10 fevereiro 2011

Carnavais !



Lena Leal e a Bisita no Carnaval de 1968.








Um Grupo de foliões "Pombalinhenses" brincando ao Carnaval no ano de 1972.
Reconhecem-se de entre outras, a Lena Leal, a Bisita, a Milai, a Lisete, a Alice Correia, a Aurora Cavaco, a Lena Cavaco,  a Fernanda Cavaco e a Lucília Gomes.




Colaboração fotográfica - Lena Leal

Pesquisa - Bruno Cruz





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02 fevereiro 2011

Cartas de Maputo VI !


Como noutras cartas que recebi de Guilherme Afonso, fruto de um intercâmbio de amizade que estabelecemos por volta dos primeiros meses de  2004,  também esta de que vos dou conta hoje aqui no nosso blog,  ao Pombalinho e  às suas gentes o nosso amigo, a viver em Maputo,  se refere de uma forma muito especial e com o timbre histórico a que nos foi habituando! Contempla igualmente aspectos particularmente interessantes da sua vida, enquanto  no exercício como  profissional da PSP em Lisboa! Uns e outros merecem, acho eu,  que nos debrucemos por uns breves instantes na leitura desta sua carta que me endereçou, imagine-se há quase sete anos, e que eu considerei por bem divulgar!


"Caro Amigo Manuel Gomes


Muito obrigado pelos seus votos de uma Páscoa feliz. Que também o Manuel Gomes e toda a sua Família tenham tido uma boa Páscoa e que tudo sempre vos corra pelo melhor, são os meus votos.

Muito gostei, meu amigo, da sua última carta, sobretudo por nela evocar tantas coisas que nos são comuns, apesar de, na chegada a este mundo, nos separarem cerca de 24 anos. E se a maior parte delas tem a ver com o facto de termos nascido na mesma terra e, consequentemente, termos conhecido e conhecermos as mesmas pessoas e acontecimentos, outras saem desse âmbito e resultam de convivências e de emoções que pela vida fora foram moldando a nossa personalidade, ou seja, como o Manuel Gomes muito bem diz, «fomos gravando no “disco rígido” da nossa existência» e «nos empurram para o querer compreender sempre cada vez mais as razões da nossa vida».

Nesta sua última carta, veja só alguns dos pontos que nela focou que vieram despertar vivências bem enraizadas (sigo a ordem pela qual se apresentam na sua carta).

Júlio Freire. Fomos grandes amigos. Sempre o tendo conhecido, como não poderia ter deixado de ser, começámos a fazer palavras cruzadas e a matar charadas juntos, até a concurso, através de uma revista, o “Cavaleiro Andante”, que também juntos assinámos, tinha eu dezasseis ou dezassete anos. Juntos, ainda, fomos muitas vezes à pesca, especialmente quando, depois de eu me ter tornado funcionário do Estado (polícia), primeiro em Lisboa e depois aqui em Moçambique, ia gozar as férias ao Pombalinho. E tenho até uma fotografia dele, tirada por mim quando ele está debruçado sobre o Alviela, com a cana na mão direita à espera que o peixe pique. Diz o Manuel Gomes que ele «vivia frente ao Diamantino(...) e que mais tarde teve uma Padaria». Ora, meu amigo, eu sempre o conheci com essa padaria e como padeiro. Um lapso de memória da sua parte, creio eu, o que é naturalíssimo.

João Villaret. Enquanto fui polícia em Lisboa, muitas vezes fui de serviço (e esse era o serviço que, como polícia, mais me agradava fazer) para os cinemas e para os teatros, incluindo para o de S. Carlos (ópera). E uma parte do serviço nos teatros era feita nos bastidores. Pois bem, algumas vezes vi representar o João Villaret e o vi nos bastidores. Uma das peças em que me lembro de o ter visto foi em “Daqui Fala o Morto”, no Monumental (Praça Duque de Saldanha) e, se me não engano, juntamente com a Laura Alves. Além disso, eu estava colocado na Esquadra de Benfica e ele morou na Estrada de Benfica, numa casa em que, por sinal, a porteira era a Adelaide Andrade, mulher do Carlos Leal, que também era polícia mas trabalhava na sapataria, porque tinha aprendido esse ofício com o António Barros. Ora, ao fazer as minhas patrulhas na área em que ficava essa casa (fazia esquina com a Rua Duarte Galvão, que desemboca no Hospital da Cruz Vermelha), muitas vezes vi também o João Villaret, entrando e saíndo.

