Curiosamente o Senhor Ministro visitou-nos por duas vezes, às 12,10 horas e às 16,12 horas e o que nos apraz dizer é o seguinte: Senhor Ministro, espero que tenha gostado do que viu e seja sempre bem vindo ao Pombalinho.
23 abril 2007
Visita Ministerial
22 abril 2007
Vera Cruz Futebol Clube V

E como hoje é domingo, porque não recordarmos mais uma daquelas valorosas equipas do nosso Vera Cruz Futebol Clube, que tantas alegrias nos propiciaram nessas longínquas tardes de uns tempos saudosamente recordados? Parafraseando o autor de um recente programa televisivo, “os tempos mudaram muito mesmo, nos últimos quarenta anos”. E na verdade muitas transformações se operaram nas nossas vidas ao nível dos hábitos mas também na forma como nos organizamos para podermos responder às solicitações diárias das várias actividades das nossas vidas. Eu, como se sabe, sou de uma geração muito posterior a esta, que hoje publicamos no Pombalinho, mas ainda me lembro de como nos tínhamos de desenrascar quando as nossas botas não estavam em condições de serem utilizadas. Normalmente o problema residia na falta de travessas e aí lá tínhamos de recorrer aos bons préstimos profissionais do António Barros (um dos sapateiros do Pombalinho que residia na Rua Hilário José Barreiros) para que este pacientemente as consertasse a tempo de as podermos utilizar no jogo que se avizinhava. Agora, claro, os tempos são definitivamente outros...!!!
Bem, mas vamos à identidade destes nossos gloriosos
representantes, num jogo disputado na nossa vizinha Azinhaga e num qualquer ano
dos anos sessenta: de pé e da esquerda para a direita, Luís Júlio, José Braga,
José Leal, Joaquim Vieira, António Maria, Isidoro, "Charola" e
Francisco Cruz. De joelhos e pela mesma ordem, Diamantino Teixeira, José
Rodrigues e João "Coradinho".
Colaboração Fotográfica_ José Leal
17 abril 2007
As Fogaceiras - 1
Já aqui nos referimos a
várias gerações de Fogaceiras que nas Festas realizadas no Pombalinho, muito
contribuíram para programação e a manutenção de uma tradição que de há muito se
vem exemplarmente preservando. Desta vez e pela simpática colaboração de uma
nova jovem colaboradora, a Tânia Martinho, publicamos para a galeria histórica
do Pombalinho mais duas gerações de Fogaceiras Pombalinhenses.

Este grupo participou
nas Festas do ano de1940 e reconhecem-se de pé e da direita para esquerda,
Emília Serra, Maria Emília Melão, Júlia Guilherme, Rita Cavaco, Felisbela,
Maria Raquel e Adelaide Carvalho. Sentadas e pela mesma ordem, Luísa, Júlia,
Francelina Légua, Guilhermina e Anita.

