20 abril 2010

Tocha Olímpica!!!



Os XXII Jogos Olímpicos foram abertos em Moscovo, pelo presidente Leonid Brejenev em 19 de Julho de 1980 e contaram com a participação de 5.179 atletas em representação de 80 países.

Faz hoje trinta anos que jovens do Pombalinho, organizados num grupo cultural a que atribuíram o nome TRI-C, se associaram ao espírito olímpico por ocasião dos respectivos jogos realizados na capital da ex-União Soviética, transportando a chama olímpica num percurso iniciado em Vale de Figueira e terminado no Pombalinho.






Antes do início da corrida, preparando todos os pormenores com a organização do evento.









A passagem da tocha olímpica por parte do representante de Vale de Figueira a um elemento do Pombalinho (Miguel Mogas) sob o olhar atento de Jorge Palmeirão..









Por fim a chegada da tocha olímpica ao Pombalinho! Coube a Jorge Palmeirão o cumprimento dessa tarefa!








... E a pose para a posterioridade! O grupo TRI-C (Jorge Palmeirão, Miguel Mogas, Eduardo Cruz, José M Correia e António Gonçalves), com a menina Clarisse Fortunato.






Fotos de Maria Graciete e Teresa Cruz
Colaboração de Bruno Cruz






10 abril 2010

Bateiras !!!





Grupo de pombalinhenses no ano de 1949, por ocasião do festejo das tradicionais "bateiras"! Da esquerda para a direita, Francisco Cruz, Joaquim Felisberto, Manuel Inácio, Alexandre Cruz e Ernesto Hilário.









Um ano mais tarde, o mesmo grupo voltou a reunir-se para novamente comemorarem as bateiras em passeio de barco pelo rio Almonda, nas imediações da Quinta da Broa. Reconhecem-se, da esquerda para a direita, Francisco Cruz, filha de João Feliciano, Joaquim Felisberto, Ernesto Hilário, Alexandre Cruz e João Feliciano. Foi no dia 10 de Abril de 1950, há sessenta anos!!!!



Fotos gentilmente cedidas por Mª Luísa Narciso e Mª Luísa Felisberto.
Colaboração de Bruno Cruz




Nota – para blog temático clicar em http://bateiras.blogspot.pt/








23 março 2010

Cartas de Maputo III !



Maputo, 21 de Fevereiro de 2006


Caro Amigo Manuel Gomes

"Que se encontre bem juntamente com todos os que lhe são queridos, são os meus votos sempre presentes.

Continuando a anular as distâncias, cá estou a dar continuidade ao nosso amistoso e reconfortante diálogo. A mim, pelo menos, já a entrar no último quarto de século de uma vida sem grandes solavancos, reconforta imenso ter um conterrâneo bastante mais jovem que tão cordialmente se dispõe a este diálogo e que comigo se abre revelando o percurso da sua formação como Homem nestes nossos conturbados tempos. Acredite, Amigo, que me senti privilegiado e me emocionei muito ao ler e reler a sua descrição da maneira como viveu esses tempos áureos do pós 25 de Abril em Portugal e as reflexões que sobre os mesmos foi fazendo....



... Enviei-lhe aqui há tempo uma fotografia tirada numa das alvercas em que muitas vezes tomámos banho e, a propósito, falei-lhe de algo que tinha escrito sobre os dias em que a rapaziada ia à inspecção para o serviço militar, tendo acabado por prometer enviar-lhe o artigo depois de burilado. Acabei, contudo, não apenas por burilá-lo, mas por refazê-lo, na tentativa de nele encaixar as imagens que o integram. É mais um texto das minhas memórias. Se o Manuel Gomes achar que dá para publicá-lo como está, óptimo; se isso não for viável, por qualquer motivo, mas se tiver alguma sugestão a fazer, ela será, como sempre, bem recebida
."


