24 junho 2022

Quinta do Outeiro

 



Visitas Reais à 𝐐𝐔𝐈𝐍𝐓𝐀 𝐝𝐨 𝐎𝐔𝐓𝐄𝐈𝐑𝐎.

 

A Quinta do Outeiro tem uma longa história ligada à produção agrícola, tal como outras suas congéneres que já existiram nesta fértil região do Ribatejo.

 

Nas memórias Paroquiais do Pombalinho de 1758 e noutras publicações ligadas a esta localidade, referências à actividade da Quinta do Outeiro dão-nos conta da real importância agrícola que teve desde o século XVI, quando foi sua proprietária, Dona Anna de Atayde, esposa de Henrique de Portugal, comendador de Santa Maria de Pernes.

 

Porventura por motivos complementares à sua principal actividade e situação geográfica foi, a 𝐐𝐮𝐢𝐧𝐭𝐚 𝐝𝐨 𝐎𝐮𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨, objecto de uma visita Real a propósito de uma tourada realizada no Páteo do Neto, no Pombalinho, em que esteve presente D. Miguel de Bragança. Noticiou assim o acontecimento o jornal Correio do Ribatejo, de 17-Dez-1966, pela escrita do Morgado do Almonda :


"𝑂 𝑛𝑜𝑠𝑠𝑜 𝑖𝑚𝑝𝑒𝑟𝑎𝑑𝑜𝑟 𝐷𝑜𝑚 João 𝑉𝐼 𝑣𝑒𝑖𝑜 𝑎 𝑢𝑚𝑎 𝑐𝑎𝑐̧𝑎𝑑𝑎 𝑑𝑒 𝑙𝑜𝑏𝑜𝑠 𝑎̀ 𝑐𝑎𝑟𝑛𝑒𝑐𝑎 𝑑𝑜 𝐶𝑜𝑙𝑚𝑖𝑒𝑖𝑟𝑜, 𝑒𝑚 29 𝑑𝑒 𝐽𝑎𝑛𝑒𝑖𝑟𝑜 𝑑𝑒 1824, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎 𝑞𝑢𝑎𝑙 𝑒𝑢 𝑓𝑎𝑙𝑒𝑖 𝑎𝑜 𝑚𝑒𝑠𝑚𝑜 𝑠𝑒𝑛𝑜𝑟 𝑒𝑚 𝑆𝑎𝑙𝑣𝑎𝑡𝑒𝑟𝑟𝑎 𝑑𝑒 𝑀𝑎𝑔𝑜𝑠. 𝑉𝑒𝑖𝑜 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑙𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑜 𝑠𝑒𝑛𝑜𝑟 𝐼𝑛𝑓𝑎𝑛𝑡𝑒 𝐷. 𝑀𝑖𝑔𝑢𝑒𝑙 𝑒 𝑎𝑠 𝑠𝑒𝑛𝑜𝑟𝑎𝑠 𝐼𝑛𝑓𝑎𝑛𝑡𝑎𝑠 𝐷. 𝐼𝑠𝑎𝑏𝑒𝑙 𝑀𝑎𝑟𝑖𝑎 𝑒 𝐷. 𝐴𝑛𝑎 𝑑𝑒 𝐽𝑒𝑠𝑢𝑠 𝑀𝑎𝑟𝑖𝑎. 𝑆𝑢𝑎 𝑀𝑎𝑔𝑒𝑠𝑡𝑎𝑑𝑒 𝑒 𝑠𝑒𝑢𝑠 𝑓𝑖𝑙𝑜𝑠 𝑗𝑎𝑛𝑡𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑛𝑒𝑠𝑠𝑒 𝑑𝑖𝑎 𝑛𝑎 𝑸𝒖𝒊𝒏𝒕𝒂 𝒅𝒐 𝑶𝒖𝒕𝒆𝒊𝒓𝒐, 𝑐𝑜𝑚 𝑡𝑜𝑑𝑜 𝑜 𝑠𝑒𝑢 𝑒𝑠𝑡𝑎𝑑𝑜 𝑒 𝑑𝑎𝑙𝑖 𝑝𝑎𝑠𝑠𝑎𝑟𝑎𝑚 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑆𝑎𝑛𝑡𝑎𝑟𝑒́𝑚. 𝑂 𝑠𝑒𝑛𝑜𝑟 𝐷. 𝑀𝑖𝑔𝑢𝑒𝑙 𝑓𝑜𝑖 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑜 𝑃𝑜𝑚𝑏𝑎𝑙𝑖𝑛𝑜, 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑐𝑎𝑠𝑎 𝑑𝑒 𝑚𝑖𝑛𝑎 𝑐𝑢𝑛𝑎𝑑𝑎 𝐷. 𝑅𝑖𝑡𝑎, 𝑎𝑜𝑛𝑑𝑒 𝑖𝑔𝑢𝑎𝑙𝑚𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑗𝑎𝑛𝑡𝑜𝑢. 𝐸́, 𝑗𝑎́ 𝑑𝑒 𝑛𝑜𝑖𝑡𝑒, 𝑠𝑒 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑒𝑟𝑎𝑚 𝑡𝑜𝑢𝑟𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑚 𝑎𝑟𝑐𝑜𝑡𝑒𝑠, 𝑎𝑙𝑔𝑢𝑛𝑠 𝑎𝑐𝑒𝑠𝑜𝑠, 𝑎𝑡𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑎𝑜𝑠 𝑝𝑎𝑢𝑠 𝑑𝑜𝑠 𝑏𝑜𝑖𝑠".