Esta fotografia
registada a sul da Rua 1º de Dezembro, refere-se a um grupo de Fogaceiras das
Festas de 1982 e reconhecem-se de entre outras, a Estela, a Elvira, a Olga, a
Dina e a Cristina Brás.
As duas meninas que
estão em primeiro plano, são a nossa conterrânea Tânia Martinho de mão dada com
a sua pequenita irmã Aida Martinho.
10 abril 2007
Guilherme Afonso - Escritor
Guilherme Afonso
estreou-se literariamente em 28 de Julho de 1959, com um conto publicado no
“Diário Ilustrado” de Lisboa. Depois, outros seus trabalhos surgiram
naturalmente, como “Um
conto... e Quinhentos” em 1963, “Amor
não se Vende” em 1973, “Para
uma Descolonização
Mental” em 1974 , “O
Futuro da Revolução” e “Abatido
ao Efectivo” em 1979 .
O livro que escolhemos foi publicado no ano de 1988, intitula-se “Circuito” e é
como o seu autor o define, "os contos que fui escrevendo ao longo de
trinta anos com intermitências mais ou menos prolongadas." E de entre
esses contos há um muito especial ..., bem, mas vamos às suas próprias e
elucidativas palavras, contextualizadas em Nota do Autor deste mesmo livro
“… O leitor
verificará, todavia, que incluí no livro um desses contos cuja acção se situa
nesse espaço longínquo – um espaço em que nasci e atingi a idade adulta e em
que, portanto, o fundamental do que sou e penso se formou.
Dois motivos me levaram a incluí-lo. Um, é o facto de ele aludir, com oliveiras e vinhas, a uma realidade que não está limitada ao espaço em que há oliveiras e vinhas: é a realidade dos explorados e daqueles que sofrem de alguma inferioridade física ou de certo de doenças (no caso de “ O Zé Hóstia” , a sua débil compleição e os ataques epilépticos do protagonista). O outro é considerá-lo eu um dos meus contos mais conseguidos e gostar muito dele, talvez porque também gostava muito daquele a quem roubei bastante para dar corpo ao meu Zé Hóstia – um dos meus companheiros camponeses durante muitos anos."
04 abril 2007
Vera Cruz Futebol Clube IV
Já
aqui nos referimos aos tempos gloriosos do Vera Cruz e do que essas
representações futebolísticas simbolizavam para as gentes do Pombalinho. Eram
os momentos das "romarias" em direcção ao campo das Ónias nos
domingos à tarde, de bicicleta ou mesmo a pé, lá íamos todos irmanados de uma
fé inabalável para apoiar os nossos bravos jogadores nesses distantes
campeonatos de futebol da FNAT. Esta fotografia do início da década de
sessenta, representa uma das equipas que maior brilhantismo alcançou nos mais
diversos campos de futebol por onde passaram. São eles da esquerda para a
direita e de pé, o João Bispo, o José Gomes, o José Guilherme, o António Bento,"Charola" e o António
Domingos. De joelhos e pela mesma ordem, o José Leal, o Manuel Barão, o António
Manuel Leal e o José Bacalhau.

"Esta já cá canta", parece
quererem dizer ao fotógrafo de serviço, os craques José Leal e Manuel Barão,
mostrando a taça gloriosamente conquistada.
Colaboração
Fotográfica_José Leal
31 março 2007
As Fogaceiras
Desde serem
consideradas um antigo imposto também chamado de fumagem, passando por enfeite
que as moças levavam nas procissões, ou até aos bolos que em festas populares
se oferecem às igrejas para depois serem leiloados, as fogaças e as fogaceiras
são presenças insubstituíveis nalgumas festas populares do nosso país.
No Pombalinho por testemunhos escritos e presenciais que existem,
elas também integraram os variadíssimos programas de Festas organizadas na
nossa terra. As Fogaceiras tinham características de missão, que era, a recolha
pelas ruas da aldeia das fogaças ofertadas para que posteriormente pudessem ser
leiloadas. Já nos referimos a elas no longínquo ano de 1948, hoje publicamos
umas outras que integraram as Festas do Pombalinho no ano de 1975.

Este
momento foi registado na Rua António Eugénio de Menezes em frente à quinta de
Joaquim de Menezes e podem-se reconhecer de entre outras, a Otelinda e a Lena
Melão.

Neste
grupo, da esquerda para a direita identificam-se, a Hilária, a Ana Maria, a
Otelinda, a Lucilia, a Alice, a Domicília e a Lena Melão.

