26 janeiro 2008

A praça em 1964


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“Praça” era a designação do local onde, aos Domingos, depois do almoço e envergando os seus fatos e vestidos domingueiros, separadamente se juntavam os homens e as mulheres em busca de patrão para a semana seguinte, pois que para contratarem o pessoal de que necessitassem lá estariam igualmente os capatazes ou os patrões cuja riqueza não dava para meter capataz, que era o caso do patrão-seareiro.

Em três locais diferentes e por esta ordem conheci eu a “praça”: no cruzamento da Rua de Santo António com a estrada que vai para a Azinhaga; junto à taverna das Motas, que confinava com o recinto da igreja; e no adro da igreja. Era um tempo em que raramente passava um veículo puxado por animais ou um ciclista, e mais raramente ainda um veículo motorizado. E, por isso, o pessoal ocupava a estrada.

Nesta imagem, datada de 1964, podem-se reconhecer, Luís da Conceição (de bicicleta), Francisco Cruz, Romão Sapateiro, Dionísio Vinagre e José Dias (ao fundo e à direita).
Nota - Outra referência a este ritual domingueiro dos trabalhadores assalariados, poderá encontrar em Perfume da Alma ou aqui na A Praça .



Texto e Fotografia de Guilherme Afonso 




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