12 julho 2011

Casamentos XI



Casamento de Maria da Silva Carvalho e António Carvalho em Janeiro de 1939.






" Aos meus primos muito amigos ofereço a fotografia do dia do meu casamento, a sua prima muito amiga e termino como prova de muito reconhecimento e amizade."

Maria da Silva Carvalho e
António Carvalho





Colaboração fotográfica de Victor Reis  





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30 junho 2011

Luís Duarte Fróis




Luís Fróis


Luis Fróis era um dos profissionais mais solicitados no Pombalinho e arredores!  A oficina de serralharia onde trabalhava e da qual era proprietário, situa-se (porque ainda se encontra em plena laboração) no cruzamento entre a EN365  e  as   rua  Barão de Almeirim  e  Carolina Infante da Câmara.




Florindo, Luís Fróis, António Afonso, Joaquim Cachado e José Alexandre.


Era frequente, na rampa de terra batida que servia de acesso às instalações, verem-se alfaias, charruas e uma diversificada quantidade de maquinaria que então se utlizava nos trabalhos agricolas, à  espera de serem  reparados. Também o fabrico de portas, portões, tinas de transporte de uvas e tudo que tivesse a ver com a actividade de metalomecânica, se fazia na velha oficina do mestre Fróis, como muitos carinhosamente o tratavam. O barulho característico de martelar o aço na bigorna, depois deste ter saído da forja ao rubro e em condições de ser moldado ao formato da peça pretendida, era frequentemente ouvido por quem ali passava a caminho da antiga escola primária ou numa ida  às compras na  Casa  Farol.




João Martinho, José Alexandre, Luís Fróis, Joaquim Cachado e Rui Borges.


Alguns jovens, depois de terminada a escolaridade obrigatória, passaram pela oficina do Fróis! Ali iniciaram  os primeiros passos na aprendizagem da profissão, permitindo-lhes desta forma uma "habilitação"  para outros voos mais de acordo com as suas ambições e projectos de vida.

Mas da oficina de serralharia do Fróis, persiste na memória de muitos  uma recordação jamais esquecida! Os berlindes! Isso mesmo! Aquelas esferas  que eram o orgulho de quem as conseguia privilegiadamente ter! Jogar ao berlinde, com esferas de rolamentos substituídos por força da reparação de uma qualquer alfaia agrícola da oficina do Fróis, era um luxo!!! Quais berlindes em vidro multicolor comprados na feira de São Martinho, quais quê!!! Aqueles de aço polido e reluzentes é que eram bons! Verdadeiros campeões no lançamento ao buraco e no acerto aos que se lhe aproximavam !!!!


Mas os tempos de hoje são inevitavelmente outros! Já não se compadecem com o tempo suficientemente longo e necessário para vermos a cor rubro/vermelho de um aço  recém temperado na forja do Fróis,  nem mesmo grupos de crianças a jogarem  descontraídamente ao berlinde numa qualquer rua da nossa  aldeia!



Colaboração fotográfica de Graciete Frois



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21 junho 2011

Júlio Freire !




José Bray é genro de Júlio Freire! De visita ao seu blog, "Bray", encontramos  um extraordinário texto da sua autoria  publicado no passado dia  28 de Março de 2011. Não se trata de  um qualquer testemunho circunstancial  mas, segundo suas próprias palavras, de uma forma de homenagear aquele que ele considera ter sido, "uma personagem fascinante"! Na verdade Júlio Freire foi, para muitos os que tiveram o privilégio de o conhecer, uma pessoa que transparecia uma rara sabedoria! Quase sempre  em  "contra-corrente" ao que era considerado normal em termos sociais, cultivava uma certa relação enigmática com quem convivia no dia a dia! Não era muito dado a exposições gratuitas sobre o que pensava mais profundamente, mas sabia-se o quanto se preocupava com as diversas formas de injustiças! Era, por variadas razões, uma  voz atentamente escutada!!!


      " Começa assim o texto de José Bray: 


O meu sogro foi uma personagem fascinante, não resisto ao desejo de falar da sua pessoa. Mais vezes o irei fazer! Será uma forma de homenagear a sua memória! Bray


Júlio Freire – O Aljube

Maio de mil novecentos e cinquenta e oito, eleições para a Presidência da República, Américo Tomas candidato do regime, Humberto Delgado candidato da oposição.

