16 julho 2009

As cheias!


Nas referências que aqui temos feito às cheias do Pombalinho, tem sido nossa intenção proporcionar aos visitantes um olhar distante mas simultaneamente presente  sobre este acontecimento natural que periodicamente assola o Pombalinho. É impossível não se falar das cheias, sem algum sentido romântico ou até mesmo nostálgico, tais as histórias que foram contadas pelas mais diversas gerações que tiveram de viver com elas nesses tempos de invernos extremamente rigorosos! Felizmente por acção de muitos colaboradores desta página, a nossa galeria de imagens já é muito considerável, mas mesmo assim e bem, não param de nos chegar outros registos de rara beleza e de momentos únicos, como é o caso dos que hoje publicamos, gentilmente cedidos por Pedro Menezes.



Cheia 1

Excelente fotografia tirada do cimo da torre da igreja no dia 01 de Abril de 1952. Podemos ver os efeitos dessa cheia que chegou a entrar no recinto da própria igreja e alagou toda a zona adjacente da rua Manuel Monteiro Barbosa.




Cheia

Outra fotografia tirada da torre da igreja, vendo-se ao fundo a quinta de Fernão Leite.





Cheia 3

Mais uma excelente fotografia tirada nesse mesmo dia de 01-Abril-1952 do cimo da torre da igreja, vendo-se o casario entre os prédios do Manuel Bispo e do Américo Cachado. Ao longe o cabeço dos Chões.




Cheia 2

Imagem bem elucidativa do nível que a cheia atingiu nos campos do Pombalinho !






Cheia 5

Excelente fotografia!





Cheia 4

Rua Barão de Almeirim, onde a cheia atingiu níveis anormais.






Cheia 8

Cheia de 1940/41 na rua António Eugénio de Menezes.

Foto tirada por António Menezes e cedida gentilmente pelo seu filho António Carlos BN Menezes.





Cheia 7

Rua António Eugénio de Menezes. Momento em que Joaquim Pedro de Menezes se deslocava de barco junto ao local onde, curiosamente, existe hoje o Parque de Jogos e Lazer do Pombalinho.



À excepção da foto referenciada para o efeito, todas as outras foram cedidas gentilmente por Pedro Menezes     




Colaboração de Bruno Cruz e Joaquim MB Mateiro. 








11 julho 2009

Futebol !






Não, não se trata do nosso saudoso Vera Cruz Futebol Clube, mas quase..., tal o número de jogadores do Pombalinho que integraram esta equipa de futebol !!! Com efeito, a formação registada nesta fotografia, que representou no ano de 1947 a União Operária de Santarém, era constituída nada mais nada menos do que por quatro atletas naturais do Pombalinho! O desporto rei nesses tempos, ainda não tinha estruturas criadas na nossa terra que permitissem a sua inscrição numa competição oficial, e vai daí, a emigração desportiva aconteceu!

Mas vamos à identificação possível dos jogadores que formaram esta equipa da capital do Ribatejo em jogo realizado no Campo Chão das Padeiras. De joelhos e da esquerda para a direita, José Braga (Pombalinho), Adalberto, Lopes, João Zé e Ezequiel Mateiro (Pombalinho). De pé e pela mesma ordem, desconhecido, Raimundo (Azinhaga), António Leal-guarda-redes (Pombalinho), Serafim, Manuel Barão (Pombalinho), Zeca e Ramos "Machorro".



     Foto gentilmente cedida por António Leal

     Colaboração de Bruno Cruz






08 julho 2009

Vera Cruz Futebol Clube X !





O campo das Ónias foi durante muitos anos o local  onde o Vera Cruz Futebol Clube disputou os jogos referentes aos campeonatos da Federação Nacional de Alegria no Trabalho (FNAT). Mas tempos houve, em que no Pombalinho a inexistência de uma estrutura de caracter definitivo para a prática da modalidade, exigia muita dedicação e algum sentido de improvisação.