INSPECÇÃO PARA O SERVIÇO MILITAR


"À inspecção militar iam, em cada ano, os indivíduos do sexo masculino que nesse ano completavam vinte anos de idade. Em 1949, nascidos, por conseguinte, em 1929, éramos 19, o maior número até então registado no Pombalinho. Por ordem alfabética, aqui vão os nossos nomes:

Alberto Gomes, António Andrade Leal, António Costa, António Domingos, António Maria Duarte, Cipriano, Ezequiel Andrade Barreiros Mateiro, Francisco Bispo, Guilherme Afonso dos Santos, João Fataça, Joaquim Duarte, José Marcano, José Narciso, Manuel Cachado, Manuel Cardoso, Manuel Carvalho, Victor.

Falta o nome de um, porque, tendo nascido no Pombalinho, de lá saiu, com os pais, muito novo ainda. Juntou-se a nós no dia da inspecção, parece que vindo de São Vicente do Paul ou do sobral, mas não fixei o seu nome.
Não se juntaram a nós, no dia da inspecção, o Manuel Cachado e o Manuel Cardoso. O primeiro porque tinha ido para Lisboa aos 16 ou 17 anos e providenciou para ir à inspecção em Lisboa. O segundo porque tinha ido para Angola, com os pais, dois ou três anos antes, e por lá terá ido também à inspecção. Alguns já faleceram. Que eu saiba ... "
Para texto integral, aceda ao Perfume da Alma clicando AQUI



Nota do autor deste Blog - Como bem se pode constatar, a este texto jamais poderia ter acontecido uma espera de publicação tão longa, como a que acabou por acontecer! De facto, é difícil de imaginar como é que este brilhante testemunho do nosso Amigo Guilherme Afonso entrou injustamente no "arquivo morto" da minha memória! Mas..., aconteceu!!! De qualquer maneira, passou o tempo, mas o interesse histórico subjacente a esta inspecção militar de 1949 mantém-se completamente inalterável!
Com as minhas devidas desculpas ao autor de "Inspecção para o Serviço Militar" por este atraso involuntário, fica a redobrada satisfação por aqui no "Pombalinho" e no "Perfume da Alma" se fazer jus, no sentido de partilha com os visitantes destes espaços, a mais uma das brilhantes memórias de vida de Guilherme Afonso.






19 março 2010

Regedor substituto !







Alvará de nomeação de Gabriel Joaquim para ocupação das funções de regedor substituto da freguesia de Pombalinho, no ano de 1951.



"Em Portugal, entre 1836 e 1976, o regedor era um funcionário público que representava a administração central junto de cada freguesia.

Incumbia aos regedores: cumprir e fazer cumprir as ordens, deliberações e posturas municipais e os regulamentos de polícia, levantar autos de transgressão sempre que necessário, auxiliar as autoridades policiais e judiciais sempre que necessário, agir de modo a garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas, auxiliar as autoridades sanitárias, garantir os regulamentos funerários, mobilizar a população em caso de incêndio e cumprir outras ordens ou instruções emanadas do presidente da câmara municipal.

A figura do regedor de freguesia foi extinta na sequência da introdução da Constituição da República Portuguesa de 1976. "

Texto - Wikipedia





13 março 2010

Barbearias !








Antigamente as barbearias ocupavam um lugar importante na vida particular das pessoas e no normal funcionamento dos centros populacionais! As novas tecnologias da Gillette e da Nacet ainda não tinham invadido os lares dos portugueses e os barbeiros, em paralelo com outras profisssões algumas delas hoje já quase extintas, integravam um grupo de actividades e serviços, imprescindíveis na vida social das populações. No entanto e ao contrário das outras, as barbearias eram consideradas também como lugares privilegiados de encontros, após as longas jornadas diárias de trabalho.







Os sábados eram os dias preferidos para se ir ao barbeiro! Formavam-se filas de espera para que chegasse a vez de ocupar a tradicional cadeira rotativa! E há volta de um simples corte de cabelo ou barba, falava-se muito e de muita coisa. O ritmo era lento e por isso excepcionalmente convidativo a trocas das mais variadas conversas entre os presentes, criando-se assim expontâneas “assembleias populares” que de outro modo e em circunstâncias idênticas era de todo impossível. E depois havia o elemento principal! O tempo! Esse cronómetro da nossa existência, ainda era “medido” de forma saudávelmente serena! A ansiedade de que os ponteiros do relógio saltitassem de minuto em minuto a um tempo inferior aos padronizados sessenta segundos, era coisa de tempos inimagináveis! E assim sendo, pela noite fora, o clima “tertúliano” surgia despreocupadamente!!!