Era sábado, vésperas de eleições. Eleições? Não me façam rir, era tudo uma fantochada naquele tempo não havia essa coisa na política nacional, talvez houvesse em alguns clubes mas não no governo. Era Salazar, outra vez Salazar, sempre Salazar e quem ele lá metia para servirem de lacaios e de capacho. Na porta da padaria do Júlio Freire, o próprio mais alguns homens de meia-idade trocavam opiniões, falando um pouco de tudo, mas no acto do dia seguinte nem pensar, era preciso cuidado com os bufos. Um dos temas de conversa era a ida às sortes de alguns filhos dos presentes e de alguns ausentes, eles até estavam à espera da camioneta que havia de trazer os mancebos de volta.

Em dada altura, passou no sentido do cemitério o jipe da Guarda Nacional Republicana, que de republicana nada tinha, uns infelizes que para fugirem ao trabalho do campo tinham vendido a alma ao diabo, ganhando uma miséria, deslocados para longe de casa alimentando-se de pão e enchidos, desenvolvendo cancro no estômago devido a esse disparate alimentício. O Joaquim, um dos presente, disse entre dentes, filhos da puta!
Passados que foram quinze minutos o jipe voltou, parou junto do pequeno ajuntamento, os militares saltaram para fora com as ultrapassadas espingardas, sim, iguais às que assassinaram Catarina Eufémia que tinha um filho ao colo e outro no ventre. O mais graduado fazendo cara de mau e voz grossa, disse. Júlio Freire e Joaquim Minderico, estão presos, entrem no jipe. E lá foram conforme estavam, o padeiro embora estando à sua porta não pôde mudar de roupa, foi obrigado a levar o casaco roto que usava na pesca. Ficaram os familiares em grande sofrimento e cheios de pânico.
Que se passava? Salazar, quis tirar de circulação todos os democráticos deste país, por isso a cena repetiu-se por todo o Portugal. Com esta prepotência atingiu dois objectivos, menos votos para a oposição e amedrontar os restantes. As prisões foram tantas que os PIDES e os bufos não chegaram para as encomendas, foi preciso a Guarda Nacional República e a Legião Portuguesa actuarem em força também!
Os dois companheiros de infortúnio foram levados para o posto da GNR na capital do distrito e sem quaisquer condições lá permaneceram até segunda-feira. Má cama, má comida, mau trato, a sorte (ironia) foi ser Maio, o tempo estava quente! Nesse dia um PIDE veio levantar os homens e de comboio seguiram para Lisboa, destino o Aljube. Alguém da terra os viu na estação e pensou que o destino era a aldeia de ambos, a notícia correu célere, as famílias ficaram ricas de esperança, mas era boato, o regresso aconteceu só passados noventa dias.
Júlio Freire e Joaquim de alcunha Canca, eram na verdade dois democratas de esquerda, um mais radical que o outro, mas homens honrados. O primeiro era mais pacífico no trato, mais tímido, o segundo não, era um revolucionário ardente sempre reagindo, por isso iria levar umas porradas enquanto esteve na prisão. Os dois homens sempre pensaram que após as eleições seriam soltos mas não, a viagem para a capital foi um choque para eles.

Nesta saga aconteceram algumas histórias dramáticas, mas também aconteceram algumas com graça no meio da desgraça! Vou contar uma que tem espírito.

Ao chegar ao Aljube, separaram o Freire do companheiro, começando a dança do terror. Edifício de pedra muito velho, portas de ferro pesadonas e rangedoras, lembravam os sons das prisões da Inquisição, escuridão e humidade. Tudo para atrofiar o mais valente. Por fim, lá instalaram o pobre padeiro na cela com pouca luz e com dois catres. Nessa altura, o Júlio Freire já perdera a força anímica entrando em depressão, perdeu a resistência e a esperança, sentado na enxerga começou a chorar convulsivamente! Com o sofrimento não reparou que ao fundo já lá estava outro preso. Foi então que ouviu uma voz triste com acentuado sotaque alentejano. Olhou, na outra cama um homem lia um papel.
 -  Senhor Júlio não desanime porque hão-de vir melhores dias, pense na sua família, pense na sua filha que ainda precisa de si!
 - Homem, você é bruxo ou foi posto aqui para me espiar?  -  Assim inquiriu o Freire.
 - O senhor não se aborreça porque isto foi a uma carta que eu escrevi a mim mesmo.
 - Então como é que o senhor sabe que me chamo Júlio, e tenho uma filha?  -  Voltou o padeiro a argumentar.
 - Mas meu senhor, chamo-me Júlio e tenho uma filha! Fui eu que escrevi esta carta que estou a ler para me animar!
Os dois homens, olharam um para o outro, primeiro com desconfiança, depois riram com satisfação aliviando por algum tempo a pressão da cadeia."