A propósito desta fotografia, escreve Joaquim Mateiro sobre situação futebolistica então vivida:  "Era no tempo em que o senhor Manuel Coimbra ainda não tinha doado o Campo das Ónias, a rapaziada do Pombalinho se queria jogar a bola tinha que o fazer nas eiras e andar de baliza às costas. Assisti a várias partidas de futebol nesses locais quando era rapazola! Esta foto foi tirada numa que existiu a sul de umas terras do Manuel Coimbra, entre a rua Carolina Infante da Câmara e a ponte de Fernão Leite no princípio dos anos sessenta.”


Reconhecem-se de joelhos e da esquerda para a direita, Henrique Minderico, José Correia, António Bento, Diamantino Teixeira e António Manuel Leal. De pé e pela mesma ordem, José Carvalho Gomes, José Bacalhau, António José, João Luís Justino, Manuel Minderico e José Guilherme.



Foto gentilmente cedida por Ema Minderico

Colaboração no texto de Joaquim Mateiro


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03 julho 2009

Casamentos IX !




Casamento de Manuel Maria Amado Braamcamp Freire com Maria Isabel Reynolds dos Anjos, realizado em Lisboa no dia 29 de Abril de 1942. O noivo nasceu no Pombalinho em 20 de Maio de 1918, tendo falecido em Lisboa no dia 26 de Março de 1988. Seus pais são, o 4º barão de Almeirim Carlos Braamcamp Freire e Maria da Madre de Deus Amado de Melo da Cunha e Vasconcelos. Manuel Nunes Freire da Rocha, 1º barão de Almeirim , é seu bisavô.




Agradecimento especial a Maria da Graça Anjos Braamcamp Freire, filha de Manuel Maria Amado Braamcamp Freire, a quem se deve a publicação desta foto.



Colaboração de Ema Minderico e Joaquim Mateiro





30 junho 2009

Retratos X !





Ano de 1944. Na primeira fila e da esquerda para a direita, Luciana Duarte, Ester Rodrigues, Albertina Santos, Adelina Presume, Maria Conceição Rodrigues e a criança, Francisco Presume. Na segunda fila e pela mesma ordem, Maria Luísa Inácio, Maria Emília Canteiro, Ermelinda Minderico, Maria Augusta Bento, Maria Augusta Cavaleiro, Maria Luísa Palmeirão, Albertina Santos e senhora Inácia. Na terceira e pela mesma ordem, Lucília Hilário, Gertrudes Cunha, Madalena de Jesus e Emília Serra. 



Foto gentilmente cedida por Ema Minderico

Colaboração de Joaquim Mateiro







27 junho 2009

Casa Agrícola Dona Amália Canavarro




Fotografia tirada no pátio da Casa Agrícola de Dona Amália Canavarro Cabral Meneres, no Pombalinho, em finais da década quarenta. A criança com chapéu de aba larga é a Ema Minderico e de pé está o António Manuel Duarte Rodrigues e Francisco Minderico. Como nota de curiosidade, atente-se no pormenor do rasto dos rodados dianteiros e traseiros do tractor de marca Fordson, de construção metálica e estrutura apropriada para trabalhos em terrenos de cultivo. Os pneumáticos ainda estariam longe de serem utilizados nas máquinas agrícolas!!




Foto gentilmente cedida por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro.




24 junho 2009

Adiafa !


A adiafa, como aqui a ela já nos referimos, era sinónimo de festa. Naqueles tempos em que havia tempo para festejar o fim das colheitas, o esforço que os trabalhadores despendiam durante as safras, era simbolicamente recompensado pelos patrões em ambiente propositadamente engalanado e onde todos aderiam com manifestações de verdadeira alegria! Assim aconteceu na casa agrícola do João Canavarro, em cujas instalações situadas ali bem no centro do Pombalinho, mais propriamente no gaveto circunscrito pelas ruas Hilário José Barreiros, Barão de Almeirim e Joaquim Piedade da Silva, se festejou a adiafa nesse longínquo ano de 1948! Para a relembrar nalguns momentos protagonizados por gente nossa conhecida, proponho-vos uma "viagem" por estas bem representativas fotografias.