 

Também no livro "História do Toureio em Portugal" de António Rodovalho Duro, edição de 1907, a 𝐐𝐮𝐢𝐧𝐭𝐚 𝐝𝐨 𝐎𝐮𝐭𝐞𝐢𝐫𝐨 é referenciada no " capítulo" dedicado ao Pombalinho, nas páginas 197 e 198. Narrou assim o autor :


"𝐴𝑠 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑑𝑒 𝑡𝑜𝑢𝑟𝑜𝑠 𝑛𝑜 𝑃𝑜𝑚𝑏𝑎𝑙𝑖𝑛𝑜, 𝑝𝑟𝑜́𝑥𝑖𝑚𝑜 𝑑𝑒 𝑆𝑎𝑛𝑡𝑎𝑟𝑒́𝑚, 𝑡𝑒̂𝑚 - 𝑠𝑒 𝑒𝑓𝑒𝑐𝑡𝑢𝑎𝑑𝑜 𝑠𝑒𝑚𝑝𝑟𝑒 𝑛𝑢𝑚 𝑎𝑚𝑝𝑙𝑜 𝑙𝑎𝑟𝑔𝑜 𝑒𝑚 𝑓𝑟𝑒𝑛𝑡𝑒 𝑑𝑎 𝑎𝑏𝑒𝑔𝑜𝑎𝑟𝑖𝑎 𝑑𝑜𝑠 𝐵𝑎𝑟𝑜̃𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝐴𝑙𝑚𝑒𝑖𝑟𝑖𝑚 𝑒 𝑑𝑜 𝑝𝑎𝑙𝑎𝑐𝑖𝑜 𝑑𝑎𝑞𝑢𝑒𝑙𝑒𝑠 𝑡𝑖𝑡𝑢𝑙𝑎𝑟𝑒𝑠, 𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑒 𝑎𝑐𝑎 𝑒𝑚 𝑟𝑢𝑖́𝑛𝑎𝑠. 𝑁𝑢𝑚 𝑔𝑟𝑎𝑛𝑑𝑒 𝑝𝑎𝑡𝑒𝑜 𝑐𝑜𝑛𝑡𝑖́𝑔𝑢𝑜 𝑎𝑜 𝑠𝑜𝑙𝑎𝑟, 𝑜𝑢𝑣𝑒 𝑡𝑎𝑚𝑏𝑒́𝑚 𝑏𝑒𝑙𝑎𝑠 𝑡𝑜𝑢𝑟𝑎𝑑𝑎𝑠, 𝑒𝑚 𝑞𝑢𝑒 𝐷. 𝑀𝑖𝑔𝑢𝑒𝑙 𝑝𝑖𝑐𝑜𝑢 𝑎 𝑐𝑎𝑣𝑎𝑙𝑜. 𝐹𝑜𝑖 𝑠𝑒𝑛𝑠𝑎𝑐𝑖𝑜𝑛a𝑙 𝑢𝑚𝑎 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎 𝑛𝑜𝑐𝑡𝑢𝑟𝑛𝑎, 𝑞𝑢𝑒 𝑠𝑒 𝑟𝑒𝑎𝑙𝑖𝑧𝑜𝑢 𝑐𝑜𝑚 𝑖𝑙𝑢𝑚𝑖𝑛𝑎𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑎 𝑎𝑟𝑐𝑜𝑡𝑒𝑠 𝑐𝑜𝑙𝑜𝑐𝑎𝑑𝑜𝑠 𝑒𝑚 𝑟𝑒𝑑𝑜𝑟 𝑑𝑎 𝑝𝑟𝑎𝑐̧𝑎.