José Bray -22/10/2010



Nota - Texto retirado  DAQUI  






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12 junho 2011

Moedas Romanas I !








Moeda romana do século IV  encontrada na zona geográfica do Pombalinho.


Descrição da moeda:



Anverso - DN GRATIANUS  PF AVG ;  Sendo que, DN - Dominus Noster, (Nosso Senhor); PF - Pius Felix (Piedoso e Feliz) e AVG - Augustus (Augusto).


Reverso - REPARATIO REIPUB - figura do imperador de pé estendendo a mão a uma figura feminina ajoelhada a seus pés e que é Roma.


Flávio Graciano Augusto (Flavius Gratianus Augustus, em latim; Sirmium, 18 de abril ou 23 de maio de 359—25 de agosto de 383) foi um Imperador Romano do Ocidente de 375 a 383.

Era filho do imperador Valentiniano I e a primeira esposa deste, Marina Severa, nasceu na cidade de Sirmium (a atual Sremska Mitrovica, Sérvia), na então província romana da Panônia.

A 4 de agosto de 367, foi proclamado augusto pelo seu pai. À morte de Valentiniano (17 de novembro de 375), as tropas destacadas na Panônia proclamaram imperador o seu irmão pequeno Valentiniano, que então era apenas um bebê. Valentiniano era meio-irmão de Graciano, nascido de Justina, viúva de Magnéncio e segunda esposa de Valentiniano.  Para texto completo clique  AQUI 



Nota - A reprodução, assim como a  descrição desta moeda foram  gentilmente cedidas por José Braz Barrão. 




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28 maio 2011

Eleições Legislativas em 1915 !


Agora que se aproxima o acto eleitoral do dia 5 de Junho de 2011, surgiu a oportunidade de reportarmos um outro que se realizou em 13 de Junho de 1915, ou seja, há quase noventa e seis anos!


Vivia-se a  1ª República na sua plenitude! De grande instabilidade política por divergências internas entre os republicanos, no  período de 1910 a 1926  houve neste sistema politico que sucedeu ao Governo Provisório de Teófilo Braga,  sete Parlamentos, oito Presidentes da República e quarenta e cinco Governos.




Nestas eleições em que se propuseram a votos o  Partido Republicano Português (Democráticos), o Partido Republicano Evolucionista (Evolucionistas), o Partido da União Republicana (Unionistas), o Partido Socialista Português e o Centro Católico Português, houve uma maioria absoluta por parte dos Democráticos que tiveram  106 deputados e 45 senadores eleitos, correspondendo a 69% dos votos. Os restantes eleitos distribuíram-se pelos Evolucionistas (26 deputados e 9 senadores), Unionistas (15 deputados e 11 senadores ) e  ainda 13 deputados e 3 senadores para os independentes.

No Pombalinho, curiosamente,  a votação não foi no sentido a nível nacional, como se pode ver pelo mapa publicado! Os  grandes vencedores  foram os Unionistas com 47 votos,  contra 28  votos dos Democráticos e 12 dos Evolucionistas. 

Como curiosidade, assinala-se o facto do Partido Unionista ter-se constituído em força politica  no  26 de Fevereiro de 1912  por cisão no Partido Republicano Português. Foi  liderado por Brito Camacho e era depreciativamente referenciado na imprensa da época como o  "partido dos intelectuais", pois agrupava grandes personalidades ligadas às ciências, às artes e às letras, não conseguindo, porém, grande adesão popular.

Por último e ainda no contexto eleitoral, de referir que o Pombalinho foi um dos palcos escolhidos para a campanha  eleitoral de umas outras  eleições, as realizadas em  16 de Novembro de 1913. Aconteceu em 30 de Maio de 1913  e  foi notícia  no antigo jornal   Correio da Extremadura .