Mário Viegas. Através dos meios de comunicação social, acompanhei o seu percurso no cinema, no teatro e na declamação, especialmente a partir da sua participação no filme “Kilas, o Mau da Fita”. Um grande artista nascido na nossa Scálabis. Um artista inconformado, irreverente, arrebatado e iconoclasta que muito merecidamente tem há muito tempo um teatro com o seu nome em Lisboa, e parece-me que outro, há pouco tempo, em Santarém, onde antes era, salvo erro, o Teatro Rosa Damasceno.

Quinta da Melhorada. O meu pai também aí nasceu. E como devia ser pouco mais ou menos da idade do seu avô Manuel Calvaria, aí brincaram com certeza muito um com o outro, em miúdos. Além disso, eu trabalhei muito para o João d’Assumpção Coimbra, sobretudo a gradar. Ainda da última vez em que estive no Pombalinho fui até à Melhorada, para matar saudades do chão tantas vezes pisado na infância e na adolescência. Na Melhorada havia uma tamareira, a única ali pelas redondezas, que foi deitada a baixo por um ciclone em 1941. Algumas das idas à Melhorada, com outros miúdos, era para vermos se apanhávamos tâmaras. Também lá havia pavões, e também de lá vínhamos às vezes com as bonitas penas de pavão.

Sobre as professoras no Pombalinho, eu conheci bem a D. Maria José que foi sua professora, mas que já não foi a minha. Mas a que foi minha professora creio que se chamava também Maria José, de nome completo Maria José de Moura Amorim (o Amorim era o apelido do marido). A D. Verónica, conheci-a melhor, claro. Tive sempre uma grande estima por ela e pelas irmãs, a Justa e a Chica. Também conheci os pais e o irmão (Pedro), que tinha uma ourivesaria em Santarém e que se suicidou. Acho que todas as mulheres da família andaram comigo ao colo e me mudaram os cueiros. A Verónica menos, julgo eu, por ter ido estudar. Eu nasci numa casa dessa família e lá vivi até aos 15 ou 16 anos, quando me mudei para o Pátio do Neto e, quase logo a seguir, para a Rua de Baixo. Muitas vezes, segundo os meus pais me contavam mais tarde, quando a minha mãe ia para as lides de uma mulher casada, essas que eu revivo nas minhas memórias, eu e o meu irmão ficávamos aos cuidados da D. Palmira (a mãe) e das filhas. Eram muito boa gente, meu amigo, muito boa gente. Nem queira saber com que emoção eu recordo toda a família.

Para não me alongar muito mais, passo a responder à sua pergunta sobre o tal rapazinho de cabelos loiros chamado António Afonso.

É, de facto, meu filho, e faz daqui a pouco 50 anos. Depois de termos vindo daí, tinha ele 5 anos (aliás, fê-los no barco, quando vínhamos para cá), voltámos aí em 1964 e ficámos no Pombalinho cerca de seis meses, que era a duração de uma licença (licença graciosa chamada) a que os funcionários ultramarinos tinham direito de 4 em 4 anos. Ele fez então os 10 anos aí, em 18 de Outubro, e frequentou aí a terceira classe. A escola era então na Casa do Povo e a professora dele era uma professora muito jovem ainda, coxa, conhecida por Mariazinha. Pelos vistos , essa não foi também sua professora. Se tivesse sido, até poderia o amigo Manuel Gomes estar aqui numa fotografia que eu então tirei a toda a turma, com a professora, naquela varanda de seixos da casa ao lado do Borges, em que na altura morava o João Padeiro (aqui temos nós a questão das profissões usadas como apelido). Penso que seja só a 3ª classe. No meu tempo, era só uma professora para os rapazes de todas as classes, e outra para as raparigas. Mas, como vejo pela sua carta, isso ainda o Manuel Gomes apanhou.

