É sempre com muito
agrado que ficamos, quando surgem renovadas possibilidades de publicarmos
fotografias sobre festas de noivados de Pombalinhenses. Hoje congratulamo-nos com o reavivar
de memórias de um desses casamentos que ocorreu no ano de 1968 e os noivos
foram os nossos bem conhecidos, Evangelina Barros e o seu marido Américo Graça.
13 janeiro 2008
05 janeiro 2008
A poda da vinha!
A poda da vinha é uma actividade
agrícola de carácter sazonal que normalmente ocorre no início de cada ano e
antes dos rebentos das videiras começarem a brotar. É das intervenções mais
exigentes no que se refere ao saber, pois do seu rigor depende o sucesso a nível
produtivo de toda a colheita que, lá para finais de Agosto, irá ser
transformada nos nossos afamados vinhos brancos e tintos.
Tempo houve em que no
Pombalinho homens de tesoura na mão e serrote à cintura, percorriam
pacientemente os vãos das vinhas, rejuvenescendo o aspecto cansado das cepas e
preparando-as para mais uma saudável frutificação! Hoje os tempos são de
cultivo intensivo e nas poucas vinhas que ainda restam, resultado porventura do devaneio da
globalização da monocultura, impera a presença fria e implacável das máquinas!
É por isso que
recordar, nesta altura do ano, os que laboriosamente pegavam nas varas ou nos
sarmentos e os seleccionavam para a próxima produção vinícola, faz todo o
sentido neste nosso espaço de dedicação aos valores da memória. Infelizmente,
só nos propósitos de uma justa divulgação é que é possível transmitir às
gerações vindouras realidades que os tempos irreversivelmente teimam em apagar.
E porque achamos que o futuro só se constrói superiormente com os ensinamentos do passado,
continuamos orgulhosamente por aí!
Esta fotografia
refere-se a um dos últimos grupos de trabalhadores do Pombalinho que podaram as
vinhas da Quinta da Casa Barão de Almeirim, não se sabendo exactamente o ano em que foi
registada. De entre outros, podem-se reconhecer, António Maria, Jerónimo
Mogas, Nicolau Mogas, Manuel “da neta” , Diamantino Grais, Peralta, Carlos Eleutério e Avilez.
Ligações
relacionadas – As Vides + Poda das Oliveiras
Colaboração
Fotográfica_João Condeço
27 dezembro 2007
Fim de Ano de 1971!!!
Os
festejos das passagens de Ano no Pombalinho não diferiam muito das que um pouco
por todo o lado se faziam nas aldeias do nosso país. Uma das formas de se
conviver em grupo durante este momento único do ano, era o recurso à realização
de um baile em espaço apropriado e depois da meia-noite a tradicional reunião à
volta da mesa para celebrar em ambiente festivo a saída do Ano Velho e a
entrada no Novo Ano. Rebuscando as minhas fotografias, veio-me à memória uma
dessas celebrações que teve como local escolhido, a casa do Diamantino da
Costa, mais precisamente numa grande sala que este possuía ao fundo da sua
moradia e onde habitualmente se realizavam matinés dançantes. Foi pois aí que nesse
ano de 1971, um grupo de jovens Pombalinhenses uniram
esforços e propiciaram a todos os que quiseram participar (ou teria sido por
convites?) de uma forma diferente, a entrada do Novo Ano. Registe-se que a
participação musical, esteve a cargo da nossa querida e inesquecível Victória
da Silva.
Um
dos momentos de descanso, enquanto a Victória iniciava mais uma interpretação
musical.
Dançando uma valsa ou quem sabe um tango, mesmo, mesmo, é a boa
disposição demonstrada por este alegre par de dançarinos.

Uma pausa para a pose fotográfica.

Tinha
chegado o momento da confraternização à volta da mesa!

Este
momento só poderia indiciar a saída do Velho Ano de 1971 e a entrada no Novo
Ano de 1972
Algumas caras bem
nossas familiares ficaram retratadas nestas fotos. Reconhecemos a Gena Hilário,
o José Lino, o António Carlos Martins, o António Carlos Branco, a Carolina a
Maria Albertina, o Miguel da Costa etc...
16 dezembro 2007
Então é Natal !!!