𝑂 𝑞𝑢𝑒, 𝑝𝑜𝑟𝑒́𝑚, 𝑚𝑎𝑖𝑠 𝑠𝑢𝑟𝑝𝑟𝑒𝑒𝑛𝑑𝑒𝑢 𝑛𝑒𝑠𝑡𝑎 𝑓𝑒𝑠𝑡𝑎 𝑡a𝑢𝑟𝑖𝑛𝑎 𝑓𝑜𝑖 𝑎𝑠 𝑟𝑒𝑧𝑒𝑠 𝑏𝑟𝑎𝑣𝑎𝑠 𝑡𝑟𝑎𝑧𝑒𝑟𝑒𝑚 𝑝𝑟𝑒𝑠𝑜𝑠 𝑛𝑎𝑠 𝑎𝑟𝑚𝑎𝑠 𝑓𝑎𝑐𝑜𝑠 𝑎𝑐𝑒𝑠𝑜𝑠 𝑒 𝑠𝑒𝑟𝑒𝑚 𝑎𝑠𝑠𝑖𝑚 𝑡𝑜𝑢𝑟𝑒𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑎 𝑐𝑎𝑣𝑎𝑙𝑜 𝑒 𝑎 𝑝𝑒́ 𝑝𝑜𝑟 𝐷. 𝑀𝑖𝑔𝑢𝑒𝑙 𝑒 𝑎𝑚𝑖𝑔𝑜𝑠 𝑑𝑜𝑠 𝐵𝑎𝑟𝑜̃𝑒𝑠 𝑑𝑒 𝐴𝑙𝑚𝑒𝑖𝑟𝑖𝑚.

𝑁𝑜 𝑡𝑒𝑚𝑝𝑜 𝑑𝑜𝑠 𝑙𝑎𝑣𝑟𝑎𝑑𝑜𝑟𝑒𝑠 𝐶𝑎𝑟𝑞𝑢𝑒𝑖𝑗𝑜𝑠 𝑑𝑒𝑟𝑎𝑚-𝑠𝑒 𝑡𝑜𝑢𝑟𝑎𝑑𝑎𝑠 𝑛𝑎 𝑸𝒖𝒊𝒏𝒕𝒂 𝒅𝒐 𝑶𝒖𝒕𝒆𝒊𝒓𝒐, 𝑝𝑒𝑟𝑡𝑜 𝑑𝑒 𝑃𝑜𝑚𝑏𝑎𝑙𝑖𝑛𝑜, 𝑒𝑚 𝑞𝑢𝑒 𝑡𝑎𝑚𝑏𝑒́𝑚 𝑒𝑛𝑡𝑟𝑜𝑢 𝐷. 𝑀𝑖𝑔𝑢𝑒𝑙 𝑑𝑒 𝐵𝑟𝑎𝑔𝑎𝑛𝑐̧𝑎. 𝑃𝑒𝑙𝑎𝑠 𝐹𝑒𝑠𝑡𝑎𝑠 𝑑𝑜 𝐸𝑠𝑝𝑖́𝑟𝑖𝑡𝑜 𝑆𝑎𝑛𝑡𝑜, 𝑡𝑒𝑚 𝑎𝑣𝑖𝑑𝑜 𝑞𝑢𝑎𝑠𝑒 𝑡𝑜𝑑𝑜𝑠 𝑜𝑠 𝑎𝑛𝑜𝑠 𝑐𝑜𝑟𝑟𝑖𝑑𝑎𝑠 𝑒𝑚 𝑃𝑜𝑚𝑏𝑎𝑙𝑖𝑛𝑜. "

 

Creio que o conhecimento e divulgação destes dois acontecimentos, na figura de D. Miguel de Bragança, da Quinta do Outeiro (ainda hoje em plena actividade) e em tudo o que a eles está relacionado nesta publicação, contribuirá concerteza para o enriquecimento da história cultural do Pombalinho de forma a mantê-la cada vez mais viva a nível geracional. A comunidade pombalinhense assim o merece.