Finalmente,
o mesmo grupo em desfile na Rua 5 de Outubro. Reconhecem-se, a Otelinda, a
Lucilia, a Cila, a Ema e a Ana Maria.
27 março 2007
Festas de 1948 !
Sempre foram tradição
no Pombalinho as festas anuais de caracter popular, realizadas num ambiente de
grande alegria e dedicação, em que toda a população se envolvia e participava.
Eram os arraiais, as quermesses, actuações musicais das quais se destacavam os
fados de Coimbra, cavalhadas, enfim, um sem número de divertimentos para
satisfação e gáudio de todos os Pombalinhenses. Neste prospecto
aqui reproduzido, pode-se testemunhar parte do programa dessa Festa em Honra e
Louvor do Mártir S. Sebastião, realizada no Pombalinho nos dias 31 de Julho, 01
e 02 de Agosto de 1948.
Programa completo das Festas.
O desfile das fogaceiras
com o Luis dos Reis aparentemente na orientação do mesmo na Rua Barão de
Almeirim. Esta fotografia refere-se ao segundo dia dessas deslumbrantes Festas,
como a própria Comissão de Organizadora as cassificou em título de cartaz
promocional.
Aqui,
o mesmo grupo de fogaceiras ainda na Rua Barão de Almeirim e já bem perto da
Igreja Matriz do Pombalinho .
Nesta fotografia
podemos apreciar de uma forma mais pormenorizada, duas fogaceiras que
participaram nessas Festas de 1948. São elas a Anita Martinho e a Violante
Cruz.
Colaboração Documental_Joaquim Mateiro.
Colaboração Fotográfica_ Guilherme Afonso.
20 março 2007
Pombalinho Histórico

- Sabia que ruas
existiam no Pombalinho no ano de 1900 ?
- E o que aconteceu na noite de 9 de Dezembro de 1870 na nossa
aldeia?
- Festa dos Tabuleiros no Pombalinho, diz-lhe alguma coisa?
- E quem era o proprietário da Quinta do Outeiro em 1841 ?
- E da Quinta de Fernão Leite, que padre era o seu proprietário no
ano de 1900 ?
- Sabia de quantas pipas era a produção de azeite na quinta da
Melhorada, no início do século passado?
A estas e muitas mais questões encontrará neste TEXTO as respostas certas,
podendo simultaneamente realizar uma belíssima viagem no tempo sobre o
Pombalinho do início do século vinte.
Editora - Empreza da Historia de Portugal
15 março 2007
Folclore - 1
É muito gratificante
sentirmos que este espaço, desde que foi criado, adquiriu uma dinâmica de
publicação muito regular, ultrapassando, modestamente, as expectativas mais
optimistas aquando da sua criação no mês de Setembro de 2005. Por isso nunca é
demais de realçar a valiosíssima colaboração prestada por um grupo de
conterrâneos que desde a primeira hora muito têm contribuído para a
consolidificação deste projecto, em construção, sobre a História do Pombalinho.
Hoje damos mais um bonito exemplo do que acabo de
escrever! Perante a recente publicação de algumas imagens referentes ao
último Rancho Folclórico existente na nossa aldeia, o nosso amigo Guilherme
Afonso abriu-nos mais uma excelente página histórica sobre o folclore no
Pombalinho, historiando de uma forma muito própria, o
retrato sentido desses tempos e dessas gentes que representaram
tradicionalmente a nossa terra.
E é para esse registo fotográfico que chamo a vossa atenção
e já agora porque não, recuarem um pouco no tempo e relembrarem toda esta gente
que há mais de cinquenta anos se voluntariaram em mais uma demonstração de
apego e carinho ao nosso Pombalinho.
Nesta fotografia
registada no dia 22 de Fevereiro de 1955 em frente à Igreja Matriz do
Pombalinho, conforme inscrição no verso da mesma, podem-se reconhecer de entre
outros, o José Afonso, o António Rufino, o Francisco Sousa (Mação), o José
Bacalhau, o Manuel Condeço (Rato), o António Maria, o Isidoro, o Carlos
Cordoeiro, o António Bento "Charola", o José Maria dos Santos, o
Diamantino Teixeira, o Acácio, o Joaquim Fataça e as senhoras, Maria Alice
Correia, Ema Correia Minderico, Elvira Cordoeiro, Josefina, Helena Catita,
Silvina Bacalhau, Luisa Barreiros, etc...

