Ezequiel Leal, Ana Leal e Mª Adelaide Leal, acompanhados por Maria
dos Santos Vieira.
10 março 2010
04 março 2010
EICS
Depois de concluído o
nível escolar da então denominada Instrução Primária, houve um considerável
número de Pombalinhenses que
não querendo ficar apenas por aí se propuseram a frequentar o Ensino
Secundário. Um dos estabelecimentos escolhidos para a continuação desses
estudos foi a Escola Industrial e Comercial de Santarém. Sediada na zona
histórica da cidade, na praça Visconde Serra do Pilar, foi uma inesquecível
referência por quem ali passou alguns anos de uma formação escolar que para uns
serviu de plataforma à entrada directa no mercado de trabalho e para outros como
meio de continuação a voos escolares a níveis ainda mais ambiciosos.
Ali, durante os anos
que durou o curso e até à sua conclusão, muitos amigos fizemos na Escola!
Professores que nos marcaram especialmente na nossa vida escolar, ficaram
exemplarmente eleitos no nosso imaginário! E até aqueles funcionários mais
escrupulosos no cumprimento dos seus deveres, hoje são recordados com algum
carinho e muita saudade.
Vem esta pequena
introdução, neste espaço de memórias, a propósito de ... Um
02 março 2010
Maria Luísa Narciso Duarte
"Maria
Luísa Narciso Duarte nasceu a 2 de Março de 1932 na aldeia de Pombalinho,
concelho de Santarém, no seio de uma família de quatro irmãos.
Desde cedo
mostrou gosto pela escrita e pela poesia, contudo devido aos poucos recursos
económicos dos seus pais, apenas pôde estudar até à 4ª classe. Trabalhou na
mercearia da família até ao seu casamento, momento em que passou a trabalhar na
actividade agrícola.
Durante toda a
sua vida cultivou o gosto pela leitura, recitando poemas e histórias para
amigos e em festas da comunidade. Teve sempre o sonho de escrever um livro para
crianças, mas foi a partir de 25 de Abril de 1974 que, entusiasmada com o novo
estado da Nação, se dedicou afincadamente à escrita.
Com um obra que
aborda temáticas tão diferentes como a política, a Natureza, as crianças a Paz,
a pobreza, o Ribatejo, entre muitas outras, Maria Luísa Duarte, expõe no que
escreve os valores e os sentimentos que pautam a sua personalidade.
Participando em
inúmeros programas de rádio e eventos festivos e de solidariedade social, o
impacto das mensagens da sua poesia tem sido sentido por todos, pelo que
compila város prémios em concursos de poesia e escrita popular. "
São
hoje dois de Março...
Dia
dos meus enganos...
As
dezoito primaveras!
Passam
aqui todos os anos.
Se
eu as pudesse prender,
Nunca
me tinham fugido...
Para
gozar a imagem!
Daquele
tempo vivido.
Do
poema "Recordação dos meus 59 anos"
Texto
e poema do livro "Pedaços da Minha Vida"
Colaboração fotográfica de MªLuísa N Duarte e Bruno Cruz
19 fevereiro 2010
Teatro no ano de 1944!
Voltamos ao teatro para
mais uma vez irmos ao encontro do "Grupo da Récita do Pombalinho" e
às actuações que protagonizaram no ano de 1944. São dois registos fotográficos
que valem não só pela história que representam mas sobretudo pelo
reconhecimento que este vasto grupo de pombalinhenses merece, por
em tempos difíceis terem elevado o nome do Pombalinho a níveis de enorme
significado cultural.
De
entre outros, reconhecem-se, Francisco Borges, Arnaldo Fonseca, Joaquim Melão,
Joaquim Alfaiate, Veríssimo Duarte, Diamantino Carvalho, Rui Borges, José C
Presume, Rui Borges, Manuel Galvão, Francisco Duarte, Gertrudes Cunha,
Diamantina Carvalho, Ana Maria e Ema Braga.
De
entre outros, reconhecem-se, Manuel Gomes, Gertrudes Cunha, Olímpia Borges, Ana
Maria, Manuel Galvão, Francisco Duarte, Veríssimo Duarte, Adelina Presume, Rui
Borges e Carlos Leal.
