16 abril 2008

Folclore II



Já aqui nos referimos a esses tempos ímpares do folclore da nossa terra. Por mais que tentemos encontrar uma justificação para tanta disponibilidade e amor (porque não dizê-lo) a uma forma lúdica mas simultaneamente tão bairrista de preencher o tempo, só mesmo "entrando" pela porta desses tempos é que poderíamos compreender o apego que estas pessoas demonstravam na defesa e glorificação do que lhes pertencia. E se para o fazer tivesse que ser a dançar, tanto melhor! Afinal a musicalidade estava sempre bem presente no íntimo destas pessoas enquanto trabalhavam no campo e a dança é uma das mais belas formas de expressão artística ligada de forma muito característica aos meios rurais do nosso país.


Nos testemunhos fotográficos que hoje publicamos, só possível por amabilidade do nosso amigo Guilherme Afonso, damos-vos conta de actuações folclóricas que decorreram no ano de 1955.







Grupo Folclórico do Pombalinho, em frente à Igreja Matriz no dia 22 de Fevereiro de 1955. O acordeonista era o nosso bem conhecido, António Rufino.










Outra imagem do mesmo Grupo Folclórico, registada na Quinta da Melhorada, com António Rufino como acordeonista.










Nas actuações que este Grupo fez fora de portas (segundo Guilherme Afonso) , Alpiarça foi uma das localidades que ficou no roteiro por onde o Pombalinho deixou bem representada a sua matriz folclórica.








Outra imagem da actuação do Grupo Folclórico, em Alpiarça.









10 abril 2008

Gente bonita!







Normalmente tem existido uma preocupação de publicarmos fotografias que possuam motivos referenciais com histórias ou simplesmente factos que tivessem como protagonistas as gentes da nossa terra. Nesta que hoje escolhi para integrar a galeria visual do Pombalinho, encontrei-a por acaso de entre outras mais que se encontram arquivadas na directoria do disco do meu computador que designei por "Para publicação" ! Confesso que não lhe encontro ligação com algum evento particularmente representativo que tenha ocorrido na nossa terra, mas pela postura simpática de todo o grupo, arrisco a prever que algo de especial aconteceu no preciso momento em que o fotógrafo passava pelo cruzamento da Rua 1º de Dezembro com a Rua Manuel Monteiro Barbosa !!! Aqui fica pois, o registo!





04 abril 2008

Dr. Victor Semedo I


Falar de Victor Semedo é um dever de quem do Pombalinho ousou  percorrer este caminho de histórias sobre pessoas e lugares marcantes para muitos de nós nos últimos tempos de vida colectiva da nossa terra. Penso deste modo que não será excessivo dizer desta simpática individualidade franzina mas sempre de uma enorme disponibilidade para o serviço público, que hoje dificilmente encontraríamos alguém na área da medicina que voluntariamente optasse, como ele o fez, por uma dedicação exemplar aos cuidados de saúde dos Pombalinhenses e demais populações nossas vizinhas.


Não fui muitas vezes, felizmente, consultado pelo Doutor Semedo. Lembro-me de a ele recorrer devido a algumas amigdalites já  em estado de inflamação avançada e nada mais do que isso, mas todos nós, creio, que por razões familiares sabemos quanto foi importante o desempenho do Dr. Victor Semedo na assistência médica domiciliária em situações de saúde mais agudas. E a população do Pombalinho sabia perfeitamente que de bicicleta ou mais tarde de automóvel, ele sempre acabava por pedir licença para entrar, depois de bater à porta, independentemente da hora do dia a que fosse chamado. E por isso muito justamente ficou registado na vida colectiva de todos nós, o agradecimento que os Pombalinhenses lhe quiseram prestar numa bonita Festa de Homenagem realizada em 1982.





Maria Luísa Narciso durante o uso da palavra na entrada das instalações da Junta de Freguesia.
Em representação oficial estiveram presentes, Francisco Barrão, Ladislau Teles Botas e Costa Braz.










Outro dos aspectos da cerimónia de homenagem ao Dr. Victor Semedo.









