07 dezembro 2020

20 novembro 2020

Guilherme Afonso, "todos precisamos de qualquer jogo"!

 











Nota – Este artigo de opinião, alusivo à passagem da data de aniversário de Guilherme Afonso, foi-nos partilhado pelo seu filho Carlos dos Santos, a quem agradecemos por isso a sua simpatia e generosidade.


27 julho 2020

O último barbeiro do Pombalinho!





SER BARBEIRO E NÃO GOSTAR DE O SER..., ou uma simples e breve história de vida!

De Raúl Pica Sinos recebemos um maravilhoso texto sobre uma breve conversa que ocasionalmente este nosso amigo teve com Heliodoro da Silva Bacalhau, mais conhecido por “Sevilha”, na sequência de uma sua ida à barbearia daquele que poderá ser o último neste ofício no Pombalinho. Começa assim o admirável diálogo:


RPS - Meu amigo, esta cadeira cheia de velhas e muitas histórias bem poderia honrar o jardim da aldeia se lá pudesse ser colocada!
HSB - Essa ideia já vem tarde, o Dr. Luís Filipe, vereador da Camara Municipal da Golegã e Ex-Presidente da Junta, já a pediu. Pode ter a certeza, quando as mãos me tremerem, essa honra ser-lhe-à feita.

RPS - Já sentado, vejo refletido no espelho o constante movimento dos seus velhos dedos, segurando o meu cabelo em mechas, com vistas ao corte certo da inigualável tesoura. E quase em surdina oiço-o dizer:
HSB - Vou fazer-lhe uma confidência: quando na adolescência, tinha para aí cerca de 12 anos, então aprendiz numa barbearia do José Reis, situada na vizinha aldeia onde Saramago nasceu, estava longe de imaginar que ser barbeiro era a profissão que viria a abraçar para a vida. Confesso que muito mais tarde, foram muitas as noites que sobre o travesseiro as duvidas me sobressaltaram.

RPS - Sem o interromper, ouvia-o com curiosidade. Era notória a necessidade de desabafar.
HSB - Oiça, enquanto aprendiz, o talento do mestre, o meu subsequente entendimento para a aprendizagem originou, com a ajuda do meu pai, começar a trabalhar por conta própria, em casa alugada, na Rua Manuel Monteiro Barbosa no Casal do Campo com a idade de 15 anos.

RPS - Corria então o ano de 1958.
HSB - O trabalho era coisa que não faltava para as quatro barbearias então existentes no Pombalinho. Aos sábados a clientela não faltava. O Veríssimo tinha a sua situada no cruzamento das ruas 5 de Outubro com António Eugénio de Menezes. Acumulava com a arte, alguns serviços de enfermagem. A do Carlos Cavaco, estava lá para o largo da igreja e a do António “Barbeiro”, estava situada na rua Barão de Almeirim, mesmo em frente à fonte do mesmo nome.

RPS - Acrescentando:
HSB - Aos vinte anos veio a tropa. Com o desenvolvimento da guerra colonial fui (como milhares de outros jovens) mobilizado, com a especialidade de soldado barbeiro para Angola. Quando voltei, abracei de novo a arte. Fui trabalhar a “meias” com o já idoso António “Barbeiro”. Tomando, um pouco mais tarde, a barbearia por trespasse a troco de lhe cortar o cabelo e fazer a barba enquanto fosse vivo.
Os apuros eram satisfatórios. Por lá fiquei largos anos. Mas jovem e irrequieto, estar preso entre quatro paredes em pé horas a fio, a rotina do trabalho, ouvir repetidas vezes as mesmas anedotas, os mesmos gracejos, ouvir as “boas novas já velhas da aldeia” ter que opinar sobre conversas sem ter vontade para tal, começava a ser um tormento.
Certo dia, já na casa dos 30 e tal anos, um dos meus clientes, o agricultor Manuel Gamarales, chamou-me à razão e disse-me que eu já tinha idade para me casar e constituir família. E que uma sua ex-empregada, moradora para os lados do Pombal, era uma boa rapariga, trabalhadora e muito responsável! Devias de a conhecer e de lhe escrever, disse-me ele, e deu-me a sua morada.
Assim fiz. Escrevi-lhe uma carta a contar-lhe os meus mais honestos propósitos. O encontro foi na estação do caminho-de-ferro em Pombal. Casamos pela igreja na aldeia Santiago da Guarda em Ansião. Tinha eu então 38 anos.
Pouco tempo depois, passei todo o aparato da loja da Rua Barão de Almeirim para uma parte da nossa casa na Estrada Real. Deixei toda aquela azáfama e procurei outra vida profissional. Trabalhei em várias empresas e em diversas profissões: na fábrica de carnes em Rio Maior, na fábrica de confeções em Santarém, na Junta Autónoma, como pastor, maltês, passando a ser barbeiro apenas aos fins-de-semana, ou na barbearia Moderna em Santarém, quando me solicitavam.
Hoje, já reformado, trato da minha horta que é grande e aparo alguns cabelos, graciosamente ou a troco de um “café,” quando os amigos me pedem. Não estou nada arrependido.
Não esqueço e estou grato ao cliente que me deu a morada daquela que foi a mulher da minha vida.

