferreira. Da esquerda para a direita, Maria Albertina, Teresa, Luísa, Milita, Salomé e Ema Braga.


Autoria da Fotografia_Guilherme Afonso



21 fevereiro 2007

Casamentos II


Photobucket


Esta é uma daquelas fotografias que valoriza imenso a galeria histórica do Pombalinho, não só pela representatividade do acto mas pela beleza que este registo encerra. É uma magnifica imagem na Rua Barão de Almeirim durante a passagem do cortejo de casamento de uma senhora chamada Ana Maria (cunhada do senhor Bonacho), que marcou muitas pessoas do Pombalinho pela sua dedicação ao trabalho de costureira mas igualmente ao ensino que ministrou a inúmeras mulheres que ousaram enveredar por esta profissão.

Reconhecem-se de entre outras, Anita Leal, Isabel Cachado, Domingos Ferrador, Ana Maria e seu noivo, Victória, Maria (filha do Acácio Cachado) e Aurora Leal.


Colaboração Fotográfica_José Leal



17 fevereiro 2007

Bateiras





Grupo de Bateiras realizadas no Ano de 1952 e constituído por, Joaquim Rufino, Manuel Inácio, António Costa, Carlos Silvério, António Domingos, Ezequiel Mateiro, Carlos Cavaco, Fernando Quinquilheiro, António Rufino e Francisco Cruz.









Neste grupo de Bateiras, reconhecem-se o Manuel Bacalhau, Veríssimo Duarte, Abel Júlio, José Asseiceira, José Cachado, Francisco Duarte, Manuel Galvão, Duarte Cruz, Camilo e o Alberto .








Bateiras realizadas algures nos campos do Pombalinho no ano de 1973. São elas, a Domicilia, a Gina, a Lurdes Leal, a Otelinda, a Bisita, a Ana Maria, a Lucília, a Alice e a Lena Melão.





A origem do nome Bateiras está ligada a uma propriedade que existiu entre o Rio Alviela e a Estalagem do Pocinho e porventura foi aí que se iniciou a tradição do piquenique na Segunda Feira de Páscoa. No entanto e em de forma de complemento ao texto acima descrito pela Teresa Cruz (o qual poderá ser lido na integra com um simples clique), aqui se indicam alguns links de onde o tema bateiras é referenciado no mundo da internet. Num deles, pela criatividade do maestro António Gavino, chegou mesmo a ser tema musical da Orquestra Típica Scalabitana.






Colaboração de Teresa Cruz/Francisco Cruz/Fernando Leal e Manuel Gomes


Blog temático -  Bateiras  





15 fevereiro 2007

Pombalinhenses em Lourenço Marques!





Na aldeia do Pombalinho os tempos nunca foram fáceis para as suas gentes. Situada  a 2 Km do rio Tejo e com os campos de cultivo alagados sempre que as chuvas de maior intensidade resolviam fazer transbordar o leito do maior rio português, sempre foi a agricultura considerada a  actividade de maior preponderância na  região.

 O emprego, para a maior parte da população tinha que estar, assim,  inevitavelmente ligado ao amanho e ao cultivo da terra!Os restantes, ou escolhiam profissões de apoio a essa actividade, ou então teriam de olhar outros horizontes de modo a satisfazerem o elementar sustento das próprias famílias.

A França foi um dos destinos escolhidos pelos Pombalinhenses como alternativa às dificuldades inerentes das  características do trabalho sazonal desta região! Lá surgia uma das raras oportunidades   de arrecadarem algum dinheirito para mais tarde poderem construir um lar, tantas vezes pensado mas de concretização quase sempre adiada no tempo!

 Mas nem todos optaram pelo centro da Europa nesta diáspora emigratória! Houve  quem trilhasse os caminhos africanos e Moçambique foi uma das antigas colónias ultramarinas escolhida preferencialmente para uma nova fase das suas vidas profissionais e familiares.

Foi pois, em ambiente de amena confraternização ( aproveitando uma passagem de Ricardo Chibanga por Moçambique, para mais uma das suas inúmeras actuações tauromáquicas) na casa do Guilherme Afonso no ano de 1972, que esta fotografia foi registada e que o próprio intitulou e bem de “Pombalinhenses em Lourenço Marques” .

Para a este pedaço da história do Pombalinho, aqui ficam , da esquerda para a direita, os seus protagonistas: Guilherme Afonso, um irmão de Ricardo Chibanga, Luís da Conceição, Ricardo Chibanga, José Alcobia, Luís Vieira Jorge, Lurdes Teixeira, Milita Mateiro, Joaquim Mateiro, Violante Cruz, esposa do Diamantino Teixeira, a filha e o Diamantino. Pela mesma ordem, os miúdos são, a filha (Niu) e o filho (Luís) do Luís Vieira Jorge e da Lurdes e o Carlos Alberto (filho mais novo do Guilherme Afonso).


Texto_Manuel Gomes/Guilherme Afonso




13 fevereiro 2007

Baile em 1964





Os bailes costumavam-se realizar normalmente na Casa do Povo! A excepção ocorria por altura dos Santos Populares e aí tinham lugar nas ruas 1º de Dezembro, de Santo António e Joaquim Gonçalves Ferreira. 

Com a abertura do Café do Chico Minderico, nasceu mais um espaço apropriado para o divertimento e o lazer no qual a população do Pombalinho poderia nos fins-de-semana passar uns momentos de saudável convívio. A esplanada, de área rectangular, era utilizada na projecção de filmes (que saudades do velho Salvador com o qual vimos fitas que tanto nos marcaram para sempre, como o Ben-Hur, Sansão e Dalila, Um Homem do Ribatejo, etc...) mas também muitas matinés dançantes ali tiveram presença.