Dr. Victor Semedo rodeado por Ana Leal, Georgina, Maria Júlia, Maria Luísa Narciso e Diamantina Carvalho.










Num ambiente de grande cumplicidade, todos quiseram estar com o nosso médico de família. Reconhecem-se de entre outros, Ana Leal, Francisco Barrão, Georgina, Maria Luísa Narciso, Diamantina Carvalho, o homenageado Victor Semedo, Ladislau Teles Botas e Maria Júlia.










Virgínia de Jesus



 aqui nos tínhamos referido ao Doutor Victor Semedo, mas nunca será demais no que nos é possível, mantermos viva a memória do seu contributo como médico e homem no bem-estar das gentes do Pombalinho.





Colaboração fotográfica_ Maria Luísa Narciso






24 março 2008

Bateiras!


Depois do Domingo de Páscoa, o dia seguinte entra inevitavelmente na vida de muitos que fizeram das Bateiras um dia de alegre confraternização por esses campos da nossa zona ribatejana.

Para reviver uma vez mais esse dia de tão peculiar significado, passemos por este bonito texto da Teresa Cruz e relembremos algumas fotografias que bem ilustram esses saudáveis ambientes criados à volta das Bateiras.


“Um pouco por todo o País é vulgar realizarem-se piqueniques na Segunda-Feira de Páscoa. Na nossa região, esse costume continua bem vincado e é daquelas tradições que têm conseguido ser transmitidas às gerações mais novas e felizmente, aceites por elas.
Na vizinha Azinhaga, o tradicional piquenique aparece ligado ao arraial da Senhora da Piedade cuja procissão se realiza no Domingo de Páscoa (segundo Augusto do Souto Barreiros – Azinhaga, Livro de Horas).
No Pombalinho, a tradição da Segunda-Feira das Bateiras não parece ter nascido com o mesmo cariz religioso, mas apenas de alegre e salutar convívio. O termo Bateiras parece, segundo alguma tradição oral, derivar da zona campestre onde se efectuaram os primeiros piqueniques e onde a tradição terá nascido. Provavelmente perto do rio Tejo (digo eu, já que “bateira” é um pequeno barco fluvial). Encontremos ou não a verdadeira origem dos festejos, o que importa é que a tradição ainda vai sendo o que era, e não é raro encontrar grupos de jovens ou menos jovens que, na Segunda-Feira de Páscoa (ou até na véspera) partem bem cedo para o campo, em busca do melhor local para se deliciarem com os melhores petiscos que cada um é capaz de preparar (sem micro ondas ou outros que tais, que o petisco sabe melhor preparado no próprio local e temperado com o melhor ar do campo).”

Teresa Cruz 13 Fevereiro de 2007.






José Barreiros, Luís Conceição, Manuel Barros, José Guilherme, Manuel Fonseca, Luís Alcobia, Chico Bento, Júlio Gabriel.








António Lobo e Manuel Bacalhau












Colaboração Fotográfica - Joaquim Mateiro/Maria Luísa Narciso/António Silva.





Nota – Para Blog das Bateiras clicar  AQUI  






08 março 2008

Manuel da Costa Braz


Já aqui falamos de Costa Braz, mas nunca é demais, em circunstâncias que nos pareçam sempre oportunas, referenciá-lo pelo contributo que deu ao país no desempenho de cargos de tão enorme responsabilidade política. O seu carácter de seriedade foi de tal maneira reconhecido por todos os quadrantes políticos da sociedade, que depois de ter ocupado por três vezes o lugar de Ministro Administração Interna , foi eleito pela Assembleia da República, Alto-comissário para a Corrupção e mais tarde Provedor da Justiça.

Devemos pois a Costa Braz, como conterrâneos mas acima de tudo como portugueses, uma enorme dívida de gratidão pela forma exemplarmente cívica como serviu Portugal em momentos de particular responsabilidade para o futuro do país.


Costa Brás

Debate de apresentação do programa do V Governo Constitucional.





