Desejo a todos os meus amigos e/ou visitantes deste espaço, Feliz Natal e um próspero Ano Novo!
21 dezembro 2009
17 dezembro 2009
Casamentos X !
Visualizar fotografias
de casamentos pode ser um exercício nostálgico de profunda contemplação!
É uma viagem a tempos irremediávelmente distantes mas sempre fica a agradável sensação de nela reencontrarmos, familiares, amigos de
infância, e outros de quem já muito vagamente nos lembravamos! Exclamações,
"Como o tempo
passa!!!" ou " como
éramos diferentes!!!" , são reacções naturais de quem mal dá
pela instantaneidade da vida!
Mas é nestas fotos colectivas que constatamos bem os efeitos do
percurso calado do tempo! Pelas roupas que usávamos, pelo ar adolescente que
pairava na maioria dos presentes, pela jovialidade presente em cada gesto e em
cada rosto, tudo já está naturalmente longínquo! Por isso é que nos
congratulamos na partilha com todos os que por este espaço passam, sempre que
nos oferecem um bilhete para uma dessas viagens tão especiais, como é o caso da
protagonizada pelo Miguel e pela Gena em 25 de Novembro de 1973.
Nesse dia de festa, o acompanhamento dos
noivos até à igreja foi tradicionalmente cumprido pelos convidados! Esta foto
foi registada na rua Carolina Infante da Câmara, reconhecendo-se da esquerda
para a direita, António Duarte, José Fagundo, Alexandre, Hermínio Feijão,
António Carlos, Manuel Miguel, João Melão, Manuel Gomes, António Costa, Miguel
(noivo) , Maria Júlia, Júlia Bento, Acácio, Fernanda, Manuela, Cila Gomes,
Bisita, Lurdes, Gracinda, Isabel, Lena Melão, Cila Dias, Luísa, Constância,
Francisca Nunes, Lena Bogalho, Gena (noiva), Maria de Jesus e Gracinda Vieira.
Depois
da cerimónia religiosa a habitual fotografia de "família"com
os noivos Gena e Miguel da Costa!
Fotografias gentilmente cedidas por Miguel da Costa
Colaboração de
Bruno Cruz
15 dezembro 2009
Retratos XV !
Francisco Minderico.
Foto tirada presumivelmente no pátio da casa agrícola de João Canavarro!
Colaboração fotográfica de Paulo Grais
09 dezembro 2009
Poda de oliveiras!
A
poda, requer(ia) da parte de quem a executa(ava), muita experiência e
particular sabedoria! No desempenho desta actividade agrícola, que consiste
essencialmente no desbaste dos ramos inúteis da respectiva árvore para que esta
tenha um boa produção no ano seguinte, existiam há uns anos atrás e para o caso
específico da oliveira, trabalhadores devidamente "certificados" pelo
Ministério da Economia!
A
emissão do Cartão Profissional de Podadores de Oliveiras, como é o caso deste
exemplar em nome de Manuel Duarte Grais, era validado pela Direcção Geral dos
Serviços Agrícolas e servia porventura de garantia ao trabalho realizado,
credenciando estes trabalhadores perante as entidades patronais que os
contratavam. Hoje, claro, a realidade é inexorávelmente outra .
No
verso do cartão, constavam algumas das regras que os profissionais "Podadores
de Oliveiras", deveriam de respeitar e cumprir.
~
Documento gentilmente cedido por Paulo Grais.
02 dezembro 2009
Retratos XIV !
Ponte
de Fernão Leite. Ano de 1972. Da esquerda para a direita, António Carlos, João
Correia, Américo Ferreira, José Martinho e Manuel Gomes.
21 novembro 2009
D. Miguel de Castro!
Arcebispo D. Miguel de Castro (1536 - 1625)
D. Miguel de
Castro foi bispo de Viseu (1579-1586), arcebispo de Lisboa (1586-1625) e
vice-rei de Portugal. Doutorou-se em Teologia na cidade de Coimbra e foi
nomeado inquisidor do Santo Ofício em 1556. Traduziu o catecismo do papa Pio V.
