15 maio 2013

Blog de Busca Rápida !!!






Atendendo  que a informação  publicada nos blogs principais e temáticos do Pombalinho atingiu  um volume considerávelmente denso  e  por consequência,  daí resultar uma certa morosidade ao nível da pesquisa,   entendeu-se  criar um índice de ligações  que  permita, de uma forma rápida,  direccionar  as consultas  pretendidas sobre quaisquer matérias ou assuntos, aos blogs onde elas estejam publicadas.
E assim nasceu o "Pombalinho Temático"! É um espaço onde se pretende colocar ao dispor de um vasto leque  de visitantes, variadissimos  temas relacionados com o Pombalinho. Creio que será  mais um instrumento ao serviço de todos os que se interessam pelo Pombalinho e  pela sua História! Visitar, questionar e conhecer  sempre mais um pouco do Pombalinho é o horizonte a que nos propusemos ! Então..., boas navegações!!!


Nota - Para acederem ao Blog PT poderão clicar conforme mostra a ilustração ou colocarem na vossa barra de Favoritos  o endereço  http://pombalinho-tematico.blogspot.pt/  






24 abril 2013

25 Abril no Pombalinho !




A população do Pombalinho em manifestação alusiva ao 25 de Abril de 1974. 

(Sul da Rua Barão de Almeirim)





08 abril 2013

Noémia Pedroso Barreiros



Noémia Pedroso Barreiros





"" Caro Manuel Gomes

Em conversa de ontem com a minha tia Noémia, nascida no Pombalinho, [1] filha de Júlio José Barreiros e da sua segunda mulher, Aurora Pedroso, então professora primária no Pombalinho, que apesar da sua avançada idade mantém uma memória e vivacidade de espírito notáveis, ela falou-me das festas que tradicionalmente aí se faziam nesta época - as bateiras. E que por vezes, quando o tempo a isso obrigava, todos se deslocavam para a moagem, onde existiam espaço e condiçoes que permitiam dar continuidade à realização do evento, situação que ela própria, ainda menina, chegou a viver.

Mas também lembrou que no tempo do seu avô,   Hilário José Barreiros , que não chegou a conhecer, estas festas já existiam e eram vividas com grande animação.Isso mesmo é confirmado pelo texto de um recorte de jornal, há tempo já pulicado por "O Pombalinho", sob o título de "Recordações do Passado" da autoria de  Adriano Carmo . Relatava "os formidáveis Pic-nics com mais de 100 pessoas reunidas, que se faziam amiudadas vezes, na Tapada, à beira do Tejo e ainda no Alviela nas segundas feiras de Páscoa... Todas as famílias de maior distinção do Pombalinho e até de fora dali se juntavam num verdadeiro convívio de alegrias e com a maior à vontade.

Não sei se há conhecimento da origem desta tradição mas creio que é sempre interessante divulgar os testemunhos mais antigos que se conhecem sobre a mesma...


[1] - Nóemia Pedroso Barreiros nasceu no Pombalinho em 21 de Maio de 1919.




Outra coisa que a tia Noémia recordou foi a abundância de sável, nesta época, quando os cardumes subiam  os rios Tejo, Alviela e Almonda. E ofereceu-me esta fotografia, tirada cerca de 1930, talvez junto do Alviela. Das "pescadoras", apenas reconheço a última do lado direito - uma outra tia, chamada Maria Emília, também nascida no Pombalinho [2], filha de Júlio José Barreiros e de sua primeira mulher, Carolina Infante da Câmara.

Só gostaria que, nos dias de hoje, o apreciado sável voltasse a esses rios para satisfação dos muitos apreciadores do sabor manjar!

[2] Maria Emília Infante da Câmara Barreiros nasceu no Pombalinho em 2 de Junho de 1908.

Fernando F. Barreiros ""



Nota do autor - Desta carta e seus respectivos suportes fotográficos que Fernando Furtado Barreiros  nos endereçou a partir de um excelente depoimento recolhido de sua tia, Noémia Pedroso Barreiros, o  "Pombalinho",  reconhecidamente agradece a gentileza de ambos!




29 março 2013

As Bateiras no Ano 1952 !



Um grupo de Pombalinhenses,  festejando as "Bateiras" no ano de 1952.

Era, porventura, uma das tradições que maior participação tinha entre as gentes do  Pombalinho! Longas e muitas são as histórias à volta dos festejos da segunda feira de Páscoa! Um dia de franco convívio e pura camaradagem, passado nos campos do Pombalinho, onde o almoço confeccionado  à boa maneira campestre marcava o mote para um dia vivido em ambiente contagiante de  muita alegria e divertimento!   

