08 maio 2007

Casamentos IV


"Revisitando o que foi publicado neste espaço sobre acontecimentos matrimoniais de Pombalinhenses, notei que desde o inicio da criação deste projecto já nos dedicamos ao tema por três vezes! Foram eles,  os casamentos de  Francisco Cruz, Sofio Féliz e de Ana Maria. De facto, é nestas cerimónias   que acontecem os grandes encontros familiares e de uma forma geral, a reunião das pessoas consideradas mais chegadas por laços de amizade às famílias dos noivos.


Por tradição, todo o envolvimento é registado fotograficamente ou em filme, mas há um momento sempre indispensável neste tipo de cerimónia, o retrato de família ou de grupo! E é utilizando essa enorme possibilidade de podermos recordar de uma forma mais abrangente muitos mais Pombalinhenses de várias gerações, que me ocorreu a ideia de endereçar a todos vós, caros visitantes,  este aliciante desafio, que é, o de contribuirmos para a publicação, aqui no Pombalinho, desses testemunhos tão especiais para tantos nós. Estou certo que assim, este espaço ganhará um sentido de maior referência para as gentes da nossa terra.




Sendo assim e dando continuidade a esta ideia de publicação que vos proponho, avanço hoje com um casamento que se realizou no dia 18 de Julho de 1976 no Café Central situado na da Capital do Cavalo, os noivos foram o Manuel e a Otelinda Gomes e a fotografia familiar foi registada junto à Igreja Matriz da Golegã.







Como nota de curiosidade,  a factura do respectivo banquete, celebrado entusiasticamente neste referenciado restaurante da Golegã. 






04 maio 2007

Casamentos III



O tempo preenche as nossas memórias a um ritmo incessantemente imparável. Sempre na sua evolução, hábitos se alteraram, comportamentos se modificaram e até formas de apresentação em sociedade se modernizaram. No entanto, há uns quantos eventos sociais em que os princípios vão teimosamente perdurando no tempo inalteráveis, independentemente das evoluções naturais que sempre as transições geracionais produzem socialmente. É o caso dos casamentos, são acontecimentos em que noivos e convidados sempre fazem gala em se apresentarem com o que de melhor têm no seu guarda-roupa para estas ocasiões solenes. E nesse já longínquo ano de 1953 a regra se cumpria, podendo-se ver nestas fotos relativas ao casamento de Alberto Gomes, como os nossos conterrâneos se aperaltaram com todo o indispensável rigor cerimonioso.



Ezequiel Mateiro, Francisco Cruz e José Leal, frente à Igreja Matriz do Pombalinho.







Francisco Cruz, Ezequiel Mateiro, José Leal, António Domingos, José Alexandre, António Duarte, Joaquim Minderico.






Ernesto Hilário, José Leal, Francisco Cruz, posando para a intemporalidade.



Colaboração Fotográfica_José Leal







27 abril 2007

Lar, doce Lar




Hoje quando se pensa na casa, aquele cantinho há muito desejado e onde idealizamos constituir a nossa família , é-nos proporcionado um leque de escolhas de tal modo vasto e variado que dificilmente não encontraremos o que tínhamos planeado  em adquirir.

È claro que nos dias e tempos que correm, tudo se resume afinal de contas à capacidade económica dos proponentes compradores! Existe à volta da indústria do imobiliário,   toda uma série de estruturas organizativas que simplificam consideravelmente a compra do tão ambicionado lar.

 Tempos houve porém, em que esta realidade ainda não fazia parte integrante dos planos familiares dos portugueses e particularmente dos Pombalinhenses! Mesmo assim lá se ia construindo ao ritmo desses tempos, bem diferentes dos de hoje, algumas casas em zonas onde o alargamento de área habitacional era previsível, como na Rua 5 de Outubro e no Casal Centeio.


