29 junho 2007
Corrida de Touros em 1914
Aproximam-se os meses
do ano em que se realizam as Festas Populares um pouco em todo o País. Por
tradição e desde há muito que estes eventos tiveram lugar no Pombalinho
com uma certa regularidade.
Hoje recordamos uma
corrida de touros inserida nos festejos realizados na nossa terra, nesse
longínquo ano de 1914. Todo o folheto é caracterizado pelo tom satírico que o
autor utilizou na sua criação. Desde a qualificação atribuída à Praça de
Touros, passando pelas alcunhas de todos os intervenientes na lide e até mesmo
a linguagem brejeira com que se apela ao público
presente! Um pouco fora dos pergaminhos tauromáquicos sempre tão
preservados neste tipo de espectáculo. No entanto, para mais um encontro com a
História de histórias da nossa terra, não quisemos deixar de registar aqui este
acontecimento que se realizou a 30 de Junho de 1914 no Pombalinho.
Colaboração
documental de Fernando Furtado Barreiros
15 junho 2007
Récita no Pombalinho em 1943!
Continuando neste
caminho de procura e encontro com a história da nossa terra, chegou-me esta
preciosidade de que vos dou hoje a oportunidade de apreciarem e quem sabe, se
recuarem uns anos no tempo, poderem encontrar caras bem familiares do nosso
Pombalinho. No verso desta fotografia está manuscrito o seguinte texto: "Récita nas Escolas em 1943".
Deixo-vos com o tempo e
se reconhecerem alguém neste interessante grupo escolar, ajudem-me a completar
este pedaço da história do Pombalinho.
Respondendo ao
meu apelo aquando da publicação deste post, chegou-me hoje (05 de Setembro de
2007) por via mail, um valioso contributo do nosso Amigo João Condeço sobre a
identificação dos intervenientes desta Récita Escolar de 1943. É uma
manifestação de enorme simpatia do nosso conterrâneo em resposta àquilo que
vamos fazendo neste espaço pelo Pombalinho, na publicação de alguns testemunhos
históricos daqueles que fizeram e fazem a vida social da nossa terra. De
realçar igualmente neste contributo, a importante prestação da Maria Cota (
sogra do João Condeço) no reconhecimento desta criançada de há mais de sessenta
anos.
Na fila de trás e da esquerda para a direita : Manuel Feijão, Manuel Cacifo, Luis Júlio, João Bacalhau, Isidoro Narciso, Joaquim Ferreira, desconhecido, José Leal, Carlos Cordoeiro, Francisco Sacola, Joaquim Silva (Coradinho) e Arsénio Teixeira.
Na fila da frente e da esquerda para a direita: Júlia da Luz, Conceição, Anita Leal, Laurinda, Conceição, Carolina Gaião, Maria Adelaide Leal, Otelinda Oliveira, Vitória, Felismina, Dalila, Maria Alice Dias, Maria Helena Correia Minderico, Maria Grais Rodrigues Cota e Maria Luisa Grais.
Na fila de trás e da esquerda para a direita : Manuel Feijão, Manuel Cacifo, Luis Júlio, João Bacalhau, Isidoro Narciso, Joaquim Ferreira, desconhecido, José Leal, Carlos Cordoeiro, Francisco Sacola, Joaquim Silva (Coradinho) e Arsénio Teixeira.
Na fila da frente e da esquerda para a direita: Júlia da Luz, Conceição, Anita Leal, Laurinda, Conceição, Carolina Gaião, Maria Adelaide Leal, Otelinda Oliveira, Vitória, Felismina, Dalila, Maria Alice Dias, Maria Helena Correia Minderico, Maria Grais Rodrigues Cota e Maria Luisa Grais.
Nota - Para
visulizar prospecto alusivo a este evento, realizado no Pombalinho,
clicar AQUI
Colaboração
Fototográfica_José Leal
Colaboração
Texto_ João Condeço
06 junho 2007
José Leal atleta na Azinhaga!