Relembremos, pois então,  algumas das celebrações do dia das "Bateiras" e também  dos que pelo tempo foram resistindo ao "culto"  desse dia  de tão fortes tradições na nossa região!


Clique pf   AQUI   




02 março 2013

Casamentos XIII




Casamento de Manuela Narciso com  João Calado.
A cerimónia teve lugar no Pombalinho em 24 de Maio de 1975.


Da Manuela foram seus padrinhos de casamento, Manuel Gameiro Duarte e Maria Albana Barreiros Duarte e do João,  Ana Rosa Calado e Manuel Branco.






Colaboração fotográfica de Manuela Narciso








14 fevereiro 2013

Outros tempos! Novos tempos!!!




Decorria o ano de 1895  e  por via de uma reforma administrativa a ser implementada no país, alguns proprietários do Pombalinho e da Azinhaga apresentaram ao ministro da tutela uma proposta de passagem destas duas freguesias para a Golegã, impedindo assim que este município, na sua figura administrativa,  fosse objecto de uma eventual extinção!

Estes dois recortes do jornal  "Correio da Extremadura", de 10 de Agosto de 1895 e 14 de Setembro de 1895, respectivamente pela ordem de publicação neste  "post" , reportam-se  à notícia da deslocação a Lisboa de elementos da Câmara de Santarém para, num encontro com o  ministro do reino, impedirem  que essa possível  desanexação do Pombalinho e Azinhaga do concelho de Santarém  se pudesse concretizar! 











Como todos sabemos, historicamente, o Pombalinho manteve-se no concelho de Santarém  enquanto a Azinhaga, nesse mesmo ano de 1895,  mais precisamente a 21 de Novembro,  foi inserida no Município da Golegã! 

A história, porém,  ao fim de 116 anos acabou por dar razão ao grupo de proprietários que apostaram, nesse longínquo ano de 1895 ,  no  caminho municipal conjunto para o Pombalinho  e  Azinhaga  por terras do Almonda!  A  Golegã é  hoje o destino comum destas duas localidades,  que nunca deixando de ter apostado nas diferenças das suas virtualidades, sempre se pugnaram por uma vizinhança de proximidade assinalável! Assim continuem, para  bem das populações  e  do "novo"  Concelho da Golegã,  agora  reestruturado e desejavelmente mais forte!




Pesquisa documental - Bruno Cruz
Texto - Manuel Gomes






09 fevereiro 2013

Casa Farol





Fotografia  tirada nos finais da década de sessenta do século passado na horta da antiga  Casa Farol .
Da esquerda para a direita, Fernando Leal, Victor Reis e Manuel Carvalho.





Colaboração fotográfica - Victor Reis 




   

01 fevereiro 2013

Pombalinho - Golegã I



POMBALINHO  no Concelho da Golegã  a partir de 29 de Janeiro de 2013.
(Artigo 9º da Lei nº11-A/2013)


Foi publicado no número 19 , 1ª Série,  do Diário da República de 28 Janeiro de 2013,  a  Lei nº11-A/2013  que consagra a Reorganização administrativa do território das freguesias.


O Pombalinho tem particular destaque nesta Lei, conforme Artigo 3º , por força da transferência desta freguesia  do município Santarém  para o da Golegã,  com efeitos legais  a partir de  29 de Janeiro de 2013.











Fonte -  Diário República 





18 janeiro 2013

Pombalinho - Golegã





Por promulgação da Lei sobre a Reorganização Administrativa do Território, no passado dia 16 de Janeiro de 2013,  o  Pombalinho deixa de pertencer ao Município de Santarém e integra-se no Concelho da Golegã!

Cumpriu-se uma legitimidade há muito ambicionada pelas gentes do Pombalinho! É um virar de página muito importante na vida dos Pombalinhenses!  Esta integração será para o Pombalinho uma forte esperança para um futuro que se quer devidamente concertado! A história é  um dos seus maiores alicerces,  que poderá contribuir indelevelmente  para um Pombalinho  moderno e orgulhoso do seu passado!

 Já não temos de atravessar "montes e vales"  para sermos escutados! Agora a planície, da qual afinal nunca deixamos de pertencer,  faz-nos ver melhor e mais longe! O futuro, um futuro mais feliz e devidamente planeado para o Pombalinho, está decididadamente mais perto! 