Pombalinho, 25 de Julho, de 2020
Raúl Pica Sinos



20 julho 2020

Família Condeço





Da  esquerda para a direita, Inês Dias Condeço, Luísa Dias Condeço, Maria Dias Condeço e João Dias Condeço.
Fonte – João Condeço 


23 maio 2020

Hermínio Simões



Agradecimentos a Manuel Lopes do  “O Riachense”, pelo envio do exemplar de 20-Maio de 2020, no qual foi publicado este interessante artigo sobre a vida do nosso conterrâneo Hermínio Simões. Sabíamos da atribuição recambolesca do seu nome à rua 1º de Dezembro, no Pombalinho, e também de como tinha terminado a sua vida. Com esta excelente pesquisa jornalística, ficamos conhecedores um pouco mais da personalidade de quem, por resistir, acabou por ser vítima das atrocidades criminosas da polícia política do antigo regime.












21 março 2020

Leonardo Bento





Leonardo Maria Bento.
Filho de Albertina e Joaquim Bento.
Nasceu a 08-Jul-1940  e faleceu a 05-Jul-1995.



25 novembro 2019

A "minha" Aldeia do Pombalinho!






A TROCA DE VIDA DA GRANDE CIDADE PELA ALDEIA, FOI UM SONHO ANTIGO QUE SE TORNOU REALIDADE.
Foi num outono, a época do ano escolhida para trocar a azáfama da grande cidade pela calma e sossego da aldeia do Pombalinho, situada em pleno coração do Ribatejo. A recuperação física, a tranquilidade da mente e a luta por uma melhor qualidade de vida, conferiram em muito as razões para a mudança. Mas não só. Não me custa reconhecer que o pensamento era antigo. Ao longo dos anos, quando me ausentava da capital em momentos mais frenéticos, saltava ao meu pensamento a vida na aldeia. As suas gentes, os seus usos e costumes, os verdejantes campos, o silêncio diurno e nocturno, o acordar com o chilrear da passarada, o cantar dos galos e o calor da lareira em dias de inverno, tudo me fazia sentir saudades em crescendo e com a enorme vontade de nela viver. E assim de facto acabou por acontecer.

TUDO TEM UM INÍCIO

Corria o ano de 1962. Era verão. No Calhariz de Benfica, em Lisboa, na casa daquele que viria a ser meu sogro, sentado na sala reservada às refeições, era chegada a hora do almoço para o qual eu tinha sido convidado. À mesa, a minha conversada Maria Emília, D. Adelaide sua mãe e o chefe de família, o Sr. José Luís. Quando a comida já fumegava na mesa, o chefe de família, olhando para mim, diz-me em tom quase paternal:
…Já namoras com a minha filha há cerca de dois anos. Eu e a minha mulher temos vindo a pensar que chegou o momento de te dar a conhecer e apresentar à restante família no Pombalinho. É a terra onde nascemos, crescemos e constituímos família. Se bem que a Maria Emília tenha nascido numa quinta vizinha, em Mato do Miranda. E acrescentando sem rebuço:
…Mas ficas desde já avisado, para evitar os falatórios, não quero que andes de braços-dados, ou com braço por cima dos ombros da rapariga, quanto muito de mãos dadas. A chamada de atenção tinha a ver com a postura perante as gentes da aldeia. Humildes é certo, educadas e trabalhadoras, mas à época, não era difícil de se verem criticas aos os usos e costumes dos adolescentes das grandes cidades.