Nesta
pose, da Josefina, podemos apreciar mais em pormenor as vestes deste Rancho
Folclórico de 1955.
Para texto mais elucidativo sobre a história dos Ranchos
Folclóricos que existiram nestes anos cinquenta no Pombalinho, clique AQUI
Colaboração Fotográfica e Dados Históricos_Guilherme Afonso
Texto_Manuel Gomes
Texto_Manuel Gomes
08 março 2007
Atleta Pombalinhense
No Pombalinho a prática
desportiva sempre teve no futebol a sua expressão máxima, dando origem, em períodos
diversos dos últimos cinquenta anos, à formação de equipas que tiveram
participações muito activas nos então organizados Campeonatos de Futebol da FNAT
e mais tarde INATEL (designação atribuída à mesma instituição depois de Abril
de 1974).
Salvaguardando algumas saídas de jogadores Pombalinhenses em representação outros clubes da região,
nomeadamente Azinhaga, Riachense, Goleganense e Leões de Santarém, não consta
que tivesse havido “voos mais altos” no campo desportivo.
Há no entanto uma excepção, ou duas melhor dizendo, e elas
chamam-se Guilherme Afonso e Ezequiel Mateiro. Deste último apenas se sabe que
esteve integrado na equipa de atletismo do Sport Lisboa e Benfica, quanto a
Guilherme Afonso e por generosidade deste, mais uma vez o Pombalinho acolhe o contributo testemunhado do
próprio de que a seguir vos damos conta. Mas vamos às suas próprias palavras,
para nos contar esta sua façanha como atleta do Sporting Clube de Portugal:
"...
È pena o cartão de sócio não ter data, mas penso ter sido passado em finais de
1950 ou princípios de 1951."

" ...Era assim naqueles tempos, passando de lado
por cima da fasquia, e não de costas, como passou a ser feito passados alguns
anos.
... Aquele que se vê de pé e de costas na fotografia do salto em altura é o professor Moniz Pereira, que foi meu treinador."
... Aquele que se vê de pé e de costas na fotografia do salto em altura é o professor Moniz Pereira, que foi meu treinador."
"... É que
enquanto eu estive na tropa fui atleta do Sporting Clube de Portugal. Não podia
ter feito grandes resultados, porque nem sequer alguma vez tinha visto uma
pista de atletismo, mas a todos os campeonatos regionais e nacionais que fui (e
fui a todos, naquela época – juvenis, juniores e seniores, num total de seis) e
em todas as provas em que entrei (comprimento, triplo-salto e altura), dei
pontos para a classificação, coisa que só acontecia até ao 6º classificado.
"
02 março 2007
Folclore no Pombalinho!
Ana Rita Vinagre, Pedro Tiago e Marta
Ana
Rita Vinagre

Durante uma actuação nas Festas do Pombalinho

Portugal é de fortes
tradições folclóricas, não sendo possível vermos um corridinho,
um fandango ou um vira,
sem a presença e interpretação dos muitos ranchos folclóricos que existem de
norte a sul do país. Trajados tradicionalmente em representação das suas
regiões de origem, eles tem levado um pouco por todo o mundo a imagem de
Portugal.
No Pombalinho o folclore surgiu no
ano de 1950 com o nome de
Grupo de Danças e Cantares. Não se sabe quanto tempo durou a existência deste
Grupo, que pelos poucos testemunhos escritos era de composição reduzida. Mas décadas
passadas e no ano de 1992 é criado o último grupo de folclore da nossa terra
com a designação de Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Ribatejo
Pombalinho com o intuito de divulgar os trajes e costumes Ribatejanos. Também
não foi muito duradoura a sua existência, mas mesmo assim o suficiente para
levar o nome do Pombalinho a outras paragens. Neste espaço recordamo-lo com
imensa saudade por via de algumas
referências fotográficas desse agrupamento.
Colaboração Fotográfica _ Jaime Vinagre
26 fevereiro 2007
Refexão