Da esquerda para a direita, Francisco Minderico, Maria Adelaide Minderico, Emídio Narciso, Anita Duarte, Francisco Vinagre, Maria Luísa, João Melão, Maria Guilhermina, Máximo Minderico, Maria Júlia Minderico, Moco Vinagre e a criança, Ema Minderico.





Na frente do carro de bois devidamente enfeitado está o Francisco Vinagre e Ema Minderico.






No pátio da casa agrícola e deviamente alinhados na frente dos carros de bois, reconhem-se da esquerda para a direita, o Palmeirão, o José Leal (carpinteiro), o João Melão, o Máximo Minderico, a Maria Júlia Minderico, o Moco Vinagre, a Anita Duarte, o Francisco Minderico, Francisco Vinagre, a Emília Vieira, o Emídio Narciso, a Maria Adelaide Minderico e a criança Ema Minderico.






Um outra imagem com os boieiros ao lado dos seus respectivos carros! Da esquerda para a direita, Máximo Minderico, Moco Vinagre, Francisco Vinagre e Emídio Narciso. Ao centro, o feitor da casa agrícola, Francisco Minderico.








Carro de mulas devidamente ornamentado e conduzido por João Melão




Fotos gentilmente cedidas por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro no texto, envio de fotos e identificação de pessoas.





22 junho 2009

19 junho 2009

Retratos VIII !





Manuel Marcelino, pai de Joaquim José Marcelino e de Henrique da Piedade Marcelino.



Fotografia da autoria de Guilherme Afonso e tirada em Abril de 1964.






16 junho 2009

Licença de velocípede!


Pois é ! O que nos dias de hoje se pode considerar uma simples normalidade, que é o facto de se conduzir uma bicicleta na via pública para satisfazer o mais óbvio dos actos inerentes à sua utilização, como ir às compras na mercearia mais perto ou simplesmente exercitar fisícamente o corpo, em tempos passados, era necessário ser-se possuidor de uma licença emitida pelas entidades competentes para que a respectiva circulação estivesse legalizada.


 Os tempos encarregaram-se de aligeirar documentalmente essa obrigatoriedade, como se pode verificar nos dois exemplos publicados, passando da formalidade de um cartão com fotografia do utente para um documento mais simples. De qualquer das maneiras, esse longínquo licenciamento, era mais uma daquelas incompreensíveis fontes de receita para o Estado que a evolução dos tempos tratou de arrumar definitivamente na gaveta das memórias!





Licença de condução de velocípede, emitida pela CMS em Janeiro de 1956.








Licença de Trânsito, emitida pela Secção de Finanças de Santarém em Março de 1972.



Documentos gentilmente cedidos por Júlio Gabriel.





12 junho 2009

Nossa Senhora de Fátima no Pombalinho !


Ainda a propósito da visita de Nossa Senhora de Fátima ao Pombalinho no ano de 1954, recebemos de Ema Minderico, por intermédio de Joaquim Mateiro, mais duas belas fotografias alusivas a esse acontecimento que ocorreu na nossa terra. O adjectivo, creio, não ser excessivamente aplicado, pois na verdade trata-se de registos que o justificam por duas razões: a visita propriamente dita e depois a possibilidade de podermos apreciar ou simplesmente relembrar, como era diferente o interior da nossa Igreja antes da restauração que lhe deu a imagem que hoje conhecemos !








Nossa Senhora de Fátima no interior da Igreja Matriz do Pombalinho.