Exerceu altas funções durante o domínio filipino, sendo um dos governadores do
Reino em 1593. ...mais
A História fez com que D. Miguel de Castro tivesse contribuído de uma forma indelével para o que é hoje a realidade do Pombalinho! Não por uma qualquer visita de carácter religioso ou outra efectuada no desempenho das suas funções mas por algo de mais importante que ocorreu em 13 de Julho de 1606! Com efeito, foi este eclesiástico eborense que oficializou nesta data a desanexação do Pombal, como era então designado o Pombalinho. Por sua provisão, esta terra ficou com total independência em relação à freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Almonda do lugar de Azinhaga, conforme está referido nas "Memórias Paroquiais" de 5 de Abril de 1758, da autoria do Cura António Lopes.
Foto do Arquivo
Municipal de Lisboa.
17 novembro 2009
Retratos XIII !
Não temos qualquer
referência alusiva a esta fotografia! Nem a data em que foi tirada, nem o
motivo que levou este grupo de pombalinhenses a
posarem para a luzinha milagrosa do retratista! Mas o merecimento da sua
publicação, nunca esteve em causa! Por isso, proponho-vos que façamos um
exercício de viajantes no tempo! Recuemos umas décadas e imaginemos as razões
que levaram esta gente a posarem despreocupadamente desta maneira, ladeados por
dois magalas!!! Difícil, não é? Pois!!! Mesmo assim, identifiquemos alguns
deles, bem nossos conhecidos: Joaquim Felisberto, Manuel Bispo, Rui Borges,
Guilherme Afonso, Manuel Braga, Gabriel Joaquim, Francisco Duarte, Manuel
Barros (pai) e os "magalas" José
Martins Asseiceira e Joaquim Maria Santos Légua, respectivamente à esquerda e à
direita da fotografia, segundo a optica do observador.
Colaboração
fotográfica – Víctor Reis
10 novembro 2009
Festas em 1976 !
Nestas Festas , as receitas
apuradas reverteriam totalmente para a compra de uma ambulância Peugeot 504.
Como noutras então
realizadas, nestas Festas de 1976 também marcou presença o timbre solidário da
população! Quando está em causa o bem comunitário, os pombalinhenses sempre têm correspondido a esses
meritosos objectivos, participando por exemplo em ofertas para leilão das
nossas bem conhecidas fogaças! E nesse ano assim aconteceu! Um grupo de jovens
"Fogaceiras"
em cumprimento da tradição, deram com toda a certeza, mais
vida ao Pombalinho e às suas gentes!
Pesquisa de
Bruno Cruz
Fotos de Pedro Menezes
Fotos de Pedro Menezes
02 novembro 2009
Alfaiatarias I
Em
tempos ainda anteriores à moda do "pronto a vestir", as
alfaiatarias ocupavam um lugar de relevo no tecido social da nossa terra. Para
além da mão de obra que empregavam, em conjunto com outras actividades
similares, prestavam um conjunto de serviços à população que em muito
contribuíam para a necessária vitalidade do Pombalinho. Porém, e fruto de uma
dinâmica "desenvolvimentista" então
implementada, estas pequenas empresas "familiares" foram
desaparecendo progressivamente, dando lugar a mercados deslocalizados, modernos
e mais agressivos em termos de consumo! Hoje, basta-nos memorizar o número de
tamanho do casaco e das calças que vestimos e em qualquer altura estamos
aperaltados para o momento mais exigente!! Mas apesar de tudo e dos ventos
soprarem contrários à vida de quem fez da profissão uma arte, ainda há quem
resista à modernidade dos tempos! ...
Francisco Cruz, João
Brás e Ângelo Ferreira nas traseiras da antiga alfaiataria, na Rua Barão de
Almeirim, Nº102.
... E um dos alfaiates
que percorreu profissionalmente essa época dos fatos cortados por medida e
provados antes da entrega final ao cliente, é o nosso conhecido Ângelo
Ferreira. Ele nasceu em 09 de Setembro de 1929 na localidade de S. Vicente do
Paúl . Aprendeu o ofício dos 14 aos 17 anos com um alfaiate da sua terra natal,
chamado Joaquim Mendes, mais conhecido entre os pombalinhenses por Joaquim
Alfaiate , que teve no Pombalinho alfaiatarias na rua e Sto António,
na rua Barão de Almeirim e rua António Eugénio de Menezes.
Ângelo Ferreira depois de aprender o ofício (tendo de para o
efeito, pagar a quantia acordada de 500$00) estabeleceu-se na Quinta da
Requeixada no ano de 1947, justificando a procura de um alfaiate que ali se
fazia sentir.