Aproxima-se
mais um Natal e o despertar das nossas memórias é accionado de uma forma
instantânea e já um pouco distante, ao que vamos preservando cuidadosamente nos
baús das nossas existências. Lembro-me das fantasias que nos eram
proporcionadas com o chegar dos festejos natalícios. O tempo, esse, era frio e
chuvoso como se as condições atmosféricas adivinhassem que os presépios só
adquiririam o seu verdadeiro sentido, se revestidos com o musgo que
cuidadosamente íamos buscar aos troncos grossos das oliveiras que então
existiam..., daquelas que foram arrancadas por já não serem produtivamente
rentáveis! O estábulo onde estava o Menino acompanhado pelas restantes figuras
tradicionais, assim como o caminho percorrido pelo Baltasar, Belchior e Gaspar,
era iluminado por umas pequenas velas de cera, transmitindo a todo o presépio
um sentido bem diferente daquele que hoje lhe damos com aqueles cordões de
iluminação eléctrica, comprados e fabricados num qualquer país asiático! E o
sapatinho? O mistério existia mesmo! Na noite de Natal lá o colocávamos a um
cantinho das lareiras dos nossos pais e logo pela manhã bem cedo lá estávamos
para ver os tão desejados presentes do Pai Natal. Podiam ser simples, mas a
magia de um ambiente de felicidade por este momento único, funcionava de uma
forma contagiante a toda a família. Depois e ainda pela manhã, chegava a hora
de nos deliciarmos com os tão esperados velhoses e coscorões. Já os tínhamos
provado na Noite de Natal ainda quentes da fritura e na qual o papel da nossa
avó em conjunto com a necessária ajuda da nossa mãe se tornavam em presenças
indispensáveis, mas a partir de agora era certo que os famosos fritos iriam
fazer parte dos nossos pequenos-almoços até ao Domingo de Reis. Hoje compram-se
em qualquer confeitaria, não existindo mais esse maravilhoso ritual do seu
fabrico em ambiente verdadeiramente natalício. Em vésperas do Natal, já a
abóbora menina tinha atingido o seu estado ideal de maturação. Trazida da
horta, era descascada, limpa das pevides e cortada aos cubos, de seguida
colocava-se dentro duma enorme panela com água para ser devidamente cozida.
Depois era amassada num alguidar de barro, onde previamente se tinha misturado
a farinha, o sal, ovos e um pouco de fermento. A partir daí era o segredo, as
mãos fechadas permitiam que os nós dos dedos transformassem essa mistura numa
massa tenra e pronta a dar os famosos velhoses e coscorões, sem que antes não
se tivesse tapado com uma manta bem grossa o preparado de modo a levedar
convenientemente para o dia seguinte. Hoje abrimos o baú e estas lembranças
invadem-nos o coração! Uma amiga interrogava-se
a propósito, sobre o que tinha feito para tudo que isto não se tivesse perdido
no tempo! Interrogando-me no mesmo sentido, suspeito, com as razões que me
assistem, da inevitável evolução intrínseca da vida! Resta-nos as memórias...,
e se tivermos tempo, iremos abrindo aos tempos de hoje, a bela arca das nossas
memórias. Um Bom Natal para todos!
14 dezembro 2007
Casamentos VII
Já aqui manifestamos o quanto nos satisfaz, a publicação de registos fotográficos que testemunhem esses dias tão importantes para as vidas dos que resolveram pelo matrimónio, iniciar um novo caminho nas suas vidas. Pela simpatia da Milita Mateiro e do Joaquim Mateiro, foi possível registar nesta galeria histórica do Pombalinho a fotografia de família jovem do seu noivado.

Mas como hoje em que estamos a recordar esse momento tão importante na vida da Milita e do Joaquim, coincide precisamente com o dia do seu noivado, 14 de Dezembro de 1969, daqui lhes enviamos muitos parabéns pela passagem do seu trigésimo oitavo aniversário de casados.