Para uma breve viagem pelo teatro realizado desde os longínquos
anos quarenta do século passado até às últimas representações que tiveram lugar
no Pombalinho, clique AQUI
ou no respectivo link inserido no subtítulo "Blogs Temáticos", localizado
na coluna da esquerda deste blog.
17 fevereiro 2010
Mandado Intimação da PSP 1961!
Existem simples
documentos antigos que lidos hoje, adquirem uma significativa importância
histórica para se compreender melhor os métodos e políticas utilizadas pelos
diversos poderes intituídos que então geriam o país. Na verdade, muitas das
acções inerentes ao quotidiano dos cidadãos eram avaliadas porventura por uma
única bitola e sem qualquer sinal pedagógico associado que revertesse em prol
da sociedade!
Estamos nos anos sessenta do século passado e quem não cumprisse
com determinadas regras hoje consideradas ridículas, sujeitava-se a aplicação
de coimas como medida preventiva a futuras infracções! Usava-se isqueiro sem
licença? Era-se multado! Circulava-se de bicicleta sem licença?Era-se multado!
E até quem faltasse à escola era multado! O documento publicado em anexo é
exemplar de como os tempos do tempo dos nossos pais e avós foram mesmo muito
difíceis!!!!
Mandado de Intimação do
Comando da Polícia de Segurança Pública do Distrito de Santarém para que Daniel
Gandarez pagasse num prazo de 10 dias, uma multa de 50$00 por faltas
injustificadas dadas à escola pelo seu filho Francisco Manuel da Assunção
Gandarez .
Para
visualização frente e verso do Doc Clicar em Pombalinho Documental
Colaboração documental de Júlio Gabriel e Bruno Cruz
12 fevereiro 2010
Vera Cruz Futebol Clube!
Decorria o ano de 1965
quando o Pombalinho atingiu o seu momento mais alto em competições desportivas
patrocinadas pela FNAT (Federação Nacional de Alegria no Trabalho). Aconteceu
numa final de taça, precisamente num inesquecível jogo de futebol disputado com
o Rio de Moínhos em Atalaia, onde o Vera Cruz Futebol Clube arrecadou o
apetecível troféu ao derrotar o seu adversário por 3-2 .
A constituição da
equipa de futebol e o seu respectivo corpo técnico que estiveram presentes
nessa data memorável, foram os seguintes: de joelhos e da esquerda para a
direita, José Galvão, João Nunes, José Correia, Ezequiel Leal, José Bacalhau e
Joaquim Vieira. De pé e pela mesma ordem, Luís Conceição, António Domingos,
Ezequiel Narciso, João Barros, Duarte Cruz, treinador Flores, Francisco Cruz,
António Bento e José Gomes.
Apoiantes
da equipa e futebolistas em amena confraternização. José Bacalhau, Felismino
Costa, José Gomes, Manuel Narciso e João Nunes.
José
Galvão, Ezequiel Leal e João Nunes.
Aproveitando esta simbólica
publicação da história, informa-se que ao clicar em Vera Cruz poderá
viajar um pouco pelo percurso futebolístico deste clube desportivo em
representação do Pombalinho.
Colaboração fotográfica
de João Leal Nunes
Pesquisa de Bruno Cruz
Pesquisa de Bruno Cruz
11 fevereiro 2010
Pombalinho em 1954!
Fotografia
tirada do cimo da torre da igreja, presumívelmente para registar os enfeites da
rua Barão de Almeirim alusivos às festas anuais do Pombalinho.
01 fevereiro 2010
Fernando Duarte!
Fernando Duarte, acompanhado pelo míudo José Cardoso de Vale
de Figueira e sua tia.
Em tempos passados, a
actividade comercial nas aldeias estava ainda longe de uma profissionalização
que mais tarde veio a surgir e que se transformou naquilo que hoje podemos
chamar de comércio local!
Nas poucas lojas que
existiam abertas ao público, vendiam-se essencialmente produtos de mercearia e
os restantes bens de consumo imprescindíveis à vida quotidiana das pessoas eram
transacionados nas feiras ou de porta a porta. Neste último caso, os vendedores/compradores
percorriam o interior das localidades e pelas ruas lá iam apregoando os mais
variados produtos que se propunham negociar! Deslocavam-se em carroças, mas
também havia quem, montado num burro ou numa mula se apresentasse a percorrer
as aldeias mais próximas.