E foi nessa altura, portanto, que o Manuel Gomes conheceu esse meu filho. Mas ele voltou a andar por aí, já com 19/20 anos. Tinha ido estudar para Lisboa e estava aí quando chegou o 25 de Abril de 1974, de que se comemoraram agora os 30 anos. Se ele sempre terá ido ao Pombalinho com frequência, porque tinha lá os avós, tios e primos, depois daquela data passou lá bastante tempo, tendo ajudado a criar o Centro de Trabalho do PCP, com o Travessa, o José Martinho, o José Rodrigues, o Silvino Ramos, o Joaquim Justino, etc. Não se lembra dele dessa altura?

Depois, com a independência de Moçambique e de, sobre ficarmos cá ou nos irmos embora, termos conversado todos, para que a decisão fosse pelo menos consensual, resolvemos ficar e ele resolveu vir-se embora antes de acabar o curso, até porque as Universidades viviam numa perturbação muito grande, mal dando para estudar. Formou-se depois aqui em Ciências da Educação, curso que o outro meu filho, mais novo 7 anos, também tirou, o que quer dizer que têm os dois a mesma Licenciatura.

O António Afonso tem um livro de poesia publicado e colaboração em jornais, o que o outro (Carlos Alberto) também tem. Do António Afonso, se se interessar em ver poesia dele e uma crónica, experimente pesquisar na Internet em Afonso dos Santos, que é o nome que ele usa nesses trabalhos. Em Afonso dos Santos poesia ou em Afonso dos Santos crónica, chegará lá depressa.

Ele ficou muito satisfeito por se lembrar dele, agradece muito o seu abraço e retribui com outro igual.

Caro Manuel Gomes, desta vez envio-lhe juntamente uma parte das minhas MEMÓRIAS intitulada “Dá Alguma Coisa ao Necessitado?”. Talvez no seu tempo já não tenha havido disso. E talvez nem nunca tenha ouvido falar. Quanto à divulgação desta parte no Livro de Visitas, deixo isso consigo, como da última vez. Mas se fosse a si, como costuma dizer-se, pelo menos esperaria que aparecesse alguém a pronunciar-se sobre aquilo que já foi divulgado.

É tudo por esta vez, Amigo Manuel Gomes.

Um abraço muito cordial para si, para o seu Pai e mais Família, e votos de muita saúde e de muitas felicidades.



Guilherme Afonso 28/04/2004 "



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24 janeiro 2011

Retratos XXIII




Manuel Fonseca e Joaquim Barreiros Felisberto - Ano de 1950.






Colaboração fotográfica -  Maria Luísa Felisberto

Pesquisa - Bruno Cruz






13 janeiro 2011

Manuel da Costa Braz






Manuel da Costa Braz é uma figura  indelevelmente ligada à  história  do nosso país. Desempenhou papel fundamental na preparação do 25 de Abril e pelos lugares políticos que ocupou depois da queda do antigo regime,  mereceu  vários reconhecimentos nacionais e internacionais  que se traduziram, por exemplo,   na atribuição da Ordem do Infante D. Henrique pelo então Presidente da República, Ramalho Eanes,  no ano de 1982.

O  "Pombalinho" , ao coronel Costa Braz se tem referido ao longo da história deste blog. Pelo exemplo de cidadania  que sempre demonstrou  no desempenho dos altos mais cargos para os quais foi solicitado a exercer, mas também, é  bom  não  o esquecermos, por ser um "Pombalinhense". E  assim,  reunindo  informação disponível na internet  com mais alguma de arquivo  particular,  nasceu  um espaço ao qual atribuímos o nome de "Manuel da Costa Braz".