Já aqui fizemos
referência a um atleta Pombalinhense que
granjeou uma certa notoriedade ao serviço da equipa de atletismo do Sporting
Clube de Portugal, refiro-mo a Guilherme Afonso. Outros, igualmente resolveram
sair de portas na decisão de representarem outros clubes ou colectividades,
como foi o caso do José Leal !
O ano é de 1948 e a
equipa que o José integrou nesse longínquo ano foi da nossa bem conhecida e
vizinha Azinhaga. Ei-lo aqui nesta fotografia, sendo o terceiro a contar da
esquerda para a direita e de joelhos.
Colaboração fotográfica_José Leal
26 maio 2007
Júlio Freire
Falar de Júlio Freire é
recordarmo-nos de alguém que militava persistentemente na crítica a tudo o que
entendia não estar de acordo com as suas ideias e princípios.
Nem sempre recebia das gerações mais novas a aderência a ideias
relacionadas com os caminhos que achava serem os mais correctos e úteis para a
vida colectiva! Mas quem teve com este homem a ousadia e a oportunidade da sua
aproximação nem que tivesse sido por uns breves instantes, muito de
proveitoso foi o tempo, tal era a sua vontade na transmissão do conhecimento e
do saber.
Eu fui um dos que tive esse privilégio ! E dos primeiros livros
que comprei assim que economicamente o pude fazer, por razões dessa
aproximação, foi o Dicionário Ilustrado da Larousse. Aí por finais dos anos
sessenta, quando terminavam os serões televisivos no Café do Chico Minderico
(nesses tempos a programação da TV
encerrava pouco antes da meia noite) e sempre que passávamos frente á sua casa,
lá se encontrava o velho Júlio Freire sentado a apanhar a aragem fresca dessas
noites quentes de Verão. E foi num desses dias que dirigindo-se a mim, me
disse: “Oh, Calvaria chega lá aqui”,
e abrindo um livro espesso com sinais de algum uso mas ainda em muito bom
estado de conservação, mostrou-me como um simples folhear de páginas nos
poderia proporcionar viagens extraordinárias à vida de Ulisses, Galileu,
Arquimedes, Vasco da Gama e de tantas outras figuras que marcaram a História
Universal. Fiquei deslumbrado, pois tinha pela primeira vez diante dos meus
próprios olhos, um Dicionário Ilustrado.
O Júlio Freire andava
sempre de lápis na orelha e quando abríamos o jornal “O Século”,
no café do Chico Minderico, já as palavras cruzadas estavam completamente
decifradas e escritas a grafite. Raramente ficava por preencher alguma
quadrícula, mas foi um desafio a que nós jovens nos propusemos também igualar e
hoje posso dizer que foi devido a esse facto que adquiri o gosto por essa
procura incessante dos sinónimos correctos que coubessem naqueles quadrados tão
peculiares. Fiquei a saber sem nunca mais me esquecer, que a grainha também se
chamava arilo, que Pó era rio italiano, ou que ola também era panela.
No desempenho da
actividade profissional pela qual era mais conhecido, Júlio Freire teve nos
seus últimos anos de vida um estabelecimento de venda de pão na rua de
Santo António, precisamente em frente e oposto ao que hoje existe. Mas as
minhas memórias recuam um pouco mais e situam-se no tempo em que o pão era
comercializado a peso. Sempre que nos dirigíamos à sua casa de habitação que
servia simultaneamente de venda ali na Rua Barão de Almeirim e lhe pedíamos um
quilo de pão, lá vinha o célebre contrapeso , que mais não era do que um bocadinho
desse precioso alimento que perfazia exactamente o seu peso que tínhamos
solicitado.
Conheci o velho Júlio superficialmente, mas penso não
me enganar se disser que era um homem extremamente insatisfeito com as
situações de injustiça que prevaleciam então na sociedade, lembro-me já não sei
em que ano nem em qual eleição, de o ver dirigir-se já muito debilitado
fisicamente à mesa de voto para cumprir o seu direito de cidadania !
Nota - Quis o nosso Amigo Guilherme
Afonso colaborar e bem nesta pequena evocação que o Pombalinho pensou prestar ao Júlio Freire. Essa
contribuição está nos comentários deste post, mas acho
que é de todo o mérito ser incluída complementarmente a este texto.