Da fruta, à
roupa, passando pelo peixe, tudo de um pouco era vendido. Mas também havia quem
comprasse! Como era o caso do nosso conterrâneo Fernando Duarte que se dedicava
ao negócio dos galináceos! As galinhas, patos e perús depois de regateados por
um preço acordado entre ambas as partes, eram "despachados" por
comboio, a partir de Mato de Miranda e com destino a Lisboa!
Refira-se a
propósito que um dos filhos de Fernando Duarte, de seu nome Francisco Duarte,
deu continuidade a esta actividade iniciada pelo seu pai , tendo pelo facto e a
título de curiosidade, sido atribuído popularmente a ambos uma alcunha que
tinha a ver com a singularidade da profissão que exerceram. A de "Pardal"!
Eram conhecidos no Pombalinho por Fernando e Francisco Pardal!
Fernando
Duarte é pai de Francisco Duarte , Veríssimo
Duarte e de Maria
Luísa Narciso
Colaboração
fotográfica de Mª Luísa Narciso
27 janeiro 2010
O "Portugal" !
Pelos caminhos da vida há
acontecimentos que se colam à nossa existência como se deles
precisássemos para, em momentos oportunos, compreeendermos melhor as voltas que
ela nos deu!
Diz-se, de quem já adquiriu
uma certa sabedoria nestas coisas filosóficas da vida, que há um tempo próprio
para tudo! Sinto que sim, que a frase faz todo sentido! Hoje pausadamente
contemplamos o que ontem nem com um fugaz olhar, achavamos que valia a pena!
Saboreamos a busca das palavras para ilustrarmos memórias, que nunca
esquecemos! E para nossa própria surpresa, ao reeditá-las,
revivemos de uma forma particularmente especial tempos que, apesar de
progressivamente distantes, nunca deixaram sentimentalmente de nos pertencer!
Eu era um rapazinho com uns cinco,
seis anos de idade, e grande parte do meu tempo disponível era dedicado às
brincadeiras, próprias de quem vivia numa aldeia de província! E quem é que nos
ensinava as manhas dos jogos próprios desta idade? Do berlinde, do jogo às
escondidas, do brincar aos cowboys e tantos outros divertimentos com que
a míudagem desses tempos se entretinha? Naturalmente os rapazes mais velhos! E
normalmente os da nossa rua ou os que nos fossem mais próximos por outras
quaisquer razões. Daí a tentativa, sempre que a possibilidade surgisse, para
esta aproximação estratégica.
E num belo dia de verão, eu
assim fiz. Alcancei nas proximidades da casa dos meus pais um grupo formado
pelo João Melão e pelos irmãos Alcides e Diamantino Vieira, e fui-me chegando
a eles na intenção de aprender algo sobre matéria que ainda não dominasse ou
fosse do meu desconhecimento! Só que os marotos não acharam graça nenhuma à
minha atrevida ousadia e logo trataram de me provocar um rápido e eficaz (vim
mais tarde a confirmá-lo) recuo das minhas intenções! Do que é que eles,
inconscientemente e sem se darem conta das consequências que essa atitude iria
provocar, se lembraram de fazer? Açularam-me
o "Portugal" ! Era um cão
enorme, corpulento e quase da minha altura! Servia de guarda à propriedade dos
pais dos irmãos Vieira, o saudoso José Vieira, “Cigano”, como quase toda a
gente o tratava. Ao ver o "Portugal"
vir na minha direcção com um ladrar característico de que coisa boa dali não vinha, só
tive tempo de fugir em corrida e para minha desgraça, na pior direcção
possível, pela Rua 1º Dezembro acima! É claro que não foram precisos muitos
metros de fugida para que sentisse no lado direito do meu tenrinho traseiro, os
dentes aguçados do maldito cão e uma consequente valente mordidela!
Depois de socorrido,
lembro-me perfeitamente de ir numa carroça até à Azinhaga e ser tratado onde
são hoje, penso não estar errado, as instalações da Misericórdia. Aplicaram-me na zona
afectada dois agrafes de alumínio com um alicate próprio, que era o método
clínico utilizado na altura para suturar feridas nessas condições,
deslocando-me mais tarde também ali para os tirar. Tudo isto sem anestesias ou
outro meio que evitasse a dor!
