03 julho 2008
Pombalinho em 1900!!!
25 junho 2008
Rancho da Adega
Tempos
houve em que durante largos meses do ano uma considerável parte da população
activa do Pombalinho, trabalhava exclusivamente no amanho das vinhas e no seu
acompanhamento até à produção do tão famoso néctar extraído das cepas que
proliferavam em enormes extensões pelos campos da nossa terra. Quase todas as
casas agrícolas faziam depender da produção do vinho uma das suas grandes
fontes de receitas e a paisagem agrícola dessas imensas áreas de vinhedos que
então existiam, era substancialmente mais equilibrada quando comparada com a de
hoje! As searas de produção maciça do milho vieram agravar a questão da
monocultura e deixam-nos a níveis de observância tão baixos que o prazer de
podermos usufruir das paisagens de campos cultivados da nossa terra em certas
alturas do ano, se tornou numa verdadeira miragem!
Mas enfim, o tema de hoje é adegas e na verdade muitas existiram no Pombalinho em tempos não muito distantes, contribuindo para uma vida social muito diferente e dando um movimento à nossa terra que só de lembrarmos as quantas vezes que sorrateiramente fintávamos o boieiro para tirarmos um belo cacho de uvas das dornas que seguiam no carro pachorrentamente em direcção ao lagar, nos arrepia a alma! Existiram a funcionar em pleno, as adegas das famílias Menezes e Canavarro ali na rua Joaquim Piedade da Silva, uma outra na Rua de Santo António, outra mais recente no cruzamento da Rua 5 de Outubro com a Rua António Eugénio de Menezes, a Adega Nova na Estrada Real ( assim chamada por ser de construção recente em relação às então existentes) e outras mais de reduzidas dimensões quando comparadas com estas mas onde igualmente se fazia vinho em quantidade que superava largamente as necessidades familiares.
Estas
fotografias que escolhi para ilustrar esses tempos vividos ainda bem longe da
mecanização que hoje predomina nos campos agrícolas, foram gentilmente cedidas
pelo Guilherme Afonso em 25 de Maio de 2007 com opinião um pouco crítica quanto
à insuficiente qualidade das mesmas! Pois bem, elas aqui estão..., independentemente
de terem ou não a qualidade desejada, o que importa mesmo é que se fale da
nossa terra e das suas histórias, fazendo jus à ideia de que “nenhum futuro se
constrói sem memórias!” Nós tentaremos seguir por aí!
Esta fotografia foi registada por Guilherme Afonso na Adega Nova
em 3 de Outubro de 1949. De entre outros, reconhecem-se A. Vieira, João Cunha,
Alfredo Girão (encarregado dos Meiras), Júlio Lopes, Júlio Cleto, Joaquim
Inácio, Joaquim Abadeço, José Sobreiro, Manuel Pombo, Manuel Mira, Francisco
Gaião, Ricardo Maria, Artur Maria, Joaquim Anastácio, Joaquim Ludovina e José Justino.
Fotografia também tirada em 03 de Outubro de 1949. Da esquerda para a direita, Manuel Pombo, Guilherme Afonso e José Sobreiro.
21 maio 2008
Maioral Angelino!
Esta
fotografia foi-me oferecida por uma daquelas pessoas que dificilmente deixará
de figurar no percurso histórico da minha juventude! Um dia destes, num
encontro fortuito que aconteceu no restaurante “Bacalhau”, chamou-me à parte e
disse-me:
Manel, tenho em minha casa umas fotografias que talvez possam ter algum
interesse para publicares na internet. É evidente que dali já não saí e pouco
depois na minha frente, enquanto acabava de almoçar, lá estava o nosso amigo
com um envelope de correio de onde começou a retirar verdadeiros tesouros
fotográficos que me deixaram completamente embevecido de alegria. Fiquei
entusiasmadíssimo, pois a aventura de contar histórias sobre o Pombalinho,
tinha-a iniciado muito recentemente e agora ali à minha inteira disposição
estava material que em muito me poderia ajudar na continuação deste projecto
sobre a nossa terra.
Inseri a primeira fotografia em 21 de Fevereiro
e depois outras ao longo do ano de 2007 mas uma delas sempre foi ficando para
trás, como se motivo faltasse para uma sua justificada publicação. Mas hoje
quando a olhei de forma diferente e a li como antes o
não tinha feito, verifiquei o óbvio: a vida é realmente feita de ligações tão
fortes que imerecidamente nos esquecemos dos potenciais valores que encerra
neste admirável mundo em que vivemos e esta fotografia que acabara de
contemplar é um testemunho exemplar de relacionamento afectivo em hora de dar e
receber, numa ligação de vida entre o ser humano e outras espécies animais.
Pena é que devido à industrialização demolidora da vida agrícola dos nossos
campos, imagens destas sejam cada vez mais raras nos dias de hoje!
No
verso da fotografia está manualmente escrito a seguinte informação: "maioral
Angelino, avô da Aurora , ano 1921".
15 maio 2008
Fotografias !!!
16 abril 2008
Folclore II
10 abril 2008
Gente bonita!
04 abril 2008
Dr. Victor Semedo
24 março 2008
Bateiras!
Na vizinha Azinhaga, o tradicional piquenique aparece ligado ao arraial da Senhora da Piedade cuja procissão se realiza no Domingo de Páscoa (segundo Augusto do Souto Barreiros – Azinhaga, Livro de Horas).