Esta fotografia de 1964, regista precisamente como a juventude pombalinhense aderia a este tipo de confraternização.
Como curiosidade, reconhecem-se de entre outros, a Bisita Cruz, a Aurinha (filha do Arnaldo), a Dália, a Lena Melão, o Joaquim Mateiro, o José Manuel Mateiro, o Ruben Grais, a Carmina Vinagre, etc..

Como nota adicional, refira-se que esta matiné dançante é a mesma que deu origem ao post do Leiloeiro , publicado neste espaço em 02 de Janeiro de 2007.



Fotografia_Guilherme Afonso




11 fevereiro 2007

Francisco Barrão



Um dos homens que marcou a vida colectiva do Pombalinho, no pós 25 de Abril de 1974, foi Francisco Brás Barrão Júnior. Exerceu a Presidência da Junta de 08 de Janeiro de 1977 a 04 de Janeiro de 1986, tendo com o seu exemplar desempenho, implementado um magistério de serenidade democrática durante os dois mandatos em que foi eleito.

Mas porventura o seu maior contributo para o Portugal democrático, foi ter dado a este país um dos homens, que na qualidade de militar, maior preponderância teve na preparação do programa do MFA e depois já como Ministro da Administração Interna, na realização das primeiras eleições livres em Portugal no pós 25 de Abril.

Francisco Barrão, pai de Manuel da Costa Braz, teve a sua Festa de Homenagem a 4 de Junho de 1995 e aqui se regista no Pombalinho, o evento, com a publicação destas memoráveis fotografias.









Francisco Barrão, ladeado à esquerda por Ladislau Teles Botas e José Cruz Moura da Fonseca e à direita por José Miguel Noras, José Niza e Joaquim Mateiro.








Francisco Barrão entre Georgina Júlio, Milita Mateiro e Diamantina Leal.




Colaboração Fotográfica_Joaquim Mateiro/Teresa Cruz


Wikipédia  de Francisco Barrão






09 fevereiro 2007

Carnaval de 1949 e de 1954



E como estamos no mês do Carnaval, impelimos novamente a roda do tempo e recuamos aos tempos em que o deslumbramento perante certas imagens acontece e estas duas fotografias alusivas a esta quadra do ano tão propícia à improvisação de quem nela participa, fascina qualquer um nós perante a vontade e a graciosidade destas gentes.






Esta fotografia foi registada no ano de 1949 e representa um grupo de meninas mascaradas com vestidos típicos regionais, ou ensaiadas como se dizia na nossa aldeia, prontas a iniciar uma marcha pelas principais artérias da nossa terra.

Nem a todas lhes é reconhecida a sua identidade, no entanto ainda assim, as meninas da fila de trás e da esquerda para a direita são, uma das filhas do Manuel Cavaco, a Cremilde Barão e Maria Adelaide Leal. Na frente e pela mesma ordem, a segunda menina é a outra filha do Manuel Cavaco, a terceira a Ema Minderico, a quinta a Evangelina Barros e na sexta posição, a Lurdes Teixeira.


Colaboração Fotográfica_Guilherme Afonso










Nesta, o grotesco e a fantasia também se fizeram passar pelo Pombalinho neste Carnaval de 1954. A criatividade está bem estampada nesta encenação carnavalesca, onde duas personalidades da nossa terra se passeiam pelas ruas desafiando a atenção dos mais curiosos. Para que conste, a "cantora" chama-se António Domingos e foi acompanhada à guitarra para quem os quis ouvir, por Francisco Cruz.



Colaboração Fotográfica_Teresa Cruz 











08 fevereiro 2007

Inspecção Militar !




Chamava-se “Tirar as Sortes” o estar presente na inspecção médica, para avaliar a robustez de modo a estar ou não apto para o cumprimento do serviço militar. Esta etapa sempre funcionava como passo importante na vida de todos os jovens que se sujeitavam a esta avaliação e era encarada como um verdadeiro teste de masculinidade.

O resultado da inspecção era simbolicamente caracterizado por uma fita que era fixada por um alfinete na lapela do casaco, vermelha significava apurado, verde que tinha ficado livre e branca, adiado, porque ainda não tinham atingido a maturidade e logo teria de repetir a inspecção no próximo ano.
No Pombalinho, por muito tempo se manteve a tradição de se deslocarem em carroça a Santarém ( onde se situava a instituição militar que fazia a inspecção) e no regresso logo que chegavam à entrada da aldeia, eram lançados foguetes como forma de aviso de que finalmente tinham voltado desse tão importante marco para suas vidas.

Nesta fotografia, representativa de uma certo ano de inspecção militar do Pombalinho, reconhecem-se o Ernesto, o Carlos, o Acácio, o António Légua, o José Rodrigues, O José Alexandre e os homens que porventura conduziram as carroças, o António Simões e o Gabriel.



Colaboração Fotográfica_Fernando Leal



06 fevereiro 2007

Dia da Espiga





É tradição neste dia a ida ao campo para apanhar a espiga! É um ramo composto de várias flores e cada uma tem o seu significado. O ramo deve ter, segundo a tradição uma papoila que significa a alegria e amor; uma espiga de trigo que é o símbolo o pão; um ramo de oliveira que simboliza a paz e a luz e dois malmequeres um amarelo que representa o dinheiro em ouro e um malmequer branco que é o dinheiro em prata.

Estes jovens quiseram assim cumprir a tradição, nessa longínqua Quinta-Feira de Ascensão. São eles, da esquerda para a direita, José Alexandre, Maria Adelaide Leal, Lurdes Mateiro, Lucília Hilário, Otelinda, António Rufino e as crianças Maria Eugénia Hilário e Maria de Lurdes Rufino.




Colaboração Fotográfica_Fernando Leal