Diz ele então que “... o
nosso grande amigo Júlio Freire foi um oposicionista convicto aos Governos do
Estado Novo ( Salazar e Caetano) e que passou uns meses na cadeia do Aljube por
ser Delegado, no Pombalinho, da candidatura do General Humberto
Delgado à Presidência da República.”
Aqui fica pois o
testemunho de um acto de verdadeira coragem, em tempos muito difíceis.
23 maio 2007
Rio Alviela
A propósito de mais uma
descarga poluente no Rio Alviela , veio-me à
memória o tempo das cheias do Rio Tejo. Logo que as águas baixavam de nível e
se escoavam em grande parte pelo caudal do nosso maior rio, era hora dos mais
experientes e dedicados à pesca da enguia, prepararem o remolhão ( isco preparado de minhocas enfiadas longitudinalmente
numa linha) e esperarem pela noite para lançarem a sua sorte no Rio Alviela.
Hoje já não é assim, a
poluição proveniente pela incúria dos homens muito tem contribuído para a morte
lenta do rio, por isso é que esta imagem do nosso conterrâneo Júlio Freire a
pescar na margem do Alviela por volta dos anos sessenta, provoca uma nostalgia
a quem tem da natureza, um bem inestimável a que todos devíamos
obrigatóriamente preservar.
Colaboração Fotográfica_Guilherme Afonso
18 maio 2007
Pombalinho Arqueológico


Enquanto
arrumava alguns ficheiros do meu computador, encontrei um pdf sobre
enquadramento histórico-arqueológico da Alcáçova de Santarém...
...Quando soube da existência das peças, pensei que elas abundassem na nossa região. Mas pelos vistos estava enganada. Segundo este estudo do Instituto Português de Arqueologia "as transformações que o traçado do rio Tejo sofreu desde a antiguidade até aos nossos dias, aliado ao facto da região do Vale do Tejo não ter sido objecto de estudos de prospecção arqueológica sistemática, podem explicar a escassez de vestígios conhecidos em torno de Santarém", assim estas peças adquirem um significado arqueológico muito interessante, para o conhecimento da época romana na nossa região."
...Quando soube da existência das peças, pensei que elas abundassem na nossa região. Mas pelos vistos estava enganada. Segundo este estudo do Instituto Português de Arqueologia "as transformações que o traçado do rio Tejo sofreu desde a antiguidade até aos nossos dias, aliado ao facto da região do Vale do Tejo não ter sido objecto de estudos de prospecção arqueológica sistemática, podem explicar a escassez de vestígios conhecidos em torno de Santarém", assim estas peças adquirem um significado arqueológico muito interessante, para o conhecimento da época romana na nossa região."
Este, o texto de um mail que há dias recebi da nossa conterrânea
Tânia Martinho. Vem acompanhado de um interessante estudo sobre o enquadramento
histórico-arqueológico da Alcáçova de Santarém e também de uma publicação do
Museu Nacional de Arqueologia sobre a identificação de peças encontradas no
Pombalinho. Como aqui privilegiamos tudo o que esteja relacionado com a nossa
terra ou que de algum modo possa contribuir para a sua história, não poderíamos
deixar de publicar este valiosíssimo material de natureza arqueológica. Assim
sendo, poderão consultar o estudo sobre a Alcaçova de Santarém em Alcáçova 1/6 , Alcáçova 2/6 , Alcáçova 3/6 , Alcáçova 4/6 , Alcáçova 5/6 e Alcáçova 6/6 .
O Documento sobre a identificação das peças e que foi extraído do site do Museu
Nacional de Arqueologia, encontra-se em O Unguentário , O Boião , A Garrafa , A Garrafa A e A Estatueta . Se
quiserem optar pela visita virtual ao Museu e aí apreciarem a forma de como
elas estão publicadas, podem igualmente fazê-lo clicando em Garrafa , Unguentário , Boião , Garrafa ,
e Estatueta .
Por último, se porventura optarem por uma visita ao Museu onde se
encontram estas maravilhosas peças, poderão fazê-lo, visitando o sempre
belíssimo Mosteiro dos Jerónimos em Belém.