Esta fotografia, apesar das dificuldades bem compreensivas desse ano de 1960, é igualmente bem expressiva do ambiente de festa que normalmente rodeava estas etapas marcantes das vidas de muita gente que deitava mãos à obra. A casa então em construção situa-se na rua 5 de Outubro e os captados pela objectiva do retratista são, da esquerda para a direita , os jovens Carlos Gomes, Francisco Gaião, António Mogas, Lucília, José Luís, Manuel Joaquim, António Calado e os adultos pela mesma ordem, o Manuel Narciso, o Saraiva, o Manuel Mira, o João Condeço, Luis Camões, António Cufa, Manuel Bacalhau, Carlos Catrola, e o proprietário da casa, Manuel Gomes Calado.




23 abril 2007

Visita Ministerial

Hoje tivemos no Pombalinho a visita do Ministro das Finanças, Fernando Teixeira dos Santos. Não naquele Pombalinho físico onde muitos de nós nascemos, mas neste Pombalinho on-line, onde continuamos orgulhosamente a contribuir para a edificação possível da História da nossa terra.
Curiosamente o Senhor Ministro visitou-nos por duas vezes, às 12,10 horas e às 16,12 horas e o que nos apraz dizer é o seguinte: Senhor Ministro, espero que tenha gostado do que viu e seja sempre bem vindo ao Pombalinho.

22 abril 2007

Vera Cruz Futebol Clube V




E como hoje é domingo, porque não recordarmos mais uma daquelas valorosas equipas do nosso Vera Cruz Futebol Clube, que tantas alegrias nos propiciaram nessas longínquas tardes de uns tempos saudosamente recordados? Parafraseando o autor de um recente programa televisivo, “os tempos mudaram muito mesmo, nos últimos quarenta anos”. E na verdade muitas transformações se operaram nas nossas vidas ao nível dos hábitos mas também na forma como nos organizamos para podermos responder às solicitações diárias das várias actividades das nossas vidas. Eu, como se sabe, sou de uma geração muito posterior a esta, que hoje publicamos no Pombalinho, mas ainda me lembro de como nos tínhamos de desenrascar quando as nossas botas não estavam em condições de serem utilizadas. Normalmente o problema residia na falta de travessas e aí lá tínhamos de recorrer aos bons préstimos profissionais do António Barros (um dos sapateiros do Pombalinho que residia na Rua Hilário José Barreiros) para que este pacientemente as consertasse a tempo de as podermos utilizar no jogo que se avizinhava. Agora, claro, os tempos são definitivamente outros...!!!
Bem, mas vamos à identidade destes nossos gloriosos representantes, num jogo disputado na nossa vizinha Azinhaga e num qualquer ano dos anos sessenta: de pé e da esquerda para a direita, Luís Júlio, José Braga, José Leal, Joaquim Vieira, António Maria, Isidoro, "Charola" e Francisco Cruz. De joelhos e pela mesma ordem, Diamantino Teixeira, José Rodrigues e João "Coradinho".

Colaboração Fotográfica_ José Leal





17 abril 2007

As Fogaceiras - 1



Já aqui nos referimos a várias gerações de Fogaceiras que nas Festas realizadas no Pombalinho, muito contribuíram para programação e a manutenção de uma tradição que de há muito se vem exemplarmente preservando. Desta vez e pela simpática colaboração de uma nova jovem colaboradora, a Tânia Martinho, publicamos para a galeria histórica do Pombalinho mais duas gerações de Fogaceiras Pombalinhenses.




Este grupo participou nas Festas do ano de1940 e reconhecem-se de pé e da direita para esquerda, Emília Serra, Maria Emília Melão, Júlia Guilherme, Rita Cavaco, Felisbela, Maria Raquel e Adelaide Carvalho. Sentadas e pela mesma ordem, Luísa, Júlia, Francelina Légua, Guilhermina e Anita.








Esta fotografia registada a sul da Rua 1º de Dezembro, refere-se a um grupo de Fogaceiras das Festas de 1982 e reconhecem-se de entre outras, a Estela, a Elvira, a Olga, a Dina e a Cristina Brás.

As duas meninas que estão em primeiro plano, são a nossa conterrânea Tânia Martinho de mão dada com a sua pequenita irmã Aida Martinho.