No Pombalinho dos anos sessenta/setenta do século passado, existiram simultaneamente em actividade de funções, três barbeiros, o Carlos Cavaco, o Heliodoro Bacalhau e o Veríssimo Duarte. Todos eles tinham clientelas mais ou menos estereotipadas! Eram visíveis as suas diferenciações, que só por razões imprevistas é que aconteciam eventuais “trocas de cadeiras".





Veríssimo Duarte



Dos três, o Veríssimo podia-se considerar, talvez, o profissional mais tradicional. Não só pelos cortes que fazia, mas também pelo rigor como os executava. Um corte à “inglesa curta” era sinónimo de cabelo bem curtinho! Orelhas bem descobertas e pescoço à mostra, uma tigelada, como irónicamente se chamava! Mas mesmo assim era o mais solicitado, talvez para evitar precisamente que a clientela lá voltasse tão cedo! Pessoa afável e serena, era de um trato respeitável!








Trabalhou profissionalmente numa barbearia localizada na rua de Sto António, ali bem junto aquele que é hoje o "Mini Mercado Júlia" .








Naquela que viria a ser a sua última barbearia, ali no cruzamento da rua de Santo António com a 5 de Outubro e a Eugénio de Menezes, desempenhava frequentemente em simultaneidade, a função de enfermeiro. Especializou-se nos anos de 1937/1938, juntamente com o Dr Victor Semedo e era a ele que os pombalinhenses recorriam sempre que, por indicação clínica, eram medicamentados com injecções de aplicação intravenosa. A memória transporta-nos para aqueles gestos simples mas devidamente automatizados com que o Verissímo Duarte esterilizava, numa tina apropriada com água a ferver e aquecida por combustão do alcool etílico, as seringas e as respectivas agulhas!


Hoje, esse ambiente das barbearias quase já não existe! O tempo não nos perdoaria se tivéssemos que o gastar numa noite de serão, à espera que um qualquer barbeiro nos dissesse após uma longa espera: " é a tua vez, podes-te sentar !!!" 



Também AQUI poderá testemunhar outras barbearias, outros tempos....

Colaboração fotográfica de MªLuísa N Duarte/Bruno Cruz







10 março 2010

04 março 2010

EICS








Depois de concluído o nível escolar da então denominada Instrução Primária, houve um considerável número de Pombalinhenses que não querendo ficar apenas por aí se propuseram a frequentar o Ensino Secundário. Um dos estabelecimentos escolhidos para a continuação desses estudos foi a Escola Industrial e Comercial de Santarém. Sediada na zona histórica da cidade, na praça Visconde Serra do Pilar, foi uma inesquecível referência por quem ali passou alguns anos de uma formação escolar que para uns serviu de plataforma à entrada directa no mercado de trabalho e para outros como meio de continuação a voos escolares a níveis ainda mais ambiciosos.

Ali, durante os anos que durou o curso e até à sua conclusão, muitos amigos fizemos na Escola! Professores que nos marcaram especialmente na nossa vida escolar, ficaram exemplarmente eleitos no nosso imaginário! E até aqueles funcionários mais escrupulosos no cumprimento dos seus deveres, hoje são recordados com algum carinho e muita saudade.


Vem esta pequena introdução, neste espaço de memórias, a propósito de ... Um  




02 março 2010

Maria Luísa Narciso Duarte









"Maria Luísa Narciso Duarte nasceu a 2 de Março de 1932 na aldeia de Pombalinho, concelho de Santarém, no seio de uma família de quatro irmãos.
Desde cedo mostrou gosto pela escrita e pela poesia, contudo devido aos poucos recursos económicos dos seus pais, apenas pôde estudar até à 4ª classe. Trabalhou na mercearia da família até ao seu casamento, momento em que passou a trabalhar na actividade agrícola.
Durante toda a sua vida cultivou o gosto pela leitura, recitando poemas e histórias para amigos e em festas da comunidade. Teve sempre o sonho de escrever um livro para crianças, mas foi a partir de 25 de Abril de 1974 que, entusiasmada com o novo estado da Nação, se dedicou afincadamente à escrita.
Com um obra que aborda temáticas tão diferentes como a política, a Natureza, as crianças a Paz, a pobreza, o Ribatejo, entre muitas outras, Maria Luísa Duarte, expõe no que escreve os valores e os sentimentos que pautam a sua personalidade.