Mais
tarde regressou ao Pombalinho onde desempenhou a sua função no ano de 1948 a
1952, no número 96 da rua Barão de Almeirim, de Dezembro de 1952 a 1955, no
número 22 da rua 1º de Dezembro, de 1955 a 1965, ...
... no número 30 também da rua 1º de Dezembro (onde criou uma
espécie de "Casa do
Benfica" na qual se
poderia acompanhar as últimas notícias desportivas pela leitura do saudoso
"O Mundo Desportivo")
...
ainda com a sua primeira máquina de costura Huskwarna, adquirida em 1947!
Por fim e num texto da
sua autoria, intitulado "Barbearias e Alfaiatarias", Guilherme Afonso
retrata-nos como sempre uma interessante descrição da época, sobre os alfaiates
e toda a sua envolvência social no Pombalinho. Escreve ele então, a determinada
altura:
“….Quanto a alfaiates, eu ainda sou dum tempo em que não havia
nenhum estabelecido no, eu ainda sou dum tempo em que não havia nenhum
estabelecido no Pombalinho. Vinha um alfaiate de São Vicente do Paul, o Joaquim
Alfaiate (nunca o conheci por outro nome) arranjar clientes ao Pombalinho e,
pelos vistos, dava bem conta do recado. E havia para isso duas boa razões. Eram
elas, por um lado, que os alfaiates, por aqueles tempos e naqueles meios, só
faziam fatos para homens e, por outro, que a maior parte dos homens não mandava
fazer mais que dois fatos durante a sua vida, o primeiro para estrear no dia da
inspecção para o serviço militar (onde teria que despi-lo, assim como ao resto
da roupa), e o segundo para estrear no dia do casamento.
Um fato completo era, e é, composto por três peças, calças, casaco e colete, mas o colete usava-se muito pouco, pelo que a maior parte o não mandava fazer. Sempre ficava mais barato. E, por falar em custos, não será despiciendo lembrar que, desses dois fatos apenas que a maior parte mandava fazer ao longo da vida, um deles, o da inspecção militar, para um ou outro com maiores dificuldades tinha de ficar-se por um fatinho de cotim.”
*Para leitura completa do texto clique aqui
Um fato completo era, e é, composto por três peças, calças, casaco e colete, mas o colete usava-se muito pouco, pelo que a maior parte o não mandava fazer. Sempre ficava mais barato. E, por falar em custos, não será despiciendo lembrar que, desses dois fatos apenas que a maior parte mandava fazer ao longo da vida, um deles, o da inspecção militar, para um ou outro com maiores dificuldades tinha de ficar-se por um fatinho de cotim.”
*Para leitura completa do texto clique aqui
Pesquisa e fotos de Bruno Cruz
Colaboração de Ângelo Ferreira
Texto de Manuel Gomes
27 outubro 2009
Touradas no Pombalinho!
Ao que consta, D. Miguel foi o
único soberano português que marcou presença em terras do Pombalinho numa
visita que fez em 29 de Janeiro de 1824. Existem notícias de jornais que
relatam pormenorizadamente o acontecimento dessa sua passagem pela nossa terra.
De facto e segundo as crónicas, D. Miguel num acto de muita valentia, pegou um
touro que perigosamente se preparava para atingir o cavaleiro Cambaça, durante
uma tourada nocturna realizada
no Pátio
do Neto que o próprio promoveu!
Do Pombalinho seguiria mais tarde
para Alpiarça onde
patrocinou outra largada de touros em pleno ambiente de luta entre absolutistas
e liberais. Da sua personalidade e da influência que acabou por transmitir ao
espectáculo da lide dos touros, pouco se sabe! Por isso, para nós Pombalinhenses,
faz algum sentido conhecermos esta faceta do rei D. Miguel, por via deste
excelente texto escrito no blogue "desafiodealmeirim". Pode
ler-se, então, a "páginas
tantas" que :
"...D. Miguel tem um
papel determinante na restauração das corridas de toiros em Portugal e também
como iniciador de uma nova forma de seleccionar e criar toiros bravos. É a ele
que se deve toda a moderna evolução tauromáquica nacional, que nos distingue de
Espanha e que origina o mais popular dos espectáculos nacionais até meados do
século XX...."