A VIAGEM
O momento destinado à apresentação da família (a data não posso precisar) foi num fim-de- semana, no verão desse ano. Na manhã de sábado, a partida do comboio da estação de Braço de Prata, em Lisboa, foi bem cedo. Acomodado, meu olhar perdia-se na paisagem que o caminho mostrava. O encanto do rio Tejo acima, terras ali-e-aqui cultivadas, os pregões das vendedoras em apoio aos passageiros em algumas das estações, tudo me extasiava. As duas horas do percurso foram feitas num ápice. Apeados na estação de Virtudes/Mato Miranda, suportando as malas e demais bagagem, fizemo-nos estrada fora, ladeada a maior parte por plantações de milho, trigo e extensos olivais. O Pombalinho estava a três quilómetros.

OS “VIVAS” À MINHA ESPERA
Na recepção, o viúvo, o Sr. Jerónimo, a Sr.ª Emília Serra e o Sr. Manuel Calado, seu marido, respectivamente o pai, a irmã mais velha e o cunhado do meu futuro sogro. Sorridentes estendem-me as suas mãos calejadas para me cumprimentarem. O convidado é alvo de regozijo de todos. Mas o momento mais alto estava para chegar. Era habitual os “cafés” e as tabernas serem frequentadas pelos trabalhadores ao final da jorna. Sendo certo que aos fins-de-semana, a azáfama era maior, o vinho jorrava com mais abundância, as conversas sucediam-se, o fado à capela estava sempre presente:                                             
       
Num desses estabelecimentos, perto do largo da igreja, já no final da tarde, na presença de outros familiares da Maria Emília, sobretudo primos, o seu tio Manuel Calado, entusiasmado, não deixava que o meu copo ficasse vazio de vinho branco, a tal ponto que só terminei de beber e de dar cumprimento ao “ritual”, tarde demais!
Valeu-me o Emídio Narciso, marido de uma prima da Maria Emília, a Natália Narciso que, se deu trabalho de me segurar e amparar até casa no “porta bagagens” da sua bicicleta, Aqui, o Manuel Calado, sorrindo, depois de mais um ou dois “fados”, insistiu na ajuda na lavagem dos meus pés, no grande tanque existente no quintal. A cama estava por perto. No dia seguinte, domingo, dia do retorno para Lisboa, sentia algum mal-estar por via das náuseas, da dor de cabeça, e das tonturas que teimavam em não parar. Tal não foi a ressaca! Contudo deu para verificar quanto satisfeitos estavam todos por me ter conhecido! Ao contrário, o José Luís, pai da Maria Emília, ficou fulo quando constatou o novo tom da recente pintura no corredor da casa por via do “néctar vomitado”, afirmando:
…Da próxima vez que vieres ao Pombalinho, não te esqueças de trazer do teu emprego a tinta "Robbialac" necessária para pintares o corredor.
O casamento com a Maria Emília Santos Luís Pica Sinos realizou-se nesta aldeia do Ponbalinho em 4 de Maio de 1969.


Pombalinho, 21 de Novembro de 2019



15 julho 2019

Ezequiel Andrade Leal



O tempo contribui, inevitavelmente, para que as memórias fiquem cada vez mais distantes e silenciosas! Há mesmo até quem as defina como janelas temáticas que são criadas para nos recordarmos posteriormente de algo que nos aconteceu. Só que em muitos casos, quando solicitadas para o efeito, muitas delas já estão… completamente fechadas! Resta-nos, nestas circunstâncias, os registos fotográficos ou documentais, que fomos guardando e que no presente têm um valor de enorme significado testemunhal de acontecimentos que de certa forma acabaram por ser marcantes no percurso das nossas vidas.

Pode ser o caso, ou não, a propósito destes valiosos registos do nosso conterrâneo e amigo, Ezequiel Andrade Leal ! Fica no entanto o nosso orgulho, que é o de poder partilhar ilustrações da sua passagem como militar em Angola. A primeira das três é o Bilhete de Identidade referente à sua incorporação militar  no Regimento de Artilharia AntiAérea Fixa, em 1 de Julho de 1959. A segunda é uma fotografia (Ezequiel é o condutor do veículo) de  um desfile de tropas em Luanda,  no dia 1 de Novembro de 1961 , vindas da Metrópole a bordo do paquete Vera Cruz. E a terceira e última,  um documento do então Rádio Clube Português, a informar a família do Ezequiel Leal sobre uma sua mensagem radiofónica, que iria  ser transmitida em 2 de Setembro de 1961.
