04 dezembro 2007
Pombalinhenses em Lourenço Marques II
Em Fevereiro de 2007 referimo-nos aqui neste espaço aos Pombalinhenses que por circunstâncias da vida rumaram até à então denominada província ultramarina de Moçambique, na busca de condições de vida que lhes eram negadas no também então chamado Portugal continental. Recentemente chegou-nos este bonito registo de um encontro desses nossos conterrâneos, onde a alegria e boa disposição está manifestamente presente neste momento vivido de saudável confraternização. Que saudades, dirão com toda a certeza! Mas viver é isto..., sempre que estes quadros nostálgicos nos surgem nas esquinas da vida, mais não teremos de fazer do que meditar os caminhos que percorremos para entendermos melhor os viajantes que somos!Já depois desta publicação ter sido disponibilizada na internet, recebi do nosso Amigo Joaquim Mateiro uma prestável colaboração na identificação deste grupo de Pombalinhenses em terras de Moçambique. Assim sendo, podemos reconhecer da esquerda para a direita, o Joaquim Henriques, o Alcides Vieira, o António Duarte, o Manuel Cavaleiro, o António Leal, a Lena Leal, o Luís Conceição, o José Alexandre, a Maria Adelaide Leal, o José Alcobia, a Lourdes Teixeira, a Carolina Teixeira, a Elvira Teixeira e o Diamantino Teixeira. Na frente e pela mesma ordem, a Níu, filha da Lourdes Teixeira, o Mário e o Paulo Alexandre, o Luisinho Teixeira, um colega do Alcides, o Joaquim Mateiro, a Milita Mateiro e a Lourdes.
30 novembro 2007
Récita Escolar em 1943
Creio não existirem muitos mais prospectos iguais a este que hoje publicamos neste nosso espaço de histórias do Pombalinho. Arriscaria mesmo atribuir-lhe a condição de exemplar único, tal a sua antiguidade!
Serviu para publicitar uma Récita realizada em 9 de Maio de 1943 , de que aliás já fizemos notícia histórica no "Pombalinho" em 15 de Junho de 2007 .
Colaboração documental de Maria Luísa Narciso
25 novembro 2007
Francisco Barrão I
Em 11 de Fevereiro de
2007 publicamos neste espaço do Pombalinho, com fotografias que o Joaquim
Mateiro nos disponibilizou, uma justíssima referência à
festa de homenagem de Francisco Brás Barrão Júnior. Hoje chegou-nos por
intermédio do nosso amigo e conterrâneo João Condeço, um exemplar do Convite
dessa cerimónia que as gentes do Pombalinho quiseram prestar ao seu antigo
presidente da Junta de Freguesia. É pois desse documento, naturalmente a fazer
história das histórias da nossa terra, que vos possibilitamos a sua
visualização e que por bem achamos inseri-lo no Pombalinho.
18 novembro 2007
Festas de 1927
Fez no passado mês de
Agosto oitenta anos que se realizaram mais uns festejos no Pombalinho em honra
do Mártir Santo Sebastião. Durante os dias 27, 28 e 29 e de acordo com o
programa publicado, houve momentos de lazer, religiosos, fogo de artifício e a
tradicional quermesse! Como notas de curiosidade, o facto da alvorada de
Domingo ter sido abrilhantada pela Banda União e Recreio do Pombalinho às seis
horas da manhã e a procissão realizada às dezasseis horas desse mesmo dia, ter
percorrido todas as ruas da nossa terra!
Colaboração_JMateiro
12 novembro 2007
Teatro no Pombalinho - VI
Já
aqui fizemos referência a esses tempos áureos em que na nossa terra um punhado
de gente se predispôs a levar à cena peças teatrais nesses longínquos anos de 1958 e 1959. Sabia-se que essa
tradição artística provinha de anos anteriores à década de cinquenta, mas ao "Pombalinho" ainda não tinha
sido possível publicar testemunhos fotográficos que retratassem esses
inolvidáveis tempos que levaram bem alto o nome do Pombalinho. Hoje é com
enorme alegria e porque não dizê-lo, também com muito orgulho, que
possibilitamos a todos os visitantes deste espaço, o prazer de poderem apreciar
estas fantásticas fotografias de gente que depois do desempenho das suas
profissões ainda tinham disponibilidade para enobrecer artisticamente o
Pombalinho. Recordá-los, pois, é um acto de justiça que lhes poderemos fazer e
que eles estou certo, bem merecem!

No verso desta
fotografia está referenciada a data de 09
de Maio de 1944 e "Grupo da Récita do Pombalinho". Da
esquerda para a direita e de pé podemos reconhecer, Joaquim Melão, Joaquim
Alfaiate, Rui Borges, Veríssimo Duarte, Manuel Gomes, Francisco Duarte, Manuel
Galvão, José Correia Presume, Diamantino Carvalho, e Arnaldo. Na frente e
segundo a mesma ordem, Olímpia Borges, desconhecida, Ana Maria, Ema Braga,
desconhecida e Gertrudes Cunha.