 

Foto-QuintaOuteiro - https://www.facebook.com/outeiroquinta


MGomes




18 maio 2022

Loja de Hermínio Minderico

 



Da esquerda para a direita,  Augusto Cota, Manuel Cota, Manuel (filho do Hermínio Minderico), Luís Cordoeiro "Camões", Manuel Galrinho, Henrique (filho do Hermínio Minderico), Manuel Bacalhau, Duarte Cruz, Abel Júlio e Luís da Conceição (filho do Abel).





 Guilherme Afonso.






De pé da esquerda para a direita, Hermínio Minderico, Manuel Gomes (Calvaria), António Romeu, Joaquim Alfaiate, sentados, Francisco Duarte e Manuel Inácio.






POMBALINHO

Loja de Hermínio Minderico.


Em tempos no Pombalinho as mercearias, ou lojas como assim eram mais conhecidas, foram fundamentais no equilíbrio da vida social da sua população. Quase todas as suas ruas tinham pelo menos um desses estabelecimentos comerciais e a clientela, nem sempre fidelizada por razões de proximidade, tinha na diversidade de oferta de todas elas as escolhas que satisfaziam as suas mais prementes necessidades.


Aos sábados, de cesta na mão, lá iam as mulheres do Pombalinho comprar um pouco do que mais necessitavam de forma a poderem fazer o governo da casa para a semana que se avizinhava. O avio de umas postas de bacalhau, um pouco de arroz, café, massa, açúcar, farinha, etc, pressupunha quase sempre algumas horas de espera. Numa das lojas a que me referirei mais adiante, recordo-me da existência de um banco comprido em madeira, no qual as mulheres pacientemente sentadas ali esperavam que chegasse a sua vez de serem atendidas. Porque naquele tempo todos os produtos alimentares eram vendidos a peso ou em medidas de volume o que fazia com que grande parte do tempo fosse preenchido nesta demorada tarefa. Hoje tudo é muito diferente! A irreversibilidade evolutiva da vida tudo alterou! E o comércio tradicional de rua foi sendo aos poucos substituído pelos supermercados abertos nas vilas ou cidades mais próximas!


Ficaram, no entanto, as memórias desses tempos em que do tempo ainda sonhávamos dono dele ser, pelo longo caminho das nossas vidas!


As lojas não tinham nomes comerciais, à excepção talvez da Casa Farol de Francisco Maria Borges, mas esta não se enquadrava na venda de produtos alimentares, como também assim era o estabelecimento de Francisco Minderico. As mercearias eram de facto conhecidas pelos nomes dos seus proprietários. Hermínio Minderico, José Guilherme, Diamantino da Costa, José Narciso, Manuel Gregório, Francisco Duarte e Maria Adelaide Barreiros, foram algumas das que existiram no Pombalinho.


Numa viagem às nossas memórias, recordemos uma dessas lojas cujo proprietário foi o senhor Hermínio Minderico, a partir da ilustração de três fotos em anexo. Duas delas têm a ver com a sua construção e foram-me enviadas em 3 de Dezembro de 2007 pelo nosso conterrâneo Guilherme Afonso, com o seguinte texto:


"As duas fotos que lhe envio foram tiradas nas obras do Hermínio Minderico, na Rua Joaquim Gonçalves Ferreira, quando ele mandou construir ali a loja que lá tina em 1948/1949. Na primeira e da esquerda para a direita, estão, Augusto Cota, Manuel Cota, Manuel (filho do Hermínio Minderico), Luís Cordoeiro "Camões", Manuel Galrinho,, Henrique (filho do Hermínio Minderico), Manuel Bacalhau, Duarte Cruz, Abel Júlio e Luís da Conceição (filho do Abel).

Na altura, eu também andava a dar serventia nessa obra. Não fiquei naquela fotografia porque a máquina fotográfica não dispunha de disparo automático e porque fui eu que a tirei. Mas fiquei noutra sózinho, com o cocho da argamassa à cabeça, a qual junto envio, também. Boas recordações !..."