Colaboração – Bruno Cruz e Ezequiel Andrade Leal.





20 maio 2019

Manuel Duarte Vieira





Manuel Duarte Vieira, filho de Augusto Justino e de Virgínia Duarte, nasceu a 20-Mai-1929.
Contraiu matrimónio com Gracinda Maria Duarte, do qual resultou o nascimento de três filhos: António Manuel Duarte Vieira, Perpétua Duarte Vieira  e Maria Albertina Duarte Vieira.
Faleceu a 29-Jul-1989.



Colaboração de texto e foto – António Manuel Vieira





06 março 2019

Noémia Pedroso Barreiros









De Fernando Furtado Barreiros recebemos a seguinte comunicação que passamos a transcrever:



Caro Manuel Gomes

Espero que esteja de boa saúde e disposição.
Hoje contacto-o para comunicar que 

faleceu no passado dia 21 de Fevereiro, com quase 100 anos, faleceu a minha tia Noémia, na sua casa de Lisboa, vitima de doença prolongada.
Nasceu a 29 de Maio de 1919, no Pombalinho. Era filha de Júlio José Barreiros, farmacêutico e de Aurora Machado Pedroso, professora do ensino primário que durante alguns anos aqui exerceu na escola local.
Noémia completou a Instrução Primária no Pombalinho, passando a deslocar-se diariamente a Santarém para frequentar o Curso dos Liceus, até concluir o 5º. ano. Continuou os seus estudos em Lisboa onde concluiu o 7º. ano e fez o Exame de Estado de professora do ensino primário, iniciando uma carreira que a levou a inúmeras povoações dos distritos de Lisboa, Setúbal e Évora.

Um abraço do

Fernando Barreiros




O Pombalinho endereça as mais sentidas condolências a Fernando F Barreiros.








07 fevereiro 2019

História do Toureio em Portugal




Na história do Pombalinho não faltam referências a acontecimentos tauromáquicos que ao longo dos tempos se foram realizando, umas vezes em cumprimento de programas das suas festas anuais, outras por iniciativa de grupos de aficionados da região.
Uma das touradas que ficou célebre no Pombalinho, e por isso mesmo relembrada de geração em geração, foi a realizada no Pateo do Neto em Janeiro de 1824. Teve a particularidade de ter tido entre a numerosa assistência a presença de El Rei D. Miguel. O jornal Correio do Ribatejo na sua edição de 17 de Dezembro de 1966, referindo-se a este acontecimento num interessante texto da autoria de V.A., enaltece a coragem do monarca que num acto de rara valentia salvou de eminente colhida, de um touro enraivecido, um cavaleiro que se havia precipitado na lide e caído da sua montada.
Neste tradicional ambiente vivido à volta da festa brava no Pombalinho, não quiz o autor do livro " História do toureio em Portugal", edição de 1907, ter deixado de se referir a esta terra ribatejana depois de apurado trabalho de selecção sobre o tema em publicações e livros da época. 















19 abril 2018

Teatro ao Deus Menino em 1861!



Um grupo de cidadãos do Pombalinho pensou comemorar o nascimento do Deus Menino, na forma de representação teatral, por ocasião da quadra Natalícia que então se vivia. O Pároco em exercício na paróquia, indignado com tal atitude, manifestou de imediato ao Vigário Geral de Santarém a sua preocupação sobre a eventual realização do evento, chegando mesmo ao ponto de adjectivar de escândalo em contexto religioso. A gravidade da situação era tal, no entendimento do Paróco Manuel Marques Rangel de Campos, que não deixou de considerar até a necessidade de uma consulta/parecer ao Administrador do Concelho. 

É certo que se vivia no ano de 1861, imaginemos por isso o ambiente desse Natal que não terá sido para este grupo de Pombalinhenses! Ficaram no entanto, para que os pudessemos recordar pela inicitiva tomada, os documentos que se anexam.























Transcrição da autoria de Drª Leonor Lopes/Arquivo Distrital Santarém.