Documento cedido amavelmente por José Braz Barrão
a partir do livro "Roteiros Republicanos - Santarém"

Editor - Quidnovi II



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19 maio 2011

Retratos XXIII !



José António Silva de Menezes

 José António   nasceu  no Pombalinho a 28 de Janeiro de 1952. É filho de  Joaquim Pedro de Menezes   e  de Maria Lizette da Silva.


São seus  irmãos,  Maria Eugénia Silva de Menezes ,  Pedro Silva de Menezes    e  de  Ana Rita Silva de Menezes .


Fotografia cedida gentilmente por José António de Menezes


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13 maio 2011

Moedas Romanas!


Têm sido vários os vestígios arqueológicos encontrados no Pombalinho, que testemunham a  presença romana nesta zona do Ribatejo. Os mais importantes serão porventura, como é do domínio público,  os belíssimos exemplares de jarras e fíguras míticas que se encontram devidamente preservados no   Museu Nacional de Arqueologia ! No entanto,  outros têm merecido  ao longo dos tempos, a  curiosidade  e o encanto de quem os encontra, com especial interesse para os coleccionadores! Estamos a referir-nos, particularmente, à numismática. É um hobby que permite através das moedas, uma leitura interessante, também,  da própria História! No Pombalinho algumas  têm sido encontradas, muitas delas constituíndo verdadeiros espólios familiares.  O belissimo exemplar que aqui publicamos, só possível pela acção gentil de  José Braz Barrão, é bem o sinal de que afinal a História estará  inevitávelmente sempre por contar!




Descrição da moeda:

Anverso - DN ARCADIUS  PF AVG - Cabeça à direita com diadema de pérolas.
Sendo que,  DN - Dominus Noster, (Nosso Senhor);   PF - Pius Felix (Piedoso e Feliz)  e  AVG - Augustus (Augusto).

Reverso -  GLORIA ROMANORUM

Marca de oficina: SMHH


Arcádio (Arcádius) foi Imperador Romano de 383 a 408.  Nasceu na Hispânia, foi o filho mais velho do imperador Teodósio I e Aelia Flacila, e irmão de Honório, que iria se tornar o imperador romano do Ocidente. Seu pai declarou-o um Augusto e co-regente da metade Oriental do império, em Janeiro de 383, com apenas seis anos de idade. Seu irmão mais novo também foi declarado Augusto em 393, para a metade Ocidental.  (Continuação do texto  AQUI )


Colaboração de José Braz Barrão


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07 maio 2011

Associação Trabalhadores Rurais!




Estavamos em Junho de 1915 e um grupo de trabalhadores do Pombalinho, representados por Manuel Leal, Francisco Dias e Manuel Nunes, resolveram endereçar ao  então Ministro do Fomento, um pedido de aprovação de estatutos para a criação da Associação de Classe dos Trabalhadores Rurais do Pombalinho.
Não se sabe muito mais  acerca desta estrutura organizativa  e que repercussões teve no meio  rural  do    Pombalinho ! Fica no entanto o registo documental  e o envolvimento que esta acção teve nos meios oficiais da época,  desde a  recepção  até  à sua aprovação final ! (Ver Nota). 

A fim de enquadrarmos históricamente o surgimento deste documento, convém recordar que em 1915  vivia-se a plenitude da  1ª República! Tinha sido nomeado, a 29 de Maio do mesmo ano,  o seu segundo presidente, Teófilo Braga,  devido à demissão de Manuel de Arriaga!

 Em 13 de Junho de 1915 o Partido Democrático tinha ganho as eleições legislativas, obtendo a maioria absoluta  e  a  18 de Junho foi  constituído o  11º Governo chefiado por José de Castro.

Como curiosidade, em  1 de Julho de 1915,  foi criada a  Nova Lei Eleitoral em que  os militares passaram a ser eleitores, mas os analfabetos continuaram  a  não poder votar!



NOTA - Para leitura integral do documento, clicar  AQUI 




21 abril 2011

Homenagem às Professoras!




1982 foi o ano escolhido pelos Pombalinhenses em que  homenagearam   os professores que mais gerações de alunos ensinaram, no exercício como docentes, da antiga  Instrução Primária! O evento decorreu com enorme participação de todos os que não quiseram deixar de agradecer às professoras Maria José Simões e Verónica Nunes, a enorme gratidão de terem aprendido as primeiras letras sob o seus ensinamentos.


