
Recordar não tem que
ser necessariamente um exercício de melancolia perante alguns momentos mais
marcantes das nossas vidas. Quando nos olhamos e reflectimos nas transformações
que a vida se encarregou de operar, soletramos baixinho e pesarosamente aquelas
palavras de quem já contabiliza o tempo entre o muito que passou e o pouco que
já falta: “como é possível o tempo ter passado tão rapidamente..., ainda ontem
os miúdos (forma carinhosa de tratarmos os
filhos) eram tão pequenos !!!”.
Esta fotografia registada num casamento realizado no Café Central
da Golegã em finais da década de setenta, é bem expressiva de como a vida deve
ser encarada nas várias etapas do seu percurso, temperada sempre com um pouco
de alegria sem nunca perder do horizonte a razão incontornável do que somos e
deste mundo a que pertencemos.
Protagonizam a razão desta reflexão, os pares Francelina e António
Légua, Maria Adelaide Leal e José Alexandre e longe ainda deste posicionamento
interpretativo da vida, o autor destas linhas.
Colaboração Fotográfica_Fernando Leal
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