A terceira foto é já sobre o estabelecimento comercial em pleno funcionamento. Foi tirada no exterior da taberna (espaço anexo à mercearia) e reconhecem-se, da esquerda para a direita, Hermínio Minderico, Manuel Gomes (Calvaria), António Romeu, Joaquim Alfaiate, Francisco Duarte e Manuel Inácio.

 





10 maio 2022

Comunhão Solene em 1953

 



 COMUNHÃO SOLENE no Pombalinho em 1953.

 

A Comunhão Solene, ou Profissão de Fé,  é uma celebração do percurso da Catequese dos fiéis da Igreja Católica e que ocorre sensivelmente por volta dos dez ou onze anos de idade.

 

A Profissão de Fé pretende ser uma confirmação ou o consentimento próprio, livre e individual de cada cristão face aos compromissos antes assumidos pelos pais e pelos padrinhos aquando do sacramento do Baptismo.

 

É  de facto um dia de festa vivido de forma especial e que envolve  não só as crianças e famílias, mas toda a comunidade paroquial. Aqueles que fazem a profissão de fé têm  lugar na importante procissão que se realizava no dia da festa anual da terra.

 

Na foto anexa, reconhecem-se frente à Igreja Paroquial do Pombalinho e da esq para a dta, Maria Eugénia, Carmina Amaro, Ema Minderico, Evangelina Barros e Maria Júlia da Paz.

 

Foto partilhada de Ema Presume/JoaquimMateiro.

 




16 março 2022

António Rufino

 



ANTÓNIO RUFINO, natural de Azinhaga, foi uma figura de incontornável popularidade e enorme admiração por todos quantos tiveram o privilégio de com ele conviver. De uma afabilidade contagiante, foi ao ritmo das suas actuações como acordeonista que melhor pudemos testemunhar essa sua empatia ao serviço de um inexcedível brilhantismo musical que sempre colocava em bailes e matinés realizados no Pombalinho, Azinhaga e um pouco por toda esta zona ribatejana. Integrando também vários Ranchos Folclóricos, António Rufino colaborou igualmente noutras actividades de música tradicional como foi a ilustrada na foto em anexo (primeiro em pé da esq para a dta), retirada do livro “O Teatro em Vale de Figueira”, gentilmente presenteado, que me foi, pelo seu autor José Gaspar. A representação cénica decorreu no ano de 1967 e intitulou-se “Noite de Natal”.




11 janeiro 2022

Datas Históricas

 

Esta listagem tem como objectivo referenciar alguns dos acontecimentos mais marcantes da  vida social do Pombalinho. Permite, no entanto, uma leitura cronológica de pessoas e factos que maior relevo tiveram na  história do Pombalinho. Não sendo definitiva a construção desta lista, pretende-se, por isso, que mantenha o dinamismo necessário à  inclusão de novos acontecimentos que assim se justifiquem. 




Nota – Para acesso à listagem completa, clicar na ilustração ou em “Datas Históricas” do sub-título “Páginas” localizado na coluna esquerda deste blog.





01 janeiro 2022

Júlia Lopes Santana da Costa

 


" Em 31 de Dezembro de 2019 (data das principais fotos aqui apresentadas) a Rua de Sto António e o Pombalinho ficaram mais pobres. Mais de 60 anos depois de ter iniciado a “difícil arte de atender e servir o povo” como habitualmente dizia, Júlia Lopes Santana da Costa encerrou o seu estabelecimento de Cervejaria e Mini Mercado no Pombalinho, na Rua de Sto António inicialmente conhecido com a “Casa Narciso”…..

 

Cerca de 20 anos sozinha, seguido de mais 39 anos na companhia de Felismino Costa e por fim os restantes 10 anos novamente sozinha, Júlia Santana manteve com o seu estabelecimento, uma vida de atividade comercial que era também, como os amigos sabem, um ponto de encontro e de interação social. E ainda teve tempo e disponibilidade para ajudar sempre, como ninguém, aquilo que acontecia na sua terra: O Pombalinho.

A máxima dignidade e honestidade e a promoção da amizade para com todos, caracterizaram a sua vida ao longo destes longos anos, mas as coisas foram ainda mais sérias no que respeita ao valor da família. Sempre disponível para ajudar… Sempre presente….Sempre com uma enorme vinculação para com as suas irmãs e a companhia diária da Georgina, a Júlia constitui no seio da família Santana, um enorme exemplo de vida que a todos marcou e influenciou.