Recordar não tem que
ser necessariamente um exercício de melancolia perante alguns momentos mais
marcantes das nossas vidas. Quando nos olhamos e reflectimos nas transformações
que a vida se encarregou de operar, soletramos baixinho e pesarosamente aquelas
palavras de quem já contabiliza o tempo entre o muito que passou e o pouco que
já falta: “como é possível o tempo ter passado tão rapidamente..., ainda ontem
os miúdos (forma carinhosa de tratarmos os
filhos) eram tão pequenos !!!”.
Esta fotografia registada num casamento realizado no Café Central
da Golegã em finais da década de setenta, é bem expressiva de como a vida deve
ser encarada nas várias etapas do seu percurso, temperada sempre com um pouco
de alegria sem nunca perder do horizonte a razão incontornável do que somos e
deste mundo a que pertencemos.
Protagonizam a razão desta reflexão, os pares Francelina e António
Légua, Maria Adelaide Leal e José Alexandre e longe ainda deste posicionamento
interpretativo da vida, o autor destas linhas.
Colaboração Fotográfica_Fernando Leal
23 fevereiro 2007
Costureiras
Nos anos que
antecederam a industrialização do vestuário, muitos alfaiates e costureiras
existiram por essas aldeias fora. No Pombalinho, durante os anos sessenta e em
tempos em que a moda guiada por ritmos de puro consumismo ainda não tinha dado
os primeiros passos, era frequente algumas senhoras recorrrerem às costureiras
da aldeia para que estas executassem os seus vestidos por encomenda, ou seja,
depois do tecido escolhido e do feitio consensualizado entre a modista e a
cliente, passava-se à fase do corte que de imediato obrigava á primeira prova,
procedendo-se depois ao acerto de pequenos detalhes até o vestido ficar
satisfatoriamente ao gosto da cliente.
No post anterior fizemos referência a uma
dessas senhoras que se dedicou ao trabalho e ensino da costura. Porém outras
houve no Pombalinho, mas uma destacou-se não só pelo número de pessoas a quem
ministrou a arte de corte e costura mas também porque a sua mestria “internacionalizou-se”, alcançando níveis e padrões de
qualidade que facilmente tiveram reconhecimento fora de portas. Ela foi a nossa
conhecida Ema Braga e este registo de 1964 representa uma das muitas “fornadas”
de costureiras que a própria formou com a sua sabedoria, ainda na Rua Joaquim
Gonçalves Ferreira. Da esquerda para a direita, Maria Albertina, Teresa, Luísa,
Milita, Salomé e Ema Braga.
Autoria da
Fotografia_Guilherme Afonso
21 fevereiro 2007
Casamentos II
Esta é uma daquelas
fotografias que valoriza imenso a galeria histórica do Pombalinho, não só pela
representatividade do acto mas pela beleza que este registo encerra. É uma
magnifica imagem na Rua Barão de Almeirim durante a passagem do cortejo de
casamento de uma senhora chamada Ana Maria (cunhada do senhor Bonacho), que
marcou muitas pessoas do Pombalinho pela sua dedicação ao trabalho de
costureira mas igualmente ao ensino que ministrou a inúmeras mulheres que
ousaram enveredar por esta profissão.
Reconhecem-se de entre
outras, Anita Leal, Isabel Cachado, Domingos Ferrador, Ana Maria e seu noivo,
Victória, Maria (filha do Acácio Cachado) e Aurora Leal.
Colaboração
Fotográfica_José Leal
17 fevereiro 2007
Bateiras
Grupo
de Bateiras realizadas no Ano de 1952 e constituído por, Joaquim Rufino, Manuel
Inácio, António Costa, Carlos Silvério, António Domingos, Ezequiel Mateiro,
Carlos Cavaco, Fernando Quinquilheiro, António Rufino e
Francisco Cruz.

