22 dezembro 2015

Natal 2015




Um Feliz Natal e Bom Ano Novo de 2016 são os votos do "Pombalinho" a todos os seus visitantes, nesta quadra natalícia que agora se festeja! 






01 dezembro 2015

Casamentos XXI








Casamento de Diamantina Carvalho com Ezequiel Leal.
 A cerimónia religiosa realizou-se na   Igreja Paroquial   do  Pombalinho  em 25 de Outubro de 1964.






Fotos gentilmente cedidas por Diamantina Leal




05 novembro 2015

Sofia Pinto Coelho e o seu Avô Luís


Em determinada fase da vida deste blog, quando estávamos a tentar historiar a família Braamcamp Freire e a  envolvência que teve  na vida social do Pombalinho, foi por gesto amável  de Sofia Pinto Coelho que  nos foi possível fazer a publicação de excelentes fotografias sobre  alguns dos seus ascendentes que viveram na  quinta da família , na rua Barão de Almeirim. Com o conhecimento desses tão importantes registos, ficamos mais sabedores do Pombalinho e a sua  história ficou mais enriquecida! De Sofia, ficaremos sempre,  reconhecidos e  gratos por  tão generosa  partilha !

Jornalista da SIC e escritora, Sofia Pinto Coelho está ligada ao Pombalinho por razões familiares. Filha de Carlos Braamcamp Freire Pinto Coelho e de Maria Filomena Mónica e neta de Maria da Madre de Deus Amado Braamcamp Freire (Piinha) e de  Luis Egas da Câmara Pinto Coelho  . Desde muito nova que Sofia começou a frequentar a quinta do Pombalinho, onde com seus primos e outros familiares mais próximos passava as suas férias de verão. Foi ali que sua avó Piinha nasceu e viveu largos anos da sua vida! Era ali que os seus ascendentes tinham parte da sua história!

No passado dia 23 de Outubro, Sofia Pinto Coelho apresentou, em Lisboa, o seu mais recente livro intitulado " O meu Avô Luis". Amávelmente a escritora endereçou-nos um convite para estarmos presentes, mas por razões alheias à nossa vontade não pudemos corresponder ao seu pedido. De qualquer maneira não queremos  deixar de publicamente nos congratularmos com o lançamento do seu  mais recente trabalho literário.

" O meu Avô Luis" é um livro extraordinário sobre a vida de Luis Egas da Câmara Pinto Coelho que Sofia  Pinto Coelho veio a conhecer mais aprofundadamente,  depois de aceder a filmes e outros documentos que constavam do seu espólio. É  uma obra de leitura cativante  sobre um homem que por amor "renunciou a tudo: à pátria, a Salazar e à família". 

Por razões obvias e depois de lermos o "O meu avô Luis" entendemos que por motivações puramente históricas não poderiamos ficar alheios nem porventura deixarmos de realçar neste blog alguns excertos do livro onde o  Pombalinho e a quinta da família Braamcamp Freire são  referenciados. Contactada para o efeito sobre esta nossa vontade,  mais uma vez Sofia Pinto Coelho foi de uma generosidade assinalável por nos ter dado toda a liberdade em termos de publicação sobre o nosso propósito. Os nossos agradecimentos por isso! E por mais uma vez se ter solidarizado com esta nossa causa em prol da história do Pombalinho.
















































Maria da Madre de Deus Amado Braamcamp Freire, com os seus seis filhos; José Gabriel, Carlos, Maria Isabel, Luís, Rui Domingos e Duarte.








Maria da Madre de Deus, com os netos. Sofia Pinto Coelho e  Filipe Mónica Pinto Coelho, no Parque Eduardo VII em Lisboa.








Avó de Sofia Pinto Coelho, Maria da Madre de Deus, aos cinquenta anos na sua quinta do Pombalinho.






Nota -  Por terem tornado possível esta publicação, aqui deixamos os nossos agradecimentos a  Sofia Pinto Coelho e  à  editora  Guerra & Paz  [ www.guerraepaz.net .]







17 outubro 2015

Pombalinhenses na 1ªGrande Guerra II


Em    6 de Janeiro de 2010,  recordamos neste blog uma confraternização de antigos combatentes Pombalinhenses que estiveram na 1ª  Grande Guerra. O encontro realizou-se em 9 de Abril de 1955 e ficou registado em fotografia que, amavelmente, José Braz Barrão  partilhou com este blog .


Em recente pesquisa realizada no Arquivo Histórico Militar, encontramos  interessantes documentos militares referentes à presença dos Pombalinhenses, Júlio da Silva Conde, José Duarte Grais, Francisco da Silva Freire, João Martins e Leonel Duarte Grais, que igualmente estiveram  na frente de combate da  1ª Grande Guerra Mundial. São documentos históricos a que o Pombalinho está indubitavelmente ligado. Foi gente da nossa terra que esteve envolvida nesse conflito mundial, durante os anos de 1917 a 1919 e em que, infelizmente, nem todos tiveram como certo o regresso à sua terra natal!