O andor com Nossa Senhora de Fátima a ser transportado por João Canavarro e Joaquim Coimbra, reconhecendo-se mais atrás o doutor Victor Semedo. Como pormenor desta imagem, repare-se nas colunas e no altar em talha dourada, bem demonstrativas do valioso património que em tempos existiu na nossa igreja.




Fotografias gentilmente cedidas por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro




08 junho 2009

Retratos VII !



Re


Ema Minderico, Evangelina Barros e Maria Adelaide Leal.





Colaboração Fernando Leal.





04 junho 2009

Campo da Golegã !





Os campos da Golegã sempre foram muito procurados pelos seareiros de toda a região! As suas belíssimas terras de invulgares caraterísticas para a agricultura, permitiam a quem ali investisse, tirar excelentes proveitos a nível produtivo! Do Pombalinho também houve quem ali tivesse apostado no cultivo de produtos agrícolas tradicionais desta zona ribatejana, como o melão, o tomate e mais recentemente os brócolos e milho. 
Esta fotografia estava exposta na última Festa da Primavera III e logo me despertou atenção em relação a todas as outras! Foi tirada a um grupo de trabalho que por esses campos andaram na apanha do melão no ano de 1959! Reconhem-se, de pé e da esquerda para a direita, Henrique Minderico, Maria Júlia Duarte, Joaquim Minderico, Maria Emília Melão, Anita Félix, Maria Odete, Maria Emília Minderico, Maria Fernanda Pinheiro e Franscisco Gaspar. De joelhos e pela mesma ordem, Carmina Minderico, Odete Minderico, Manuel Martinho, Palmira "Tojola", Lurdes Melão e Maria Alice Gandarez.



Foto gentilmente cedida por Maria Fernanda Pinheiro

Colaboração de Fátima Rodrigues 





31 maio 2009

Nossa Senhora de Fátima no Pombalinho!


A visita de Nossa Senhora de Fátima ao Pombalinho, no ano de 1954, foi porventura o acontecimento religiosos que maior simbolismo teve na vida dos Pombalinhenses! Não sabemos da existência de relatos escritos que nos permitam avaliar pormenorizadamente o que se passou nesse dia e mais concretamente na procissão, a que muitos aderiram, uns pela fé, outros tão simplesmente com o intuito de estarem presentes nesse momento único para a comunidade. Mas felizmente, pela gentileza de Pedro Menezes, que nos possibilitou a divulgação de algumas fotos bem representativas dessa visita de Nossa Senhora de Fátima, podemos testemunhar o nível de participação que a população teve nesse dia tão especial para o Pombalinho!





Fotografia tirada na quinta da família Menezes. Reconhecem-se da esquerda para a direita, Joaquim Menezes, Barão de Almeirim (filho da Baronesa de Almeirim), Américo Cachado, Padre Filipe, representante eclesiástico de Lisboa ou de Leiria, António Menezes, Manuel Coimbra e a criança, Joaquim Pedro Barreiros Nunes de Menezes.









A Igreja Matriz do Pombalinho, iluminada a preceito para esse dia de tão grande significado religioso.











Saída de Nossa Senhora de Fátima da Igreja Matriz. Iniciava-se a procissão que iria percorrer algumas ruas do Pombalinho.








A procissão a passar na rua António Eugénio de Menezes. É bem significativo, o nível de participação que os Pombalinhenses quiseram prestar à visita de Nossa Senhora de Fátima ao Pombalinho. Reconhecem-se de entre outros, António A. Mota, Francisco Souto Barreiros e Dr. Manuel Souto Barreiros, no lado esquerdo da fotografia, e Manuel D'Assumpção Coimbra no lado direito.




Fotos gentilmente cedidas por Pedro Menezes

Colaboração de Bruno Cruz, Frederico Barreiros Mota e José Coimbra de Castro Canelas







27 maio 2009

Vera Cruz Futebol Clube IX !