Para texto integral, clique aqui
Para texto integral, clique aqui
O Pombalinho, a exemplo
de outras localidades situadas geográficamente no centro do Ribatejo, sofreu as
inevitáveis influências da festa brava! Criadores do denominado gado bravo,
fizeram da lezíria um dos seus polos de apuramento e desenvolvimento da raça
com características especiais para o toureio. No Pombalinho, por ocasião dos
festejos do seu santo padroeiro, constavam nos respectivos programas os
tradicionias "festivais taurinos", aos quais a
população pombalinhense aderia
com níveis de participação, segundo relatos da época, muito significativos.
Ainda não há muitos anos, a realização das vulgarmente chamadas picarias ,
tinham lugar com alguma regularidade no Pombalinho.
Um dos locais
frequentemente escolhidos era a rua Carolina Infante da Câmara, como documenta
esta fotografia referente à festa anual realizada no Pombalinho no dia 3 de
Agosto de 1942. O acontecimento teve lugar pelas 18 horas e foi assim deste
modo, publicitado no respectivo prospecto : "Imponente festa
tauromáquica. Serão largadas para divertimento público 4 bravíssimas e
corpulentas vacas, generosamente cedidas pelo afamado ganadero Sr. Marquês de
Rio Maior."
Hoje a realidade é
outra! As consciências ditam outros caminhos! E este que era considerado dos
espéctaculos com maior projecção a nível nacional, tende a ficar
inelutávelmente ligado para sempre às páginas da história!
Foto rei D.
Miguel - Google
Foto rua
Carolina Infante da Câmara - gentilmente cedida por António Carlos
Menezes
19 outubro 2009
A vindima e o vinho!
A
vindima de outros tempos mobilizava homens e mulheres que especialmente
constituídos em ranchos executavam este trabalho, de caraterísticas sazonal,
normalmente no fim das colheitas de Verão. No Pombalinho existiam vinhas que se
diferenciavam basicamente pela sua
extensão. As de maior dimensão que pertenciam às casas agrícolas e as de tipo
familiar. Nestas, naturalmente produções menores, as vindimas eram feitas pelas
pessoas mais chegadas aos donos (normalmente familiares e pessoas amigas) e a
simples participação destes na vindima traduzia-se em gestos considerados de
"boa vizinhança", propiciando um clima de grande cordialidade entre todos
os intervenientes.
Deste registo fotográfico, cedido gentilmente
por Ema Minderico, recordamos uma dessas vindimas realizada num local
denominado por Urtigas, no ano de 1954. Reconhecem-se o António Simões a
receber o cesto de uvas levado por Adelina Amialeira, Adelina Presume e sua
irmã (de chapéu de sol), Luís Balas do Reguengo do Alviela e o jovem Rogério
Tereso.
A vindima não se podia
considerar, em comparação com outros trabalhos agrícolas, uma actividade pesada
e árdua, mas exigia comprovadamente de todos uma grande aplicação e por vezes
alguma destreza no desempenho de algumas tarefas inerentes ao trabalho que a
envolvia. Esta foto, gentilmente cedida por Pedro Menezes, exemplifica bem
esses atributos que os trabalhadores tinham necessáriamente de exibir! Das
dornas, homens com cestos às costas transportam as uvas para o lagar a fim de
serem pisadas e o respectivo mosto obtido, transformado mais tarde em vinho.
Como noutras áreas agrícolas, também a vindima sofreu ao longo dos últimos anos, naturais e significativos desenvolvimentos. Fruto dos tempos, a implementação de novos utensílios e a modernização dos meios de transporte tornaram-se imprescindíveis para a qualificação da mão de obra e na criação de outros dinamismos mais adequados a padrões de qualidade que a actividade exigia.
Exemplo
disso foram as tradicionais cestas e cestos de verga, utilizados durante largos
anos, que deram lugar a outros fabricados em chapa zincada e mais recentemente
em plástico, esse material que veio revolucionar por completo toda a economia e
neste particular a agricultura.
Na própria concepção da
vinha, também ela sofreu uma forte mudança. O crescimento e o desenvolvimento
das cepas deixaram de ser desordenados. As novas
vinhas foram estruturadas com cepas devidamente aramadas e alinhadas entre
carreiras, a uma distância suficiente para permitirem a entrada de máquinas de
forma a substituir grande parte do trabalho manual pelo mecanizado!
No transporte das uvas
para a adega, as tradicionais dornas transportadas em vagarosos carros de bois,
“passaram à
memória” pelo aparecimento das tinas metálicas. A construção destes
novos recipientes foi optimizada às dimensões dos reboques e preparados para
serem accionados na adega por mono rail suspenso, de forma a serem
descarregados no lagar de uma forma rápida e sem grande recurso ao esforço
humano!