Júlio da Silva Conde.








Sepultura de Júlio da Silva Conde localizada, em França, no Cemitério de Richebourg L'Avoué, Talhão C, Fila 10, Coval 16.







José Duarte Grais






Francisco da Silva Freire






João Martins






Leonel Duarte Grais





Nota - Para visualização completa de todos os documentos clicar em   "Pombalinho Documental"




Fonte - Arquivo Histórico Militar








25 agosto 2015

Dez anos de vida!!!





Faz hoje dez anos que iniciamos esta bonita caminhada sobre o Pombalinho"! O Blogger, empresa, tinha sido criado e comprado pela Google há apenas dois anos! Entrar no mundo dos blogs, nesses tempos, requeria alguma dose de pertinência, paciência e tempo de dedicação ! Basta dizer que para se publicar uma foto de tamanho superior ao que o Blogger permitia, que era diminuta, tornava-se necessário o seu alojamento num endereço apropriado e só  depois, a partir do html, é que era possivel a publicação dimensional desejada. Mas mesmo assim, apesar de algumas dificuldades iniciais de funcionamento do Blogger, entramos com uma vontade inabalável de colocar o Pombalinho na "boca do mundo" a partir  deste  novo meio de comunicação. Queríamos que todos os pombalinhenses, e eram e são muitos, que por razões diversas tiveram que sair do Pombalinho, não perdessem a ligação umbilical com as suas raízes e as suas gentes! E foi assim que fazendo das memórias e do acto de as recordar, a matriz fundamental que deveria orientar editorialmente o blog, que nos propusemos a este objectivo maior pelo Pombalinho.

Iniciamos com reduzidas expectativas quanto ao que o "Pombalinho" pudesse vir a dar! Sabíamos convictamente das nossas limitações no acesso a registos, quer fotográficos ou de textos, que pudessem contribuir para os objectivos do blog ! Mas a vontade era enorme ! E logo após as primeiras publicações começaram a surgir vontades e colaborações de dois conterrâneos que jamais podemos esquecer e que nunca será demais referi-las! Foram eles Guilherme Afonso e Joaquim Mateiro ! O entusiasmo que ambos puseram na partilha de memórias, impulsionaram-nos imenso nesta grande aventura sobre a história da nossa terra. Como criador deste blog e pombalinhense, a eles devo uma enorme gratidão pelo envio de textos e fotos extraordinários sobre os hábitos e costumes das nossas gentes que em muito enriqueceram o testemunho patrimonial  e cultural do Pombalinho. 

Depois, claro, foi-se  fazendo o caminho, caminhando! Começaram a surgir outras não menos importantes colaborações. De entre muitos que se prontificaram,  no envio principalmente de fotos, destacaria os nossos amigos Teresa Cruz  Pedro Menezes ,  Fernando Furtado Barreiros, José Barrão, Maria Luísa Narciso,  Tânia Martinho ,   Victor Reis  ,  Fernando Leal  e   Bruno Cruz  .  

O Bruno tem sido um caso particular de enorme colaboração na construção do blog e noutros assuntos relacionados com a história do Pombalinho.! A ele muito se deve do que aqui tem sido publicado ! Num dado momento, estávamos nós os dois a  observar  o palacete Barão de Almeirim, quando nos ocorreu a ideia de sabermos que história não estaria por trás daquele edifício icónico do Pombalinho! Se assim o pensamos, melhor o fizemos! Depois de aturadas e prolongadas pesquisas sobre os Barões de Almeirim e seus  familiares, que viveram no Pombalinho, chegamos a  Sofia Pinto Coelho que amávelmente nos concedeu fotografias excelentes sobre os seus ascendentes. Nasceria assim   o Blog Temático  "Barões de Almeirim" .  Sobre  António Vasques da Cunha Portocarrero, personalidade ligada aos Barões de Almeirim a partir do seu casamento com  Rita Mariana Giralda Freire, a  paixão de sabermos  quem foi este  homem do norte que combateu as tropas de Junout como capitão de Cavalana,  era enorme.! Pesquisamos na Torre do Tombo, Arquivo Militar Histórico, fomos ao Cemitério dos Prazeres, visitamos a rua das Janelas Verdes e  só nos faltou, para grande amargura nossa, uma sua fotografia! Criamos a partir daí o blog Temático  "Barão de Pombalinho" .