As marcas que eternizarão este episódio ainda "cá
estão", mas o "Portugal",
apenas resiste à memória dos meus tempos de menino atrevido, que se meteu onde
não era chamado! Mas hoje e fazendo o possível ajuste de contas com o tempo,
constato que imerecidamente paguei um preço demasiado elevado! Bolas!!!! Afinal
o que eu queria tão só, com os de maior idade, era aprender mais qualquer coisita!!!....
24 janeiro 2010
Centro de Cultura e Convívio - TRI-C
José
M Correia, Teresa Cruz, Maria Graciete, Eduardo Cruz, Jorge Palmeirão,
Agostinho, Miguel Mogas e José Luís.
Estávamos no ano de
1978 quando um grupo de jovens levou a bom termo a constituição de uma
organização que tinha por lema, o convívio e a cultura! Começaram por se
auto-denominarem, "Os Cinco" e mais tarde TRI-C (Centro de Cultura e
Convívio). Os resultados, segundo suas próprias palavras, foram muito positivos.
Com a ajuda institucional do Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis (FAOJ) , que para o efeito foi criado pelo
decreto-lei N.° 191/74 de 30 de Abril, participaram e fomentaram diversas
actividades desportivas, adquiriram livros, realizaram matinés dançantes,
substituíram o mobiliário da Escola Velha (edifício que serviu de sede ao
exercício da actividade) e até as suas paredes pintaram!
Um documento elaborado já na fase final da sua
existência, resume cronológicamente a vida deste grupo de jovens do Pombalinho
que em boa hora pensaram diferente, tendo como objectivo o inconformismo
alicerçado no desporto e na cultura.
Colaboração_Bruno
Cruz/Maria Graciete
Texto_Manuel
Gomes
20 janeiro 2010
Ano Lectivo 1938/39 !
Há setenta e dois anos
e ainda longe dos métodos pedagógicos que hoje estão instituídos no ensino em
Portugal, esta professora, de seu nome Maria José Moura, leccionou para estes
alunos o ensino básico na antiga escola sediada na rua Carolina Infante da
Câmara.
Na 1º fila e da
esquerda para a direita, Ezequiel Mateiro, Manuel Sacola, Alberto Gomes, Manuel
A Bento e .... Na segunda fila, Cipriano António, António Maria, José Braga,
Ernesto Hilário, António Leal, José Leal, Fernando Gaião, Manuel Cachado,
Carlos Cavaco, Manuel Carvalho e Manuel Joaquim. Na terceira fila, Manuel
Cardoso, Aníbal Condeço, António Domingos, António Justino, António Bento
Narciso, Francisco Cleto, Joaquim Duarte, José Gardão, Joaquim Antunes, Manuel
Mateiro e Joaquim Felisberto. Na 4ª fila, Guilherme Afonso, José Asseiceira,
José Bento Narciso, José Júlio, Joaquim Barrão, Manuel Leal, António Palmeirão,
António Afonso, Leonel Duarte e António Hilário. Na 5ª fila, Júlio Conceição
Silva, Joaquim dos Santos, Narciso Albano, Francisco Bispo, Francisco Gaião,
João Martinho, José C Martins, Luís Cordoeiro, ....... e Joaquim Cachado.
Pesquisa_Bruno
Cruz
Colaboração_Maria Luísa Narciso
Sendo esta
fotografia a mais antiga de todas as que foram aqui publicadas, referentes a
classes de alunos que frequentaram a Escola "Velha", achamos que a
oportunidade merecia um trabalho de divulgação mais aprofundado sobre quantos
que por ali passaram e onde deram os primeiros passos na aprendizagem do então
chamado ensino básico! Assim sendo, convido-os a "passear um pouco no
tempo" por este trabalho da
autoria de Bruno Cruz.
Para Blog Temático Clicar em Escola Pombalinho
16 janeiro 2010
Pombalinho em 1898/1899 !
A
inexistência de uma rede viária acarreta múltiplas dificuldades para a vida de
quem dela necessita. Entre nós, esta realidade tardiamente foi levada a sério,
prejudicando o país e atrasando claramente o seu natural desenvolvimento
regional. Em Maio de 1853 deu-se início à construção da linha de caminho de
ferro, mais tarde denominada por Linha do Norte, a partir de Lisboa e em
Novembro de 1862 já chegava ao Entroncamento. Em finais do século dezanove a
mobilidade de pessoas e bens entre o Pombalinho e Santarém era feita quase
exclusivamente com recurso ao transporte ferroviário! A este propósito e
socorrendo-nos do jornal Correio da Extremadura, vale a pena referenciarmos
três notícias publicadas nas edições de 17 de Setembro de 1898, 25 de Março de
1899 e 27 de Maio de 1899.