Participando em inúmeros programas de rádio e eventos festivos e de solidariedade social, o impacto das mensagens da sua poesia tem sido sentido por todos, pelo que compila város prémios em concursos de poesia e escrita popular. "




São hoje dois de Março...
Dia dos meus enganos...
As dezoito primaveras!
Passam aqui todos os anos.
Se eu as pudesse prender,
Nunca me tinham fugido...
Para gozar a imagem!

Daquele tempo vivido.




Do poema "Recordação dos meus 59 anos"

Texto e poema do livro "Pedaços da Minha Vida"

Colaboração fotográfica de MªLuísa N Duarte e Bruno Cruz







19 fevereiro 2010

Teatro no ano de 1944!


Voltamos ao teatro para mais uma vez irmos ao encontro do "Grupo da Récita do Pombalinho" e às actuações que protagonizaram no ano de 1944. São dois registos fotográficos que valem não só pela história que representam mas sobretudo pelo reconhecimento que este vasto grupo de pombalinhenses merece, por em tempos difíceis terem elevado o nome do Pombalinho a níveis de enorme significado cultural.




De entre outros, reconhecem-se, Francisco Borges, Arnaldo Fonseca, Joaquim Melão, Joaquim Alfaiate, Veríssimo Duarte, Diamantino Carvalho, Rui Borges, José C Presume, Rui Borges, Manuel Galvão, Francisco Duarte, Gertrudes Cunha, Diamantina Carvalho, Ana Maria e Ema Braga.









 De entre outros, reconhecem-se, Manuel Gomes, Gertrudes Cunha, Olímpia Borges, Ana Maria, Manuel Galvão, Francisco Duarte, Veríssimo Duarte, Adelina Presume, Rui Borges e Carlos Leal.


Para uma breve viagem pelo teatro realizado desde os longínquos anos quarenta do século passado até às últimas representações que tiveram lugar no Pombalinho, clique AQUI  ou no respectivo link inserido no subtítulo "Blogs Temáticos", localizado na coluna da esquerda deste blog.





17 fevereiro 2010

Mandado Intimação da PSP 1961!


Existem simples documentos antigos que lidos hoje, adquirem uma significativa importância histórica para se compreender melhor os métodos e políticas utilizadas pelos diversos poderes intituídos que então geriam o país. Na verdade, muitas das acções inerentes ao quotidiano dos cidadãos eram avaliadas porventura por uma única bitola e sem qualquer sinal pedagógico associado que revertesse em prol da sociedade!


Estamos nos anos sessenta do século passado e quem não cumprisse com determinadas regras hoje consideradas ridículas, sujeitava-se a aplicação de coimas como medida preventiva a futuras infracções! Usava-se isqueiro sem licença? Era-se multado! Circulava-se de bicicleta sem licença?Era-se multado! E até quem faltasse à escola era multado! O documento publicado em anexo é exemplar de como os tempos do tempo dos nossos pais e avós foram mesmo muito difíceis!!!!









Mandado de Intimação do Comando da Polícia de Segurança Pública do Distrito de Santarém para que Daniel Gandarez pagasse num prazo de 10 dias, uma multa de 50$00 por faltas injustificadas dadas à escola pelo seu filho Francisco Manuel da Assunção Gandarez .





Para visualização frente e verso do Doc Clicar em Pombalinho Documental 



Colaboração documental de Júlio Gabriel e Bruno Cruz





12 fevereiro 2010

Vera Cruz Futebol Clube!