Nesta fotografia reconhecemos uma das homenageadas, exactamente  a  professora Verónica da Silva Nunes. Está  acompanhada por um grupo de suas ex-alunas. Da esquerda para a direita, a  Graça Cachado, a Gena, a Aurora, a Milita Alcobia, a Maria Eugénia, a Milai Braga e  a Clementina Duarte.


Colaboração fotográfica - Miguel Costa

Pesquisa - Bruno Cruz




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17 abril 2011

Grupo de Récita!




Mais uma excelente fotografia desses inolvidáveis anos de dedicação ao teatro no Pombalinho! Estávamos em 1944  e este grupo de  "Pombalinhenses", composto por Ema Braga, Arnaldo Fonseca e Ana Maria, acabara de participar em mais uma representação cénica dos ínumeros programas então realizados. 
Foram na verdade tempos em que as causas eram acolhidas e postas ao serviço de um saudável  relacionamento colectivo da  população do Pombalinho! 



Colaboração fotográfica - Víctor Reis

Fotografa inserida no Blog temático  http://teatropombalinho.blogspot.com/ 




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09 abril 2011

Bateiras no ano de 1956 !




Um grupo de  "Pombalinhenses" festejando as "Bateiras"  no ano de 1956. Reconhecem-se de entre outros, o Rui Borges, o Carlos Cavaco, o Joaquim Felisberto, o Francisco Cruz, o Joaquim Duarte, Manuel Sacola e Francisco Sacola.


Colaboração fotográfica de Maria Luísa Felisberto
Pesquisa de Bruno Cruz



NOTA - Esta fotografia está cronológicamente inserida no Blog temático  Bateiras 




02 abril 2011

Classes Primárias 1961/62



A publicação de fotografias referentes a classes que frequentaram a  escola Básica, ou Primária como então se chamava noutros tempos, encaminha-nos para tempos já um pouco esquecidos mas de qualquer modo sempre apetecíveis de recordar, sobretudo quando nos propicia este salutar exercício de identificação de antigos colegas que,  por uma ou outra razão, há muito os deixamos de ver!

Neste registo,  reconhecem-se de entre outras,  as alunas, Carmina Minderico, Zita Bento, Lena Cavaco, Carolina Gandarez, Bisita, Teresa, Geninha Menezes, Graça Cachado, Dália Duarte, Maria Albertina, Beatriz Fróis, Maria Eugénia e a Professora Verónica Nunes.


Colaboração fotográfica - Miguel Costa
Pesquisa - Bruno Cruz



Nota - Obviamente esta fotografia está inserida no blog temático  http://escolapombalinho.blogspot.com/  



 

20 março 2011

Rua Carolina Infante da Câmara!




Este edificio situado na rua Carolina Infante da Câmara, onde  hoje é sede da Junta de Freguesia do Pombalinho, foi  casa de habitação de Manuel Monteiro Barbosa! Não se sabe a que ano se reporta esta fotografia! Foi amávelmente cedida por Manuel João Coimbra Monteiro Barbosa e pelo que se pode verificar, foi tirada numa ocasião especial para o Pombalinho! Colocando no campo das probalidades, as festas anuais que tradicionalmente se realizavam no  Pombalinho e a visita de  Nossa Senhora Fátima   em 1954,  e  tendo em consideração o cuidado de ornamentação aplicado em todo o edificio, com especial  particularidade nas janelas, pode-se concluir ser a segunda  hipótese a mais viável! No entanto, fica o registo para a história já longa da nossa terra!!!




Pesquisa documental - Bruno Cruz

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26 fevereiro 2011

Vera Cruz Futebol Clube!



Recordamos hoje mais uma das equipas que integraram o Vera Cruz Futebol Clube. O jogo realizou-se na Moita do Norte durante a  época desportiva do Inatel, 1981/1982. De pé, da esquerda para a direita: António Manuel (Toneu), Artur, Fernando Duarte, Miguel Costa, Diamantino, "Facunto", Diamantino Martinho, Fiscal. De joelhos, da esquerda para a direita: Júlio Légua, Manuel Pacheco, Carréis, Manuel JBarreiros, José Maria, Condeço e Jorge.


