11 fevereiro 2009

Cheias de 1959!

Desde que o aproveitamento em grande escala das suas águas para produção de energia hidroeléctrica tomou conta do rio Tejo e transformou os recursos naturais do seu caudal em fonte de necessidades económicas de cada região por onde passa, que as condições climatéricas em época de invernia já não são naturalmente suficientes para provocar o alagamento dos campos adjacentes ao seu percurso, na forma das tradicionais cheias que todos bem conhecemos nesta zona do Ribatejo. No entanto, podemos sempre recorrer a registos fotográficos felizmente ainda existentes, como estes que aqui publicamos, da autoria presumida de Francisco Maria Borges e relativos a uma dessas cheias que atingiu o Pombalinho provavelmente no ano de 1959.


Cheia 1959-2

O nível da água da cheia, bem dentro da rua Barão de Almeirim e defronte da antiga casa Farol.

Cheia 1959-4

O recurso ao tradicional barco, comandado a remos e à vara, era o mais utilizado nas deslocações de pessoas e bens em zonas alagadas pela cheia.


Cheia 1959-3

Também haviam momentos de pura distracção como este protagonizado pelo Victor Reis e sua mãe, Olímpia Borges.

Cheia 1959-1

Belissíma imagem de grande representatividade dos níveis atingidos pelas águas do Tejo nesse ano de 1959.


Photobucket

Outra imagem bem demonstrativa da utilidade que estas embarcações tiveram em situações de cheias no interior do Pombalinho.


Cheia 1959-5

As cheias também eram sinónimo de divertimento para as crianças e quem podia, sempre aproveitava as oportunidades de ficarem registados para a posterioridade! Neste barco em águas calmas, reconhecem-se o Victor Reis e a Teresa.

Colaboração fotográfica de Victor Reis

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