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Debate de apresentação do programa do V Governo Constitucional. A primeira-ministra, Maria Lourdes Pintasilgo ladeada por Costa Braz e Loureiro dos Santos.





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Debate de apresentação do programa do V Governo Constitucional. A primeira-ministra, Maria Lourdes Pintasilgo ladeada por Costa Braz e Loureiro dos Santos.




Costa Bras 4


Estudou em Coimbra no Liceu D João III, onde chegou a acompanhar nas incursões musicais que então fez, António Portugal, Luís Goes e José Afonso.

Participou em reuniões na preparação e elaboração do Programa do MFA que serviu como linha programática à Revolução do 25 de Abril de 1974.

Participou no 1º Governo Provisório como Adjunto Militar do 1º Ministro Palma Carlos.

Foi Embaixador dos Serviços Externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Julho a Dezembro de 1975.

Ministro da Administração Interna dos II e III Governos Provisórios chefiados por Vasco Gonçalves, organizou o Recenseamento Eleitoral e preparou as Eleições para a Assembleia Constituinte ( as primeiras eleições livres em Portugal).

Ministro da Administração Interna do I Governo Constitucional chefiado por Mário Soares em Julho de 1976.

Ministro-adjunto para a Administração Interna do V Governo Constitucional chefiado por Maria Lurdes Pintassilgo.

Alto-comissário para a Corrupção, por nomeação do Governo e depois por eleição da Assembleia da Republica, entre 1983 e 1993.

Provedor da Justiça por nomeação do Presidente da Republica, general Costa Gomes, em Dezembro de 1975.


Administrador da Hidroeléctrica de Cabora Bassa, de 1979 a 1981 e seu Presidente do Conselho de Administração de 1993 a 1999.







27 fevereiro 2008

Maria José e Verónica Nunes



Falar das professoras do Ensino Primário que marcaram profundamente várias gerações de Pombalinhenses, reveste-se sempre de uma oportunidade imperdível para todos nós e particularmente para este espaço! É claro que essas duas senhoras perdurarão para sempre na memória de quantos passaram pelas suas aulas ministradas na velhinha Escola Primária, tais fortes eram as suas personalidades aplicadas ao ensino. Os tempos eram difíceis, ou se quisermos diferentes, porque nunca poderemos classificá-los fora do contexto da própria vida que se vivia em Portugal nesses longínquos anos do século passado! Naturalmente que entre muitos de nós, haverá porventura algo episodicamente passado em circunstâncias diversas de menor positividade, mas no essencial, estou crente que o trabalho docente desenvolvido pela Verónica Nunes e pela Maria José foi altamente proveitoso para o desenvolvimento social de toda a população do Pombalinho . E a prova disso mesmo, foi o carinho manifestado pelas gentes da nossa terra às duas inesquecíveis professoras, na Festa de Homenagem que lhes prestaram no ano de 1982, como bem ilustram as fotografias aqui publicadas.


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Maria Luísa dando início à abertura da cerimónia.






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As professoras Maria José e Verónica Nunes acompanhadas pelo Dr Victor Semedo.





Veronica Festa 1

Um aspecto do ambiente de fraternidade que envolveu a Festa de Homenagem.





Veronica Festa 3


As duas homenageadas na companhia do padre Lage.




Colaboração fotografica de Mª Luísa Narciso







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19 fevereiro 2008

Entrada de Touros no Pombalinho !



Chegou a este nosso espaço, dois bonitos postais que ilustram uma entrada de touros no Pombalinho pela Rua Barão de Almeirim. O momento de disparo das objectivas nas duas imagens , parece ser o mesmo, no entanto, o ângulo de captação de ambas induz-nos a que sejam registos ligeiramente diferentes! Independentemente da leitura fotográfica que se possa fazer, de facto são mais duas belas referências históricas de muita importância para a nossa terra , nas quais este espaço muito se orgulha de possibilitar a sua visualização a todos os seus visitantes!


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Postal retirado deste espaço , do nosso  conterrâneo  André.