Colaboração fotográfica de Miguel Costa
Pesquisa de Bruno Cruz



Esta fotografia está inserida cronológicamente no Blog temático, Vera Cruz Futebol Clube do Pombalinho



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18 fevereiro 2011

Ponte de Fernão Leite VI



"Um povo sem património, é um povo sem referências. Um povo sem referências, é um povo sem memória.Um povo sem memória, é um povo sem futuro! "


Não creio que o abandono da conservação de uma simples ponte, como a de Fernão Leite, possa contribuir para um  estado preocupante de ausência de valores! O bem estar e o futuro colectivo do Pombalinho passam  inevitavelmente por prioridades  de outra natureza e direccionados certamente para outros horizontes! Mas não deixa de entristecer a quem por ela passa, "sentir" a   lenta degradação de abandono a que foi  "votada"  e  em consequência, ao seu mais que provável  desaparecimento se porventura uma  adequada intervenção não acontecer a curto prazo!

A existência da ponte de Fernão Leite remonta à última  década do século dezanove ! Está ligada à própria  história  do Pombalinho! Com  a sua  "morte" ,  apenas    fotografias e outros registos  poderão   testemunhar não só a   importância que teve como infraestrutura viária  mas ainda  o belíssimo      enquadramento paisagístico  que oferecia a quem pelo Sul entrasse no Pombalinho!

O actual executivo da Junta de Freguesia do Pombalinho, quando concorreu às últimas eleições autárquicas como Movimento Independente Cidadãos pelo Pombalinho, MICP,  no capítulo "Requalificar Espaços e Equipamentos" do seu Programa Político, propôs  relativamente à  Ponte Velha  (assim a referenciaram) "  o seguinte:

"Restauro da Ponte Velha para ficar transitável a pé e de bicicleta com arranjo de todo o espaço envolvente com zona de lazer, que se torne numa área agradável e bonita para quem entra na freguesia."


Resta-nos acreditar na palavra, dita, escrita e prometida!!!




Colaboração fotográfico de Glória Fonseca
Pesquisa de Bruno Cruz
      Texto de Manuel Gomes
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10 fevereiro 2011

Carnavais !



Lena Leal e a Bisita no Carnaval de 1968.








Um Grupo de foliões "Pombalinhenses" brincando ao Carnaval no ano de 1972.
Reconhecem-se de entre outras, a Lena Leal, a Bisita, a Milai, a Lisete, a Alice Correia, a Aurora Cavaco, a Lena Cavaco,  a Fernanda Cavaco e a Lucília Gomes.




Colaboração fotográfica - Lena Leal

Pesquisa - Bruno Cruz





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02 fevereiro 2011

Cartas de Maputo VI !


Como noutras cartas que recebi de Guilherme Afonso, fruto de um intercâmbio de amizade que estabelecemos por volta dos primeiros meses de  2004,  também esta de que vos dou conta hoje aqui no nosso blog,  ao Pombalinho e  às suas gentes o nosso amigo, a viver em Maputo,  se refere de uma forma muito especial e com o timbre histórico a que nos foi habituando! Contempla igualmente aspectos particularmente interessantes da sua vida, enquanto  no exercício como  profissional da PSP em Lisboa! Uns e outros merecem, acho eu,  que nos debrucemos por uns breves instantes na leitura desta sua carta que me endereçou, imagine-se há quase sete anos, e que eu considerei por bem divulgar!


"Caro Amigo Manuel Gomes


Muito obrigado pelos seus votos de uma Páscoa feliz. Que também o Manuel Gomes e toda a sua Família tenham tido uma boa Páscoa e que tudo sempre vos corra pelo melhor, são os meus votos.

Muito gostei, meu amigo, da sua última carta, sobretudo por nela evocar tantas coisas que nos são comuns, apesar de, na chegada a este mundo, nos separarem cerca de 24 anos. E se a maior parte delas tem a ver com o facto de termos nascido na mesma terra e, consequentemente, termos conhecido e conhecermos as mesmas pessoas e acontecimentos, outras saem desse âmbito e resultam de convivências e de emoções que pela vida fora foram moldando a nossa personalidade, ou seja, como o Manuel Gomes muito bem diz, «fomos gravando no “disco rígido” da nossa existência» e «nos empurram para o querer compreender sempre cada vez mais as razões da nossa vida».

Nesta sua última carta, veja só alguns dos pontos que nela focou que vieram despertar vivências bem enraizadas (sigo a ordem pela qual se apresentam na sua carta).