Com a criação deste blog não se pretendeu de forma alguma historiar a  vida daquele que foi, de entre outros cargos de relevo,  o primeiro Provedor da Justiça em Portugal, mas tão só disponibilizar na internet  informação cronológicamente importante sobre o militar e o homem  que numa  fase marcante da sua vida, soube  interpretar o País e os seus legítimos desígnios. Cliquem pois, em   http://costa-braz.blogspot.com/  .





11 janeiro 2011

Passagem de ano!




É uma fotografia antiga! Provávelmente tirada em finais da década sessenta do século passado! Mas guarda memórias de um tempo irrepetível e jamais inigualável! Os Pombalinhenses não  necessitavam, ainda,  de slogans apelativos a favor de uma qualquer movimentação ou participação de carácter lúdico/social! De uma forma expontânea e muito natural, grupos de jovens organizavam  eventos de confraternização  onde  a boa disposição marcava  presença, sempre certa, em ambientes de saudável camaradagem!

Recordamos este encontro de "Passagem de Ano" que teve lugar, talvez, no salão do Diamantino Borges ou num celeiro, que havia, anexo à Escola Velha. Estiveram lá presentes,  o José Menino, o Heliodoro Bacalhau, O Felismino, o Joaquim Mateiro, o Manuel Narciso, o João Maria, o Chico Bento, o Miguel Costa, o José Aurélio, o José Lino, o A Carlos Martinho, o Légua, o Alfredo Francisco, o Victor, o Manuel Fonseca, o João Melão, a Maria Júlia, a Aurora Cavaco, a Gena, o António Duarte, a Fernanda Cavaco, o Fernando Leal, o Júlio Gabriel, a Victória Silva, a Lurdes Gomes, etc.!


Colaboração fotográfica - Miguel Costa

Pesquisa - Bruno Cruz



05 janeiro 2011

Pombalinho foi à RTP!


A ida do Pombalinho à Rádio Televisão Portuguesa,  motivou naturais e compreensivas expectativas! Um   número considerável  de pessoas via esta participação no programa "Portugal no Coração", como uma oportunidade  ímpar de se poder falar da sua terra  perante  um tão vasto auditório nacional e internacional.

O programa  abriu com uma breve reportagem  realizada  no centro do Pombalinho onde  José Tinoca, acompanhado do reporter da RTP, mostrou alguns dos lugares mais importantes da freguesia. Depois em  directo e a partir dos estúdios do primeiro canal da estação pública de televisão,  o programa continuou em cumprimento do seu  alinhamento habitual. A estruturação do programa baseou-se  à volta de perguntas feitas a  três convidados principais,  Georgina Júlio,  coronel Costa Braz e o presidente da Junta de Freguesia, Luis Filipe Júlio, com intervenções musicais de permeio,  demonstrações de culinária  e  ainda  reportagens de exterior noutras localidades do país. Mas o tema principal,  do "Portugal no Coração" de  4 de Janeiro de 2011,  foi  realmente o  Pombalinho!

Assistimos com natural interesse ao desenrolar do  programa  e como é obvio gostamos mais de umas coisas e menos de outras! É claro que a concepção do programa é de um  "talk-show" alegre e informal, só que  em  determinados momentos achamos que se justificava da produção/apresentadores uma recusa ao aligeiramento sobre questões de mera superficialidade. Sabe-se, que de um futuro que se pretende risonho, necessáriamente terá que ser  alicerçado nos tempos presentes e  principalmente num passado que nunca deve nem pode ser esquecido!  Se a produção do programa, Portugal no Coração,  pretendia falar do Pombalinho, da sua história e das suas gentes, deveria ter-se munido de informação suficiente sobre o  cidadão Manuel da Costa Braz! Com efeito, este ilustre militar de Abril não foi apenas ministro da Administração Interna, como ligeiramente chegou a ser referenciado por Tânia Ribas de Oliveira! Foi muito mais do que isso! Prestou ao país, serviços da mais alta responsabilidade no período imediatamente antes do 25 de Abril e depois deste! À  RTP bastava que consultasse os seus arquivos! À produção do programa,  que se tivesse dado ao cuidado de pesquisar na internet algumas publicações que existem para o efeito! Costa Braz  merecia, a exemplo do que aconteceu com os outros dois convidados principais, uma referência alusiva  aos anos, porventura, mais importantes da sua vida!