10 abril 2007

Guilherme Afonso - Escritor









Guilherme Afonso estreou-se literariamente em 28 de Julho de 1959, com um conto publicado no “Diário Ilustrado” de Lisboa. Depois, outros seus trabalhos surgiram naturalmente, como “Um conto... e Quinhentos” em 1963, “Amor não se Vende” em 1973, “Para uma Descolonização Mental” em 1974 , “O Futuro da Revolução” e “Abatido ao Efectivo” em 1979 .

O livro que escolhemos foi publicado no ano de 1988, intitula-se “Circuito” e é como o seu autor o define, "os contos que fui escrevendo ao longo de trinta anos com intermitências mais ou menos prolongadas." E de entre esses contos há um muito especial ..., bem, mas vamos às suas próprias e elucidativas palavras, contextualizadas em Nota do Autor deste mesmo livro “… O leitor verificará, todavia, que incluí no livro um desses contos cuja acção se situa nesse espaço longínquo – um espaço em que nasci e atingi a idade adulta e em que, portanto, o fundamental do que sou e penso se formou.

Dois motivos me levaram a incluí-lo. Um, é o facto de ele aludir, com oliveiras e vinhas, a uma realidade que não está limitada ao espaço em que há oliveiras e vinhas: é a realidade dos explorados e daqueles que sofrem de alguma inferioridade física ou de certo de doenças (no caso de “ O Zé Hóstia” , a sua débil compleição e os ataques epilépticos do protagonista). O outro é considerá-lo eu um dos meus contos mais conseguidos e gostar muito dele, talvez porque também gostava muito daquele a quem roubei bastante para dar corpo ao meu Zé Hóstia – um dos meus companheiros camponeses durante muitos anos."  






Para a leitura integral do "Zé Hóstia", clicar em  Circuito 








04 abril 2007

Vera Cruz Futebol Clube IV





Já aqui nos referimos aos tempos gloriosos do Vera Cruz e do que essas representações futebolísticas simbolizavam para as gentes do Pombalinho. Eram os momentos das "romarias" em direcção ao campo das Ónias nos domingos à tarde, de bicicleta ou mesmo a pé, lá íamos todos irmanados de uma fé inabalável para apoiar os nossos bravos jogadores nesses distantes campeonatos de futebol da FNAT. Esta fotografia do início da década de sessenta, representa uma das equipas que maior brilhantismo alcançou nos mais diversos campos de futebol por onde passaram. São eles da esquerda para a direita e de pé, o João Bispo, o José Gomes, o José Guilherme, o António Bento,"Charola" e o António Domingos. De joelhos e pela mesma ordem, o José Leal, o Manuel Barão, o António Manuel Leal e o José Bacalhau.








"Esta já cá canta", parece quererem dizer ao fotógrafo de serviço, os craques José Leal e Manuel Barão, mostrando a taça gloriosamente conquistada.




Colaboração Fotográfica_José Leal







31 março 2007

As Fogaceiras


Desde serem consideradas um antigo imposto também chamado de fumagem, passando por enfeite que as moças levavam nas procissões, ou até aos bolos que em festas populares se oferecem às igrejas para depois serem leiloados, as fogaças e as fogaceiras são presenças insubstituíveis nalgumas festas populares do nosso país.

No Pombalinho por testemunhos escritos e presenciais que existem, elas também integraram os variadíssimos programas de Festas organizadas na nossa terra. As Fogaceiras tinham características de missão, que era, a recolha pelas ruas da aldeia das fogaças ofertadas para que posteriormente pudessem ser leiloadas. Já nos referimos a elas no longínquo ano de 1948, hoje publicamos umas outras que integraram as Festas do Pombalinho no ano de 1975.





Este momento foi registado na Rua António Eugénio de Menezes em frente à quinta de Joaquim de Menezes e podem-se reconhecer de entre outras, a Otelinda e a Lena Melão.








Neste grupo, da esquerda para a direita identificam-se, a Hilária, a Ana Maria, a Otelinda, a Lucilia, a Alice, a Domicília e a Lena Melão.







Finalmente, o mesmo grupo em desfile na Rua 5 de Outubro. Reconhecem-se, a Otelinda, a Lucilia, a Cila, a Ema e a Ana Maria.










27 março 2007

Festas de 1948 !