Colaboração _ Tânia Martinho
Para Página Temática Clicar em Pombalinho Arqueológico
08 maio 2007
Casamentos IV
"Revisitando
o que foi publicado neste espaço sobre acontecimentos matrimoniais de Pombalinhenses,
notei que desde o inicio da criação deste projecto já nos dedicamos ao tema por
três vezes! Foram eles, os casamentos de Francisco Cruz, Sofio
Féliz e de Ana Maria. De facto, é nestas cerimónias que acontecem
os grandes encontros familiares e de uma forma geral, a reunião das pessoas
consideradas mais chegadas por laços de amizade às famílias dos noivos.
Por tradição, todo o envolvimento é registado fotograficamente ou
em filme, mas há um momento sempre indispensável neste tipo de cerimónia, o
retrato de família ou de grupo! E é utilizando essa enorme possibilidade de
podermos recordar de uma forma mais abrangente muitos mais Pombalinhenses de
várias gerações, que me ocorreu a ideia de endereçar a todos vós, caros
visitantes, este aliciante desafio, que é, o de contribuirmos para a
publicação, aqui no Pombalinho,
desses testemunhos tão especiais para tantos nós. Estou certo que assim, este
espaço ganhará um sentido de maior referência para as gentes da nossa terra.
Sendo assim e dando
continuidade a esta ideia de publicação que vos proponho, avanço hoje com um
casamento que se realizou no dia 18 de Julho de 1976 no Café
Central , situado na da Capital do Cavalo, em que os noivos foram o Manuel e a
Otelinda Gomes, tendo sido a fotografia familiar registada junto à Igreja Matriz da
Golegã.
Como
nota de curiosidade, a factura do respectivo banquete,
celebrado no referenciado restaurante da
Golegã.
04 maio 2007
Casamentos III
O tempo preenche as
nossas memórias a um ritmo incessantemente imparável. Sempre na sua evolução,
hábitos se alteraram, comportamentos se modificaram e até formas de
apresentação em sociedade se modernizaram. No entanto, há uns quantos eventos
sociais em que os princípios vão teimosamente perdurando no tempo inalteráveis,
independentemente das evoluções naturais que sempre as transições geracionais
produzem socialmente. É o caso dos casamentos, são acontecimentos em que noivos
e convidados sempre fazem gala em se apresentarem com o que de melhor têm no
seu guarda-roupa para estas ocasiões solenes. E nesse já longínquo ano de 1953
a regra se cumpria, podendo-se ver nestas fotos relativas ao casamento de
Alberto Gomes, como os nossos conterrâneos se aperaltaram com todo o
indispensável rigor cerimonioso.
27 abril 2007
Lar, doce Lar

Hoje quando se pensa
na casa,
aquele cantinho há muito desejado e onde idealizamos constituir a nossa família
, é-nos proporcionado um leque de escolhas de tal modo vasto e variado que
dificilmente não encontraremos o que tínhamos planeado em adquirir.
È claro que nos dias e tempos que correm, tudo se resume afinal de
contas à capacidade económica dos proponentes compradores!
Existe à volta da indústria do imobiliário, toda uma
série de estruturas organizativas que simplificam consideravelmente a compra do
tão ambicionado lar.
Tempos houve porém, em que esta realidade ainda não fazia
parte integrante dos planos familiares dos portugueses e particularmente
dos Pombalinhenses! Mesmo
assim lá se ia construindo ao ritmo desses tempos, bem diferentes dos de hoje,
algumas casas em zonas onde o alargamento de área habitacional era previsível,
como na Rua 5 de Outubro e no Casal Centeio.
Esta fotografia, apesar das dificuldades bem compreensivas desse
ano de 1963, é igualmente bem expressiva do ambiente de festa que normalmente
rodeava estas etapas marcantes das vidas de muita gente que deitava mãos à obra. A casa
então em construção situa-se na rua 5 de Outubro e os captados pela objectiva
do retratista são, da esquerda para a direita , os jovens Carlos Gomes,
Francisco Gaião, António Mogas, Lucília, José Luís, Manuel Joaquim,
António Calado e
os adultos pela mesma ordem, o Manuel Narciso, o Saraiva, o José da Conceição Valadares, o João
Condeço, Luis Camões,
António Cufa,
Manuel Bacalhau, Carlos Catrola,
e o proprietário da casa, Manuel Gomes Calado.
