O "Pombalinho" vai ausentar-se para férias! Brevemente nos encontraremos aqui, com novas motivações e outras histórias sobre o Pombalinho! Um Abraço a todos!
29 julho 2008
25 julho 2008
Mascarilhada em 1900!
No verso desta fotografia está
escrito “Uma mascarilhada da Azinhaga”! Supõe-se ter sido realizada em 26
Fevereiro de 1900. Segundo opinião emitida por Joaquim Mateiro e confirmada
depois de uma atenta visualização a este registo que Fernando F Barreiros nos
enviou, trata-se de figurantes talvez naturais da nossa vizinha Azinhaga,
mas o local do desfile é efectivamente no Pombalinho!
Mas vamos ao texto que nos
enviou o Joaquim a propósito desta “mascarilhada”: "... nesta
manifestação o que vejo na foto que seja da Azinhaga, talvez os figurantes
mascarados em cima de cavalos e os burros com cornos? Talvez a isso se chamasse
mascarilhada nessa época!? De resto tudo o mais é Pombalinho, a fotografia foi
tirada na rua da Igreja, rua de Cima e hoje rua Barão de Almeirim, o edifício
que está junto da minha actual casa é o mesmo da época de 1900, as pessoas que
estão à janela no 1º andar são familiares do nosso amigo Fernando Furtado
Barreiros, porque o seu primo António José Barreiros que ali nasceu, contou-me
esse facto num dia de convívio que com ele tive quando iniciei a minha
actividade de autarca e ele exercia o cargo de Presidente da Junta de Freguesia
de Marvila - Santarém no período de 1990 até 1993. Viveu muitos anos em Angola
onde desempenhou a profissão de Engenheiro Agrícola e faleceu o ano passado em
Santarém. Mas voltando à fotografia, o edifício mais alto com porta central e
vestígios de um qualquer brasão por cima desta, é a adega que pertenceu à
família Canavarro e mais ao fundo avista-se as ruínas do palácio do Sr. Barão
de Almeirim que foi destruído por um incêndio na noite de 09 de Dezembro de
1870! Só começou a ser reconstruído alguns anos depois de 1900. Do palácio
antigo pouco ou nada corresponde ao edifício primário que hoje existe, embora
bonito é apenas um prédio antigo!"
Colaboração fotográfica -
Fernando Furtado Barreiros
Colaboração texto - Joaquim M Barreiros Mateiro
21 julho 2008
Trabalho na eira em 1911!
Na descoberta e
divulgação de verdadeiros tesouros sobre a vida colectiva do Pombalinho temos hoje o grato prazer e por
gentileza novamente de Fernando Furtado Barreiros, de apreciarmos mais uma
fotografia única sobre a nossa terra! É um registo da mesma eira que anteriormente
publicamos mas valorizada pelo facto de captar em segundo plano, o casario onde
hoje ainda se situa a antiga Escola Primária, a casa onde viveu Manuel Coimbra
Barbosa e as actuais instalações da Junta Freguesia.
No verso da mesma e por
indicação prestável do nosso amigo Fernando F Barreiros está inscrita a
legenda: Eira de Júlio Barreiros em plena actividade (trigo) – Pombalinho 1911 , fazendo logo de seguida o seguinte
comentário adicional que nos enviou via mail: “Situada em frente da casa
dos Arcos, visível ao fundo, residência de Júlio José Barreiros, na então
chamada Rua Direita ou Rua do Campo, hoje Carolina Infante da Câmara, nº75. À
esquerda o lagar e a escola. À direita a casa do Barbosa. O palheiro e a casa
de Alice Câmara Barreiros, existentes entre a casa dos arcos e a casa do
Barbosa , não são visíveis. Na casa de Alice Câmara Barreiros vivia o Manuel
Melão (feitor de Júlio Barreiros). Posteriormente ocupada por Júlio Câmara
Barreiros quando se casou e onde nasceu a primeira filha do casal, Alice
Furtado Barreiros.”
A Casa dos Arcos, a que se refere Fernando F Barreiros, suscita do Joaquim Mateiro também o comentário de que “ só foi sede da Junta de Freguesia em 26 de Setembro de 1977 quando foi doado o edifício pelo senhor Manuel João Barbosa e sua esposa Dona Maria Manuela Coimbra Barbosa durante a presidência de Francisco Brás Barrão Júnior”, não deixando de realçar ainda sobre a fotografia “ ...estou atento a todos o s pormenores como sempre, vejo as máquinas, as pessoas, o monte e os sacos de trigo, as forquilhas e as pás, o carro de bois com um grande barril de água para alimentar a máquina a vapor, o edifício da antiga Escola Primária, a casa dos Arcos como lhe chama o nosso Amigo Fernando Barreiros, onde residia o seu avô....”
Enfim, mais um
importante documento que orgulhosamente publicamos nesta bonita caminhada
histórica sobre a nossa terra!
17 julho 2008
Trabalho na eira!
Esta fotografia transporta-nos
para tempos em que as eiras ainda eram locais imprescindíveis a uma das fases
importantes do longo processo de cultivo do milho por terras do Pombalinho. Foi
registada numa que então existiu há muitos anos em frente ao edifício onde hoje
está instalada a Junta Freguesia e mostra-nos a sequência das várias etapas
pelas quais o milho passava depois de apanhado nas searas .