Photobucket


Sempre foram tradição no Pombalinho as festas anuais de caracter popular, realizadas num ambiente de grande alegria e dedicação, em que toda a população se envolvia e participava. Eram os arraiais, as quermesses, actuações musicais das quais se destacavam os fados de Coimbra, cavalhadas, enfim, um sem número de divertimentos para satisfação e gáudio de todos os Pombalinhenses. Neste prospecto aqui reproduzido, pode-se testemunhar parte do programa dessa Festa em Honra e Louvor do Mártir S. Sebastião, realizada no Pombalinho nos dias 31 de Julho, 01 e 02 de Agosto de 1948.







Programa completo das Festas.








O desfile das fogaceiras com o Luis dos Reis aparentemente na orientação do mesmo na Rua Barão de Almeirim. Esta fotografia refere-se ao segundo dia dessas deslumbrantes Festas, como a própria Comissão de Organizadora as cassificou em título de cartaz promocional.









Aqui, o mesmo grupo de fogaceiras ainda na Rua Barão de Almeirim e já bem perto da Igreja Matriz do Pombalinho .






Nesta fotografia podemos apreciar de uma forma mais pormenorizada, duas fogaceiras que participaram nessas Festas de 1948. São elas a Anita Martinho e a Violante Cruz.



Colaboração Documental_Joaquim Mateiro.

Colaboração Fotográfica_ Guilherme Afonso.






20 março 2007

Pombalinho Histórico






- Sabia que ruas existiam no Pombalinho no ano de 1900 ?
- E o que aconteceu na noite de 9 de Dezembro de 1870 na nossa aldeia?
- Festa dos Tabuleiros no Pombalinho, diz-lhe alguma coisa?
- E quem era o proprietário da Quinta do Outeiro em 1841 ?
- E da Quinta de Fernão Leite, que padre era o seu proprietário no ano de 1900 ?
- Sabia de quantas pipas era a produção de azeite na quinta da Melhorada, no início do século passado?

A estas e muitas mais questões encontrará neste TEXTO as respostas certas, podendo simultaneamente realizar uma belíssima viagem no tempo sobre o Pombalinho do início do século vinte.


Editora - Empreza da Historia de Portugal






15 março 2007

Folclore - 1


É muito gratificante sentirmos que este espaço, desde que foi criado, adquiriu uma dinâmica de publicação muito regular, ultrapassando, modestamente, as expectativas mais optimistas aquando da sua criação no mês de Setembro de 2005. Por isso nunca é demais de realçar a valiosíssima colaboração prestada por um grupo de conterrâneos que desde a primeira hora muito têm contribuído para a consolidificação deste projecto, em construção, sobre a História do Pombalinho.

Hoje damos mais um bonito exemplo do que acabo de escrever! Perante a recente publicação de algumas imagens referentes ao último Rancho Folclórico existente na nossa aldeia, o nosso amigo Guilherme Afonso abriu-nos mais uma excelente página histórica sobre o folclore no Pombalinho, historiando de uma forma muito própria, o retrato sentido desses tempos e dessas gentes que representaram tradicionalmente a nossa terra.


 E é para esse registo fotográfico que chamo a vossa atenção e já agora porque não, recuarem um pouco no tempo e relembrarem toda esta gente que há mais de cinquenta anos se voluntariaram em mais uma demonstração de apego e carinho ao nosso Pombalinho.





Nesta fotografia registada no dia 22 de Fevereiro de 1955 em frente à Igreja Matriz do Pombalinho, conforme inscrição no verso da mesma, podem-se reconhecer de entre outros, o José Afonso, o António Rufino, o Francisco Sousa (Mação), o José Bacalhau, o Manuel Condeço (Rato), o António Maria, o Isidoro, o Carlos Cordoeiro, o António Bento "Charola", o José Maria dos Santos, o Diamantino Teixeira, o Acácio, o Joaquim Fataça e as senhoras, Maria Alice Correia, Ema Correia Minderico, Elvira Cordoeiro, Josefina, Helena Catita, Silvina Bacalhau, Luisa Barreiros, etc...







Nesta pose, da Josefina, podemos apreciar mais em pormenor as vestes deste Rancho Folclórico de 1955.