Hoje,
praticamente em todas as adegas já se utilizam novas tecnologias para o fabrico
do vinho. Longe vão os tempos das demoradas "pisas" de
calças arregaçadas, à volta de um saudoso convívio que este trabalho em grupo
sempre propiciava!
16 outubro 2009
António Rufino em 1948!
António
Rufino acompanhado por Francisco Sacola, Isidoro Narciso, António Maria,
António Leal e António Costa, num espéctaculo de danças realizado em 1948.
António Rufino tem
marcado presença neste espaço sempre que temos escrito sobre ranchos
folclóricos ou música tradicional ! A história do Pombalinho é
fértil em acontecimentos de natureza musical e o acordeonista era figura
central nas actuações dos diversos agrupamentos de folclore + folclore que
abrilhantavam as festas então realizadas, ou em prestações individuais, como
nas bateiras
e bailes .
O Rufino, como nós
carinhosamente o tratamos, "passeou"
brilhantemente o seu acordeão ao longo de muitos anos e por várias gerações!
Actuando em bailes de Carnaval, Páscoa, Santos Populares, e outros, a ele todos
lhe devemos momentos inesquecíveis que decerto contribuíram para uma juventude
harmoniosamente melhor vivida !
Foto gentilmente cedida por António Leal
Colaboração de Bruno Cruz
Colaboração de Bruno Cruz
13 outubro 2009
Matiné dançante em 1964!
Já aqui falamos
dela...! Estamos naturalmente a referirmo-nos a uma matiné
dançante que se realizou no saudoso café do Chico Minderico no ano de
1964! Esta fotografia ilustra um dos momentos passados dessa tarde de Abril ao
som do nosso conhecido e estimado acordeonista, António Rufino ! As duas
meninas em grande plano, são a Milita Alcobia e a Lena Leal, mas também se
reconhecem a Lena Cavaco (de costas) a dançar com o Joaquim Mateiro.
Quanto à autoria da
fotografia, penso não restarem muitas dúvidas de que pertence ao nosso
colaborador e amigo, Guilherme Afonso.
Foto gentilmente
cedida por Lena Leal
Colaboração de Bruno Cruz
Colaboração de Bruno Cruz
10 outubro 2009
Bateiras em 1953!
O festejo das bateiras
tem atravessado várias gerações desde há muito tempo no Pombalinho, não se
sabendo, com algum rigor histórico, o início desta prática a que alguns
atribuem de origem religiosa. A segunda-feira de Páscoa é o dia que sucede o
Domingo de Páscoa, sendo considerado feriado em numerosos países de todo o
mundo. Nas Igrejas orientais e na igreja Ortodoxa, este dia é conhecido como
"Segunda-feira do Brilho" ou "Segunda-feira da Renovação".
Em Portugal há imensas localidades onde as pessoas comemoram este dia no campo,
onde a alegria do convívio alia-se naturalmente à volta de um apetitoso e
participado almoço !
No dia 06 de Abril de
1953, um grupo de mulheres Pombalinhenses acompanhadas algumas dos respectivos
filhos, cumpriram a tradição e proporcionaram-nos este belíssimo registo
fotográfico!
Reconhecem-se, da
esquerda para a direita, Rita Leal, Ana Leal, Lourdes Teixeira, Júlia Bugalho,
Maria Adelaide Leal, Constantina Valadares, Noémia Nunes, António Manuel Leal,
Evangelina Barros, Maria Barreiros Cachado, Maria Alice Correia, Lucília
Cordeiro e Piedade Rosário.
Para Blog temático das bateiras clicar aqui
Foto gentilmente
cedida por Francisco Cruz
Colaboração de Bruno Cruz
Colaboração de Bruno Cruz
07 outubro 2009
Inspecção Militar ano de 1954!
A inspecção militar, também
popularmente conhecida por "ida às sortes", era um dia
memorável para todos aqueles que iam ser submetidos a esse exame
médico/psiquiátrico na respectiva Direcção Regional Militar.
Nessa data, tão especial para os
jovens por terem atingido a maioridade, haviam práticas tradicionais que
eram exercidas com uma vontade de as preservar ao longo dos tempos.