Decorria o ano de 1965 quando o Pombalinho atingiu o seu momento mais alto em competições desportivas patrocinadas pela FNAT (Federação Nacional de Alegria no Trabalho). Aconteceu numa final de taça, precisamente num inesquecível jogo de futebol disputado com o Rio de Moínhos em Atalaia, onde o Vera Cruz Futebol Clube arrecadou o apetecível troféu ao derrotar o seu adversário por 3-2 .






A constituição da equipa de futebol e o seu respectivo corpo técnico que estiveram presentes nessa data memorável, foram os seguintes: de joelhos e da esquerda para a direita, José Galvão, João Nunes, José Correia, Ezequiel Leal, José Bacalhau e Joaquim Vieira. De pé e pela mesma ordem, Luís Conceição, António Domingos, Ezequiel Narciso, João Barros, Duarte Cruz, treinador Flores, Francisco Cruz, António Bento e José Gomes.





Apoiantes da equipa e futebolistas em amena confraternização. José Bacalhau, Felismino Costa, José Gomes, Manuel Narciso e João Nunes.






José Galvão, Ezequiel Leal e João Nunes.



Aproveitando esta simbólica publicação da história, informa-se que ao clicar em   Vera Cruz   poderá viajar um pouco pelo percurso futebolístico deste clube desportivo em representação do Pombalinho.



Colaboração fotográfica de João Leal Nunes
Pesquisa de Bruno Cruz






11 fevereiro 2010

Pombalinho em 1954!





Fotografia tirada do cimo da torre da igreja, presumívelmente para registar os enfeites da rua Barão de Almeirim alusivos às festas anuais do Pombalinho.





01 fevereiro 2010

Fernando Duarte!




Fernando Duarte, acompanhado pelo míudo José Cardoso de  Vale de Figueira e sua tia.



Em tempos passados, a actividade comercial nas aldeias estava ainda longe de uma profissionalização que mais tarde veio a surgir e que se transformou naquilo que hoje podemos chamar de comércio local!

Nas poucas lojas que existiam abertas ao público, vendiam-se essencialmente produtos de mercearia e os restantes bens de consumo imprescindíveis à vida quotidiana das pessoas eram transacionados nas feiras ou de porta a porta. Neste último caso, os vendedores/compradores percorriam o interior das localidades e pelas ruas lá iam apregoando os mais variados produtos que se propunham negociar! Deslocavam-se em carroças, mas também havia quem, montado num burro ou numa mula se apresentasse a percorrer as aldeias mais próximas.

 Da fruta, à roupa, passando pelo peixe, tudo de um pouco era vendido. Mas também havia quem comprasse! Como era o caso do nosso conterrâneo Fernando Duarte que se dedicava ao negócio dos galináceos! As galinhas, patos e perús depois de regateados por um preço acordado entre ambas as partes, eram "despachados" por comboio, a partir de Mato de Miranda e com destino a Lisboa!

 Refira-se a propósito que um dos filhos de Fernando Duarte, de seu nome Francisco Duarte, deu continuidade a esta actividade iniciada pelo seu pai , tendo pelo facto e a título de curiosidade, sido atribuído popularmente a ambos uma alcunha que tinha a ver com a singularidade da profissão que exerceram. A de "Pardal"! Eram conhecidos no Pombalinho por Fernando e Francisco Pardal!



Colaboração fotográfica de Mª Luísa Narciso






27 janeiro 2010

O "Portugal" !


Pelos caminhos da vida há acontecimentos que se colam à nossa existência como se deles precisássemos para, em momentos oportunos, compreeendermos melhor as voltas que ela nos deu!

 Diz-se, de quem já adquiriu uma certa sabedoria nestas coisas filosóficas da vida, que há um tempo próprio para tudo! Sinto que sim, que a frase faz todo sentido! Hoje pausadamente contemplamos o que ontem nem com um fugaz olhar, achavamos que valia  a pena! Saboreamos a busca das palavras para ilustrarmos memórias, que nunca esquecemos! E para nossa própria surpresa, ao reeditá-las, revivemos de uma forma particularmente especial tempos que, apesar de progressivamente distantes, nunca deixaram sentimentalmente de nos pertencer!