Para texto mais elucidativo sobre a história dos Ranchos Folclóricos que existiram nestes anos cinquenta no Pombalinho, clique AQUI

Colaboração Fotográfica e Dados Históricos_Guilherme Afonso
Texto_Manuel Gomes







08 março 2007

Atleta Pombalinhense

No Pombalinho a prática desportiva sempre teve no futebol a sua  expressão máxima, dando origem, em períodos diversos dos últimos cinquenta anos, à formação de equipas que tiveram participações muito activas nos então organizados Campeonatos de Futebol da FNAT e mais tarde INATEL (designação atribuída à mesma instituição depois de Abril de 1974).

Salvaguardando algumas saídas de jogadores Pombalinhenses em  representação outros clubes da região, nomeadamente Azinhaga, Riachense, Goleganense e Leões de Santarém, não consta que tivesse havido “voos mais altos” no campo desportivo.


Há no entanto uma excepção, ou duas melhor dizendo, e elas chamam-se Guilherme Afonso e Ezequiel Mateiro. Deste último apenas se sabe que esteve integrado na equipa de atletismo do Sport Lisboa e Benfica, quanto a Guilherme Afonso e por generosidade deste, mais uma vez o Pombalinho acolhe o contributo testemunhado do próprio de que a seguir vos damos conta. Mas vamos às suas próprias palavras, para nos contar esta sua façanha como atleta do Sporting Clube de Portugal:




"... È pena o cartão de sócio não ter data, mas penso ter sido passado em finais de 1950 ou princípios de 1951."







" ...Era assim naqueles tempos, passando de lado por cima da fasquia, e não de costas, como passou a ser feito passados alguns anos.
... Aquele que se vê de pé e de costas na fotografia do salto em altura é o professor Moniz Pereira, que foi meu treinador." 








"... É que enquanto eu estive na tropa fui atleta do Sporting Clube de Portugal. Não podia ter feito grandes resultados, porque nem sequer alguma vez tinha visto uma pista de atletismo, mas a todos os campeonatos regionais e nacionais que fui (e fui a todos, naquela época – juvenis, juniores e seniores, num total de seis) e em todas as provas em que entrei (comprimento, triplo-salto e altura), dei pontos para a classificação, coisa que só acontecia até ao 6º classificado. "





02 março 2007

Folclore no Pombalinho!



Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Ribatejo Pombalinho





Ana Rita Vinagre, Pedro Tiago e Marta







Ana Rita Vinagre






Durante uma actuação nas Festas do Pombalinho







Portugal é de fortes tradições folclóricas, não sendo possível vermos um corridinho, um fandango  ou um vira, sem a presença e interpretação dos muitos ranchos folclóricos que existem de norte a sul do país. Trajados tradicionalmente em representação das suas regiões de origem, eles tem levado um pouco por todo o mundo a imagem de Portugal.

No Pombalinho o folclore surgiu no ano de 1950 com o nome de Grupo de Danças e Cantares. Não se sabe quanto tempo durou a existência deste Grupo, que pelos poucos testemunhos escritos  era de composição reduzida. Mas décadas passadas e no ano de 1992 é criado o último grupo de folclore da nossa terra com a designação de Rancho Folclórico de Danças e Cantares do Ribatejo Pombalinho com o intuito de divulgar os trajes e costumes Ribatejanos. Também não foi muito duradoura a sua existência, mas mesmo assim o suficiente para levar o nome do Pombalinho a outras paragens. Neste espaço recordamo-lo com imensa saudade por via de  algumas referências fotográficas desse agrupamento.


Colaboração Fotográfica _ Jaime Vinagre 



26 fevereiro 2007

Refexão




Recordar não tem que ser necessariamente um exercício de melancolia perante alguns momentos mais marcantes das nossas vidas. Quando nos olhamos e reflectimos nas transformações que a vida se encarregou de operar, soletramos baixinho e pesarosamente aquelas palavras de quem já contabiliza o tempo entre o muito que passou e o pouco que já falta: “como é possível o tempo ter passado tão rapidamente..., ainda ontem os miúdos (forma carinhosa de tratarmos os filhos) eram tão pequenos !!!”.