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Este postal foi amavelmente cedido por Maria Luísa Narciso e serviu, como se pode testemunhar, para a Comissão agradecer a alguém em particular no apoio que prestou para a realização das Festas em Honra de S Sebastião, nos dias nos dias 31 de Julho, 1 de Agosto e 2 de Agosto de 1948   










09 fevereiro 2008

Vera Cruz Futebol Clube VII






Ao olhar para esta fotografia não posso deixar de me recordar desses tempos maravilhosos que a todos, os que andaram nessas andanças do futebol, marcaram de uma forma muito particular. No Pombalinho vivia-se tempos de ausência da sua equipa de futebol nos campeonatos regulares da então denominada FNAT. Não me lembro de quais as razões, mas de facto a nossa terra ao não integrar essa competição, ficou com menos brilho naquelas tardes de domingo em que fazíamos verdadeiras peregrinações em direcção ao antigo campo das Ónias!
Aquela geração de ouro da qual fizeram parte o Zé Gomes, o Carlos Feijão, o Zé Guilherme, o Ezequiel Leal, o Manuel Barão, o Ezequiel Mateiro, o Zé Leal e tantos outros, tinha chegado ao fim e a sua sucessão possivelmente não foi devidamente preparada de modo dar continuidade à participação do Pombalinho nesses campeonatos regionais de futebol.
Tínhamos vivido a nível nacional, a brilhante participação de Portugal no Mundial de 66 e o entusiasmo sentido era propício a que o futebol fosse tema de empolgação nas vidas de muita gente. Joaquim Meirim, o fenómeno Meirim, tinha tomado conta das paixões futebolísticas e no Pombalinho sentia-se uma vontade enorme de fazer renascer a sua equipa de futebol. O timoneiro dessa aventura foi um homem chamado Heliodoro da Silva Bacalhau, tratado simplesmente por Sevilha, devido à profissão de barbeiro que abraçou assim que chegou do cumprimento do serviço militar por terras de África. A sua barbearia localizada mesmo ao lado do palacete Barão de Almeirim, onde em tempos no mesmo ofício tinha sido de António Barbeiro, era o local de contágio a um conjunto de jovens ávidos em calçar as chuteiras e vestir as camisolas representativas da sua terra. Dos planos à sua concretização foi num ápice e o grupo naturalmente disse presente ao desafio do Sevilha. Os treinos eram sistematicamente ministrados "à Meirim", corridas nocturnas (pois durante o dia era para trabalhar para uns e outros para estudar em Santarém) até ao Chões, passando no regresso pelo Reguengo, Alverca grande e Pombalinho. Depois era banho com água fria na Casa do Povo , porque água aquecida pelo esquentador ainda era considerado um luxo nesses anos setenta do século passado. E pronto, lá estávamos atleticamente preparados para o início do campeonato, não éramos tecnicamente muito habilitados, mas tínhamos uma condição física que causava inveja a outras equipas do nosso grupo.
E esta fotografia, curiosamente vista pela primeira vez por quem escreve estas linhas, ao fim de trinta e seis anos, retrata exactamente o Sevilha tal como ele era nessa sua missão de treinador do glorioso Vera Cruz Futebol Clube..., sorridente em qualquer circunstância e sempre com uma fé inabalável nos seus jogadores.
Resta-me dizer que esta foto só foi possível ser publicada neste espaço, porque o Heliodoro da Silva Bacalhau chamando-me á sua actual barbearia situada na Estrada Real, retirou-a de uma parede onde estava religiosamente pendurada e disse-me: Manel, leva-a, tira uma cópia para ti e traz-ma quando quiseres!
E eu digo-lhe daqui: Muito Obrigado, Sevilha, por me teres possibilitado este pequeno texto, sentido... sobre o nosso Pombalinho!

Para a memória colectiva, de pé e da esquerda para a direita, Heliodoro da Silva Bacalhau “Sevilha”, António Carlos, Alexandre, Coradinho, António Brás, Hermínio Feijão, Manuel Gomes , José Gomes e Carlos Cavaco. De joelhos e pela mesma ordem, José Correia, Carlos Moura, Carlos Melão, Miguel da Costa, António Carlos “Nonin” e Júlio Légua.
Como curiosidade, neste jogo realizado no campo das Ónias a contar para a taça da FNAT, defrontamos o Muge e perdemos por 0-4.






