16 julho 2009

As cheias!


Nas referências que aqui temos feito às cheias do Pombalinho, tem sido nossa intenção proporcionar aos visitantes um olhar distante mas simultaneamente presente  sobre este acontecimento natural que periodicamente assola o Pombalinho. É impossível não se falar das cheias, sem algum sentido romântico ou até mesmo nostálgico, tais as histórias que foram contadas pelas mais diversas gerações que tiveram de viver com elas nesses tempos de invernos extremamente rigorosos! Felizmente por acção de muitos colaboradores desta página, a nossa galeria de imagens já é muito considerável, mas mesmo assim e bem, não param de nos chegar outros registos de rara beleza e de momentos únicos, como é o caso dos que hoje publicamos, gentilmente cedidos por Pedro Menezes.





Excelente fotografia tirada do cimo da torre da igreja no dia 01 de Abril de 1952. Podemos ver os efeitos dessa cheia que chegou a entrar no recinto da própria igreja e alagou toda a zona adjacente da rua Manuel Monteiro Barbosa.








Outra fotografia tirada da torre da igreja, vendo-se ao fundo a quinta de Fernão Leite.








Mais uma excelente fotografia tirada nesse mesmo dia de 01-Abril-1952 do cimo da torre da igreja, vendo-se o casario entre os prédios do Manuel Bispo e do Américo Cachado. Ao longe o cabeço dos Chões.







Imagem bem elucidativa do nível que a cheia atingiu nos campos do Pombalinho !







Excelente fotografia!







Rua Barão de Almeirim, onde a cheia atingiu níveis anormais.







Cheia de 1940/41 na rua António Eugénio de Menezes.

 

Foto tirada por António Menezes e cedida gentilmente pelo seu filho António Carlos BN Menezes.









Rua António Eugénio de Menezes. Momento em que Joaquim Pedro de Menezes se deslocava de barco junto ao local onde, curiosamente, existe hoje o Parque de Jogos e Lazer do Pombalinho.




À excepção da foto referenciada para o efeito, todas as outras foram cedidas gentilmente por Pedro Menezes     

 

 

 


Colaboração de Bruno Cruz e Joaquim MB Mateiro. 









11 julho 2009

Futebol !






Não, não se trata do nosso saudoso Vera Cruz Futebol Clube, mas quase..., tal o número de jogadores do Pombalinho que integraram esta equipa de futebol !!! Com efeito, a formação registada nesta fotografia, que representou no ano de 1947 a União Operária de Santarém, era constituída nada mais nada menos do que por quatro atletas naturais do Pombalinho! O desporto rei nesses tempos, ainda não tinha estruturas criadas na nossa terra que permitissem a sua inscrição numa competição oficial, e vai daí, a emigração desportiva aconteceu!

Mas vamos à identificação possível dos jogadores que formaram esta equipa da capital do Ribatejo em jogo realizado no Campo Chão das Padeiras. De joelhos e da esquerda para a direita, José Braga (Pombalinho), Adalberto, Lopes, João Zé e Ezequiel Mateiro (Pombalinho). De pé e pela mesma ordem, desconhecido, Raimundo (Azinhaga), António Leal-guarda-redes (Pombalinho), Serafim, Manuel Barão (Pombalinho), Zeca e Ramos "Machorro".



     Foto gentilmente cedida por António Leal

     Colaboração de Bruno Cruz






08 julho 2009

Vera Cruz Futebol Clube X !





O campo das Ónias foi durante muitos anos o local  onde o Vera Cruz Futebol Clube disputou os jogos referentes aos campeonatos da Federação Nacional de Alegria no Trabalho (FNAT). Mas tempos houve, em que no Pombalinho a inexistência de uma estrutura de caracter definitivo para a prática da modalidade, exigia muita dedicação e algum sentido de improvisação.