No Pombalinho, a tradição da Segunda-Feira das Bateiras não parece ter nascido com o mesmo cariz religioso, mas apenas de alegre e salutar convívio. O termo Bateiras parece, segundo alguma tradição oral, derivar da zona campestre onde se efectuaram os primeiros piqueniques e onde a tradição terá nascido. Provavelmente perto do rio Tejo (digo eu, já que “bateira” é um pequeno barco fluvial). Encontremos ou não a verdadeira origem dos festejos, o que importa é que a tradição ainda vai sendo o que era, e não é raro encontrar grupos de jovens ou menos jovens que, na Segunda-Feira de Páscoa (ou até na véspera) partem bem cedo para o campo, em busca do melhor local para se deliciarem com os melhores petiscos que cada um é capaz de preparar (sem micro ondas ou outros que tais, que o petisco sabe melhor preparado no próprio local e temperado com o melhor ar do campo).”
Teresa Cruz 13 Fevereiro de 2007.
08 março 2008
Manuel da Costa Braz
27 fevereiro 2008
Maria José e Verónica Nunes
19 fevereiro 2008
Entrada de Touros no Pombalinho !
Chegou a este nosso espaço, dois bonitos postais que
ilustram uma entrada de touros no Pombalinho pela Rua Barão de Almeirim. O
momento de disparo das objectivas nas duas imagens , parece ser o mesmo, no
entanto, o ângulo de captação de ambas induz-nos a que sejam registos
ligeiramente diferentes! Independentemente da leitura fotográfica que se possa
fazer, de facto são mais duas belas referências históricas de muita importância
para a nossa terra , nas quais este espaço muito se orgulha de possibilitar a
sua visualização a todos os seus visitantes!
Este
postal foi amavelmente cedido por Maria Luísa Narciso e serviu, como se pode
testemunhar, para a Comissão agradecer a alguém em particular no apoio que
prestou para a realização das Festas em Honra de S Sebastião, nos dias nos dias 31 de Julho, 1 de
Agosto e 2 de Agosto de 1948
09 fevereiro 2008
Vera Cruz Futebol Clube VII
Aquela geração de ouro da qual fizeram parte o Zé Gomes, o Carlos Feijão, o Zé Guilherme, o Ezequiel Leal, o Manuel Barão, o Ezequiel Mateiro, o Zé Leal e tantos outros, tinha chegado ao fim e a sua sucessão possivelmente não foi devidamente preparada de modo dar continuidade à participação do Pombalinho nesses campeonatos regionais de futebol.
Tínhamos vivido a nível nacional, a brilhante participação de Portugal no Mundial de 66 e o entusiasmo sentido era propício a que o futebol fosse tema de empolgação nas vidas de muita gente. Joaquim Meirim, o fenómeno Meirim, tinha tomado conta das paixões futebolísticas e no Pombalinho sentia-se uma vontade enorme de fazer renascer a sua equipa de futebol. O timoneiro dessa aventura foi um homem chamado Heliodoro da Silva Bacalhau, tratado simplesmente por Sevilha, devido à profissão de barbeiro que abraçou assim que chegou do cumprimento do serviço militar por terras de África. A sua barbearia localizada mesmo ao lado do palacete Barão de Almeirim, onde em tempos no mesmo ofício tinha sido de António Barbeiro, era o local de contágio a um conjunto de jovens ávidos em calçar as chuteiras e vestir as camisolas representativas da sua terra. Dos planos à sua concretização foi num ápice e o grupo naturalmente disse presente ao desafio do Sevilha. Os treinos eram sistematicamente ministrados "à Meirim", corridas nocturnas (pois durante o dia era para trabalhar para uns e outros para estudar em Santarém) até ao Chões, passando no regresso pelo Reguengo, Alverca grande e Pombalinho. Depois era banho com água fria na Casa do Povo , porque água aquecida pelo esquentador ainda era considerado um luxo nesses anos setenta do século passado. E pronto, lá estávamos atleticamente preparados para o início do campeonato, não éramos tecnicamente muito habilitados, mas tínhamos uma condição física que causava inveja a outras equipas do nosso grupo.
E esta fotografia, curiosamente vista pela primeira vez por quem escreve estas linhas, ao fim de trinta e seis anos, retrata exactamente o Sevilha tal como ele era nessa sua missão de treinador do glorioso Vera Cruz Futebol Clube..., sorridente em qualquer circunstância e sempre com uma fé inabalável nos seus jogadores.
Resta-me dizer que esta foto só foi possível ser publicada neste espaço, porque o Heliodoro da Silva Bacalhau chamando-me á sua actual barbearia situada na Estrada Real, retirou-a de uma parede onde estava religiosamente pendurada e disse-me: Manel, leva-a, tira uma cópia para ti e traz-ma quando quiseres!
E eu digo-lhe daqui: Muito Obrigado, Sevilha, por me teres possibilitado este pequeno texto, sentido... sobre o nosso Pombalinho!
Para a memória colectiva, de pé e da esquerda para a direita, Heliodoro da Silva Bacalhau “Sevilha”, António Carlos, Alexandre, Coradinho, António Brás, Hermínio Feijão, Manuel Gomes , José Gomes e Carlos Cavaco. De joelhos e pela mesma ordem, José Correia, Carlos Moura, Carlos Melão, Miguel da Costa, António Carlos “Nonin” e Júlio Légua.



