 

No dia 31 de dezembro de 2019, Júlia Lopes Santana da Costa, afixa um comunicado no seu estabelecimento que é mais um exemplo do que deve ser uma vida plena de dignidade. “Agradece a todos, mesmo todos sem exceção”; “Agradece aos clientes a ajuda e a companhia em momentos difíceis”; e termina com “ O meu reconhecido muito obrigado”.

 

Da minha parte pessoal, guardo as memórias com mais de 50 anos, desde o primeiro dia em que percorria de triciclo o trajeto entre a Rua Joaquim Gonçalves Ferreira, onde nasci, e a “Loja da Júlia” na Rua de Sto António.

É por isso e por tudo o resto, que é imenso, que neste último dia do ano de 2021 decidi recordar o encerramento deste estabelecimento, que tornou a Rua de Sto António e o Pombalinho mais pobres, e prestar aqui o meu reconhecimento e agradecimento à tia e madrinha Júlia com o desejo de que possamos continuar a viver todos, muitos anos, na companhia uns dos outros… "












































































Fonte – texto e fotos de Luís Filipe Santana Júlio



 


17 dezembro 2021

Escola Primária Nova

 

A Escola Nova do Pombalinho, assim chamada para se distinguir da antiga Escolha Velha situada na rua Carolina Infante da Câmara, foi inaugurada em 8 de Abril de 1966, depois da sua construção ter sido oficializada ao abrigo do Decreto nº 46588 de 13 de Outubro de 1965.



















10 dezembro 2021

Casamento de Helena Duarte

 



Casamento de Helena Duarte no dia 5 de Abril de 1981, em Pombalinho, com seus pais Manuel da Assunção Duarte e Genoveva da Silva.





02 dezembro 2021

Inauguração Balneários no Parque Desportivo

 

POMBALINHO, 4 Julho de 1995.

Inauguração de Balneários no Parque Desportivo do Pombalinho, pelo Presidente da CMS, José Miguel Correia Noras. 




José Miguel C Noras acompanhado por Braz Barrão Júnior, pelo Presidente de Junta da Freguesia do Pombalinho, Joaquim MB Mateiro, e Ladislau Teles Botas.






 José Miguel C Noras acompanhado por Braz Barrão Júnior e o Presidente de Junta da Freguesia do Pombalinho,  Joaquim MB Mateiro.



 

Fonte das fotos - JMateiro.





23 novembro 2021

Carolina Infante da Câmara

 

Carolina Infante da Câmara, filha de Luís Infante da Câmara e de Maria Carolina, nasceu em 1821 e foi casada com Dâmaso Maria Monteiro. 

Um seu irmão, Emílio Ornellas Infante da Câmara, nascido em 1799, casou com D. Emília Cezan da Câmara, de quem teve um filho também de nome Emílio Infante da Câmara, que veio a casar em 1855, com Emília Augusta da Mota, natural de Vale de Figueira e filha de José da Mota Gaspar.

Deste casamento nasceram quatro filhos: Maria Emília Infante da Câmara, Isabel Mota Infante da Câmara, Emílio Infante da Câmara Júnior e José Infante da Câmara, proprietários da Quinta do Castilho em Vale de Figueira.

Carolina Infante da Câmara, era tia de Manuel Ornellas Infante da Câmara, Maria Alice Ornellas Infante da Câmara e de Braz Ornellas Infante da Câmara.


Faleceu no Pombalinho a 23 de Junho de 1900, não tendo tido descendentes. Para testamento, clicar AQUI .







Registo de Óbito.




                 Colaboração – Maria Isabel dos Reis Motta



 

20 novembro 2021

Casamentos XXV

 




Casamento de Maria Adelaide Galvão com Fernando Narciso, em 7 Abril de 1957.

Reconhecem-se, de pé e da esq para a dta, Maria Adelaide , João Bonifácio, Rodrigo Felício, Delfina Narciso, Maria José, Leonel, Manuel Narciso, Maria Saúde, Maria Adelaide Galvão (noiva), Fernando Narciso (noivo). De joelhos e pela mesma ordem, Maria Lucinda, "Nat King Cole", filho Rodrigo Felício, Ester Narciso, Rodrigo Narciso e Germano.


Foto amavelmente partilhada de Manuel Vinagre

Pesquisa de Bruno Cruz