Pois é ! O que nos dias
de hoje se pode considerar uma simples normalidade, que é o facto de se
conduzir uma bicicleta na via pública para satisfazer o mais óbvio dos actos
inerentes à sua utilização, como ir às compras na mercearia mais perto ou
simplesmente exercitar fisícamente o corpo, em tempos passados, era necessário
ser-se possuidor de uma licença emitida pelas entidades competentes para que a
respectiva circulação estivesse legalizada.
Os tempos encarregaram-se de aligeirar documentalmente essa
obrigatoriedade, como se pode verificar nos dois exemplos publicados, passando
da formalidade de um cartão com fotografia do utente para um documento mais
simples. De qualquer das maneiras, esse longínquo licenciamento, era mais uma
daquelas incompreensíveis fontes de receita para o Estado que a evolução dos
tempos tratou de arrumar definitivamente na gaveta das memórias!
Licença de Trânsito, emitida pela Secção de Finanças de Santarém
em Março de 1972.
Documentos
gentilmente cedidos por Júlio Gabriel.
1 comentário:
essas licenças de condução de velopcípedes sem e com motor, não eram uma forma de fazer dinheiro. O emolumento era o custo administrativo. A carta ou licença era para que o utilizador do veículo soubesse respeitar os outros condutores na via pública, as regras de trânsito, respeitar os peões nas passadeiras, não usar estas nem passeios para circular com esses veículos, hoje uma anarquia com trotinetes e velocípedes elétricos de todo o tipo, sem sinalizaçaão, sem seguro, sem respeito por ninguém. Foi colhido, paguei do meu bolso. O idiota continua a acelarar. De noite vestidos de preto e sem refletores. Viram à esquerda, atravessam-se à frente de todos e se diyemos algo, esticam o dedo ou mandam-nos lixar.. Para mim e muitos que conheço que regresse essas licenças e as respectivas multas. Aqui vive-se uma sociedade anarca. Vaõ ao norte da Europa e verão o que se passa. Até Inspeções nas trotinetes têm, homologações e seguros. Tudo controlado para evitar falta de civismo e acidentes onde depois o lesado é que paga. Pensem bem.
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