22 abril 2007
Vera Cruz Futebol Clube V

E como hoje é domingo, porque não recordarmos mais uma daquelas valorosas equipas do nosso Vera Cruz Futebol Clube, que tantas alegrias nos propiciaram nessas longínquas tardes de uns tempos saudosamente recordados? Parafraseando o autor de um recente programa televisivo, “os tempos mudaram muito mesmo, nos últimos quarenta anos”. E na verdade muitas transformações se operaram nas nossas vidas ao nível dos hábitos mas também na forma como nos organizamos para podermos responder às solicitações diárias das várias actividades das nossas vidas. Eu, como se sabe, sou de uma geração muito posterior a esta, que hoje publicamos no Pombalinho, mas ainda me lembro de como nos tínhamos de desenrascar quando as nossas botas não estavam em condições de serem utilizadas. Normalmente o problema residia na falta de travessas e aí lá tínhamos de recorrer aos bons préstimos profissionais do António Barros (um dos sapateiros do Pombalinho que residia na Rua Hilário José Barreiros) para que este pacientemente as consertasse a tempo de as podermos utilizar no jogo que se avizinhava. Agora, claro, os tempos são definitivamente outros...!!!
Bem, mas vamos à identidade destes nossos gloriosos
representantes, num jogo disputado na nossa vizinha Azinhaga e num qualquer ano
dos anos sessenta: de pé e da esquerda para a direita, Luís Júlio, José Braga,
José Leal, Joaquim Vieira, António Maria, Isidoro, "Charola" e
Francisco Cruz. De joelhos e pela mesma ordem, Diamantino Teixeira, José
Rodrigues e João "Coradinho".
Colaboração Fotográfica_ José Leal
17 abril 2007
As Fogaceiras - 1
Já aqui nos referimos a
várias gerações de Fogaceiras que nas Festas realizadas no Pombalinho, muito
contribuíram para programação e a manutenção de uma tradição que de há muito se
vem exemplarmente preservando. Desta vez e pela simpática colaboração de uma
nova jovem colaboradora, a Tânia Martinho, publicamos para a galeria histórica
do Pombalinho mais duas gerações de Fogaceiras Pombalinhenses.

Este grupo participou
nas Festas do ano de1940 e reconhecem-se de pé e da direita para esquerda,
Emília Serra, Maria Emília Melão, Júlia Guilherme, Rita Cavaco, Felisbela,
Maria Raquel e Adelaide Carvalho. Sentadas e pela mesma ordem, Luísa, Júlia,
Francelina Légua, Guilhermina e Anita.

Esta fotografia
registada a sul da Rua 1º de Dezembro, refere-se a um grupo de Fogaceiras das
Festas de 1982 e reconhecem-se de entre outras, a Estela, a Elvira, a Olga, a
Dina e a Cristina Brás.
As duas meninas que
estão em primeiro plano, são a nossa conterrânea Tânia Martinho de mão dada com
a sua pequenita irmã Aida Martinho.
10 abril 2007
Guilherme Afonso - Escritor
Guilherme Afonso
estreou-se literariamente em 28 de Julho de 1959, com um conto publicado no
“Diário Ilustrado” de Lisboa. Depois, outros seus trabalhos surgiram
naturalmente, como “Um
conto... e Quinhentos” em 1963, “Amor
não se Vende” em 1973, “Para
uma Descolonização
Mental” em 1974 , “O
Futuro da Revolução” e “Abatido
ao Efectivo” em 1979 .
O livro que escolhemos foi publicado no ano de 1988, intitula-se “Circuito” e é
como o seu autor o define, "os contos que fui escrevendo ao longo de
trinta anos com intermitências mais ou menos prolongadas." E de entre
esses contos há um muito especial ..., bem, mas vamos às suas próprias e
elucidativas palavras, contextualizadas em Nota do Autor deste mesmo livro
“… O leitor
verificará, todavia, que incluí no livro um desses contos cuja acção se situa
nesse espaço longínquo – um espaço em que nasci e atingi a idade adulta e em
que, portanto, o fundamental do que sou e penso se formou.