04 fevereiro 2008

Belos Tempos!!!!



As tabernas eram os locais de eleição para o preenchimento dos tempos de lazer de alguns Pombalinhenses. Nestas duas fotografias, datadas da década quarenta do século passado, podemos apreciar como os nossos conterrâneos se apresentavam nesses encontros para uma frutuosa e saudável camaradagem! Bons tempos, ainda dirá alguém de entre os aqui retratados nestes belissimos registos!.




Na Casa Farol, mais conhecida pela "loja do Borges", em frente à entrada da cozinha havia uma zona onde eram servidas as bebidas alcoólicas e outras da mesma natureza. Da esquerda para a direita, Manuel Gomes, Joaquim Melão, Rui Borges, Manuel da Luz, Francisco Duarte, Mãe e sobrinha de Francisco Maria Borges.


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No exterior da taberna do Hermínio Minderico situada na Rua Joaquim Gonçalves Ferreira. Da esquerda para a direita, Hermínio Minderico, Manuel Gomes, António Romeu, Joaquim Alfaiate, Francisco Duarte e Manuel Inácio.






26 janeiro 2008

A praça em 1964


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“Praça” era a designação do local onde, aos Domingos, depois do almoço e envergando os seus fatos e vestidos domingueiros, separadamente se juntavam os homens e as mulheres em busca de patrão para a semana seguinte, pois que para contratarem o pessoal de que necessitassem lá estariam igualmente os capatazes ou os patrões cuja riqueza não dava para meter capataz, que era o caso do patrão-seareiro.

Em três locais diferentes e por esta ordem conheci eu a “praça”: no cruzamento da Rua de Santo António com a estrada que vai para a Azinhaga; junto à taverna das Motas, que confinava com o recinto da igreja; e no adro da igreja. Era um tempo em que raramente passava um veículo puxado por animais ou um ciclista, e mais raramente ainda um veículo motorizado. E, por isso, o pessoal ocupava a estrada.

Nesta imagem, datada de 1964, podem-se reconhecer, Luís da Conceição (de bicicleta), Francisco Cruz, Romão Sapateiro, Dionísio Vinagre e José Dias (ao fundo e à direita).
Nota - Outra referência a este ritual domingueiro dos trabalhadores assalariados, poderá encontrar em Perfume da Alma ou aqui na A Praça .



Texto e Fotografia de Guilherme Afonso 




16 janeiro 2008

Cheias do Tejo !


Neste inverno que ainda estamos a atravessar e ao invés de outros que já passaram, não houve as habituais cheias que o nosso rio Tejo sempre nos presenteava nesta altura do ano. Em tempos as águas do maior rio português procuravam, em zonas mais baixas das suas margens, lugar para dar vazão ao aumento de caudal em tempo de chuvadas de maior intensidade.

Hoje com as condições climatéricas alteradas e a construção de imensas barragens hidroeléctricas ao longo do seu leito, assiste-se gradualmente a uma ausência nostálgica das cheias do Tejo. Os mais entendidos na matéria, sempre as defenderam quanto à sua acção benéfica de efeitos fertilizantes nas terras alagadas pela passagem das suas àguas nesta zona do Ribatejo!

Salvaguardando aquelas que de níveis mais descontrolados, destruíam alguns afazeres de carácter doméstico, de facto, as terras banhadas por estas àguas, adquiriam uma condição agrícola de excepcionais características. As imensas vinhas que então existiam na nossa terra, raramente exigiam a condição de serem regadas durante todo o verão e os poços existentes nas muitas hortas e terras de cultivo, mantinham níveis de água consideráveis ao longo de todo o ano. Hoje a realidade, infelizmente, é bem diferente!