Equipa do Vera Cruz Futebol Clube, vencedora da final da taça da FNAT contra o Rio de Moinhos em jogo realizado na Atalaia no ano de 1964 ou 1965. O resultado final foi de 3-2, sendo um dos golos marcado de grande penalidade por José Bacalhau em resultado de uma falta cometida sobre Ezequiel Leal.


 Participaram nesse encontro de boa memória para o Pombalinho, os seguintes jogadores: de joelhos e da esquerda para a direita, José Galvão, João Nunes, José Correia, Ezequiel Leal, José Bacalhau e Joaquim Vieira. De pé e pela mesma ordem, Luís da Conceição, António Domingos, Izidoro Narciso, João Barros, Duarte Cruz (dirigente), Flores (treinador), Francisco Cruz (dirigente), António Bento e José Luís Gomes.


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22 maio 2009

Retratos VI !


Estava-se em Dezembro de 1969 e o momento foi registado na rua Hilário José Barreiros. Da esquerda para a direita, António Carlos N Branco, Américo LF Ferreira, Carlos Júlio MF António, Francisco Gaião, António Carlos S Maria, Manuel J Gomes e António DR Brás.





17 maio 2009

Cartas de Maputo...!!!


Ridículos


Tinha dezassete ou dezoito anos quando escreveu a primeira carta para um jornal. Foi para o semanário humorístico “Os Ridículos” e era editado em Lisboa. Numa das suas secções denominada “Terra de ninguém” e destinada à publicação de cartas enviadas pelos assinantes, o nosso amigo Guilherme Afonso decidiu um dia para lá enviar um artigo no qual denunciou o facto de no Pombalinho, nessa altura com cerca de mil habitantes, não haver médico, nem farmácia, nem telefone, mas em contrapartida ter catorze tavernas!



Gazeta

Mais tarde também participou no Gazeta do Sul, colaborando com o envio de alguns artigos para este semanário do Montijo.



Photobucket


Tornou-se assinante de publicações de banda desenhada de enorme aceitação pública na altura, permitindo-lhe descobrir os famosos heróis nas suas inesquecíveis aventuras.

Uma viagem aos primeiros tempos da escrita editada de Guilherme Afonso e que o próprio intitulou de "Intervir", é a proposta que vos suscito AQUI neste espaço de memórias!







15 maio 2009

A força da tradição!



Photobucket


Esta não é como a maioria das fotografias em que as pessoas sentindo no momento o efeito do "olha o passarinho" , se preparam com mais ou menos preparos para a pose!

 Talvez nunca se venha a saber da intenção do fotógrafo ao fazer este registo de surpresa às pessoas nele incluídas, mas..., recorrendo a uma outra possível leitura, sendo talvez essa a mais importante para este espaço, é que apesar da celébre cheia de 1979 por ali ter passado, na rua António Eugénio de Menezes, a vontade de manter a tradição carnavalesca ficou bem patente na imagem desta mãe ao conduzir pela mão o seu filho, vestido de campino com todo o rigor, para um desfile alusivo à data porventura realizado no Pombalinho! Foi há trinta anos!



Na fotografia, Ana Leal e seu filho Bruno Cruz.





12 maio 2009

Prova de aproveitamento!


Antigamente nas escolas primárias realizavam-se as chamadas provas escritas de aproveitamento. Serviam para os professores avaliarem os desempenhos dos alunos nos períodos escolares que os antecediam e simultaneamente, porventura por razões pedagógicas, incutir nos jovens educandos um grau de exigência que de muita utilidade viria a servir  em  níveis escolares superiores.  
As memórias que temos desses acontecimentos escolares, propicia obviamente, uma viagem a tempos já um pouco longínquos, mas recordá-los em ”deliciosos” pormenores, transmite-nos uma inexplicável saudade que jamais poderíamos imaginar neste tipo de lembranças. 