A propósito desta fotografia, escreve Joaquim Mateiro sobre situação futebolistica então vivida:  "Era no tempo em que o senhor Manuel Coimbra ainda não tinha doado o Campo das Ónias, a rapaziada do Pombalinho se queria jogar a bola tinha que o fazer nas eiras e andar de baliza às costas. Assisti a várias partidas de futebol nesses locais quando era rapazola! Esta foto foi tirada numa que existiu a sul de umas terras do Manuel Coimbra, entre a rua Carolina Infante da Câmara e a ponte de Fernão Leite no princípio dos anos sessenta.”


Reconhecem-se de joelhos e da esquerda para a direita, Henrique Minderico, José Correia, António Bento, Diamantino Teixeira e António Manuel Leal. De pé e pela mesma ordem, José Carvalho Gomes, José Bacalhau, António José, João Luís Justino, Manuel Minderico e José Guilherme.



Foto gentilmente cedida por Ema Minderico

Colaboração no texto de Joaquim Mateiro


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03 julho 2009

Casamentos IX !




Casamento de Manuel Maria Amado Braamcamp Freire com Maria Isabel Reynolds dos Anjos, realizado em Lisboa no dia 29 de Abril de 1942. O noivo nasceu no Pombalinho em 20 de Maio de 1918, tendo falecido em Lisboa no dia 26 de Março de 1988. Seus pais são, o 4º barão de Almeirim Carlos Braamcamp Freire e Maria da Madre de Deus Amado de Melo da Cunha e Vasconcelos. Manuel Nunes Freire da Rocha, 1º barão de Almeirim , é seu bisavô.




Agradecimento especial a Maria da Graça Anjos Braamcamp Freire, filha de Manuel Maria Amado Braamcamp Freire, a quem se deve a publicação desta foto.



Colaboração de Ema Minderico e Joaquim Mateiro





30 junho 2009

Mulheres do Pombalinho !




𝑁𝑎 𝑝𝑟𝑖𝑚𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑓𝑖𝑙𝑎 𝑒 𝑑𝑎 𝑒𝑠𝑞 𝑝𝑎𝑟𝑎 𝑎 𝑑𝑡𝑎, 𝐿𝑢𝑐𝑖𝑎𝑛𝑎 𝐷𝑢𝑎𝑟𝑡𝑒, 𝐸𝑠𝑡𝑒𝑟 𝑅𝑜𝑑𝑟𝑖𝑔𝑢𝑒𝑠, 𝐴𝑙𝑏𝑒𝑟𝑡𝑖𝑛𝑎 𝐺𝑎𝑏𝑟𝑖𝑒𝑙, 𝐿𝑜𝑢𝑟𝑎 𝑃𝑟𝑒𝑠𝑢𝑚𝑒, 𝑀𝑎𝑟𝑖𝑎 𝑑𝑎 𝐶𝑜𝑛𝑐𝑒𝑖𝑐̧𝑎̃𝑜 𝑅𝑜𝑑𝑟𝑖𝑔𝑢𝑒𝑠 𝑒 𝑎 𝑐𝑟𝑖𝑎𝑛𝑐̧𝑎 𝐹𝑟𝑎𝑛𝑐𝑖𝑠𝑐𝑜 𝑃𝑟𝑒𝑠𝑢𝑚𝑒. 𝑁𝑎 𝑠𝑒𝑔𝑢𝑛𝑑𝑎 𝑓𝑖𝑙𝑎 𝑒 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝑚𝑒𝑠𝑚𝑎 𝑜𝑟𝑑𝑒𝑚, 𝑀𝑎𝑟𝑖𝑎 𝐿𝑢𝑖́𝑠𝑎 𝐼𝑛𝑎́𝑐𝑖𝑜, 𝑀𝑎𝑟𝑖𝑎 𝐸𝑚𝑖́𝑙𝑖𝑎 𝐶𝑎𝑛𝑡𝑒𝑖𝑟𝑜, 𝐸𝑟𝑚𝑒𝑙𝑖𝑛𝑑𝑎 𝑀𝑖𝑛𝑑𝑒𝑟𝑖𝑐𝑜, 𝑀𝑎𝑟𝑖𝑎 𝐴𝑢𝑔𝑢𝑠𝑡𝑎 B𝑒𝑛𝑡𝑜, 𝑀𝑎𝑟𝑖𝑎 𝐴𝑢𝑔𝑢𝑠𝑡𝑎 𝐶𝑎𝑣𝑎𝑙𝑒𝑖𝑟𝑜, 𝑀𝑎𝑟𝑖𝑎 𝐿𝑢𝑖́𝑠𝑎 𝑃𝑎𝑙𝑚𝑒𝑖𝑟𝑎̃𝑜, 𝐴𝑙𝑏𝑒𝑟𝑡𝑖𝑛𝑎 𝑆𝑎𝑛𝑡𝑜𝑠, 𝑠𝑒𝑛𝑜𝑟𝑎 𝑒 𝑀𝑎𝑟𝑖𝑎 𝐼𝑛𝑎́𝑐𝑖𝑎. 𝑁𝑎 𝑡𝑒𝑟𝑐𝑒𝑖𝑟𝑎 𝑓𝑖𝑙𝑎 𝑒 𝑝𝑒𝑙𝑎 𝑚𝑒𝑠𝑚𝑎 𝑜𝑟𝑑𝑒𝑚, 𝐿𝑢𝑐𝑖́𝑙𝑖𝑎 𝐻𝑖𝑙𝑎́𝑟𝑖𝑜, 𝐺𝑒𝑟𝑡𝑟𝑢𝑑𝑒𝑠 𝐶𝑢𝑛𝑎, 𝑀𝑎𝑑𝑎𝑙𝑒𝑛𝑎 𝐷𝑢𝑎𝑟𝑡𝑒 𝑒 𝐸𝑚𝑖́𝑙𝑖𝑎 𝑆𝑒𝑟𝑟𝑎.




