23 maio 2007

Rio Alviela

A propósito de mais uma descarga poluente no Rio Alviela , veio-me à memória o tempo das cheias do Rio Tejo. Logo que as águas baixavam de nível e se escoavam em grande parte pelo caudal do nosso maior rio, era hora dos mais experientes e dedicados à pesca da enguia, prepararem o remolhão ( isco preparado de minhocas enfiadas longitudinalmente numa linha) e esperarem pela noite para lançarem a sua sorte no Rio Alviela.


Hoje já não é assim, a poluição proveniente pela incúria dos homens muito tem contribuído para a morte lenta do rio, por isso é que esta imagem do nosso conterrâneo Júlio Freire a pescar na margem do Alviela por volta dos anos sessenta, provoca uma nostalgia a quem tem da natureza, um bem inestimável a que todos devíamos obrigatóriamente preservar.

Colaboração Fotográfica_Guilherme Afonso

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