Dois motivos me levaram a incluí-lo. Um, é o facto de ele aludir, com oliveiras e vinhas, a uma realidade que não está limitada ao espaço em que há oliveiras e vinhas: é a realidade dos explorados e daqueles que sofrem de alguma inferioridade física ou de certo de doenças (no caso de “ O Zé Hóstia” , a sua débil compleição e os ataques epilépticos do protagonista). O outro é considerá-lo eu um dos meus contos mais conseguidos e gostar muito dele, talvez porque também gostava muito daquele a quem roubei bastante para dar corpo ao meu Zé Hóstia – um dos meus companheiros camponeses durante muitos anos."
04 abril 2007
Vera Cruz Futebol Clube IV
Já
aqui nos referimos aos tempos gloriosos do Vera Cruz e do que essas
representações futebolísticas simbolizavam para as gentes do Pombalinho. Eram
os momentos das "romarias" em direcção ao campo das Ónias nos
domingos à tarde, de bicicleta ou mesmo a pé, lá íamos todos irmanados de uma
fé inabalável para apoiar os nossos bravos jogadores nesses distantes
campeonatos de futebol da FNAT. Esta fotografia do início da década de
sessenta, representa uma das equipas que maior brilhantismo alcançou nos mais
diversos campos de futebol por onde passaram. São eles da esquerda para a
direita e de pé, o João Bispo, o José Gomes, o José Guilherme, o António Bento,"Charola" e o António
Domingos. De joelhos e pela mesma ordem, o José Leal, o Manuel Barão, o António
Manuel Leal e o José Bacalhau.

"Esta já cá canta", parece
quererem dizer ao fotógrafo de serviço, os craques José Leal e Manuel Barão,
mostrando a taça gloriosamente conquistada.
Colaboração
Fotográfica_José Leal
31 março 2007
As Fogaceiras
Desde serem
consideradas um antigo imposto também chamado de fumagem, passando por enfeite
que as moças levavam nas procissões, ou até aos bolos que em festas populares
se oferecem às igrejas para depois serem leiloados, as fogaças e as fogaceiras
são presenças insubstituíveis nalgumas festas populares do nosso país.
No Pombalinho por testemunhos escritos e presenciais que existem,
elas também integraram os variadíssimos programas de Festas organizadas na
nossa terra. As Fogaceiras tinham características de missão, que era, a recolha
pelas ruas da aldeia das fogaças ofertadas para que posteriormente pudessem ser
leiloadas. Já nos referimos a elas no longínquo ano de 1948, hoje publicamos
umas outras que integraram as Festas do Pombalinho no ano de 1975.

Este
momento foi registado na Rua António Eugénio de Menezes em frente à quinta de
Joaquim de Menezes e podem-se reconhecer de entre outras, a Otelinda e a Lena
Melão.

Neste
grupo, da esquerda para a direita identificam-se, a Hilária, a Ana Maria, a
Otelinda, a Lucilia, a Alice, a Domicília e a Lena Melão.

Finalmente,
o mesmo grupo em desfile na Rua 5 de Outubro. Reconhecem-se, a Otelinda, a
Lucilia, a Cila, a Ema e a Ana Maria.
27 março 2007
Festas de 1948 !
Sempre foram tradição no Pombalinho as festas anuais de caracter
popular, realizadas num ambiente de grande alegria e dedicação, em que toda a
população se envolvia e participava. Eram os arraiais, as quermesses, actuações
musicais das quais se destacavam os fados de Coimbra, cavalhadas, enfim, um sem
número de divertimentos para satisfação e gáudio de todos os Pombalinhenses. Neste prospecto
aqui reproduzido, pode-se testemunhar parte do programa dessa Festa em Honra e
Louvor do Mártir S. Sebastião, realizada no Pombalinho nos dias 31 de Julho, 01
e 02 de Agosto de 1948.