A primeira relata um grave acidente ocorrido com o Barão de
Almeirim quando esta personalidade se deslocava de comboio, precisamente pela
Linha do Norte, com destino ao Pombalinho.
E a segunda, passados apenas uns meses, é sobre as Festas anuais
da mesma localidade que tinham como objectivo e necessidade urgente, a
angariação de proveitos para o custeio da conclusão da estrada que liga esta
terra à cidade de Santarém, de forma a possibilitar o trânsito de veículos.
Poderá
não tratar-se de pura coincidência, a cronologia destes dois acontecimentos que
mereceram destaque no referido semanário ribatejano!
A comissão de honra das Festas era constituída pelo Barão de
Almeirim (e não do
Pombalinho como refere o jornal, pois esta ilustre personalidade faleceu em 10
de Maio de 1855), António Albano da Silva Nunes, João Salvador
Pinheiro, Carlos Albano Nunes, Manoel José Barreiros, Joaquim Adrião e António
Duarte.
Pesquisa documental de Bruno Cruz
Texto de Manuel Gomes
06 janeiro 2010
Pombalinhenses na 1ª Grande Guerra I
Em 9 de Março de 1916 a
Alemanha declara guerra a Portugal, no contexto da 1ª Grande
Guerra Mundial, ocorrida entre 28 de Julho de 1914 e 11 de Novembro de 1918.
Na primeira etapa do
conflito, Portugal participou militarmente com o envio
de tropas para a defesa das
colónias africanas ameaçadas pela Alemanha. Mais tarde, em 1917, as primeiras
tropas portuguesas do Corpo Expedicionário Português seguiam para a Europa, em
direcção à Flandres. Portugal envolveu-se, depois, em combates em França.
Neste esforço de
guerra, Portugal chegou a ter mobilizados quase 200 mil homens. As perdas
atingiram quase 10
mil - mortos e milhares de feridos.
Do Pombalinho, a
exemplo do que aconteceu por todo o país, partiram para a frente deste conflito
militar também alguns dos seus "filhos"! Nesta fotografia, cedida gentilmente por José B Barrão,
recordamos precisamente uma reunião de confraternização, realizada em 09 de
Abril de 1955, de antigos combatentes pombalinhenses da 1ª Guerra Mundial.
Reconhecem-se na
segunda fila e da esquerda para a direita, Manuel Braz, Francisco Pereira Franco, Augusto Anastácio, Augusto Pereira Lazão, João Braga, João
Fernandes, António Francisco Correia, Manuel Joaquim Tadeia e José
Narciso. Na primeira fila, e da esquerda para a direita, Carlos da Jacinta
Rodrigues, Pedro Gregório, na terceira posição Hermínio Correia
Minderico na qualidade de presidente da Junta de Freguesia do Pombalinho,
António Condeço, Artur Rosa e Manuel Frade.
Colaboração fotográfica_José Braz Barrão
Colaboração e pesquisa_Bruno Cruz
03 janeiro 2010
Cheias de 1956!
Ilustrativa fotografia das cheias do rio Tejo no ano de 1956. O registo é feito do interior de uma embarcação que se dirigia paralelamente à EN365 e em direcção ao interior sul do Pombalinho. Reconhece-se fácilmente o edifício da antiga Casa Farol e mais para norte, um outro prédio igualmente de dois pisos, localizado frente à Casa do Pôvo.
Foto cedida gentilmente por José Bráz Barrão
Foto cedida gentilmente por José Bráz Barrão
21 dezembro 2009
17 dezembro 2009
Casamentos X !
Visualizar fotografias
de casamentos pode ser um exercício nostálgico de profunda contemplação!
É uma viagem a tempos irremediávelmente distantes mas sempre fica a agradável sensação de nela reencontrarmos, familiares, amigos de
infância, e outros de quem já muito vagamente nos lembravamos! Exclamações,
"Como o tempo
passa!!!" ou " como
éramos diferentes!!!" , são reacções naturais de quem mal dá
pela instantaneidade da vida!