Neste
grupo de Bateiras, reconhecem-se o Manuel Bacalhau, Veríssimo Duarte, Abel
Júlio, José Asseiceira, José Cachado, Francisco Duarte, Manuel Galvão, Duarte
Cruz, Camilo e o Alberto .

Bateiras realizadas algures nos campos do Pombalinho no ano de
1973. São elas, a Domicilia, a Gina, a Lurdes Leal, a Otelinda, a Bisita, a Ana
Maria, a Lucília, a Alice e a Lena Melão.
A origem do nome
Bateiras está ligada a uma propriedade que existiu entre o Rio Alviela e a
Estalagem do Pocinho e porventura foi aí que se iniciou a tradição do
piquenique na Segunda Feira de Páscoa. No entanto e em de forma de complemento
ao texto acima descrito pela Teresa Cruz (o qual poderá ser lido na
integra com um simples clique), aqui
se indicam alguns links de onde o tema bateiras é referenciado no mundo da
internet. Num deles, pela criatividade do maestro António Gavino, chegou mesmo
a ser tema musical da Orquestra Típica Scalabitana.
15 fevereiro 2007
Pombalinhenses em Lourenço Marques!
Na aldeia
do Pombalinho os tempos nunca foram fáceis para as suas gentes.
Situada a 2 Km do rio Tejo e com os campos de cultivo alagados sempre que
as chuvas de maior intensidade resolviam fazer transbordar o leito do maior rio
português, sempre foi a agricultura considerada a actividade de maior
preponderância na região.
O emprego, para a
maior parte da população tinha que estar, assim, inevitavelmente ligado
ao amanho e ao cultivo da terra!Os restantes, ou escolhiam profissões de
apoio a essa actividade, ou então teriam de olhar outros horizontes de modo a
satisfazerem o elementar sustento das próprias famílias.
A França foi um dos
destinos escolhidos pelos Pombalinhenses como alternativa às dificuldades
inerentes das características do trabalho sazonal desta região! Lá surgia
uma das raras oportunidades de arrecadarem algum dinheirito para mais tarde poderem construir um
lar, tantas vezes pensado mas de concretização quase sempre adiada no
tempo!
Mas nem todos
optaram pelo centro da Europa nesta diáspora emigratória! Houve quem
trilhasse os caminhos africanos e Moçambique foi uma das antigas colónias
ultramarinas escolhida preferencialmente para uma nova fase das suas vidas
profissionais e familiares.
Foi pois, em ambiente
de amena confraternização ( aproveitando uma passagem de Ricardo Chibanga por
Moçambique, para mais uma das suas inúmeras actuações tauromáquicas) na casa do
Guilherme Afonso no ano de 1972, que esta fotografia foi registada e que o
próprio intitulou e bem de “Pombalinhenses em Lourenço
Marques” .
Para a este pedaço da
história do Pombalinho, aqui ficam , da esquerda para a direita, os seus
protagonistas: Guilherme Afonso, um irmão de Ricardo Chibanga, Luís da
Conceição, Ricardo Chibanga, José Alcobia, Luís Vieira Jorge, Lurdes Teixeira,
Milita Mateiro, Joaquim Mateiro, Violante Cruz, esposa do Diamantino Teixeira,
a filha e o Diamantino. Pela mesma ordem, os miúdos são, a filha (Niu) e o
filho (Luís) do Luís Vieira Jorge e da Lurdes e o Carlos Alberto (filho mais
novo do Guilherme Afonso).
Texto_Manuel
Gomes/Guilherme Afonso
13 fevereiro 2007
Baile em 1964
Os bailes costumavam-se realizar
normalmente na Casa do Povo! A excepção ocorria por altura dos Santos Populares
e aí tinham lugar nas ruas 1º de Dezembro, de Santo António e Joaquim
Gonçalves Ferreira.
Com a abertura do Café do Chico
Minderico, nasceu mais um espaço apropriado para o divertimento e o lazer no
qual a população do Pombalinho poderia nos fins-de-semana passar uns momentos