Eu era um rapazinho com uns cinco, seis anos de idade, e grande parte do meu tempo disponível era dedicado às brincadeiras, próprias de quem vivia numa aldeia de província! E quem é que nos ensinava as manhas dos jogos próprios desta idade? Do berlinde, do jogo às escondidas, do brincar aos cowboys e tantos outros divertimentos com que a míudagem desses tempos se entretinha? Naturalmente os rapazes mais velhos! E normalmente os da nossa rua ou os que nos fossem mais próximos por outras quaisquer razões. Daí a tentativa, sempre que a possibilidade surgisse, para esta aproximação estratégica.

 E num belo dia de verão, eu assim fiz. Alcancei nas proximidades da casa dos meus pais um grupo formado pelo João Melão e pelos irmãos Alcides e Diamantino Vieira, e fui-me chegando a eles na intenção de aprender algo sobre matéria que ainda não dominasse ou fosse do meu desconhecimento! Só que os marotos não acharam graça nenhuma à minha atrevida ousadia e logo trataram de me provocar um rápido e eficaz (vim mais tarde a confirmá-lo) recuo das minhas intenções! Do que é que eles, inconscientemente e sem se darem conta das consequências que essa atitude iria provocar, se lembraram de fazer? Açularam-me o "Portugal" ! Era um cão enorme, corpulento e quase da minha altura! Servia de guarda à propriedade dos pais dos irmãos Vieira, o saudoso José Vieira, “Cigano”, como quase toda a gente o tratava. Ao ver o "Portugal" vir na minha direcção com um ladrar característico de que coisa boa dali não vinha, só tive tempo de fugir em corrida e para minha desgraça, na pior direcção possível, pela Rua 1º Dezembro acima! É claro que não foram precisos muitos metros de fugida para que sentisse no lado direito do meu tenrinho traseiro, os dentes aguçados do maldito cão e uma consequente valente mordidela!

 Depois de socorrido, lembro-me perfeitamente de ir numa carroça até à Azinhaga e ser tratado onde são hoje, penso não estar errado, as instalações da Misericórdia. Aplicaram-me na zona afectada dois agrafes de alumínio com um alicate próprio, que era o método clínico utilizado na altura para suturar feridas nessas condições, deslocando-me mais tarde também ali para os tirar. Tudo isto sem anestesias ou outro meio que evitasse a dor!

As marcas que eternizarão este episódio ainda "cá estão", mas o "Portugal", apenas resiste à memória dos meus tempos de menino atrevido, que se meteu onde não era chamado! Mas hoje e fazendo o possível ajuste de contas com o tempo, constato que imerecidamente paguei um preço demasiado elevado! Bolas!!!! Afinal o que eu queria tão só, com os de maior idade, era aprender mais qualquer coisita!!!....


24 janeiro 2010

Centro de Cultura e Convívio - TRI-C





José M Correia, Teresa Cruz, Maria Graciete, Eduardo Cruz, Jorge Palmeirão, Agostinho, Miguel Mogas e José Luís.



Estávamos no ano de 1978 quando um grupo de jovens levou a bom termo a constituição de uma organização que tinha por lema, o convívio e a cultura! Começaram por se auto-denominarem, "Os Cinco" e mais tarde TRI-C (Centro de Cultura e Convívio). Os resultados, segundo suas próprias palavras, foram muito positivos. Com a ajuda institucional do Fundo de Apoio aos Organismos Juvenis (FAOJ) , que para o efeito foi criado pelo decreto-lei N.° 191/74 de 30 de Abril, participaram e fomentaram diversas actividades desportivas, adquiriram livros, realizaram matinés dançantes, substituíram o mobiliário da Escola Velha (edifício que serviu de sede ao exercício da actividade) e até as suas paredes pintaram!

Um documento elaborado já na fase final da sua existência, resume cronológicamente a vida deste grupo de jovens do Pombalinho que em boa hora pensaram diferente, tendo como objectivo o inconformismo alicerçado no desporto e na cultura.


Colaboração_Bruno Cruz/Maria Graciete

Texto_Manuel Gomes





20 janeiro 2010

Ano Lectivo 1938/39 !






