
Chamava-se “Tirar as
Sortes” o estar presente na inspecção médica, para avaliar a robustez de modo a
estar ou não apto para o cumprimento do serviço militar. Esta etapa sempre
funcionava como passo importante na vida de todos os jovens que se sujeitavam a
esta avaliação e era encarada como um verdadeiro teste de masculinidade.
O resultado da
inspecção era simbolicamente caracterizado por uma fita que era fixada por um
alfinete na lapela do casaco, vermelha significava apurado,
verde que tinha ficado livre e branca, adiado, porque ainda não
tinham atingido a maturidade e logo teria de repetir a inspecção no próximo
ano.
No Pombalinho, por
muito tempo se manteve a tradição de se deslocarem em carroça a Santarém ( onde
se situava a instituição militar que fazia a inspecção) e no regresso logo que
chegavam à entrada da aldeia, eram lançados foguetes como forma de aviso de que
finalmente tinham voltado desse tão importante marco para suas vidas.
Nesta fotografia,
representativa de uma certo ano de inspecção militar do
Pombalinho, reconhecem-se o Ernesto, o Carlos, o Acácio, o António
Légua, o José Rodrigues, O José Alexandre e os homens que porventura conduziram
as carroças, o António Simões e o Gabriel.
Colaboração
Fotográfica_Fernando Leal
Sem comentários:
Enviar um comentário