Um outro aspecto que me pareceu passível de reparo, foi a omissão no que diz respeito à  história do Pombalinho! Esta terra, como muito bem referenciou Luís Filipe em resposta a uma pergunta de João Baião,  tem mais de quatrocentos anos de história! Merecia por isso uma continuação na abordagem ao seu passado e consequentemente a  algumas pessoas que em muito contribuiram para o seu desenvolvimento social! Perdeu-se, nesta excepcional janela de oportunidades, a possibilidade de se ter dado a  conhecer, por exemplo, António de Araújo Vasques da Cunha Portocarrero, barão de Pombalinho, e a sua luta contra as tropas invasoras de Junot!  Admito  perfeitamente, que  no  figurino deste programa   não fosse possível  uma  informação histórica  tão aprofundada! Momentos de alegria e boa disposição são necessáriamente importantes, mas  o Pombalinho e a sua  história  mereciam  um  pouco mais!




04 janeiro 2011

Hoje estamos na RTP!




O Pombalinho vai estar hoje representado no programa da tarde da RTP, Portugal no Coração! Sob o comando dos apresentadores Tânia Ribas de Oliveira e João Baião,  algumas  personalidades nossas contemporâneas  que   ficaram ligadas ao Pombalinho  por razões de natalidade, irão preencher parte deste programa com as suas  histórias de vida!


Representantes do Poder Local e de outras instituições da freguesia igualmente estarão  presentes! A todos, desejamos um agradável  e  feliz  programa!



20 dezembro 2010

Natal 2010 !


Natal 2010



... são os meus votos a todos os amigos, colaboradores e visitantes deste espaço de memórias do Pombalinho!





08 dezembro 2010

Retratos XXII !






Quinta da Cardiga/Ano de 1976 - Luís Duarte Frois e José Barreiros Cachado.






Colaboração fotográfica de Maria Graciete Frois e de Bruno Cruz.






02 dezembro 2010

Ponte de Fernão Leite V





Não se sabe com exactidão a data de construção da ponte de Fernão Leite. No entanto, uma notícia a que tivemos acesso no antigo Correio da Extremadura de 21 de Setembro de 1895, revela-nos, com as devidas reservas de carácter histórico, que a infraestrutura poderá ter começado a ser edificada em fins do mesmo ano em que o jornal foi publicado.

Assim sendo, da sua construção a que nos referimos no post de 22 de Novembro de 2010, podemos concluir agora, que poderá não ter passado de uma grande reconstrução em consequência de acção nefasta das cheias do rio Tejo no ano de 1911 !








Assim reza o teor da notícia: "Sabemos que a reiteradas instancias do sr. conselheiro Marianno de Carvalho, se vae em breve proceder á construção da ponte sobre a alverca de Fernão Leite, junto à povoação do Pombalinho, que há muito é sollicitada pelos povos d'aquelles logares, visto que muito facilita a communicação entre o Pombalinho, Azinhaga, Gollegã, etc, tornando-se por isso uma necessidade inadável.

Folgamos em registar mais este melhoramento promovido por s. exª o sr. Marianno de Carvalho, que assim responde cathegoricamente aos gôzos que andam ladrando ... à lua ! "








Mariano Cirilo de Carvalho não é uma personalidade que tivesse influído ou participado directamente na vida colectiva do Pombalinho! Mas, tal como aconteceu com o bispo D. Miguel de Castro e outras mais individualidades, a esta terra ribatejana ficou ligado por razões puramente históricas, fazendo deste modo algum sentido que a ele nos refiramos. E a simples razão de por este antigo deputado e Ministro da Fazenda e do Reino ter passado a decisão oficial da construção da ponte Fernão Leite, merece que dele saibamos um pouco mais!

Para mais informação sobre Mariano Cirilo de Carvalho, nascido em Alenquer, clique AQUI .