Há setenta e dois anos e ainda longe dos métodos pedagógicos que hoje estão instituídos no ensino em Portugal, esta professora, de seu nome Maria José Moura, leccionou para estes alunos o ensino básico na antiga escola sediada na rua Carolina Infante da Câmara.

Na 1º fila e da esquerda para a direita, Ezequiel Mateiro, Manuel Sacola, Alberto Gomes, Manuel A Bento e .... Na segunda fila, Cipriano António, António Maria, José Braga, Ernesto Hilário, António Leal, José Leal, Fernando Gaião, Manuel Cachado, Carlos Cavaco, Manuel Carvalho e Manuel Joaquim. Na terceira fila, Manuel Cardoso, Aníbal Condeço, António Domingos, António Justino, António Bento Narciso, Francisco Cleto, Joaquim Duarte, José Gardão, Joaquim Antunes, Manuel Mateiro e Joaquim Felisberto. Na 4ª fila, Guilherme Afonso, José Asseiceira, José Bento Narciso, José Júlio, Joaquim Barrão, Manuel Leal, António Palmeirão, António Afonso, Leonel Duarte e António Hilário. Na 5ª fila, Júlio Conceição Silva, Joaquim dos Santos, Narciso Albano, Francisco Bispo, Francisco Gaião, João Martinho, José C Martins, Luís Cordoeiro, ....... e Joaquim Cachado.

Pesquisa_Bruno Cruz

Colaboração_Maria Luísa Narciso


Sendo esta fotografia a mais antiga de todas as que foram aqui publicadas, referentes a classes de alunos que frequentaram a Escola "Velha", achamos que a oportunidade merecia um trabalho de divulgação mais aprofundado sobre quantos que por ali passaram e onde deram os primeiros passos na aprendizagem do então chamado ensino básico! Assim sendo, convido-os a "passear um pouco no tempo" por este trabalho da autoria de Bruno Cruz. 

Para Blog Temático Clicar em  Escola Pombalinho 




16 janeiro 2010

Pombalinho em 1898/1899 !


A inexistência de uma rede viária acarreta múltiplas dificuldades para a vida de quem dela necessita. Entre nós, esta realidade tardiamente foi levada a sério, prejudicando o país e atrasando claramente o seu natural desenvolvimento regional. Em Maio de 1853 deu-se início à construção da linha de caminho de ferro, mais tarde denominada por Linha do Norte, a partir de Lisboa e em Novembro de 1862 já chegava ao Entroncamento. Em finais do século dezanove a mobilidade de pessoas e bens entre o Pombalinho e Santarém era feita quase exclusivamente com recurso ao transporte ferroviário! A este propósito e socorrendo-nos do jornal Correio da Extremadura, vale a pena referenciarmos três notícias publicadas nas edições de 17 de Setembro de 1898, 25 de Março de 1899 e 27 de Maio de 1899.


Correio Extremadura

Barão Almeirim


A primeira relata um grave acidente ocorrido com o Barão de Almeirim quando esta personalidade se deslocava de comboio, precisamente pela Linha do Norte, com destino ao Pombalinho.






Correio Extremadura

Estrada Pombalinho


E a segunda, passados apenas uns meses, é sobre as Festas anuais da mesma localidade que tinham como objectivo e necessidade urgente, a angariação de proveitos para o custeio da conclusão da estrada que liga esta terra à cidade de Santarém, de forma a possibilitar o trânsito de veículos.






Correio Extremadura

Photobucket


Poderá não tratar-se de pura coincidência, a cronologia destes dois acontecimentos que mereceram destaque no referido semanário ribatejano!

A comissão de honra das Festas era constituída pelo Barão de Almeirim (e não do Pombalinho como refere o jornal, pois esta ilustre personalidade faleceu em 10 de Maio de 1855), António Albano da Silva Nunes, João Salvador Pinheiro, Carlos Albano Nunes, Manoel José Barreiros, Joaquim Adrião e António Duarte.



Pesquisa documental de Bruno Cruz

Texto de Manuel Gomes