Em 2006 ocorreram no Pombalinho as últimas cheias , hoje resta-nos esta militância de vontades no reabrir deste tema de modos diferentes, mas que a muitos Pombalinhenses marcou, com toda a certeza, episodicamente as suas vidas!


Cheia 2006


Pombalinhenses em missão de ajuda aos nossos vizinhos de Reguengo de Alviela .

Foto_Correio da Manhã






Cheia que assolou o Pombalinho no ano de 1964, com as mulheres lavando roupa nas tão características "tripeças" e as crianças brincando na água. Momento registado fotograficamente por Guilherme Afonso, na confluência da Rua de Santo António com a Rua Manuel Monteiro Barbosa.




13 janeiro 2008

Casamentos VIII





É sempre com muito agrado que ficamos, quando surgem renovadas possibilidades de publicarmos fotografias sobre festas de noivados de Pombalinhenses. Hoje congratulamo-nos com o reavivar de memórias de um desses casamentos que ocorreu no ano de 1968 e os noivos foram os nossos bem conhecidos, Evangelina Barros e o seu marido Américo Graça.





05 janeiro 2008

A poda da vinha!







A poda da vinha é uma actividade agrícola de carácter sazonal que normalmente ocorre no início de cada ano e antes dos rebentos das videiras começarem a brotar. É das intervenções mais exigentes no que se refere ao saber, pois do seu rigor depende o sucesso a nível produtivo de toda a colheita que, lá para finais de Agosto, irá ser transformada nos nossos afamados vinhos brancos e tintos.

Tempo houve em que no Pombalinho homens de tesoura na mão e serrote à cintura, percorriam pacientemente os vãos das vinhas, rejuvenescendo o aspecto cansado das cepas e preparando-as para mais uma saudável frutificação! Hoje os tempos são de cultivo intensivo e nas poucas vinhas que ainda restam, resultado porventura do devaneio da globalização da monocultura, impera a presença fria e implacável das máquinas!

É por isso que recordar, nesta altura do ano, os que laboriosamente pegavam nas varas ou nos sarmentos e os seleccionavam para a próxima produção vinícola, faz todo o sentido neste nosso espaço de dedicação aos valores da memória. Infelizmente, só nos propósitos de uma justa divulgação é que é possível transmitir às gerações vindouras realidades que os tempos irreversivelmente teimam em apagar. E porque achamos que o futuro só se constrói superiormente com os ensinamentos do passado, continuamos orgulhosamente por aí!

Esta fotografia refere-se a um dos últimos grupos de trabalhadores do Pombalinho que podaram as vinhas da Quinta da Casa Barão de Almeirim, não se sabendo exactamente o ano em que foi registada. De entre outros, podem-se reconhecer, António Maria,  Jerónimo Mogas,  Nicolau Mogas,  Manuel “da neta” ,  Diamantino Grais,  Peralta,  Carlos Eleutério  e  Avilez.




Ligações relacionadas –  As Vides  +   Poda das Oliveiras





Colaboração Fotográfica_João Condeço




27 dezembro 2007

Fim de Ano de 1971!!!



Os festejos das passagens de Ano no Pombalinho não diferiam muito das que um pouco por todo o lado se faziam nas aldeias do nosso país. Uma das formas de se conviver em grupo durante este momento único do ano, era o recurso à realização de um baile em espaço apropriado e depois da meia-noite a tradicional reunião à volta da mesa para celebrar em ambiente festivo a saída do Ano Velho e a entrada no Novo Ano. Rebuscando as minhas fotografias, veio-me à memória uma dessas celebrações que teve como local escolhido, a casa do Diamantino da Costa, mais precisamente numa grande sala que este possuía ao fundo da sua moradia e onde habitualmente se realizavam matinés dançantes. Foi pois aí que nesse ano de 1971, um grupo de jovens Pombalinhenses uniram esforços e propiciaram a todos os que quiseram participar (ou teria sido por convites?) de uma forma diferente, a entrada do Novo Ano. Registe-se que a participação musical, esteve a cargo da nossa querida e inesquecível Victória da Silva.