As maçarocas amontoadas
eram normalmente descamisadas pelas mulheres já que outras incumbências estavam
destinadas aos homens, sendo essa tarefa executada criteriosamente de modo a
que as melhores camisas (as mais macias e brancas que estavam junto à maçaroca)
fossem separadas das restantes de forma serem aproveitadas e utilizadas no
enchimento dos colchões. Depois ficava a maçaroca já limpa como se pode
verificar num monte situado entre as duas mulheres da fotografia e finalmente
surgia um outro de carolos (nome dado à maçaroca depois de debulhada), indiciando
que por ali o milho já estava muito próximo do seu armazenamento.
Também muito curiosa é
a presença de uma máquina enfardadeira accionada por um gerador a vapor, que
servia como o próprio nome indica para fazer fardos, sendo neste caso fabricados
a partir das camisas de menor qualidade e com eles proporcionar alimento aos
animais durante o inverno. A posar para o fotógrafo está Júlio José Barreiros,
proprietário desta eira e avô de Fernando Furtado Barreiros!
Colaboração
fotográfica - Fernando Furtado Barreiros
12 julho 2008
Uma questão de ética!!!!
Por gentileza de
Fernando Furtado Barreiros, chegou-nos uma carta escrita por seu avô,
Júlio José Barreiros, na qualidade de Presidente da Paróquia do
Pombalinho e dirigida ao Administrador do Concelho de Santarém no ano de 1911.
Exm°. Cidadão Administrador do Concelho de Santarém
Devo informar V. Ex3 que a Junta de Parochia do Pombalinho
não pode continuar a exercer o seu lugar por estar ilegalmente constituída.
Júlio José Barreiros, Manuel José
Barreiros, Manuel Cypriano Barreiros e Augusto Rodrigues Cotta
têm entre si parentescos em grau que lhe fica proibido pelo Art. 10°. do Código
Administrativo em vigor o administrar juntos em qualquer corporação. No mesmo
caso se encontram Júlio da Silva Freire com Manuel José Rodrigues. Em face das
lei deveriam ser preferidos para exercer os logares desta corporação os
Cidadãos Manuel Cypriano Barreiros, Augusto Rodrigues Cotta e Manuel José
Rodrigues, todos doentes e com motivo para escusa (Ar°. 8, N°. 2 do mesmo código) e mais Manoel Ignácio da Silva, Manuel
Martinho Gameiro e António
Albano da Silva Nunes substitutos, mas os únicos aptos (perante a lei) para
dentro da actual Junta exercerem o seu mandato.
Por tudo o que informo V. Exa.
e mais ainda porque moralmente não posso admitir que estando há
tanto tempo n'este lugar, embora tenha trabalhado quanto me tem sido possível
para adquirir para a minha administrada o que de justiça lhe pertence, nada
tenha conseguido, venho mui respeitosamente
pedir a V. Exª. que se digne fazer chegar às mãos do Ex°. Snr.
Governador Civil do Distrito de Santarém o requerimento
junto. Pombalinho, 25 de
Janeiro de 1911.
O Presidente da Junta de Parochia do Pombalinho
Júlio José Barreiros
03 julho 2008
Pombalinho em 1900!!!
É uma fotografia de
rara beleza e de enorme significado histórico, esta a que vos apresento hoje
aqui no “Pombalinho”. Foi-me gentilmente enviada pelo
Joaquim Mateiro que por sua vez a recebeu via mail de Fernando Furtado
Barreiros, bisneto de Hilário José Barreiros e neto de Júlio Barreiros.
É um daqueles registos
que provocando uma contemplação que ultrapassa um simples reparo de
circunstância, transportando-nos para a curiosidade de saber o que se
teria ali passado bem frente à nossa Igreja Matriz que justificasse tão grande
ajuntamento de Pombalinhenses! O
ano da fotografia é de 1900 segundo informação de Fernando F Barreiros e nesses
tempos, fazendo fé nalguns escritos existentes, eram frequentes as cheias do
Tejo alagarem interiormente a Igreja, o que nos leva a colocar como forte
possibilidade nesta imagem, se ela não terá a ver com a reparação do chão
circundante após o rescaldo de uma dessas inundações! Pelo amontoado de pedras,
possivelmente, arrancadas pela força das águas, também pelo desnivelamento do
chão e finalmente pela presença de um "cilindro"
em pedra para alisamento do mesmo (eventualmente puxado por tracção animal),
leva-nos a concluir que assim tivesse sido!
Um outro aspecto
é o ajuntamento de tanta gente no largo da Igreja! Relacionando pequenos
pormenores visíveis na fotografia dos quais destacamos as roupas vestidas e a
presença de alguns homens com chapéu de aba larga (próprio de alguém
socialmente superior em relação aos demais), podemos sugerir que aquele encontro
se tenha passado num daqueles domingos em que a "praça" marcava o destino de muitos
trabalhadores seleccionados para a semana de trabalho que se avizinhava.
Mas apesar desta
fotografia suscitar outras interpretações, é na verdade muito bela! Até parece
uma fotomontagem em que a Igreja Paroquial, em nada diferente quando comparada
aos tempos de hoje, ali foi brilhantemente colocada na imagem desse longínquo
dia 26 de Fevereiro do ano de 1900!
Colaboração Fotográfica_Fernando
Furtado Barreiros
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