Descrição
no verso desta fotografia: 09 de Maio de 1944 - 3
raprioqueiros - Recordação do Grupo da Récita do Pombalinho. Reconhecem-se da
esquerda para a direita: Joaquim Melão, Ema Braga e Francisco Duarte.
Veríssimo Duarte e Manuel Gomes.

Descrição no verso da fotografia: 09 de
Maio de 1944 - Cena da Flôr da Aldeia, Mrs. Cangireau e Zuquinho. São eles, Manuel
Galvão e Francisco Duarte.

No verso da fotografia
está descrito: 09 de Maio de 1944 -
Recordação da Récita em Pombalinho - Cego e Madrinha. São eles o Arnaldo
e a Ema Braga.
Colaboração fotográfica – Maria Luísa Narciso Duarte
04 novembro 2007
Casamentos VII
Domingo é
tradicionalmente o dia escolhido para a celebração de casamentos e a entrada
principal da Igreja o local eleito
para a chamada fotografia de família. O casamento a que se reporta esta
fotografia foi o de Diamantina Carvalho com Ezequiel Leal, realizado no
Pombalinho em 25 de Outubro de 1964.
29 outubro 2007
GIP

A
memória é tramada! Ela é um depósito inesgotável de bons e maus momentos que a
vida se vai encarregando de nos atribuir neste caminho tão belo que por vezes
só damos conta do seu real valor quando paramos por breves momentos na
contemplação do nosso passado irremediavelmemte longínquo! É o exemplo desta
fotografia!
Um grupo de conterrâneos, aí por finais dos anos sessenta do século
passado, resolveram formar um grupo com o intuito de organizar pequenas festas,
bailes, passagens de ano, etc... O nome tinha as iniciais de GIP e significava
Grupo Infeliz do Pombalinho! A sua composição era formada pelo Fernando Leal,
Conceição, Constança, Carolina, Miguel, Chico, João Maria, Gena Hilário,
António Carlos, Victória e Júlio Gabriel. E para as nossas memórias ficam esses
tempos em que ainda havia tempo para a dinamização da amizade em clima de
imensa confraternização!
Colaboração fotográfica_FLeal
21 outubro 2007
Fernando Duarte
Já chegou a Expedição...
A todos perguntando vou...
E ninguém me dá relação,
Onde o meu filho ficou.
Aqui te vi embarcar,
Em dia três no Arsenal!...
Foi quando partiste de Portugal!
Hoje aqui te vinha esperar...
Estou farta de perguntar!
Ninguém de ti me dá relação...
Triste o meu coração,
Enquanto ao meu lado não te ver!
Vim aqui por ouvir dizer,
Já chegou a expedição.
A todos em geral pergunto,
Por meu tão querido filho...
Por não saber o seu trilho,
Ou se já será defunto...
Vejo tanto colega junto,
Com quem meu filho embarcou!
Hoje por quem esperando estou,
Para o poder abraçar!
A quantos vejo passar,
A todos, perguntando vou.
Meu filho em combate ficou?
Meu coração me quer dizer...
É triste tanto sofrer,
Uma mãe que o criou!!
Se algum crime praticou
E se está encarcerado numa prisão,
Para alívio do meu coração,
Quem notícias do meu filho me diz?
Pergunto por meu filho infeliz...
E ninguém me dá relação!
Eu estou ansiosa,
Para notícias dele saber...
Que tudo mandou dizer,
À sua mãe tão carinhosa...
Oh viagem maravilhosa,
Para quem hoje aqui chegou!...
Que alegria para os seus pais...
Digam-me dos restos finais,
Onde meu filho ficou!
Este poema de Fernando
Duarte foi retirado do Livro "Pedaços
da Minha Vida ", editado em 19 Junho deste ano de 2007
conforme publicação que fizemos no Pombalinhense .
A sua autora e filha deste ilustre conterrâneo, Maria Luísa Narciso Duarte,
quis prestar-lhe uma merecida homenagem e nós damos hoje a conhecer um
pouco mais de Fernando Duarte.