12 janeiro 2013

António de Araújo Vasques da Cunha

A partir de 1823, para além das contribuições que eram impostas pela Regra , surgiu de novo a  Décima , que era um imposto que tinha sido decretado após a Restauração da Independência pelas Cortes de 1641 para a manutenção de um exército permanente de defesa do País.

 Mais tarde, este pagamento extraordinário,  foi relançado por D.José I  e  incidia sobre prédios, ofícios e ordenados, e tinha como objectivo  fazer face a conjunturas económicas consideradas débeis. Foi o que aconteceu no ano de 1828!

 Mas para além desta forma de pagamento, também foi exigido pelo Estado, aos contribuintes,  donativos voluntários ou títulos da dívida pública, em conformidade com o Decreto Lei de 25 de Junho de 1828.

No número 237 da Gazeta de Lisboa de 06 de Outubro de 1828, consta a doação que António de Araújo Vasques da Cunha ( barão de Pombalinho ), lavrador dos campos de Pombal (antiga designação de Pombalinho) e Reguengo,  fez para esse efeito ao Real Erário do Ministério dos Negócios Eclesiásticos e de Justiça  no valor de 53$330 réis. 




Colaboração e pesquisa: Bruno Cruz e Manuel Gomes

23 dezembro 2012

Natal 2012 !



A todos os amigos, colaboradores e visitantes deste espaço, um Natal Feliz e um bom Ano Novo de 2013!!!


 

15 dezembro 2012

É Natal!!!




Com a aproximação da quadra natalícia é com alguma saudade, e porque não dizê-lo também, com alguma nostalgia,  que  nos lembramos  de algumas imagens e  momentos que marcaram  os  natais da nossa meninice.

Vêm-nos à  memória esses tempos,  um pouco já longínquos, em que a vida não era mesmo nada fácil! Foram  anos passados  no meio de muita  dificuldade sócio económica, creio que  afectando a  maioria dos  lares do Pombalinho, mas não deixavam, no entanto, de ser sentidos  e vividos com  uma  alegria que fazia esquecer as agruras de uma vida difícil de aguentar!

A  partilha, na semana que antecedia o Natal, sobrepunha-se  excepcionalmente a  tudo o mais! Havia troca e ajudas em tudo que fosse possível,  com mais propriedade  nas  pessoas mais chegadas,  compreensivelmente por razões de  afectividade,  mas muito especialmente  entre os familiares.

Logo pela manhã do dia vinte e três de Dezembro,  ouviam-se nalguns quintais  as primeiras machadadas em lenha  aproveitada  de oliveiras abatidas no ano anterior!   A hora de fazer as "cavacas" tinha chegado e o desempenho dessa tarefa  cabia normalmente ao homem da casa!  Era preciso ter lenha suficientemente capaz  para que o lume, onde se iriam fazer os tradicionais  velhoses e coscorões,  mantivesse o azeite a uma temperatura suficientemente adequada!

A propósito dos velhoses,  recordo que a  massa que lhes iria dar forma,  era preparada na véspera da noite natalícia! Num alguidar de barro, especialmente guardado para esse fim, a massa ia-se preparando  com a mistura da abóbora menina, da farinha, dos ovos, da raspa das laranjas e do fermento de padeiro! Depois de tudo bem amassado, testava-se a sua textura e  fazia-se,  com a mão uma cruz no preparado,  cobrindo-se de seguida  todo o alguidar com uma manta bem forte para que a massa levedasse convenientemente até ao meio dia do dia seguinte! A cruz, obviamente tinha a ver com certas crenças  e  superstições que também aqui faziam algum sentido, segundo conjecturavam as pessoas habituadas a estas coisas do sobrenatural!

Depois, claro, quem é que não gostava de estar, apesar do frio que sempre se fazia sentir nos últimos dias de Dezembro,   naquela noite à  volta de um lume trepidante a ver os tradicionais velhoses  dentro da frigideira a estufarem e a ganharem a sua cor característica !??!?!  Já fritos, eram retirados com  uma escumadeira  de forma arredondada,  que me lembro ver pendurada na cozinha durante todo o ano e  só servir para este fim,  e eram  colocados num outro alguidar de barro! Mas sempre à  mão existia um prato para na hora  nos deliciarmos com os  velhoses, ainda quentes da fritura,  devidamente polvilhados de açúcar e canela! Era de encher a barriga e chorar por mais!