Lembro-me particularmente do transporte feito em carroça dos
mancebos até Santarém, cidade onde estava sediada a DRM! Depois também do
lançamento de foguetes, que era feito em ambiente de grande alegria com a
chegada ao Pombalinho de todo o grupo! Para terminar, havia há
noite o tradicional bailarico em que os inspeccionados eram as grandes
vedetas da festa! Exibiam orgulhosamente as fitinhas vermelhas, sinónimo de
aprovados para todo o serviço militar!
Mas tudo isso foi
perdendo aceitação entre as novas gerações. Em tempos mais recentes, a
inspecção foi perdendo um pouco da forte carga emocional que adquiriu a
partir do inicio da década sessenta do século passado ! A ida para a tropa
e a forte possibilidade dos jovens serem enviados para antigas provincías ultramarinas,
dramatizava, sem dúvida, toda a envolvência da ida "às
sortes" !
Bem, mas vamos então recordar esta belissíma fotografia da
inspecção militar de jovens do Pombalinho, referente ao ano de 1954! Na
primeira fila e da esquerda para a direita, "Catita", António
Marcano, Manuel Martins Feijão (N-03-06-1934), António Piedade Costa
(N-15-03-1934), Arsénio Teixeira Anastácio (N-08-02-1934) e Manuel Maria
Fonseca (N-19-07-1934). Na fila segunda fila e pela mesma ordem, Manuel Maria
Anacleto (N-10-10-1934), Francisco Conceição Cruz (N-20-01-1934), Reginaldo
Martinho Fonseca (N-06-08-1935) e Júlio Bento.
Fotografia
gentilmente cedida por Francisco Cruz
Colaboração de Bruno Cruz
Colaboração de Bruno Cruz
02 outubro 2009
Enxoval
" Enxoval é um conjunto
de objectos para uso doméstico ou pessoal (roupa, louça, etc.) que as futuras
noivas ou noivos, ou suas mães ou avós, vão reunindo para as filhas ou netas
usarem após o casamento. Inclui lençóis, fronhas, ceroulas, cobertores, louça, copos,
talheres, etc."É (era) uma tradição muito comum e praticada em
muitas famílias das mais diversas classes sociais!Mas eram as de menos posses,
as que tinham de recorrer a métodos pouco onerosos para a família no que diz
respeito à preparação do enxoval! A aprendizagem era um desses recursos na
confecção de algumas dessas peças de roupa. As moças normalmente eram
integradas em grupos, onde marcavam presença mulheres mais experientes neste
tipo de actividade artesanal e normalmente já casadas. E as mais novas lá iam
aprendendo a fazer rendas, bordados, etc...
No "Pombalinho" foi-nos
proporcionada a publicação de um grupo dessas mulheres que exemplificam bem o
espírito que existia nessa tradição, porventura já quase inexistente nos dias
de hoje! São elas, da esquerda para a direita, Ana Leal, Ema Minderico, Irene
Minderico Cavaco, Maria Adelaide Leal, Maria Adelaide Minderico, Carolina
Correia, Evangelina Barros e Maria Júlia Minderico. A fotografia foi tirada
numa tarde de Domingo do ano de 1958 na rua Hilário José Barreiros, mais
conhecida pela rua das Flores.
Foto gentilmente cedida por
Evangelina Barros
Colaboração de Joaquim Mateiro
Colaboração de Joaquim Mateiro
12 setembro 2009
Retrato XII !
Regressamos hoje a este
espaço com a publicação de uma fotografia tirada já lá vão uns anitos, mais
precisamente em Outubro de 1962! Estava arquivada entre outras que alguns
colaboradores me foram enviando e acho que chegou a sua hora de contribuir
também para a galeria histórica do Pombalinho.
O local do registo é com grandes probalidades de acerto, a rua
Hilário José Barreiros. E as pessoas que nela figuram, são da esquerda para a
direita, Milita Mateiro, Rita Andrade, Manuel Costa (Carréis), Emília
Vieira e Madalena Leal.
Foto cedida gentilmente por António Leal
Colaboração de Bruno Cruz
Colaboração de Bruno Cruz
25 agosto 2009
Completamos 4 anos!
Faz hoje precisamente quatro anos que
iniciamos esta aventura de contar histórias sobre o Pombalinho e as suas
gentes!
Partir à descoberta de um Pombalinho por contar e incompreensívelmente longínquo do conhecimento de muitos de nós, foi um desafio a que nos propusemos com muita dedicação e também alguma dose de inconformismo!