Nas palavras de sua
filha, esta sentida poesia é um relato verídico e emocionado de uma situação
que seu pai presenciou no regresso de uma expedição a
Angola, onde esteve integrado por imperativos nacionais durante a 1ª Guerra
Mundial.
Fernando Duarte ( Pombalinho 1891 – 1978)
09 outubro 2007
Casa Farol
Não
tinha qualquer indicação publicitária de néon ou mesmo alguma referência que o
identificasse, mas foi dos espaços comerciais existentes no Pombalinho que mais
clientela fidelizou ao longo de muitos anos de serviço prestado à população da
nossa terra e mesmo de outras nossas vizinhas.
Esta
loja, de cujos fundadores não se sabe bem quem foram, nem a data
correspondente da sua abertura ao público, teve como proprietários durante a
últimas quatro décadas do século passado, o Francisco Maria Borges e sua esposa
Aurelina, seus filhos Rui e Olímpia e seu neto Victor. A loja situada
estrategicamente no cruzamento da Rua Barão de Almeirim com a EN 365 de quem
vem da Quinta de Fernão Leite, ocupava um espaço de dimensões rectangulares e
estava dividida em duas áreas bem distintas no primeiro piso do edifício,
sendo o segundo destinado à habitação da família.
A
entrada principal era acessível por uma varanda, na qual duas montras a ladear
a porta serviam de amostragem aos artigos de utilidade doméstica e outros de
carácter mais consumista. Lá dentro poder-se-iam adquirir louças, bijutarias,
produtos de doçaria, material didáctico e escolar , roupas etc...
... foi ali também que
se iniciou no Pombalinho a corrida ao então recém-chegado jogo do Totobola e
ficou nas nossas memórias aquela máquina alaranjada que tanto desespero nos
causava, tal o rigor excessivo com que o Rui imprimia às operações de validação
do precioso boletim da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa.
A outra área, de dois meios portões a servir de entrada e em
rampa, foi para muitos de nós o acesso ao que de mais maravilhoso estava a
acontecer na nossa terra e um pouco por todo o país, a possibilidade de
contactarmos pela primeira vez com essa maravilha da técnica a quem mais tarde
apelidariam de caixinha mágica. De bancos corridos, a sala enchia-se nessas
inesquecíveis tardes de domingo para assistirmos a uma programação nem sempre
aliciante mas que satisfazia em grande parte pela curiosidade, tal o entusiasmo
que as imagens televisivas despertavam em todos nós.
Este espaço tinha lateralmente umas vitrinas com as mais variadas
classes de materiais expostas para o consumo imediato. Um pouco mais acima e em
anexo à cozinha da família, situava-se um compartimento apetrechado com
ferramentas de desbaste, de onde sobressaía um vastíssimo stock de limas de
todo o tipo e tamanho. Ainda mais a norte e no mesmo alinhamento do edifício
surgia uma outra sala que veio alterar de certa forma os hábitos e costumes
enraizados de há muito nas vidas daqueles que se predispunham de tempos a
tempos a visitar os tradicionais e velhos sapateiros da nossa aldeia, uma
sapataria onde era possível experimentar os mais variados modelos de acordo com
os gostos mais exigentes. E mais ao fundo já no limite da área comercial da
família Borges, uma estância de madeiras já com as peças devidamente cortadas e
aparelhadas, possibilitava o fornecimento aos construtores civis do material
então utilizado nos telhados de casas e armazéns.
Se agora regressássemos em direcção à entrada deste complexo
comercial, surgia-nos à direita um muro de meia altura que dividia as
propriedades até chegarmos ao anexo mais requisitado pelos profissionais das
mais variadas áreas , era a sala das ferragens e ferramentas. Ali, quem
quisesse uma fechadura, um martelo, uma chave francesa ou o mais raro parafuso,
nunca saía de mãos vazias, tal a dimensão e a diversidade do stock existente!!!

Mas na memória de
muitos, então “garotos” da minha idade, ficará para sempre gravado o
deslumbramento com que desembrulhávamos aqueles preciosos rebuçados para vermos
ansiosamente se nos tinha saído aquele "cromo da bola" que nos
faltava para completar aquelas maravilhosas cadernetas dos craques de futebol
!!!!