O presépio também era um dos  simbolismos  natalícios que me lembro de ser feito na minha casa! Ainda íamos ao musgo pelos olivais fora! Havia imenso nos pés das oliveiras de tronco grosso e já esburacado pelo tempo, bem revelador da  idade avançada deste tipo de árvores!
Pouco ainda de artificial entrava  na feitura do presépio! Era simples, como tudo o que era nesses tempos! As principais figuras  junto ao "menino",  os três  Reis  Magos,  o musgo com bocadinhos de algodão e umas velas  acesas, criavam o ambiente imaginário do nascimento de Jesus!

O jantar de Natal era em família! Da mais chegada! Normalmente com a presença de pais e avós! A ementa, essa,  era especial...., mas  para nós, crianças, o que importava mais nessa noite era colocar o sapatinho na chaminé antes de dar as doze badaladas, como rezava a tradição!!! Com fantasia ou sem ela,  acho mesmo que havia um  sugestivo mistério que nos levava a cumprir religiosamente esse  ritual,  que em boa verdade acabava por tomar conta de parte dessas noites  de natal!  No dia seguinte a expectativa era grande e por isso  logo pela manhã  lá íamos sorrateiramente ver o que o "Pai Natal" nos tinha presenteado! Era o nosso momento de Natal! Estava cumprida uma partilha, acredito que simbólica, mas que ultrapassava o simples gesto da dádiva!


Por isso, creio em absoluto no dinamismo de tudo que envolva a  própria  vida! O que fez sentido ontem, porventura, não importa tanto hoje! O valor do que foi importante, vai-se desvanecendo, irremediavelmente no tempo! Mas o que verdadeiramente sentimos ontem,  "as substâncias" que nos alicerçaram para a vida,   essas, jamais se perderão !




29 novembro 2012

Café "Manuel Gregório" !



"Quero uma gasosa fresca!" - pedi  eu, timidamente, depois de ter entrado no Café  e visualizado, a uma curta distância de mim, a senhora Domicília no espaço destinado à venda de produtos de mercearia!

Era um dia de muito calor, daqueles em que andar na rua só se fazia quase por motivos inadiáveis! O sol abrasador daquela tarde de Agosto era convidativo ao encontro abrigado de uma qualquer sombra, mas a ousadia da caminhada a que me propuz, não se fez esperar, porque o que eu queria  mesmo, naquele dia,  era matar a sede provocada por um calor que eu achava não ter o direito de suportar!

 Assim pensando, melhor o fiz! Saí de casa com cinco tostões no bolso e lá me dirigi  ao Café do senhor Manuel Gregório, situado no número 82 da Rua 1º de Dezembro!  No pequeno percurso,  verifiquei como um grupo de  libelinhas esvoaçava  por cima de uma  pequena linha de água que corria na valeta,  proveniente de fugas por má vedação que por vezes  existiam  na fonte da Rua de Baixo!  Estes insectos, lembro-me de assim  ter feito a minha interpretação, deviam estar, tal como eu,  ávidos de se refrescarem, ou então, concluo hoje com muita mais probabilidade de acerto, na procura de quaisquer nutrientes ou mesmo mosquitos que pudessem contribuir para a sua alimentação diária! Tentei, ao vê-los no seu voo ziguezagueante e  muito por culpa da então minha ingenuidade, apanhar um, mas estes seres vivos,  multicolores, sabiam bem como responder a este tipo de  adversidades!

A senhora Domicília  ao ver-me, respondeu-me com aquele seu ar  amável com que  sempre nos habituou:
 - Olha Néu, hoje não tenho gasosas, só há laranjadas! Queres?
 - Não faz mal,  levo na mesma! Respondi eu,  sem me importar muito com a  proposta sugerida!

As laranjadas naquele tempo eram  equivalentes aos nossos bem conhecidos refrigerantes de hoje! A sua  constituição era muito à base de  àgua,  açúcar e naturalmente os imprescindíveis corantes artificiais! Eram vendidas em garrafas de vidro incolor e por isso favoráveis a que o alaranjado da bebida  funcionasse  perfeitamente ao encontro do apetite do consumidor! 






No Café do Manuel Gregório (pessoa respeitável de quem guardo, a título de curiosidade, a lembrança de ter sido ele que me deu, nos deu a nós jovens adolescentes,  a conhecer duas bebidas  inesquecíveis: o  brandy Casal Sereno e  uma aguardente algarvia de medronho e mel,  de marca Antonino)   para além dos seus proprietários,  passaram por lá na função de empregada de balcão, uma moça que não vejo desde a minha adolescência, de seu nome Silva,  mas também  mais tarde, a  Domicilia Narciso  e  a sua irmã  Teresa !  