Vitoria


Um dos momentos de descanso, enquanto a Victória iniciava mais uma interpretação musical.






Dançando uma valsa ou quem sabe um tango, mesmo, mesmo, é a boa disposição demonstrada por este alegre par de dançarinos.





Uma pausa para a pose fotográfica.







Tinha chegado o momento da confraternização à volta da mesa!







Este momento só poderia indiciar a saída do Velho Ano de 1971 e a entrada no Novo Ano de 1972



Algumas caras bem nossas familiares ficaram retratadas nestas fotos. Reconhecemos a Gena Hilário, o José Lino, o António Carlos Martins, o António Carlos Branco, a Carolina a Maria Albertina, o Miguel da Costa etc...





16 dezembro 2007

Então é Natal !!!





Aproxima-se mais um Natal e o despertar das nossas memórias é accionado de uma forma instantânea e já um pouco distante, ao que vamos preservando cuidadosamente nos baús das nossas existências. Lembro-me das fantasias que nos eram proporcionadas com o chegar dos festejos natalícios. O tempo, esse, era frio e chuvoso como se as condições atmosféricas adivinhassem que os presépios só adquiririam o seu verdadeiro sentido, se revestidos com o musgo que cuidadosamente íamos buscar aos troncos grossos das oliveiras que então existiam..., daquelas que foram arrancadas por já não serem produtivamente rentáveis! O estábulo onde estava o Menino acompanhado pelas restantes figuras tradicionais, assim como o caminho percorrido pelo Baltasar, Belchior e Gaspar, era iluminado por umas pequenas velas de cera, transmitindo a todo o presépio um sentido bem diferente daquele que hoje lhe damos com aqueles cordões de iluminação eléctrica, comprados e fabricados num qualquer país asiático! E o sapatinho? O mistério existia mesmo! Na noite de Natal lá o colocávamos a um cantinho das lareiras dos nossos pais e logo pela manhã bem cedo lá estávamos para ver os tão desejados presentes do Pai Natal. Podiam ser simples, mas a magia de um ambiente de felicidade por este momento único, funcionava de uma forma contagiante a toda a família. Depois e ainda pela manhã, chegava a hora de nos deliciarmos com os tão esperados velhoses e coscorões. Já os tínhamos provado na Noite de Natal ainda quentes da fritura e na qual o papel da nossa avó em conjunto com a necessária ajuda da nossa mãe se tornavam em presenças indispensáveis, mas a partir de agora era certo que os famosos fritos iriam fazer parte dos nossos pequenos-almoços até ao Domingo de Reis. Hoje compram-se em qualquer confeitaria, não existindo mais esse maravilhoso ritual do seu fabrico em ambiente verdadeiramente natalício. Em vésperas do Natal, já a abóbora menina tinha atingido o seu estado ideal de maturação. Trazida da horta, era descascada, limpa das pevides e cortada aos cubos, de seguida colocava-se dentro duma enorme panela com água para ser devidamente cozida. Depois era amassada num alguidar de barro, onde previamente se tinha misturado a farinha, o sal, ovos e um pouco de fermento. A partir daí era o segredo, as mãos fechadas permitiam que os nós dos dedos transformassem essa mistura numa massa tenra e pronta a dar os famosos velhoses e coscorões, sem que antes não se tivesse tapado com uma manta bem grossa o preparado de modo a levedar convenientemente para o dia seguinte. Hoje abrimos o baú e estas lembranças invadem-nos o coração! Uma amiga interrogava-se a propósito, sobre o que tinha feito para tudo que isto não se tivesse perdido no tempo! Interrogando-me no mesmo sentido, suspeito, com as razões que me assistem, da inevitável evolução intrínseca da vida! Resta-nos as memórias..., e se tivermos tempo, iremos abrindo aos tempos de hoje, a bela arca das nossas memórias. Um Bom Natal para todos!