Era assim, foi assim, a
loja que mais recordações deixou nas memórias de muitas gerações de Pombalinhenses que por ali passaram e que hoje têm
com toda a certeza uma qualquer história sobre a casa Farol do Pombalinho, como esta que vos acabo
de contar neste espaço que se pretende ser, de histórias sobre a História do
Pombalinho!
F - Francisco Maria Borges
A - Aurelina Borges
R - Rui Borges
O - Olimpia
L – Luis
Colaboração Fotográfica – Guilherme Afonso/Teresa Cruz
Colaboração Fotográfica – Guilherme Afonso/Teresa Cruz
02 outubro 2007
Vera Cruz Futebol Clube VI
Continuamos com todo o
gosto e um sentimento naturalíssimo de muita saudade, a publicar fotografias
dessa época inesquecível para o futebol do Pombalinho que foram esses
longínquos anos sessenta do século passado. O local de competição ainda era o
velhinho campo das Ónias e os participantes desta equipa de entre muitas outras
que participaram nos campeonatos da FNAT em representação do Pombalinho, são de
pé e da esquerda para a direita, Duarte Cruz, Ezequiel Mateiro, Manuel
Minderico, José Gomes I, José Gomes II, José Guilherme, Manuel Barão e
Francisco Cruz. De joelhos e pela mesma ordem, José Bacalhau, António
"Charola", António Domingues, José Braga, Justino e
Isidoro.
Colaboração Fotográfica_FLeal
Colaboração Fotográfica_FLeal
23 setembro 2007
Curso Feminino em 1969
No ano de 1969
realizou-se na Casa do Povo do Pombalinho um curso patrocinado pela entidade
local ligada a esta infra-estrutura e com a indispensável ajuda da sua
estrutura superior ao nível da região de Santarém. Este curso teve por
objectivos fundamentais, o ensinamento dos princípios básicos e elementares no
âmbito das variadas vertentes da vida ligadas ao desempenho da população
feminina, nomeadamente, culinária, puericultura e lavores.
A participação e
vontade de aprender tiveram uma resposta muito positiva por parte da juventude
do Pombalinho, de onde se reconhecem nesta fotografia, a Gena, a Clementina, a
Laurinda, a Lena e sua cunhada, a Fernanda, a Carolina, a Graça, a Lurdes, a
Aurora, a Dália, a Lucília, a Milita, a Lena Leal, a Lisa, a Luísa e sua irmã
Teresa, a Belmira, a Maria Albertina, a Lurdes Gomes e a Bisita. Mas também a indispensável
orientação e administração de conhecimentos esteve bem presente, como se pode
testemunhar pela presença de Ana Leal, Josefina Martinho, Maria Adelaide Leal,
Diamantina Carvalho e a professora Conceição.

O
momento em que Ana Leal recebia de Mata-Fome, uma saudação muito especial pela
sua participação neste curso patrocinado pela Casa Povo do Pombalinho.
Uma
das alunas, Bisita, quando recebia das mãos do presidente das Casas do Povo da
região de Santarém, o diploma de participação e conclusão do respectivo curso.
Colaboração Fotográfica_F
Leal/Teresa Leal
19 setembro 2007
Casamentos VI
Continuando na história
de casamentos realizados no Pombalinho, recordemos um que conseguiu
juntar imensa juventude como convidados para assistirem a esta celebração
matrimonial de vidas dos noivos, Teresa e Carlos Melão. Eles continuam e bem a irradiar
aquela simpatia a que nos habituaram nos muitos anos de convivência por
caminhos percorridos durante esses períodos únicos e não mais repetíveis da
nossa juventude.
A foto foi tirada no
adro da igreja do Pombalinho e reconhecem-se da esquerda para a direita,
António Bráz, Manuel Gomes, Carlos Santos, Teresa e Carlos Melão, António
Carlos, João Correia e Fernando Leal.
13 setembro 2007
Casamentos V
Em 8 de Maio do
corrente ano lancei o desafio aos visitantes desta página para que aderissem à
ideia de publicarmos neste espaço fotografias de casamentos de nossos
conterrâneos. Justifiquei então que me tinha ocorrido “ ... a ideia de
endereçar a todos vós este aliciante desafio, que é, o de contribuirmos para a
publicação aqui no Pombalinho, desses testemunhos tão especiais para tantos
nós. Estou certo que assim, este espaço ganhará um sentido de maior referência
para as gentes da nossa terra.”