Esta fotografia registada num casamento realizado no Café Central da Golegã em finais da década de setenta, é bem expressiva de como a vida deve ser encarada nas várias etapas do seu percurso, temperada sempre com um pouco de alegria sem nunca perder do horizonte a razão incontornável do que somos e deste mundo a que pertencemos.

Protagonizam a razão desta reflexão, os pares Francelina e António Légua, Maria Adelaide Leal e José Alexandre e longe ainda deste posicionamento interpretativo da vida, o autor destas linhas.


Colaboração Fotográfica_Fernando Leal



23 fevereiro 2007

Costureiras





Nos anos que antecederam a industrialização do vestuário, muitos alfaiates e costureiras existiram por essas aldeias fora. No Pombalinho, durante os anos sessenta e em tempos em que a moda guiada por ritmos de puro consumismo ainda não tinha dado os primeiros passos, era frequente algumas senhoras recorrrerem às costureiras da aldeia para que estas executassem os seus vestidos por encomenda, ou seja, depois do tecido escolhido e do feitio consensualizado entre a modista e a cliente, passava-se à fase do corte que de imediato obrigava á primeira prova, procedendo-se depois ao acerto de pequenos detalhes até o vestido ficar satisfatoriamente ao gosto da cliente.

No post anterior fizemos referência a uma dessas senhoras que se dedicou ao trabalho e ensino da costura. Porém outras houve no Pombalinho, mas uma destacou-se não só pelo número de pessoas a quem ministrou a arte de corte e costura mas também porque a sua mestria “internacionalizou-se”, alcançando níveis e padrões de qualidade que facilmente tiveram reconhecimento fora de portas. Ela foi a nossa conhecida Ema Braga e este registo de 1964 representa uma das muitas “fornadas” de costureiras que a própria formou com a sua sabedoria, ainda na Rua Joaquim Gonçalves Ferreira. Da esquerda para a direita, Maria Albertina, Teresa, Luísa, Milita, Salomé e Ema Braga.


Autoria da Fotografia_Guilherme Afonso



21 fevereiro 2007

Casamentos II


Photobucket


Esta é uma daquelas fotografias que valoriza imenso a galeria histórica do Pombalinho, não só pela representatividade do acto mas pela beleza que este registo encerra. É uma magnifica imagem na Rua Barão de Almeirim durante a passagem do cortejo de casamento de uma senhora chamada Ana Maria (cunhada do senhor Bonacho), que marcou muitas pessoas do Pombalinho pela sua dedicação ao trabalho de costureira mas igualmente ao ensino que ministrou a inúmeras mulheres que ousaram enveredar por esta profissão.

Reconhecem-se de entre outras, Anita Leal, Isabel Cachado, Domingos Ferrador, Ana Maria e seu noivo, Victória, Maria (filha do Acácio Cachado) e Aurora Leal.


Colaboração Fotográfica_José Leal



17 fevereiro 2007

Bateiras





Grupo de Bateiras realizadas no Ano de 1952 e constituído por, Joaquim Rufino, Manuel Inácio, António Costa, Carlos Silvério, António Domingos, Ezequiel Mateiro, Carlos Cavaco, Fernando Quinquilheiro, António Rufino e Francisco Cruz.









Neste grupo de Bateiras, reconhecem-se o Manuel Bacalhau, Veríssimo Duarte, Abel Júlio, José Asseiceira, José Cachado, Francisco Duarte, Manuel Galvão, Duarte Cruz, Camilo e o Alberto .








Bateiras realizadas algures nos campos do Pombalinho no ano de 1973. São elas, a Domicilia, a Gina, a Lurdes Leal, a Otelinda, a Bisita, a Ana Maria, a Lucília, a Alice e a Lena Melão.





A origem do nome Bateiras está ligada a uma propriedade que existiu entre o Rio Alviela e a Estalagem do Pocinho e porventura foi aí que se iniciou a tradição do piquenique na Segunda Feira de Páscoa. No entanto e em de forma de complemento ao texto acima descrito pela Teresa Cruz (o qual poderá ser lido na integra com um simples clique), aqui se indicam alguns links de onde o tema bateiras é referenciado no mundo da internet. Num deles, pela criatividade do maestro António Gavino, chegou mesmo a ser tema musical da Orquestra Típica Scalabitana.