de saudável convívio. A esplanada, de área rectangular, era utilizada na
projecção de filmes (que saudades do velho Salvador com o qual vimos fitas que
tanto nos marcaram para sempre, como o Ben-Hur, Sansão e Dalila, Um Homem do
Ribatejo, etc...) mas também muitas matinés dançantes ali tiveram presença.
Esta fotografia de 1964, regista precisamente como a juventude pombalinhense aderia a este tipo de confraternização.
Esta fotografia de 1964, regista precisamente como a juventude pombalinhense aderia a este tipo de confraternização.
Como curiosidade, reconhecem-se de
entre outros, a Bisita Cruz, a Aurinha (filha do Arnaldo), a Dália, a Lena
Melão, o Joaquim Mateiro, o José Manuel Mateiro, o Ruben Grais, a Carmina Vinagre,
etc..
Como nota
adicional, refira-se que esta matiné dançante é a mesma que deu origem ao post
do Leiloeiro , publicado neste espaço em 02 de Janeiro de 2007.
Fotografia_Guilherme
Afonso
11 fevereiro 2007
Francisco Barrão
Um dos homens que marcou a vida colectiva do Pombalinho, no pós 25 de Abril de 1974, foi Francisco Brás Barrão Júnior. Exerceu a Presidência da Junta de 08 de Janeiro de 1977 a 04 de Janeiro de 1986, tendo com o seu exemplar desempenho, implementado um magistério de serenidade democrática durante os dois mandatos em que foi eleito.
Mas porventura o seu maior contributo para o Portugal democrático, foi ter dado a este país um dos homens, que na qualidade de militar, maior preponderância teve na preparação do programa do MFA e depois já como Ministro da Administração Interna, na realização das primeiras eleições livres em Portugal no pós 25 de Abril.
Francisco Barrão, pai de Manuel da Costa Braz, teve a sua Festa de Homenagem a 4 de Junho de 1995 e aqui se regista no Pombalinho, o evento, com a publicação destas memoráveis fotografias.
Francisco Barrão, ladeado à
esquerda por Ladislau Teles Botas e José Cruz Moura da Fonseca e à direita por
José Miguel Noras, José Niza e Joaquim Mateiro.
Francisco Barrão
entre Georgina Júlio, Milita Mateiro e Diamantina Leal.
09 fevereiro 2007
Carnaval de 1949 e de 1954
E como estamos no mês
do Carnaval, impelimos novamente a roda do tempo e recuamos aos tempos em que o
deslumbramento perante certas imagens acontece e estas duas fotografias
alusivas a esta quadra do ano tão propícia à improvisação de quem nela
participa, fascina qualquer um nós perante a vontade e a graciosidade destas
gentes.
Esta fotografia foi
registada no ano de 1949 e representa um grupo de
meninas mascaradas com vestidos típicos regionais, ou ensaiadas como se dizia
na nossa aldeia, prontas a iniciar uma marcha pelas principais
artérias da nossa terra.
Nem a todas lhes é
reconhecida a sua identidade, no entanto ainda assim, as meninas da fila de
trás e da esquerda para a direita são, uma das filhas do Manuel Cavaco, a
Cremilde Barão e Maria Adelaide Leal. Na frente e pela mesma ordem, a segunda
menina é a outra filha do Manuel Cavaco, a terceira a Ema Minderico, a quinta a
Evangelina Barros e na sexta posição, a Lurdes Teixeira.
Colaboração
Fotográfica_Guilherme Afonso
Nesta, o grotesco e a
fantasia também se fizeram passar pelo Pombalinho neste Carnaval de 1954. A
criatividade está bem estampada nesta encenação carnavalesca, onde duas
personalidades da nossa terra se passeiam pelas ruas desafiando a atenção dos
mais curiosos. Para que conste, a "cantora" chama-se António Domingos e foi acompanhada
à guitarra para quem os quis ouvir, por Francisco Cruz.
Colaboração
Fotográfica_Teresa Cruz
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