Esta foto, tirada no ano de 1944, foi-me enviada pelo Joaquim Mateiro por mail em 25 de Junho de 2009. Podia ser mais uma foto de entre tantas que me tem enviado desde que decidimos partilhar neste blog um pouco da história do Pombalinho. Mas não! O texto que o Joaquim entendeu escrever como suporte à foto que me enviou, acho que faz todo o sentido que seja igualmente publicado com esta foto de um grupo de mulheres bonitas da nossa terra.





Colaboração de Joaquim Mateiro
Partilha da Foto - Ema Minderico

NOTA - Mais tarde o Joaquim enviou-me um mail a rectificar o ano da foto, de 1941 para 1944.












27 junho 2009

Casa Agrícola Dona Amália Canavarro




Fotografia tirada no pátio da Casa Agrícola de Dona Amália Canavarro Cabral Meneres, no Pombalinho, em finais da década quarenta. A criança com chapéu de aba larga é a Ema Minderico e de pé está o António Manuel Duarte Rodrigues e Francisco Minderico. Como nota de curiosidade, atente-se no pormenor do rasto dos rodados dianteiros e traseiros do tractor de marca Fordson, de construção metálica e estrutura apropriada para trabalhos em terrenos de cultivo. Os pneumáticos ainda estariam longe de serem utilizados nas máquinas agrícolas!!




Foto gentilmente cedida por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro.




24 junho 2009

Adiafa !


A adiafa, como aqui a ela já nos referimos, era sinónimo de festa. Naqueles tempos em que havia tempo para festejar o fim das colheitas, o esforço que os trabalhadores despendiam durante as safras, era simbolicamente recompensado pelos patrões em ambiente propositadamente engalanado e onde todos aderiam com manifestações de verdadeira alegria! Assim aconteceu na casa agrícola do João Canavarro, em cujas instalações situadas ali bem no centro do Pombalinho, mais propriamente no gaveto circunscrito pelas ruas Hilário José Barreiros, Barão de Almeirim e Joaquim Piedade da Silva, se festejou a adiafa nesse longínquo ano de 1948! Para a relembrar nalguns momentos protagonizados por gente nossa conhecida, proponho-vos uma "viagem" por estas bem representativas fotografias.