Colaboração de Teresa Cruz/Francisco Cruz/Fernando Leal e Manuel Gomes


Blog temático -  Bateiras  





15 fevereiro 2007

Pombalinhenses em Lourenço Marques!





Na aldeia do Pombalinho os tempos nunca foram fáceis para as suas gentes. Situada  a 2 Km do rio Tejo e com os campos de cultivo alagados sempre que as chuvas de maior intensidade resolviam fazer transbordar o leito do maior rio português, sempre foi a agricultura considerada a  actividade de maior preponderância na  região.

 O emprego, para a maior parte da população tinha que estar, assim,  inevitavelmente ligado ao amanho e ao cultivo da terra!Os restantes, ou escolhiam profissões de apoio a essa actividade, ou então teriam de olhar outros horizontes de modo a satisfazerem o elementar sustento das próprias famílias.

A França foi um dos destinos escolhidos pelos Pombalinhenses como alternativa às dificuldades inerentes das  características do trabalho sazonal desta região! Lá surgia uma das raras oportunidades   de arrecadarem algum dinheirito para mais tarde poderem construir um lar, tantas vezes pensado mas de concretização quase sempre adiada no tempo!

 Mas nem todos optaram pelo centro da Europa nesta diáspora emigratória! Houve  quem trilhasse os caminhos africanos e Moçambique foi uma das antigas colónias ultramarinas escolhida preferencialmente para uma nova fase das suas vidas profissionais e familiares.

Foi pois, em ambiente de amena confraternização ( aproveitando uma passagem de Ricardo Chibanga por Moçambique, para mais uma das suas inúmeras actuações tauromáquicas) na casa do Guilherme Afonso no ano de 1972, que esta fotografia foi registada e que o próprio intitulou e bem de “Pombalinhenses em Lourenço Marques” .

Para a este pedaço da história do Pombalinho, aqui ficam , da esquerda para a direita, os seus protagonistas: Guilherme Afonso, um irmão de Ricardo Chibanga, Luís da Conceição, Ricardo Chibanga, José Alcobia, Luís Vieira Jorge, Lurdes Teixeira, Milita Mateiro, Joaquim Mateiro, Violante Cruz, esposa do Diamantino Teixeira, a filha e o Diamantino. Pela mesma ordem, os miúdos são, a filha (Niu) e o filho (Luís) do Luís Vieira Jorge e da Lurdes e o Carlos Alberto (filho mais novo do Guilherme Afonso).


Texto_Manuel Gomes/Guilherme Afonso




13 fevereiro 2007

Baile em 1964





Os bailes costumavam-se realizar normalmente na Casa do Povo! A excepção ocorria por altura dos Santos Populares e aí tinham lugar nas ruas 1º de Dezembro, de Santo António e Joaquim Gonçalves Ferreira. 

Com a abertura do Café do Chico Minderico, nasceu mais um espaço apropriado para o divertimento e o lazer no qual a população do Pombalinho poderia nos fins-de-semana passar uns momentos de saudável convívio. A esplanada, de área rectangular, era utilizada na projecção de filmes (que saudades do velho Salvador com o qual vimos fitas que tanto nos marcaram para sempre, como o Ben-Hur, Sansão e Dalila, Um Homem do Ribatejo, etc...) mas também muitas matinés dançantes ali tiveram presença.

Esta fotografia de 1964, regista precisamente como a juventude pombalinhense aderia a este tipo de confraternização.
Como curiosidade, reconhecem-se de entre outros, a Bisita Cruz, a Aurinha (filha do Arnaldo), a Dália, a Lena Melão, o Joaquim Mateiro, o José Manuel Mateiro, o Ruben Grais, a Carmina Vinagre, etc..

Como nota adicional, refira-se que esta matiné dançante é a mesma que deu origem ao post do Leiloeiro , publicado neste espaço em 02 de Janeiro de 2007.



Fotografia_Guilherme Afonso