27 fevereiro 2018

Mouchão dos Coelhos




Mouchão dos Coelhos foi uma propriedade que existiu no leito do Tejo, entre o Pombalinho e Vale de Cavalos. Limitava-a, um braço do Rio que ao entrar na sua margem esquerda circundava esta pequena parcela de terreno em forma de ilha e a separava do restante território. [ Fig 1 ]
Mouchão dos Coelhos pertenceu juridicamente ao Pombalinho até finais do século dezanove. Um porto existente permitia às populações, de ambas as margens do Tejo, fazer as travessias de barco sempre que fosse necessário para o transporte de bens e pessoas. [ Fig 2, 3 e 4 ]
A 2 de Dezembro de 1886 e ao abrigo de um projecto nacional de divisão paroquial, Mouchão dos Coelhos foi desanexada da antiga freguesia de Santa Cruz do Pombalinho  e incorporada  na  de Espírito Santo de Vale de Cavalos no concelho da Chamusca. [Fig.5 ]
A Comissão Concelhia, então criada para o efeito, fundamentou as razões da desanexação devido às dificuldades dos habitantes do Mouchão dos Coelhos de poderem assistir  aos actos religiosos na igreja do Pombalinho, por ocasião das inundações do Tejo, assim como também na impossibilidade de lhes serem administrados prontamente os devidos socorros em consequência das suas necessidades espirituais. [ Fig. 5 ]
Como nota final, a justificação conclusiva que presidiu à sustentação do deferimento do decreto, assinado pelo  ministro e secretário de estado dos negócios eclesiásticos  e de justiça:
“atendendo às informações havidas, pelas quais se mostra que a providencia reclamada é de toda a conveniência, e que a pretendida desanexação não obstará a que a freguesia de Santa Cruz do Pombalinho possa subsistir como paróquia independente.” [ Fig. 5]









Fig. 1








Fig. 2








Fig. 3








Fig. 4








Fig. 5









Ligação 1 -   Decreto21Abril1862  


      Ligação 2  -  MemóriasdoGuilherme 


Ligação 3  -  Mouchão 






08 fevereiro 2018

Cheias de 1840/41


Em pleno inverno do ano de 1840 e o Pombalinho acabara de ter sido assolado por mais uma das grandes cheias do rio Tejo. Imensos prejuízos materiais atingiram os moradores da nossa terra, com maior incidência nas suas zonas mais baixas. Com o intuito de  minimizar os efeitos devastadores que a cheia provocou entre a população atingida do distrito de Santarém, foi criada por nomeação da rainha D. Maria II e ao abrigo do Decreto de 15 de Fevereiro de 1841, uma  Comissão de Auxílios para angariação de géneros alimentícios, roupas, dinheiro e a sua sequente distribuição pelas pessoas mais afectadas.

Um livro publicado pela Imprensa Nacional de Lisboa descreve pormenorizadamente a listagem dos donativos que foram distribuídos à população de Azinhaga e Pombalinho (1ª distribuição) + Reguengo (5ª distribuição), vítima da subida anormal das águas do Tejo no final de ano de 1840, princípio de 1841.

Por ilustrarem este particular contexto de vida dos nossos conterrâneos, no longínquo ano de 1840, não quisemos deixar de publicar no “Pombalinho” excertos do referido livro, assim como cópia do Decreto Real que deu origem a uma campanha de solidariedade para com as gentes das zonas mais alagadas pela subida anormal do nível das àguas do Rio Tejo.








Folha  1/10


Folha  2/10





Folha  3/10



Folha  4/10



Folha  5/10



Folha  6/10


Folha  7/10




Folha  8/10



Folha  9/10



Folha  10/10




Curiosidades:
Arratel – Antiga medidade peso equivalente a 459 gramas.
Baeta – Pano de lâ felpudo.
Côvado – Antiga medida de comprimento equivalente a 0.66 metros.
Quarta – Antiga medida capacidade equivalente a 3,45 litros


Ligação relacionada -  Cheias no Pombalinho 




27 janeiro 2018

Manuel Sabino Duarte "Veca"






Entrevista a Manuel  Sabino Duarte “Veca”,  publicada na antiga Revista  "Plateia"







Ligações relacionadas  -    Veca 1   +  Veca 2  +   Veca 3