Da esquerda para a direita, Francisco Minderico, Maria Adelaide Minderico, Emídio Narciso, Anita Duarte, Francisco Vinagre, Maria Luísa, João Melão, Maria Guilhermina, Máximo Minderico, Maria Júlia Minderico, Moco Vinagre e a criança, Ema Minderico.





Na frente do carro de bois devidamente enfeitado está o Francisco Vinagre e Ema Minderico.






No pátio da casa agrícola e deviamente alinhados na frente dos carros de bois, reconhem-se da esquerda para a direita, o Palmeirão, o José Leal (carpinteiro), o João Melão, o Máximo Minderico, a Maria Júlia Minderico, o Moco Vinagre, a Anita Duarte, o Francisco Minderico, Francisco Vinagre, a Emília Vieira, o Emídio Narciso, a Maria Adelaide Minderico e a criança Ema Minderico.






Um outra imagem com os boieiros ao lado dos seus respectivos carros! Da esquerda para a direita, Máximo Minderico, Moco Vinagre, Francisco Vinagre e Emídio Narciso. Ao centro, o feitor da casa agrícola, Francisco Minderico.








Carro de mulas devidamente ornamentado e conduzido por João Melão




Fotos gentilmente cedidas por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro no texto, envio de fotos e identificação de pessoas.





19 junho 2009

Retratos VIII !





Manuel Marcelino, pai de Joaquim José Marcelino e de Henrique da Piedade Marcelino.



Fotografia da autoria de Guilherme Afonso e tirada em Abril de 1964.






16 junho 2009

Licença de velocípede!


Pois é ! O que nos dias de hoje se pode considerar uma simples normalidade, que é o facto de se conduzir uma bicicleta na via pública para satisfazer o mais óbvio dos actos inerentes à sua utilização, como ir às compras na mercearia mais perto ou simplesmente exercitar fisícamente o corpo, em tempos passados, era necessário ser-se possuidor de uma licença emitida pelas entidades competentes para que a respectiva circulação estivesse legalizada.


 Os tempos encarregaram-se de aligeirar documentalmente essa obrigatoriedade, como se pode verificar nos dois exemplos publicados, passando da formalidade de um cartão com fotografia do utente para um documento mais simples. De qualquer das maneiras, esse longínquo licenciamento, era mais uma daquelas incompreensíveis fontes de receita para o Estado que a evolução dos tempos tratou de arrumar definitivamente na gaveta das memórias!





Licença de condução de velocípede, emitida pela CMS em Janeiro de 1956.








Licença de Trânsito, emitida pela Secção de Finanças de Santarém em Março de 1972.



Documentos gentilmente cedidos por Júlio Gabriel.





12 junho 2009

Nossa Senhora de Fátima no Pombalinho !


Ainda a propósito da visita de Nossa Senhora de Fátima ao Pombalinho no ano de 1954, recebemos de Ema Minderico, por intermédio de Joaquim Mateiro, mais duas belas fotografias alusivas a esse acontecimento que ocorreu na nossa terra. O adjectivo, creio, não ser excessivamente aplicado, pois na verdade trata-se de registos que o justificam por duas razões: a visita propriamente dita e depois a possibilidade de podermos apreciar ou simplesmente relembrar, como era diferente o interior da nossa Igreja antes da restauração que lhe deu a imagem que hoje conhecemos !








Nossa Senhora de Fátima no interior da Igreja Matriz do Pombalinho.









O andor com Nossa Senhora de Fátima a ser transportado por João Canavarro e Joaquim Coimbra, reconhecendo-se mais atrás o doutor Victor Semedo. Como pormenor desta imagem, repare-se nas colunas e no altar em talha dourada, bem demonstrativas do valioso património que em tempos existiu na nossa igreja.




Fotografias gentilmente cedidas por Ema Minderico
Colaboração de Joaquim Mateiro




08 junho 2009

Retratos VII !





Ema Minderico, Evangelina Barros e Maria Adelaide Leal.




Colaboração Fernando Leal.