Júlio Freire. Fomos grandes amigos. Sempre o tendo conhecido, como não poderia ter deixado de ser, começámos a fazer palavras cruzadas e a matar charadas juntos, até a concurso, através de uma revista, o “Cavaleiro Andante”, que também juntos assinámos, tinha eu dezasseis ou dezassete anos. Juntos, ainda, fomos muitas vezes à pesca, especialmente quando, depois de eu me ter tornado funcionário do Estado (polícia), primeiro em Lisboa e depois aqui em Moçambique, ia gozar as férias ao Pombalinho. E tenho até uma fotografia dele, tirada por mim quando ele está debruçado sobre o Alviela, com a cana na mão direita à espera que o peixe pique. Diz o Manuel Gomes que ele «vivia frente ao Diamantino(...) e que mais tarde teve uma Padaria». Ora, meu amigo, eu sempre o conheci com essa padaria e como padeiro. Um lapso de memória da sua parte, creio eu, o que é naturalíssimo.

João Villaret. Enquanto fui polícia em Lisboa, muitas vezes fui de serviço (e esse era o serviço que, como polícia, mais me agradava fazer) para os cinemas e para os teatros, incluindo para o de S. Carlos (ópera). E uma parte do serviço nos teatros era feita nos bastidores. Pois bem, algumas vezes vi representar o João Villaret e o vi nos bastidores. Uma das peças em que me lembro de o ter visto foi em “Daqui Fala o Morto”, no Monumental (Praça Duque de Saldanha) e, se me não engano, juntamente com a Laura Alves. Além disso, eu estava colocado na Esquadra de Benfica e ele morou na Estrada de Benfica, numa casa em que, por sinal, a porteira era a Adelaide Andrade, mulher do Carlos Leal, que também era polícia mas trabalhava na sapataria, porque tinha aprendido esse ofício com o António Barros. Ora, ao fazer as minhas patrulhas na área em que ficava essa casa (fazia esquina com a Rua Duarte Galvão, que desemboca no Hospital da Cruz Vermelha), muitas vezes vi também o João Villaret, entrando e saíndo.

Mário Viegas. Através dos meios de comunicação social, acompanhei o seu percurso no cinema, no teatro e na declamação, especialmente a partir da sua participação no filme “Kilas, o Mau da Fita”. Um grande artista nascido na nossa Scálabis. Um artista inconformado, irreverente, arrebatado e iconoclasta que muito merecidamente tem há muito tempo um teatro com o seu nome em Lisboa, e parece-me que outro, há pouco tempo, em Santarém, onde antes era, salvo erro, o Teatro Rosa Damasceno.

Quinta da Melhorada. O meu pai também aí nasceu. E como devia ser pouco mais ou menos da idade do seu avô Manuel Calvaria, aí brincaram com certeza muito um com o outro, em miúdos. Além disso, eu trabalhei muito para o João d’Assumpção Coimbra, sobretudo a gradar. Ainda da última vez em que estive no Pombalinho fui até à Melhorada, para matar saudades do chão tantas vezes pisado na infância e na adolescência. Na Melhorada havia uma tamareira, a única ali pelas redondezas, que foi deitada a baixo por um ciclone em 1941. Algumas das idas à Melhorada, com outros miúdos, era para vermos se apanhávamos tâmaras. Também lá havia pavões, e também de lá vínhamos às vezes com as bonitas penas de pavão.

Sobre as professoras no Pombalinho, eu conheci bem a D. Maria José que foi sua professora, mas que já não foi a minha. Mas a que foi minha professora creio que se chamava também Maria José, de nome completo Maria José de Moura Amorim (o Amorim era o apelido do marido). A D. Verónica, conheci-a melhor, claro. Tive sempre uma grande estima por ela e pelas irmãs, a Justa e a Chica. Também conheci os pais e o irmão (Pedro), que tinha uma ourivesaria em Santarém e que se suicidou. Acho que todas as mulheres da família andaram comigo ao colo e me mudaram os cueiros. A Verónica menos, julgo eu, por ter ido estudar. Eu nasci numa casa dessa família e lá vivi até aos 15 ou 16 anos, quando me mudei para o Pátio do Neto e, quase logo a seguir, para a Rua de Baixo. Muitas vezes, segundo os meus pais me contavam mais tarde, quando a minha mãe ia para as lides de uma mulher casada, essas que eu revivo nas minhas memórias, eu e o meu irmão ficávamos aos cuidados da D. Palmira (a mãe) e das filhas. Eram muito boa gente, meu amigo, muito boa gente. Nem queira saber com que emoção eu recordo toda a família.