E alguns deles, dessas pequenas coisas que em tempos pouca importância atribuíramos, passavam por exemplo, pela compra da folha onde se fazia a prova! Quem não se recorda dessa inesquecível folha dupla de trinta e cinco linhas que comprávamos na antiga Casa Farol  ? E aquela dobra longitudinal de cinco centímetros de largura que fazíamos com todo o cuidado para criarmos uma margem de referencia ao alinhamento da escrita? E a alegria que sentíamos quando aquele Bom (ou na melhor das hipóteses um MBom) escrito a vermelho no topo do exercício, era atribuído pela professora como resultado de todo o nosso esforço e dedicação? Bem, é todo um nunca mais acabar de sensações que justifica bem recordarmos a visualização de uma dessas provas de 1967 que Teresa Cruz, ao encontrar no baú das suas recordações, o classificou muito justamente desta maneira: “ ... Afinal, um papel sem aparente importância mas que veio a ser determinante no meu percurso académico e profissional" .






A primeira folha servia para a identificação do aluno, do professor, da escola, e nalguns casos, como neste, também para início da prova de caligrafia.








Depois chegava a vez do ditado, da redacção e iniciava-se a prova de aritmética...








... que iria terminar na folha seguinte com exercícios que contemplavam as quatro operações algébricas.







07 maio 2009

Classes do Ensino Primário!




Maria Lurdes Gomes.



A frequência do ensino da Escola Primária, hoje denominadas por EBs, a todos marcou de uma forma muito especial! Foi aí que iniciamos a indispensável aprendizagem de matérias que nos iriam servir de alicerces à continuação de outros ciclos escolares e por complementaridade, a uma preparação para a vida profissional. Uma viagem a esses tempos é sempre um exercício de recordações! Relembremos pois, pais, avós, tios, amigos, ou quem sabe..., se não estaremos também numa dessas fotografias de uma qualquer classe da escola do Pombalinho! Clique então por favor, AQUI 






01 maio 2009

Domingos Motta


Outra das artérias do Pombalinho a quem foi atribuída o nome de uma personalidade que foi marcante para a vida colectiva e social dos seus habitantes, tem a designação de rua Domingos Mota . Proprietário agrícola nas últimas décadas do século dezanove, detentor de vastas terras nos campos do Pombalinho e Reguengo do Alviela, por ele passou a sustentabilidade económica, por via de salários que lhes eram pagos, de muitas famílias que viviam dos trabalhos inerentes ao cultivo e amanho das suas terras!


Pela gentil colaboração fotográfica e de texto, de suas sobrinhas, Maria Isabel dos Reis Motta Antunes Mendes e Maria José Motta Nogueira Freire, de quem o Bruno Cruz meritoriamente conseguiu esta bonita participação, vamos pois saber um pouco mais sobre quem foi Domingos Motta.





Domingos Motta de visita a uma das suas herdades.














Biografia da autoria de suas sobrinhas, Maria Isabel dos Reis Motta Antunes Mendes e Maria José Motta Nogueira Freire, a quem obviamente o "Pombalinho" agradece esta excelente colaboração.





27 abril 2009

Hilário José Barreiros


Na vida recente do Pombalinho, vários seus presidentes de Junta de Freguesia decidiram identificar algumas das ruas da autarquia com nomes de personalidades pombalinhenses!

O intuito terá sido, como é normal nestas atitudes oficiais, para lhes prestar um reconhecimento público por actividades exercidas ao serviço do interesse colectivo da comunidade. Quem hoje passa por essas artérias interroga-se ,com toda a pertinência, sobre quem foram exactamente e que relevância histórica tiveram na vida dos pombalinhenses  essas pessoas que têm a honra  de figurarem na respectivas placas toponímicas.