Pesquisa de Bruno Cruz
Pesquisa e Texto de Manuel Gomes






30 novembro 2010

Ponte de Fernão Leite IV







Assim nos habituamos a ver a Ponte de Fernão Leite! Integrada num dos locais mais aprazíveis do Pombalinho não servia apenas de "passagem para a outra margem"! Era normalmente motivo de visita nos pequenos e consensuais passeios de domingo. E até alguns festejos anuais ali tiveram lugar, como os de 1919 !

Neste grupo de pombalinhenses, reconhecemos da esquerda para a direita, Américo Ferreira, António Carlos Branco, Miguel da Costa, Manuel Gomes e Fernando Duarte.

A fotografia reporta-se ao ano de 1969.





Colaboração fotográfica de Joaquim Mateiro





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26 novembro 2010

Ponte da Alverca Grande







Geográficamente em relação ao rio Tejo, os campos agrícolas a sul do Pombalinho localizam-se numa zona de fácil alagamento devido às águas provenientes das habituais cheias deste rio internacional. As alvercas existentes nesta região funcionavam, antes de algumas terem sido arrasadas pela industrialização da monocultura, como depósitos de retenção dessas àguas, servindo as mesmas posteriormente para o regadio de searas e outros tipos de cultura agrícola.

Para encurtar distâncias nas vias de comunicação, cujos trajectos coincidissem com as alvercas, recorreu-se à construção de pontes e aquedutos. No Pombalinho algumas destas infraestruturas existiram ao longo muitos anos, sendo a ponte de Fernão Leite a mais conhecida por se situar numa estrada nacional.

Mas outras também tiveram a sua natural utilidade, como foi a ponte da Alverca Grande. De construção totalmente em madeira e de técnica artesanal, como a fotografia aqui publicada bem elucida, permitia ser utilizada apenas para passagem de pessoas, não reunindo mesmo assim, as condições de segurança exigíveis a este tipo de infraestrutura.

Escreveu-me o autor desta fotografia, via e-mail: "Junto lhe envio, então, em anexo, uma fotogorafia por mim tirada, em 1964, à ponte que existia na Alverca Grande e à paisagem circundante, num conjunto que me parece bastante bonito." Sem dúvida, um conjunto bastante bonito! Pena é que "postais" destes rareiem cada vez nos nossos campos, alterando significativamente o equilíbrio da natureza!



Fotografia da autoria de Guilherme Afonso - Ano de 1964





22 novembro 2010

Ponte de Fernão Leite III





A ponte de Fernão Leite está indubitávelmente ligada, históricamente, ao Pombalinho! Sem a existência desta infraestrutura, a vida colectiva dos pombalinhenses e de quem por ali passasse com destino a outras localidades, tornar-se-ia concerteza muito mais difícil. Os tempos que deram razão a quem nela pensou como forma de ligação entre as duas margens, eram naturalmente diferentes! A "nossa" alverca tinha níveis consideráveis de água práticamente durante todo o ano! A sua bacia fluvial permitia regar searas de zonas envolventes e até a prática da pesca era uma actividade apelativa a quem dela gostasse! Por isso, a "ponte de pau", como também era conhecida pelo seu tabuleiro ser construído de resistentes pranchas de madeira, era essencial na passagem de bens e pessoas sobre a alverca, nesta zona da EN365.

A ponte de Fernão Leite foi construída por Francisco Pedro Carvalho, avô materno de José Braz Barrão. Tomou-a de empreitada em conjunto com a reparação da estrada adjacente, a fim de facilitar o acesso a Alviela onde possuía um forno de produção de telhas e tijolos. Com o eclodir da 1ª Grande Guerra todos os preços subiram descontroladamente, fazendo com que o valor acordado da empreitada ficasse rápidamente ultrapassado. Mesmo assim, Francisco Pedro Carvalho terminou a obra, suportando à sua custa o ónus suplementar da empreitada.

Por gentileza de José António de Menezes, publicamos esta excelente fotografia de seu pai, Joaquim Pedro Menezes , a passar a ponte de Fernão Leite a cavalo no ano de 1949! Ilustra bem a propósito, as virtualidades que teve a sua utilização, mas permite-nos também relembrar o quanto a sua existência contribuía para uma beleza paisagística, infelizmente já desaparecida dos tempos de hoje!