Programa completo das Festas.
O desfile das fogaceiras
com o Luis dos Reis aparentemente na orientação do mesmo na Rua Barão de
Almeirim. Esta fotografia refere-se ao segundo dia dessas deslumbrantes Festas,
como a própria Comissão de Organizadora as cassificou em título de cartaz
promocional.
Aqui,
o mesmo grupo de fogaceiras ainda na Rua Barão de Almeirim e já bem perto da
Igreja Matriz do Pombalinho .
Nesta fotografia
podemos apreciar de uma forma mais pormenorizada, duas fogaceiras que
participaram nessas Festas de 1948. São elas a Anita Martinho e a Violante
Cruz.
Colaboração Documental_Joaquim Mateiro.
Colaboração Fotográfica_ Guilherme Afonso.
20 março 2007
Pombalinho Histórico

- Sabia que ruas
existiam no Pombalinho no ano de 1900 ?
- E o que aconteceu na noite de 9 de Dezembro de 1870 na nossa
aldeia?
- Festa dos Tabuleiros no Pombalinho, diz-lhe alguma coisa?
- E quem era o proprietário da Quinta do Outeiro em 1841 ?
- E da Quinta de Fernão Leite, que padre era o seu proprietário no
ano de 1900 ?
- Sabia de quantas pipas era a produção de azeite na quinta da
Melhorada, no início do século passado?
A estas e muitas mais questões encontrará neste TEXTO as respostas certas,
podendo simultaneamente realizar uma belíssima viagem no tempo sobre o
Pombalinho do início do século vinte.
Editora - Empreza da Historia de Portugal
15 março 2007
Folclore - 1
É muito gratificante
sentirmos que este espaço, desde que foi criado, adquiriu uma dinâmica de
publicação muito regular, ultrapassando, modestamente, as expectativas mais
optimistas aquando da sua criação no mês de Setembro de 2005. Por isso nunca é
demais de realçar a valiosíssima colaboração prestada por um grupo de
conterrâneos que desde a primeira hora muito têm contribuído para a
consolidificação deste projecto, em construção, sobre a História do Pombalinho.
Hoje damos mais um bonito exemplo do que acabo de
escrever! Perante a recente publicação de algumas imagens referentes ao
último Rancho Folclórico existente na nossa aldeia, o nosso amigo Guilherme
Afonso abriu-nos mais uma excelente página histórica sobre o folclore no
Pombalinho, historiando de uma forma muito própria, o
retrato sentido desses tempos e dessas gentes que representaram
tradicionalmente a nossa terra.
E é para esse registo fotográfico que chamo a vossa atenção
e já agora porque não, recuarem um pouco no tempo e relembrarem toda esta gente
que há mais de cinquenta anos se voluntariaram em mais uma demonstração de
apego e carinho ao nosso Pombalinho.
Nesta fotografia
registada no dia 22 de Fevereiro de 1955 em frente à Igreja Matriz do
Pombalinho, conforme inscrição no verso da mesma, podem-se reconhecer de entre
outros, o José Afonso, o António Rufino, o Francisco Sousa (Mação), o José
Bacalhau, o Manuel Condeço (Rato), o António Maria, o Isidoro Narciso, o Carlos
Cordoeiro, o António Bento "Charola", o José Maria dos Santos, o
Diamantino Teixeira, o Acácio, o Joaquim Fataça e as senhoras, Carminda Antunes, Maria Alice
Correia, Ema Correia Minderico, Elvira Cordoeiro, Laurinda Antunes, Maria Adelaide Cavaco, Josefina, Anita Duarte, Helena Catita, Elvira Justino, Silvina Bacalhau e Luísa Barreiros.

Nesta
pose, da Josefina, podemos apreciar mais em pormenor as vestes deste Rancho
Folclórico de 1955.
Para texto mais elucidativo sobre a história dos Ranchos
Folclóricos que existiram nestes anos cinquenta no Pombalinho, clique AQUI
Colaboração Fotográfica e Dados Históricos_Guilherme Afonso
Texto_Manuel Gomes
Texto_Manuel Gomes
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