Mas é nestas fotos colectivas que constatamos bem os efeitos do
percurso calado do tempo! Pelas roupas que usávamos, pelo ar adolescente que
pairava na maioria dos presentes, pela jovialidade presente em cada gesto e em
cada rosto, tudo já está naturalmente longínquo! Por isso é que nos
congratulamos na partilha com todos os que por este espaço passam, sempre que
nos oferecem um bilhete para uma dessas viagens tão especiais, como é o caso da
protagonizada pelo Miguel e pela Gena em 25 de Novembro de 1973.
Nesse dia de festa, o acompanhamento dos
noivos até à igreja foi tradicionalmente cumprido pelos convidados! Esta foto
foi registada na rua Carolina Infante da Câmara, reconhecendo-se da esquerda
para a direita, António Duarte, José Fagundo, Alexandre, Hermínio Feijão,
António Carlos, Manuel Miguel, João Melão, Manuel Gomes, António Costa, Miguel
(noivo) , Maria Júlia, Júlia Bento, Acácio, Fernanda, Manuela, Cila Gomes,
Bisita, Lurdes, Gracinda, Isabel, Lena Melão, Cila Dias, Luísa, Constância,
Francisca Nunes, Lena Bogalho, Gena (noiva), Maria de Jesus e Gracinda Vieira.
Depois
da cerimónia religiosa a habitual fotografia de "família"com
os noivos Gena e Miguel da Costa!
Fotografias gentilmente cedidas por Miguel da Costa
Colaboração de
Bruno Cruz
15 dezembro 2009
Retratos XV !
Francisco Minderico.
Foto tirada presumivelmente no pátio da casa agrícola de João Canavarro!
Colaboração fotográfica de Paulo Grais
09 dezembro 2009
Poda de oliveiras!
A
poda, requer(ia) da parte de quem a executa(ava), muita experiência e
particular sabedoria! No desempenho desta actividade agrícola, que consiste
essencialmente no desbaste dos ramos inúteis da respectiva árvore para que esta
tenha um boa produção no ano seguinte, existiam há uns anos atrás e para o caso
específico da oliveira, trabalhadores devidamente "certificados" pelo
Ministério da Economia!
A
emissão do Cartão Profissional de Podadores de Oliveiras, como é o caso deste
exemplar em nome de Manuel Duarte Grais, era validado pela Direcção Geral dos
Serviços Agrícolas e servia porventura de garantia ao trabalho realizado,
credenciando estes trabalhadores perante as entidades patronais que os
contratavam. Hoje, claro, a realidade é inexorávelmente outra .
No
verso do cartão, constavam algumas das regras que os profissionais "Podadores
de Oliveiras", deveriam de respeitar e cumprir.
~
Documento gentilmente cedido por Paulo Grais.
02 dezembro 2009
Retratos XIV !
Ponte
de Fernão Leite. Ano de 1972. Da esquerda para a direita, António Carlos, João
Correia, Américo Ferreira, José Martinho e Manuel Gomes.
21 novembro 2009
D. Miguel de Castro!
Arcebispo D. Miguel de Castro (1536 - 1625)
D. Miguel de
Castro foi bispo de Viseu (1579-1586), arcebispo de Lisboa (1586-1625) e
vice-rei de Portugal. Doutorou-se em Teologia na cidade de Coimbra e foi
nomeado inquisidor do Santo Ofício em 1556. Traduziu o catecismo do papa Pio V.
Exerceu altas funções durante o domínio filipino, sendo um dos governadores do
Reino em 1593. ...mais
A História fez com que D. Miguel de Castro tivesse contribuído de uma forma indelével para o que é hoje a realidade do Pombalinho! Não por uma qualquer visita de carácter religioso ou outra efectuada no desempenho das suas funções mas por algo de mais importante que ocorreu em 13 de Julho de 1606! Com efeito, foi este eclesiástico eborense que oficializou nesta data a desanexação do Pombal, como era então designado o Pombalinho. Por sua provisão, esta terra ficou com total independência em relação à freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Almonda do lugar de Azinhaga, conforme está referido nas "Memórias Paroquiais" de 5 de Abril de 1758, da autoria do Cura António Lopes.
Foto do Arquivo
Municipal de Lisboa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)