Colaboração fotográfica - José António de Menezes




20 novembro 2010

Retratos XXI !





Um grupo de "putos" sentados num pequeno murete, à entrada da antiga "Casa Castanhas". Estávamos no ano de 1958.


Reconhecem-se, da esquerda para a direita, o Carlos Conceição, o Mogas, o Justino, o Victor Reis e o António Condesso.






Foto de Victor Reis.






10 novembro 2010

José Carvalho Gomes



José Carvalho Gomes foi seguramente dos jogadores que maior longevidade teve em representação do saudoso Vera Cruz Futebol Clube. Começou a defender as balizas do Pombalinho em campeonatos da FNAT no início da década de sessenta. Nessa altura destacavam-se em plenitude das suas capacidades desportivas, nomes como os de Manuel Barão, António Domingos, Ezequiel Mateiro e José Leal.





Milai Braga "matando a sede" ao Zé Gomes no intervalo de um jogo disputado em 1962.









Zé Gomes exibindo um troféu conquistado.





Era o tempo das "peregrinações futebolísticas" ao Campo das Ónias! Sempre que "jogávamos" em casa havia uma aderência enorme da população do Pombalinho para ver e apoiar os briosos rapazes do VCFC!


O Zé Gomes que pertenceu a essa grande geração de jogadores que tão bem dignificaram desportivamente o Pombalinho, foi o último a deixar de representar o Vera Cruz! Jogou com muitos de nós! Sempre oportuno no aconselhamento mais apropriado, granjeou uma enorme simpatia entre todos, principalmente entre os mais jovens que com ele tiveram o privilégio de jogar. Foi sempre de uma entrega respeitável na defesa das cores futebolísticas da nossa terra.







Nesta imagem, vêmo-lo integrado numa das últimas equipas em que participou como guarda-redes. De pé e da esquerda para a direita, José Gomes, António Carlos, Diamantino, António Bento, Carlos Feijão, Carlos Melão, João António, Fernando Duarte e Alexandre Cruz. De joelhos e pela mesma ordem, Manuel Pacheco, José Maria, António Duarte, Júlio Légua, Carlos Moura e António Carlos Branco.



Nota - Estas fotos estão inseridas na galeria do Vera Cruz http://veracruz-pombalinho.blogspot.com/




Colaboração fotográfica - José Gomes
Pesquisa - Bruno Cruz






16 outubro 2010

Barões de Almeirim





Os Barões de Almeirim exerceram ao longo de muitos anos uma enorme influência social no Pombalinho. Possuidores que foram de imensas terras agrícolas, como as da Quinta da Melhorada, Quinta do Outeiro, Mouchão da Velha, Mouchão Inglês e Tapada do Secretariado, a sustentabilidade do emprego de muita gente passava inevitavelmente pela "quinta da baronesa", como nós, os de gerações mais recentes, ouvíamos chamar com alguma frequência, àquela que chegou a ser uma das mais importantes casas agrícolas da região.

Desde o 1º barão de Almeirim que a familia Braamcamp Freire , ao Pombalinho ficou ligada. Ao longo de várias gerações muitos dos elementos desta família por esta terra passaram, viveram e até nasceram, como foi o caso das quatro filhas do 4º barão de Almeirim, Carlos Braamcamp Freire. E foi justamente umas das suas filhas, Maria da Madre de Deus Amado Braamcamp Freire, que gerindo e dando continuidade à Casa Agrícola Barão de Almeirim, a manteve em actividade até aos tempos mais recentes.


De facto, nenhuma vontade de historiar do Pombalinho poderá ser feita sem referenciar a inevitabilidade desta ligação secular que houve entre a familia Braamcamp Freire e o Pombalinho.







E foi pensando assim que criamos o espaço on-line http://baroes-almeirim.blogspot.com/ . Com a informação disponível, condensamos cronologicamente membros da família Braamcamp Freire com ligações ao Pombalinho, assim como, alguns seus descendentes directos.