Esses tempos tinham inevitavelmente um outro sentido! Lembro-me, a propósito,  da noção que nós, os mais jovens,  tínhamos  em relação às  dimensões físicas das coisas e de como afinal quanta diferença existe  nesse imaginário longínquo de olhar a vida!
Naquelas noites de quintas feiras em que havia corrida de toiros em directo pela TV, ou nas transmissões de hóquei patins com Portugal a dar grandes cabazadas aos seus adversários, a sala do Café do Manuel Gregório  enchia-se de gente   e  uma "multidão" de olhar fixo para um  pequeno televisor instalado  em cima dum parapeito quase junto ao tecto, vibrava com a pega mais arrojada de António Zuzarte ou com os inesquecíveis golos de Livramento!

Hoje quando entro naquele espaço e me recordo desses tempos, interrogo-me como  foi possível,  numa  área  onde não cabem seguramente mais do que seis mesas quadradas de setenta centímetros de lado, a nossa capacidade visual ter sido tão fiel ao sonho!






O tempo de regresso a casa  foi, naturalmente,  em passada muito mais acelerada! A minha fresquinha laranjada  "AHA"  estava  "no ponto"! Agora, nada me poderia  opor  ao prazer de um momento tão ansiosamente esperado,  naquela tarde quente de Agosto,  à sombra de uma velha figueira no quintal dos meus avós!





17 novembro 2012

Café "O Pescador" !


No inicio da década de sessenta do século passado, por iniciativa do seu proprietário, Manuel Gregório,     o  "Café do Manuel Gregório", como era assim conhecido, instalado no número 82 da rua  1º de Dezembro, "modernizou-se"  por via de obras de restauração em todo o edifício e tornou-se  num dos lugares mais apetecíveis e frequentados do Pombalinho!

Mais tarde, já em plena década de oitenta, mais precisamente no dia  1 de Outubro de 1980,  iniciou Manuel Miguel da Costa a exploração do mesmo estabelecimento com o nome comercial  de "O Pescador", dando desta forma continuidade à  existência da actividade anteriormente interrompida pela família de Manuel Gregório, em Setembro do mesmo ano.

A família Gregório cultivou ao longo dos tempos, no que diz respeito ao atendimento de clientes, um ambiente de grande simpatia e cordialidade que naturalmente mais tarde veio a ter a sua continuidade durante a gestão e exploração do  Café  por parte do Miguel e da  Eugénia!


Relembrar  esses  tempos não muito longínquos,  mas já  pertencentes às memórias de quantos ali passaram pelo número 82 da rua de Baixo, é uma verdadeira viagem de vida  e particularmente um  exercício de  recordação aos momentos compartilhados entre vizinhos,  familiares e amigos do Pombalinho!



 Manuel  Miguel da Costa e sua esposa Maria Eugénia.






Miguel Costa com seus pais, Arminda da Assunção e António da Costa, sua esposa Maria Eugénia e seus filhos, Cláudio e Hugo.




Fotos gentilmente cedidas pelo Miguel da Costa  e registadas em +- 1983.

Colaboração de Bruno Cruz.



02 novembro 2012

Excursionistas Pombalinhenses


Um grupo de excursionistas do Pombalinho, algures num bonito lugar do nosso  Portugal.

Atendendo aos traços fisionómicos dos nossos conterrâneos, pensa-se que este alegre passeio se tenha realizado  no  início dos anos cinquenta do século passado!

Reconhecem-se de entre outros, na primeira fila, da esquerda para a direita, Manuel Inácio, Manuel Braga, Luis Fróis, António Silva, Ângelo  Ferreira, Diamantino Costa, Gabriel Joaquim, Manuel Leal e o  menino António Manuel Leal. Na segunda fila, pela mesma ordem, Ema Braga, Felisbela, Maria Alice Correia, Maria Augusta Bento, Piedade Rosário, Maria Santos Vieira, Lucília Hilário, Albertina Santos e Deolinda Borges. No tejadilho da camioneta, da esquerda para a direita, Carlos Cavaco, António Domingos, António Eugénio Hilário, Carlos e Ezequiel Mateiro.


Foto gentilmente cedida por Lisete Costa




07 outubro 2012

Copofonia !