Para não me alongar muito mais, passo a responder à sua pergunta sobre o tal rapazinho de cabelos loiros chamado António Afonso.

É, de facto, meu filho, e faz daqui a pouco 50 anos. Depois de termos vindo daí, tinha ele 5 anos (aliás, fê-los no barco, quando vínhamos para cá), voltámos aí em 1964 e ficámos no Pombalinho cerca de seis meses, que era a duração de uma licença (licença graciosa chamada) a que os funcionários ultramarinos tinham direito de 4 em 4 anos. Ele fez então os 10 anos aí, em 18 de Outubro, e frequentou aí a terceira classe. A escola era então na Casa do Povo e a professora dele era uma professora muito jovem ainda, coxa, conhecida por Mariazinha. Pelos vistos , essa não foi também sua professora. Se tivesse sido, até poderia o amigo Manuel Gomes estar aqui numa fotografia que eu então tirei a toda a turma, com a professora, naquela varanda de seixos da casa ao lado do Borges, em que na altura morava o João Padeiro (aqui temos nós a questão das profissões usadas como apelido). Penso que seja só a 3ª classe. No meu tempo, era só uma professora para os rapazes de todas as classes, e outra para as raparigas. Mas, como vejo pela sua carta, isso ainda o Manuel Gomes apanhou.

E foi nessa altura, portanto, que o Manuel Gomes conheceu esse meu filho. Mas ele voltou a andar por aí, já com 19/20 anos. Tinha ido estudar para Lisboa e estava aí quando chegou o 25 de Abril de 1974, de que se comemoraram agora os 30 anos. Se ele sempre terá ido ao Pombalinho com frequência, porque tinha lá os avós, tios e primos, depois daquela data passou lá bastante tempo, tendo ajudado a criar o Centro de Trabalho do PCP, com o Travessa, o José Martinho, o José Rodrigues, o Silvino Ramos, o Joaquim Justino, etc. Não se lembra dele dessa altura?

Depois, com a independência de Moçambique e de, sobre ficarmos cá ou nos irmos embora, termos conversado todos, para que a decisão fosse pelo menos consensual, resolvemos ficar e ele resolveu vir-se embora antes de acabar o curso, até porque as Universidades viviam numa perturbação muito grande, mal dando para estudar. Formou-se depois aqui em Ciências da Educação, curso que o outro meu filho, mais novo 7 anos, também tirou, o que quer dizer que têm os dois a mesma Licenciatura.

O António Afonso tem um livro de poesia publicado e colaboração em jornais, o que o outro (Carlos Alberto) também tem. Do António Afonso, se se interessar em ver poesia dele e uma crónica, experimente pesquisar na Internet em Afonso dos Santos, que é o nome que ele usa nesses trabalhos. Em Afonso dos Santos poesia ou em Afonso dos Santos crónica, chegará lá depressa.

Ele ficou muito satisfeito por se lembrar dele, agradece muito o seu abraço e retribui com outro igual.

Caro Manuel Gomes, desta vez envio-lhe juntamente uma parte das minhas MEMÓRIAS intitulada “Dá Alguma Coisa ao Necessitado?”. Talvez no seu tempo já não tenha havido disso. E talvez nem nunca tenha ouvido falar. Quanto à divulgação desta parte no Livro de Visitas, deixo isso consigo, como da última vez. Mas se fosse a si, como costuma dizer-se, pelo menos esperaria que aparecesse alguém a pronunciar-se sobre aquilo que já foi divulgado.

É tudo por esta vez, Amigo Manuel Gomes.

Um abraço muito cordial para si, para o seu Pai e mais Família, e votos de muita saúde e de muitas felicidades.



Guilherme Afonso 28/04/2004 "



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24 janeiro 2011

Retratos XXIII




Manuel Fonseca e Joaquim Barreiros Felisberto - Ano de 1950.






Colaboração fotográfica -  Maria Luísa Felisberto

Pesquisa - Bruno Cruz