De realçar também um outro espaço, acessível a partir do blog "Barões de Almeirim" e ao qual atribuímos o nome de "Fotos com Memórias". É todo ele composto de fotografias amávelmente cedidas pela escritora, jornalista da SIC e neta de Maria da Madre de Deus Amado Braamcamp Freire, Sofia Pinto Coelho e constitui uma maravilhosa viagem ao Pombalinho de outros tempos!


Fotografia retirada de "Fotos com Memórias"







06 outubro 2010

Tabernas




    Taberna do Diamantino Costa no ano de 1977/78. Reconhecem-se Júlio "Mosca", Diamantino Costa, João "da Guilhermina", Deolinda Borges e João Bernardino.







    Taberna do Gabriel na década de 1970. Reconhecem-se, Manuel Ramos, Manuel Cavaco, José Cachado, Nicolau Mogas, António da Piedade, João Serra e Gabriel Joaquim.



    As tabernas não eram só lugares frequentados por quem procurava saciar a sede à volta de uns bons copos de vinho. Eram locais também onde muitos se encontravam depois de terminado mais um árduo dia de trabalho.
    Nas tabernas criavam-se ambientes propícios à conversa. Os mais diversos problemas que afectavam a vida de quem dela fazia uma luta do quotidiano, eram discutidos e julgados por quem se achasse capaz de fazer prevalecer as suas ideias. A situação do país, a rigidez nas relações de trabalho ou até mesmo pequenos desaguisados que sempre acontecem em qualquer comunidade, entravam com toda a naturalidade na lista dos temas mais recorrentes.

    Entre uns copos de vinho com um bocado de "conduto", descarregava-se a dureza da vida e no limite tentava-se esquecer ou mesmo apagar alguns caminhos erradamente trilhados. As amarguras eram desveladas na busca de uma qualquer compensação solidária de entre os presentes, e as alegrias alegremente festejadas à volta de mais uma rodada de vinho. Por fim, já depois do corpo ter dado sinais de divórcio com o cansaço e o espirito ganho para mais um dia de trabalho, tinha chegado a hora da despedida! Lembremo-nos a propósito, do Chico Bispo, do Diamantino Costa, do Zé Guilherme, do Chico Minderico, do Manuel Gregório, do Hermínio Minderico, do Zé Narciso, do Chico Pardal, do Gabriel Joaquim, do Manuel Frade ou do Rui Borges. Eram assim as tabernas! Alternativas ou simplesmente refúgios, ao caminho directo entre a rudeza dos campos do Pombalinho e a rotina do lar.



    Colaboração fotográfica de Victor Costa e Júlio Gabriel
    Pesquisa de Bruno Cruz
    Texto de Manuel Gomes




    27 setembro 2010

    Retratos XX !






    Curiosa fotografia tirada na EN365, a pouca distância da entrada sul do Pombalinho! Esta estrada sempre foi um local convidativo a alegres passeios que terminavam normalmente na zona circundante da velhinha ponte de Fernão Leite! Míudos e graúdos, nessas longínquas tardes de domingo, não perdiam uma bela tarde de sol para escaparem um pouco à azáfama de uma aldeia em franca ascenção social.

    Neste alegre e divertido grupo reconhecem-se, nos adultos, a Maria Laura Cachado e a Olímpia Borges. Nas crianças, O Victor Reis, a Graça Cachado, Maria Eugénia Menezes, Isabel Cachado, Cristina Cachado, Margarida Cachado e Teresa Cachado.




    Colaboração fotográfia - Victor Reis







    24 setembro 2010

    Cheia de 1966




    Cheia no Carnaval de 1966.




    Colaboração fotográfica - Victor Costa
    Pesquisa - Bruno Cruz

    Nota - Esta imagem encontra-se inserida no blog temático Cheias no Pombalinho







    16 setembro 2010

    Retratos XIX !






    Ernesto Hilário, Francisco Duarte e Francisco Cruz.




    Colaboração de Mª Luísa Narciso e Bruno Cruz