De uma natural expectativa criada, queríamos aprofundar a identidade dos pombalinhenses! E por isso, moveu-nos a vontade de redescobrir caminhos percorridos pelos que nos antecederam na edificação desta bonita e simpática aldeia ribatejana!
Sabíamos de quem tivesse contribuído para a construção daquilo que é hoje o Pombalinho! E das motivações que, para num feliz abraço à vida, terem escolhido esta esta terra como horizonte dos seus destinos!
Era importante que os conhecêssemos, que fossemos mais longe na divulgação dos seus méritos ou de simples, mas não menos importantes, dedicações em prol da comunidade! Para isso, sensibilizamos vontades e acedemos a importantes registos documentais sobre a vida de homens e mulheres que enquanto trabalhavam afincadamente no equilibrio social das suas famílias, ainda lhes sobrava tempo e alma para se dedicarem, ao folclore, ao teatro ou ao desporto, e deste modo contribuírem para a edificação social do Pombalinho!
Por isso prestamos aqui neste espaço, reconhecimentos a pessoas que julgamos de referência pelo que fizeram em áreas de bem estar e desenvolvimento sociais tão importantes, como a saúde, o ensino e a cultura!
Quatro anos depois, podemos orgulhosamente reconhecer que alguns degraus já foram alcançados desta desafiante escadaria que é a história do Pombalinho e um pouco da história de todos nós!
Pensamos obviamente que muito está ainda por fazer a favor da nossa terra, e que a continuidade deste projecto necessitará sempre do apoio dos seus actuais e antigos residentes que com interresse se têm disponibilizado no abrir dos baús das suas memórias! E aos quais manifestamos todo nosso apreço e gratidão pelo que de valioso tem contribuído para a consolidação deste espaço.
Continuemos pois então a manter a bandeira das convicções pombalinhenses, hasteada bem lá no cimo e a valorizar este pequeno mas importante património histórico em benefício de uma memória colectiva da qual todos nos devemos orgulhar!
Partir à descoberta de um Pombalinho por contar e incompreensívelmente longínquo do conhecimento de muitos de nós, foi um desafio a que nos propusemos com muita dedicação e também alguma dose de inconformismo!
De uma natural expectativa criada, queríamos aprofundar a identidade dos pombalinhenses! E por isso, moveu-nos a vontade de redescobrir caminhos percorridos pelos que nos antecederam na edificação desta bonita e simpática aldeia ribatejana!
Sabíamos de quem tivesse contribuído para a construção daquilo que é hoje o Pombalinho! E das motivações que, para num feliz abraço à vida, terem escolhido esta esta terra como horizonte dos seus destinos!
Era importante que os conhecêssemos, que fossemos mais longe na divulgação dos seus méritos ou de simples, mas não menos importantes, dedicações em prol da comunidade! Para isso, sensibilizamos vontades e acedemos a importantes registos documentais sobre a vida de homens e mulheres que enquanto trabalhavam afincadamente no equilibrio social das suas famílias, ainda lhes sobrava tempo e alma para se dedicarem, ao folclore, ao teatro ou ao desporto, e deste modo contribuírem para a edificação social do Pombalinho!
Por isso prestamos aqui neste espaço, reconhecimentos a pessoas que julgamos de referência pelo que fizeram em áreas de bem estar e desenvolvimento sociais tão importantes, como a saúde, o ensino e a cultura!
Quatro anos depois, podemos orgulhosamente reconhecer que alguns degraus já foram alcançados desta desafiante escadaria que é a história do Pombalinho e um pouco da história de todos nós!
Pensamos obviamente que muito está ainda por fazer a favor da nossa terra, e que a continuidade deste projecto necessitará sempre do apoio dos seus actuais e antigos residentes que com interresse se têm disponibilizado no abrir dos baús das suas memórias! E aos quais manifestamos todo nosso apreço e gratidão pelo que de valioso tem contribuído para a consolidação deste espaço.
Continuemos pois então a manter a bandeira das convicções pombalinhenses, hasteada bem lá no cimo e a valorizar este pequeno mas importante património histórico em benefício de uma memória colectiva da qual todos nos devemos orgulhar!
Texto de Manuel Gomes
Colaboração de Bruno Cruz
NOTA - Este texto foi escrito em 30 de
Julho e ficou agendado em "piloto automático" para ser publicado
hoje, dia 25 de Agosto de 2009.
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