26 novembro 2013

Joaquim Madeira - "Quimadeira"




Joaquim José Fonseca Carvalho Madeira, de nome artístico Quimadeira, natural de Pombalinho - Golegã, nasceu aos oito dias do mês de Julho de mil novecentos e cinquenta e oito, sob o tórrido sol da lezíria ribatejana, entre touros, vinhas e cavalos, nesta hospitaleira aldeia circundada pelos rios Tejo, Almonda e Alviela.
Iniciou a actividade artística depois da sua primeira mostra (desenho sob o tema "ArteJovem") na 24ª Feira do Ribatejo em 1977, durante a qual Mário Viegas (já falecido) se lhe referiu:
"O traço fino e decisivo marca a elegância e a beleza da sua obra".
Ao longo dos anos tem participado em várias exposições colectivas em Portugal e na Europa tendo trabalhos em colecções particulares em países como Espanha (Madrid e Bilbau), França (Paris e Montluçon), Bélgica (Antuérpia) e Holanda (Rosendall e Roterdão).

Radicado na Figueira da Foz desde 1980 tem vindo a exercer a sua actividade profissional sempre no sector dos transportes terrestres, inicialmente como director fabril, passando a construtor de equipamento material de transporte, gestor logístico e técnico de certificação de qualidade.

 A partir de 2000 diversifica a sua actividade colaborando na organização de eventos culturais, desportivos e participações televisivas como, por exemplo:  aniversários e homenagens, desfiles e concertos, festas temáticas e pinturas corporais, corridas e desfiles de camiões, concentrações de motos e raids todo-o-terreno, festivais gastronómicos e folclore, exposições e pintura ao vivo e animação e divulgação turística.










Dívida Soberana, a exposição de desenho e pintura que Quimadeira inaugurou em 20 de Março de 2011  na  Galeria Magenta .























































Fonte de Texto e Ilustrações -   Magenta


Link relacionado -  "Pombalinhense"





18 novembro 2013

Manuel Sabino Nunes Duarte "Veca"


Manuel Sabino Duarte "Veca" foi uma figura incontornável da Feira do Cavalo. A sua assiduidade neste mais importante evento realizado na Golegã, foi um de valor inestimável para a região e para todos os que se habituaram a  admirá-lo na sua elegante e graciosa presença,  sempre que  "desfilava" as suas montadas na famosa manga do Arneiro.
Homem desde sempre ligado ás lides do campo e aos cavalos, foi com estes que  se cruzou  ao longo de uma vida dedicada ao ensino da arte equestre. O texto que serve de suporte à fotografia deste post, da autoria de António Costa e por si publicado em Outubro de 2011,  é bem revelador dessa sua grande paixão.

Complementam esta publicação, dedicada ao   decano dos Cavaleiros de Santarém e do Ribatejo,   três vídeos realizados pela Associação dos Amigos da Escola Agrícola de Santarém. Numa entrevista dividida em três partes, "Veca" proporcina-nos uma viagem por tempos vividos nos campos do Pombalinho  e  do  seu percurso como aluno na Escola Agrícola de Santarém. O cavalo, esse, nunca deixou de estar presente!    




"O Veca  foi em vida um caso importante de um predestinado para determinado tipo de equitação. As passages e os piaffers que ele sacava aos cavalos eram brilhantes. A empatia e a cumplicidade que criava entre ele e os animais que trabalhava eram de tal dimensão que muitos tinham dificuldades em acoplar-se aos seus cavalos. Vi-o por vezes montado em animais que não eram acima da média e que conduzidos por ele apresentavam um “gesto” que em nada correspondia ao valor que aparentavam.
Foi ao Veca que António Ribeiro Telles confiou o Gabarito, o Damasco, o Zinco e mais alguns em determinada fase do seu arranjo. Recordo-me de um (companhia das Lezírias) em que o António toureou e que lhe comprou já arranjado, que pregava piruetas verdadeiras (não confundir com piruletas…) e que sacou nas cortesias quando se encerrou com 6 toiros em Almeirim tirando nesse dia partido da pirueta inversa, que é tão raro ver.
Assisti á sua alternativa com meus pais em Viseu, que lhe foi concedida por Mestre Manuel Conde, na feira de S. Mateus no Fontelo onde todos os anos íamos. Vi-o tourear algumas vezes, recordo-me de Cascais era então empresário Nuno Salvação Barreto e em Tomar quando um toiro entrou pela porta dos cavalos.
Depois da morte de seu filho com um ataque cardíaco, filho esse que já tinha tido uma lesão grave num rim num jogo de Rugby, psicologicamente quebrou muito, mas rejuvenescia de conversa pronta , quando o tema era o cavalo.
A última vez que estivemos juntos foi este ano numa corrida do principio de época em Santarém. Havia espaço e sentámo-nos ao lado um do outro para trocar impressões.
Guardo muitas recordações sobretudo da feira de S. Martinho, mas talvez a principal seja no baptizado do João Telles Júnior, em que fiquei na mesma mesa com ele e com o Zé Eduardo Nunes cruzando os três a boa e a má equitação em exercícios de pensamento livre que por vezes confluíram e outras não.
Meu caro Veca, partiste e os apaixonados da Golegã vão sentir a tua falta, e do espectáculo que era ver-te apresentar um cavalo em cujo o arranjo não faltava uma reverance segura sem tibiezas.
Veca sabias como poucos pôr um Sombrero. 
Veca contigo partiu um pouco do Ribatejo dos campos de oiro, e das “Portas do sol” o lendário trovador, rezará em silencio uma ode a Manuel Sabino Duarte ( Veca p’rós amigos.)" 
 António Costa

 Texto -  SortesdeGaiola 

  Foto -  RomeirosSJose

  Link relacionado -  Manuel Sabino Duarte 






Manuel Sabino Duarte entrevistado pela Associação dos Amigos da Escola Agrícola de Santarém.














02 novembro 2013

Casamentos XV !



Casamento de Lucília Gomes com Américo Ferreira.
A clássica fotografia  "familiar" dos  acompanhantes que estiveram presentes na cerimónia realizada no Pombalinho em 24 de Abril de 1977.




Os noivos na tradicional sessão fotográfica..., para mais tarde recordar!!!




Depois das cerimónia nupcial,  uma  visita ao futuro lar  dos noivos Lucília e Américo!
Uma imagem do percurso  na  Rua António Eugénio de Menezes  em  direcção  à  Rua 5 de Outubro.



Fotos gentilmente cedidas pela Lucília