No Dicionário da Lingua Portuguesa, a palavra COPOFONIA está descrita como sendo o sinónimo de "ruído de pessoas que bebem enquanto conversam"   e  "actividade de quem bebe muito"!!!

Este  "brilhante" documento, de forte sentido satírico,  é  bem  representativo de uma época em que o vinho por razões maioritáriamente  sociais, estava  "integrado" na vida de muita gente!  De facto esse precioso líquido, que foi considerado o néctar dos Deuses, era presença constante na alimentação de muita gente noutros tempos,  mas também  servia para testar, em grupos expontâneamente criados,  uma certa capacidade de resistencia aos efeitos  do  seu poder alcoólico! 

 A criação desta  Associação Técnica da Copofonia do Norte a Sul de Portugal" foi talvez o de dar sentido a um de muitos desses grupos que se formaram no país, em prol do vinho e, claro está,  em associação a uma certa forma muito característica do seu consumo!
 O "culto" que se fazia à volta  desta tão apreciada bebida, tinha nas tabernas, que se espalhavam um pouco de norte a sul de Portugal, o seu local de eleição onde se juntavam normalmente os que  tinham terminado a sua jornada de trabalho! 

No Pombalinho também assim era! As novas tecnologias ainda estavam bem longe da invasão que acabaram por fazer mais tarde aos lares dos portugueses e as tabernas eram os pontos de encontro  dos trabalhadores para trocarem dois dedos de conversa! Alguns ainda com algumas sobras do conduto que tinham levado para o almoço,  lotavam as tabernas do Pombalinho!  E não eram assim tão poucas! Normalmente por cada rua havia uma e por vezes mais, como era  o caso  da rua  Barão de Almeirim!
Hoje, devido a razões provenientes do natural "avanço" social das populações, as tabernas estão práticamente extintas! O consumo do vinho enquadra-se hoje na sociedade por  outras motivações ! As vinhas de antigamente deram lugar a  áreas de outro tipo de cultivo, as adegas fecharam e a própria vida das aldeias acabou por se transformar e adaptar aos tempos modernos!  Hoje beber vinho já não é, como disse uma certa figura política do antigo regime, "dar sustento a nove milhões de portugueses", mas ainda continua a ser um dos melhores prazeres que se pode usufruir no acompanhamento de uma boa refeição!



Colaboração do Doc  de Júlio Gabriel e de Bruno Cruz
Texto de Manuel Gomes

15 setembro 2012

Procissão em 1976



Procissão,  por ocasião das Festas do Pombalinho realizadas no ano de 1976.



Colaboração de Pedro Menezes e Bruno Cruz



06 agosto 2012

Pombalinho!!!




O Pombalinho está a passar por um dos momentos, porventura, mais marcantes da sua história! A sua ordem administrativa  poderá mudar a breve prazo  e  as  alterações daí decorrentes  irão modificar alguns hábitos de  há muito enraizados na vida quotidiana das suas gentes. 

Fruto de uma nova ordem autárquica, projectada em Lei, que o poder central achou  politicamente por bem incrementar no território nacional, o  Pombalinho  está considerado numa  selecção de Juntas de Freguesia a serem  agregadas noutras dos respectivos concelhos. 

Fazendo juz  à  sua longa história e tendo em consideração o que de melhor serve os interesses da  população, os  actuais dirigentes da  Freguesia com o apoio claro dos Pombalinhenses  e de muitos  outros cidadãos que desde a primeira hora  quiseram  prestar a sua colaboração na  causa maior que  salvaguardasse  a identidade do Pombalinho,  enfrentaram  a  adversidade  e apontaram um novo rumo para todos os que ainda acreditam na potencialidade da sua terra! 

Se todo o desenvolvimento desta luta decorrer conforme os desejos legítimos de uma população cansada de ser votada ao esquecimento pelo poder central da capital do distrito,  o  Pombalinho  poderá,  num futuro não muito longínquo, deixar de pertencer ao concelho de Santarém e ser integrado autonomamente no concelho da Golegã.  

A história é feita de mudanças! E esta proporcionará ao Pombalinho um novo capítulo na sua vida! Será certamente o passo  certo  na  defesa do que de mais importante é  para a nossa terra ! A sua identidade alicerçada no seu património histórico! O Pombalinho continuará, assim,  a ser reconhecido geograficamente  como tal, autonomamente como o  é desde 1606, e não barra ou espaço qualquer coisa mais, por muito respeito que nos mereçam as autarquias agregadoras!