27 setembro 2010

Retratos XX !






Curiosa fotografia tirada na EN365, a pouca distância da entrada sul do Pombalinho! Esta estrada sempre foi um local convidativo a alegres passeios que terminavam normalmente na zona circundante da velhinha ponte de Fernão Leite! Míudos e graúdos, nessas longínquas tardes de domingo, não perdiam uma bela tarde de sol para escaparem um pouco à azáfama de uma aldeia em franca ascenção social.

Neste alegre e divertido grupo reconhecem-se, nos adultos, a Maria Laura Cachado e a Olímpia Borges. Nas crianças, O Victor Reis, a Graça Cachado, Maria Eugénia Menezes, Isabel Cachado, Cristina Cachado, Margarida Cachado e Teresa Cachado.




Colaboração fotográfia - Victor Reis







24 setembro 2010

Cheia de 1966




Cheia no Carnaval de 1966.




Colaboração fotográfica - Victor Costa
Pesquisa - Bruno Cruz

Nota - Esta imagem encontra-se inserida no blog temático Cheias no Pombalinho







16 setembro 2010

Retratos XIX !






Ernesto Hilário, Francisco Duarte e Francisco Cruz.




Colaboração de Mª Luísa Narciso e Bruno Cruz






08 setembro 2010

Júlio Freire!






Pelos caminhos intermináveis e curvos da internet, somos por vezes agradávelmente surpreendidos com textos que dificilmente imaginaríamos vir a encontrar. É o caso do que hoje publicamos, da autoria de José Bray, retirado do blog intitulado "Bray". Tem a particularidade de nele ser referenciada uma interessante passagem de vida do nosso bem conhecido conterrâneo, Júlio de Conceição Freire. 
Como muitos de nós sabemos, Júlio Freire foi uma daquelas personalidades carismáticas do Pombalinho. Ao recordarmos nele aquele ar de quem muito pensava da vida, transparecia a quem com ele se cruzava, que ela, a vida, lhe causava algumas apreensões. Homem de ideias firmes, era possuidor de uma cultura acima da média, se tivermos em consideração o meio social de uma aldeia como o Pombalinho! Mas acima de tudo era um crítico da vida, da vida que ele não gostava! Muito boa gente achava-o por isso, rezingão! Mas ele lá tinha as suas razões! 

Quem com ele teve o privilégio de conviver, nem que tivesse sido por breves momentos, aprendeu sempre algo que em mais lado nenhum se ensinava! Era pessoa de poucas palavras, imbuído por vezes de um certo afastamento social, não facilitando por isso o diálogo. Mas naquela noite de verão, não sei o que lhe passou pela cabeça e quando eu vinha do Chico Minderico, depois de assistir a mais um serão televisivo, chamou-me e disse-me: "Oh Calvaria, chega aqui para te mostrar uma coisa"! Foi dentro de casa e pouco tempo depois quando regressou, trazia um livro grosso e com sinais já de algum uso! Abriu-o para eu ver e disse-me: "Vês, aqui podemos saber muita coisa da história do mundo!!!" Fascinado pelo que os meus olhos contemplavam, pude observar pela primeira vez um Dicionário Ilustrado !

Bem, mas vamos lá ao texto de José Bray, depois desta pequena deriva em memória, também ela, de Júlio Freire.
Começa então assim:



Fonte -    Bray 



Humberto Delgado

Depois da publicação deste texto de José Bray, recordei-me que também neste mesmo contexto, apoio a Humberto Delgado e prisão em Aljube, já Guilherme Afonso a Júlio Freire se tinha referido numa resposta a uma carta que então lhe dirigi no ano de 2004.
Assim me escreveu o nosso amigo e conterrâneo, a 21 de Junho desse ano:

"Diz o Manuel Gomes, ao referir-se ao Júlio Freire (aí está, entre si e ele, um dos tais encontros que o acaso proporcionou e que o meu amigo soube valorizar), que ele foi, e é, uma referência do Pombalinho. Como é natural, já o foi mais do que é, porque os anos vão passando e as referências vão-se esbatendo. Sabe que o pai dele (também Júlio, se não estou em erro) foi (e falo mesmo só no passado. Quem é que, hoje, se lembre dele?) uma referência ainda maior que a do filho? No meu tempo e no Pombalinho não havia ninguém que sequer se lhe aproximasse em conhecimentos. E, além do mais, gostava de ensinar e fazia-o gratuitamente. O meu pai (e não só ele, julgo eu), já ao chegar à idade adulta, aprendeu com ele a ler. Curiosamente, só a ler. E só a ler letra impressa - jornais e livros. Mas lia muito bem. No entanto, a escrever apenas aprendeu a rabiscar o nome, que era José dos Santos, e não José Afonso. Afonso era o nome próprio do pai dele, meu avô que não conheci.

O Dicionário Ilustrado do Júlio Freire de que o meu amigo fala era o "Dicionário Prático Ilustrado Lello", da Editora Lello & Irmão, que eu também folheei algumas vezes e de agora possuo uma edição de 1989.

Sabe que em 1989 o Júlio Freire não pode votar? Realizaram-se nesse ano eleições para a Presidência da República em que o candidato da Oposição era o General Humberto Delgado, de cuja candidatura o Júlio Freire era o delegado no Pombalinho, e creio que também o meu primo Joaquim Correia dos Santos (o Canca). E creio que também a ambos (ao Júlio Freire, de certeza) a PIDE recolheu para o Aljube antes do dia das eleições e lá os manteve durante pelo menos três meses."



Nota - A foto de Júlio Freire foi gentilmente cedida por José Bray.