Rua Hilário José Barreiros é uma delas! Não existe muita informação sobre a sua vida e particularmente sobre a actividade que exerceu como proprietário agrícola, mas por testemunhos documentais a que tivemos acesso, comprova-se a influência que teve na vida de muitos Pombalinhenses

Com efeito e por colaboração do seu bisneto Fernando Furtado Barreiros no envio do texto e documentos a seguir publicados, foi-nos possível compilar aqui no "Pombalinho", matéria suficientemente importante e enriquecedora para conhecermos um pouco da personalidade desse ilustre benemérito que foi Hilário José Barreiros.  














Com referiu Fernando F Barreiros na biografia de Hilário José Barreiros, uma carta do Barão de Almeirim, Manuel Nunes freire da Rocha, que lhe foi dirigida em 15 de Maio de 1880, é sintomáticamente esclarecedora quanto às suas qualidades de caracter que o seu "amigo sincero e verdadeiro" possuía. Escreveu ele então:


"Tu tens sido sempre meu amigo sincero e verdadeiro, tens-me servido sempre com interesse e dedicação, apesar de sair para fora do país não me posso esquecer dos teus bons serviços, não te quero abandonar e pelo contrário te quero dar uma prova de que te estou grato por tudo o que por mim tens feito e para isso lembrei-me de reservar a Quinta do Outeiro para ti e arrendar a longo prazo por uma renda razoável a fim de te poderes assim estabelecer por tua conta e não teres de ir servir algum nono amo que não saiba apreciar o que tu vales e que não te trate como tu mereces ser tratado.."




Nesse mesmo documento, o Barão de Almeirim concede a Hilário José Barreiros a Quinta do Outeiro a título de arrendamento, e mais terras e oficinas que este também por bem achasse receber. Eis pois, como ele entendeu justificar essa sua benemerência a Hilário José Barreiros:


" Vai pois pensando no que te convém para o futuro, faz uma relação de tudo o que te convém ..., não te ponhas com cerimónias e hesitações, diz-me com franqueza tudo o que te fizer mais conta porque tudo se há-de arranjar, o que eu quero é deixar-te habilitado a poderes ganhar a tu a vida sem ficares na dependência de mais ninguém e da melhor vontade te faço isso porque sei que és merecedor de que eu te faça isso, portanto não te ponhas com acanhamentos e fala-me com franqueza no sentido que acabo de te indicar "



Para carta na íntegra clicar,   Aqui 




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Um outro documento referenciado na sua biografia, é este excelente texto, intitulado "Memórias do Passado", da autoria de Adriano Carmo, "Pombalinhense" adoptivo como ele próprio se auto-identifica logo de início e em que enaltece as virtualidades das pessoas do Pombalinho, como amistosas e sempre prontas a compartilhar momentos de felicidade com o próximo. Escreve ele a dada altura, sobre Hilário José Barreiros:


"... Por outro lado, tenho bem na memória as figuras respeitáveis dos beneméritos Hilário José Barreiros e Carlos Albano, por assim dizer pais de todos e especialmente dos humildes, que sempre que recorriam à sua bondade eram recebidos com um sorriso e servidos imediatamente. O Hilário por exemplo: em ocasiões de crise de trabalho e nada haver que fazer, nunca a sua boca se abriu para dizer "não"... e inventava trabalho para os desgraçados só com o fim de minorar, um pouco a fome àqueles que a tinham nos seus lares. Era uma nobreza de caracter!Aos envergonhados, mandava também os seus criados levar-lhes a casa os seus óbulos em dinheiro ou em géneros. Foram actos que tive ocasião de observar e que amiudadas vezes se repetiam. Qualquer deles, tinha de todos que os conheciam uma simpatia aliada a um carinho muito merecido, pelo seu belo carácter, pelo altruísmo que sempre demonstraram na sua vida. ram uns verdadeiros exemplos para os daquela época. As suas memórias conservo-as como se conserva a maior das relíquias, porque eles eram uma relíquia do passado."










Biografia da autoria de seu bisneto, Fernando Furtado Barreiros, a quem obviamente o "Pombalinho" agradece esta excelente colaboração.