09 abril 2009
Bateiras em 1950 e 1954!
05 abril 2009
Retratos IV !
02 abril 2009
Adiafa 1950/51!
"Adiafa vem do árabe (addyafa) e significa banquete após o trabalho no campo."
A quinta, onde eu agora tenciono introduzir os meus leitores, é vasta e produtiva. A aragem fria de Novembro faz ondular a copa dos seus imensos pinhais, e um exercício de varejadores doideja, ri, e tagarela por baixo da folhagem cinzenta das suas oliveiras. As vinhas misturam-se a perder de vista com as searas; e o pomar, a horta, e o jardim vão-se abrigar à sombra das paredes da casa, ousando até este último, destacar como vedetas, roseiras e jasmins, que vão, trepando silenciosamente, espreitar pelas janelas, e enviar o seu perfume, como suave homenagem, aos donos desse pequeno mundo.
No dia em que chegamos terminou a colheita da azeitona, e, segundo o costume, há de se celebrar a festa, cuja risonha perspectiva bastará para suavizar, aos olhos dos aldeãos, todos os trabalhos de dois meses. Depois do labutar incessante vem o dia de regozijo! Depois da campanha fadigosa o triunfo ambicionado. Os varejadores vão subir ao Capitólio!
Os almocreves de notícias da localidade já espalharam por toda a parte que ia haver adiafa na quinta de tal. Nem os pregadores da azzhala da guerra santa contra os cristãos podiam ser tão bem acolhidos pelos fiéis crentes de Mafoma, como estes noticiaristas orais o eram pelos alegres camponeses dos arredores! Vai haver adiafa, adiafa! Palavra mágica, que envolve a ideia de vinho á descrição, comida a fartar, e bailarico até as pernas dizerem “basta”, Adiafa! Isto é a festa da azeitona, a noite de benefício dos varejadores, o gáudio rasgado, o reinado da folia! Vão lá oferecer o trono do universo sem adiafa!
Subamos a escada de pedra, ao cimo da qual se topa o alpendre e entremos sem receio na vasta casa de entrada, mobilada simplesmente com bancos de pinho. A hospitalidade é um dever sagrado dos proprietários do Ribatejo, e nenhum, por mais duro que tenha o coração, ousa esquivar-se ao cumprimento dele. Subamos pois: espera-nos um bom acolhimento.
Vai um grande ruído a essa hora na casa de entrada, onde penetrámos. Nesse dia, como dissemos, findara a colheita da azeitona, e estava-se realizando a adiafa. Um pequeno olival dos donos da quinta, fora reservado para o último varejo, mais para satisfazer a uma formalidade, do que por não se poder completar a colheita na véspera do grande dia. Mas a etiqueta camponesa assim o exige. Varejar o pequeno olival é como pôr a última pedra num edifício, pretexto para a festividade. Já para esse trabalho os varejadores e apanhadeiras foram vestidos com os seus fatos ricos, e procedeu-se ao varejo com uma gravidade que não deslustraria o inaugurar de um caminho de ferro.
Embora esteja um pouco desvirtuada, esta tradição fez parte do meu crescimento e habituei-me a ouvir falar dela e algumas vezes a, orgulhosamente, participar. Digo orgulhosamente, porque nessas alturas fazia também parte do rancho da vindima, quase sempre por amizade e camaradagem.
Recordo com saudade, o convívio com aquelas gentes simples, o cheiro da terra e das uvas, o suor nos rostos, as cantigas e os cestos pesados que me faziam sentir um homem naquele reino de Homens e Mulheres.
Hoje senti-me quase um intruso, como se não merecesse comer e beber como os outros! O pão caseiro não me soube tão bem. A lebre deliciosa e a sopa de pedra. Os tomates apanhados da terra, o vinho maravilhoso. As azeitonas. O vinho. O vinho!
Para o ano duas resoluções ficaram. Vou primeiro à vindima e não repito a estupidez de não levar a máquina fotográfica!"
31 março 2009
Classe Primária de 1977/78
Pesquisa de Bruno Cruz
29 março 2009
Classes Primárias 1961/62
Pesquisa de Bruno Cruz
19 março 2009
15 março 2009
Teatro em 1989!
11 março 2009
RLP (Rádio Local Pombalinho)
António Ludovino a entrevistar Rudolph Ewals, voluntário holandês que esteve no Pombalinho na recuperação dos danos causados pela cheia de 1979.
Fernando Felisberto era um dos realizadores
e animadores que contribuía para o êxito do programa "Manhã Infantil/
Tarde Louca.
Recordando
ainda aqui com o saudoso e amigo Joaquim Mateiro. Era ele quem tinha o papel
principal no programa "Manhã Infantil/ Tarde Louca, fazendo também, para além
de momentos de locução, a ligação do
programa às crianças e o seu acompanhando nos seus trabalhos e passatempos.
07 março 2009
Festas de 1983 !
02 março 2009
Vera Cruz Futebol Clube VIII !
24 fevereiro 2009
Ano lectivo de 1972/73
19 fevereiro 2009
Cheias do Pombalinho!
O Pombalinho está indubitavelmente ligado às cheias do Ribatejo! Situada na margem direita do rio Tejo, esta localidade é normalmente atingida pelas suas aguas quando por acção de fortes chuvadas em invernos muito rigorosos, transborda do seu leito e alaga as áreas adjacentes.
Os pombalinhenses sempre
encararam com relativa serenidade, estas visitas que o maior rio da Península
Ibérica fazia periodicamente nestas zonas baixas do Ribatejo! No entanto, anos
houve em que inundações de níveis considerados anormais, causaram muita
preocupação entre a população e tiveram consequências devastadoras em
estruturas habitacionais e redes viárias. Hoje, já sem a sua presença com uma
certa regularidade a que nos habituaram ao longo de muitos anos, justifica-se,
a favor da memória e do conhecimento, a viagem que vos
proponho ao Pombalinho e às suas cheias do rio Tejo, clicando AQUI.
16 fevereiro 2009
Cheias de 1979!
Primeira página do Correio do Ribatejo, do dia 16 de Fevereiro de 1979.
Recorte do jornal Correio do Ribatejo do dia 16 de Março, sobre a
visita que o Presidente da República General Ramalho Eanes fez ao Pombalinho.
Colaboração nas fotografias e recortes de jornais -
Bruno Cruz.


