Pois bem, recebi há bem pouco do F Leal esta excelente fotografia
de casamento dos seus sogros Júlia Leal e Duarte Cruz, realizado no Pombalinho
no ano de 1952.
Deixo-vos ao exercício de memória, este registo certamente
histórico para os noivos, mas também para suas famílias e acompanhantes.
02 setembro 2007
Antiga Escola do Pombalinho!
A antiga Escola do
Pombalinho está situada na Rua do Campo, hoje denominada, Rua Carolina Infante
da Câmara. É um edifício de propriedade horizontal, constituído por dois pisos,
rés do chão e primeiro andar. O piso superior foi doado pelo Visconde Porto
Carrero (*) em 25 de Novembro de 1885 por título Nº4 e escritura lavrada nas
notas do Tabelião de Lisboa, Joaquim Barreiros Cardoso, no Livro 949A folha 12,
para ali ser instalada a Escola de Ensino Primário do Pombalinho.
O rés do chão deixou
igualmente de pertencer à família de Porto Carrero, tendo sido adquirido por
Hilário José Barreiros, assim como todos os edifícios contíguos.
E foi precisamente
neste piso que por influência de Júlio Barreiros, filho de Hilário José
Barreiros, que se deu início a uma página importante da vida cultural do
Pombalinho. Ali se instalou um elegante teatro onde várias peças dramáticas
foram levadas à cena, marcando presença as famílias mais abastadas da terra e
arredores.
Mais tarde a família
Barreiros foi perdendo progressivamente o direito total de propriedade, tendo
então surgido a família Coimbra a adquirir o rés do chão do edifício da antiga
Escola.
Os Professores que
passaram por esta Escola no exercício das suas funções foram: João José da
Fonseca (Fonsequita) que exerceu a sua actividade de 1916 a 1933, Maria José de
Moura Amorim que se supõe ter iniciado o ensino no Pombalinho a partir do ano
de 1933, Maria José Martins Simões (**), que dedicou quarenta anos da sua vida
ao ensino de várias gerações de Pombalinhenses e
finalmente, Verónica da Silva Nunes Mateiro (***) que desempenhou
profissionalmente a sua função durante mais de 30 anos.
(*) O Visconde Porto Carrero era familiar de António de Araújo Vasques da Cunha Porto Carrero, 1º e único Barão de Pombalinho, agraciado com o título por decreto de 23 de Outubro de 1837, data em que o seu padrasto, Manuel Nunes Freire da Rocha foi igualmente agraciado com o título de Barão de Almeirim.
(*) O Visconde Porto Carrero era familiar de António de Araújo Vasques da Cunha Porto Carrero, 1º e único Barão de Pombalinho, agraciado com o título por decreto de 23 de Outubro de 1837, data em que o seu padrasto, Manuel Nunes Freire da Rocha foi igualmente agraciado com o título de Barão de Almeirim.
(**) Maria José Martins Simões nasceu em 24 de Maio de 1910 e faleceu em 14 de Março de 1990.
(***) Verónica da Silva Nunes Mateiro nasceu em 01 de Agosto de 1907 e faleceu em 07 de Julho de 1985.
Colaboração no texto _JMateiro
Colaboração
fotográfica_F Leal
.
21 agosto 2007
Classe Primária de 1973/74

Agora que se aproxima o
início de mais um ano lectivo, é sempre com imensa saudade que recordamos esses
tempos marcantes das nossas vidas escolares. Esta fotografia representativa de
uma classe da Instrução Primária, vem enriquecer a galeria deste nosso espaço e
contribuir também para relembrarmos alguns dos nossos conterrâneos que passaram
por esta instituição de ensino do Pombalinho.
Reconhecem-se na
primeira fila e da esquerda para a direita, Maria da Graça, Lena Leal, José
Carlos, José João, Sérgio Mogas, Mário Mogas, Valdemar Tomás, Luís Miguel
Cordeiro. Na segunda fila e pela mesma ordem, Teresa Vidal, Paulo Barros,
Anabela Narciso, Rosa Maria, Júlia Maria, Luís Mogas, professora Ilda, Fernando
José, Valdemar Correia, João Paulo, Cristina Légua e Mafalda Légua.
Subscrever:
Mensagens (Atom)