14 dezembro 2007

Casamentos VII

Milita


Já aqui manifestamos o quanto nos satisfaz, a publicação de registos fotográficos que testemunhem esses dias tão importantes para as vidas dos que resolveram pelo matrimónio, iniciar um novo caminho nas suas vidas. Pela simpatia da Milita Mateiro e do Joaquim Mateiro, foi possível registar nesta galeria histórica do Pombalinho a fotografia de família jovem do seu noivado.



Mas como hoje em que estamos a recordar esse momento tão importante na vida da Milita e do Joaquim, coincide precisamente com o dia do seu noivado, 14 de Dezembro de 1969, daqui lhes enviamos muitos parabéns pela passagem do seu trigésimo oitavo aniversário de casados.

04 dezembro 2007

Pombalinhenses em Lourenço Marques II

Em Fevereiro de 2007 referimo-nos aqui neste espaço aos Pombalinhenses que por circunstâncias da vida rumaram até à então denominada província ultramarina de Moçambique, na busca de condições de vida que lhes eram negadas no também então chamado Portugal continental. Recentemente chegou-nos este bonito registo de um encontro desses nossos conterrâneos, onde a alegria e boa disposição está manifestamente presente neste momento vivido de saudável confraternização. Que saudades, dirão com toda a certeza! Mas viver é isto..., sempre que estes quadros nostálgicos nos surgem nas esquinas da vida, mais não teremos de fazer do que meditar os caminhos que percorremos para entendermos melhor os viajantes que somos!

Já depois desta publicação ter sido disponibilizada na internet, recebi do nosso Amigo Joaquim Mateiro uma prestável colaboração na identificação deste grupo de Pombalinhenses em terras de Moçambique. Assim sendo, podemos reconhecer da esquerda para a direita, o Joaquim Henriques, o Alcides Vieira, o António Duarte, o Manuel Cavaleiro, o António Leal, a Lena Leal, o Luís Conceição, o José Alexandre, a Maria Adelaide Leal, o José Alcobia, a Lourdes Teixeira, a Carolina Teixeira, a Elvira Teixeira e o Diamantino Teixeira. Na frente e pela mesma ordem, a Níu, filha da Lourdes Teixeira, o Mário e o Paulo Alexandre, o Luisinho Teixeira, um colega do Alcides, o Joaquim Mateiro, a Milita Mateiro e a Lourdes.

30 novembro 2007

Récita Escolar em 1943






Creio não existirem muitos mais prospectos iguais a este que hoje publicamos neste nosso espaço de histórias do Pombalinho. Arriscaria mesmo atribuir-lhe a condição de exemplar único, tal a sua antiguidade!
 
 Serviu para publicitar uma Récita realizada em 9 de Maio de 1943 , de que aliás já fizemos notícia histórica no "Pombalinho"  em 15 de Junho de 2007 .
 
 
 
Colaboração documental de Maria Luísa Narciso
 
 

25 novembro 2007

Francisco Barrão I


















Em 11 de Fevereiro de 2007 publicamos neste espaço do Pombalinho, com fotografias que o Joaquim Mateiro nos disponibilizou, uma justíssima referência à festa de homenagem de Francisco Brás Barrão Júnior. Hoje chegou-nos por intermédio do nosso amigo e conterrâneo João Condeço, um exemplar do Convite dessa cerimónia que as gentes do Pombalinho quiseram prestar ao seu antigo presidente da Junta de Freguesia. É pois desse documento, naturalmente a fazer história das histórias da nossa terra, que vos possibilitamos a sua visualização e que por bem achamos inseri-lo no Pombalinho.






18 novembro 2007

Festas de 1927











Fez no passado mês de Agosto oitenta anos que se realizaram mais uns festejos no Pombalinho em honra do Mártir Santo Sebastião. Durante os dias 27, 28 e 29 e de acordo com o programa publicado, houve momentos de lazer, religiosos, fogo de artifício e a tradicional quermesse! Como notas de curiosidade, o facto da alvorada de Domingo ter sido abrilhantada pela Banda União e Recreio do Pombalinho às seis horas da manhã e a procissão realizada às dezasseis horas desse mesmo dia, ter percorrido todas as ruas da nossa terra!


Colaboração_JMateiro