Mas ainda nos faltava um espaço dedicado ao pombalinhense que maior notoriedade atingiu a nível nacional. Estou-me a referir, claro está,  ao Coronel  Manuel da Costa Braz . Como tinha em meu poder  alguns recortes de jornais que fui guardando ao logo dos tempos sobre a sua envolvência no 25 de Abril de 1974, considerei que era um bom ponto de partida para a criação de um espaço on-line ao Coronel Costa Braz dedicado. Mas claramente insuficiente no seu todo, tal a sua riquíssima participação no ante e pós 25 de Abril. Depois de algumas  pesquisas feitas e de um contacto prévio que estabeleci com o nosso ilustre conterrâneo a fim de lhe dar conhecimento desta  minha vontade e também depois de receber do próprio a sua biografia, nasceria o blog  Manuel da Costa Braz . Foi para mim um momento extremamente gratificante porque tinha finalmente concretizado um projecto que de há muito desejava realizar!

A História do Pombalinho que fomos publicando ao  longo dstes 10 anos  é de tal maneira  rica  e diversificada que o seu enquadramento, em determinadas àreas,  exigiu  espaços próprios de publicação a que chamamos Blogs Temáticos. Estão ligados umbilicalmente ao Blog Pombalinho e funcionam como anexos à grande história  que é o Pombalinho.  Estes três a que nos referimos, Barões de Almeirim, Barão de Pombalinho e Manuel da Costa Braz , são disso excelentes exemplos. Mas outros mais contribuem superiormente, de igual   modo, para a história da nossa terra! São eles, O  Pombalinho Romano  , As  Bateiras , As  Cheias no Pombalinho , A  Escola do Pombalinho ,   O Perfume da Alma  Guilherme Afonso   Vera Cruz ,   Teatro no Pombalinho   Ponte Fernão Leite  e em construção   Pombalinho Documental . Por fim,  um blog que incorpora um índice dos assuntos mais importantes publicados no âmbito de todos eles,  é ele,  o   Pombalinho Temático .

Este foi resumidamente  o caminho que nos motivou nestes dez anos de existência! Com o Pombalinho sempre no horizonte, militamos na divulgação das suas origens, defendemos os seus valores culturais e humanos, e almejamos fazer da nossa terra, neste novo mundo global da informação e do conhecimento, uma menção superior das suas gentes que tiveram do Tejo e dos campos agrícolas adjacentes, fontes do seu sustento e referências dos seus modos de vida!

A História e as histórias do Pombalinho, que demos aqui a conhecer, se ficaram mais perto do coração dos pombalinhenses, de muito orgulho invadidos ficaremos por sentirmos que assim possa ser! Porque essa foi a bandeira que hasteamos, orgulhosamente como desígnio, no dia 25 de Agosto de 2005 !




Manuel Gomes  / 25-Ago-2015



31 julho 2015

Postais do Pombalinho !





Bilhete Postal ilustrado, datado de 24 de Julho de 1905, alusivo a uma entrada de touros no Pombalinho .







Outro Bilhete Postal com a mesma ilustração mas datado de 3 de Setembro de 1906.




Nota - Já   aqui  tínhamos feito referência em formato diferente deste Bilhete Postal. Mas por estes dois exemplares serem diferentes, em vários aspectos, penso justificar-se a sua publicação de forma a que seja do  conhecimento de  todos aqueles que apreciam este tipo de documento.   E o Pombalinho, a galeria documental do Pombalinho que neste blog temos vindo a construir, ficará com certeza, historicamente mais enriquecida!  




07 abril 2015

Casamentos XX !


Casamento de Maria Emília Santos Luís Pica Sinos e de Raúl Ferreira Pica Sinos. A cerimónia realizou-se no Pombalinho em 4 de Maio de 1969. 

Maria Emília, natural de Mato de Miranda, nasceu em 09 de Outubro de 1945. É filha de Adelaide Maria e de José Luís. 

Foi viver com seus pais para casa dos seus avós maternos, Joaquina Serra e Jerónimo Serra no Pombalinho. Seu avô era natural de Santa Margarida da Coutada, concelho de Constância.

Seu pai, embora natural de Pombalinho, trabalhava como guarda florestal, na Quinta de Mato de Miranda, na altura do seu nascimento. A família regressou pouco depois ao Pombalinho, tendo José Luís concorrido para a polícia e sendo colocado parte com a família para Lisboa.



Raúl Pica Sinos, natural da Freguesia de Benfica de Lisboa, nasceu em 12 de Dezembro de 1945. É filho de Georgina dos Santos e de Adriano Ferreira Pica Sinos.





A noiva, Maria Emília  acompanhada de Manuel Gomes e demais acompanhantes, a caminho da Igreja Paroquial de Pombalinho.







Os noivos, Maria Emília e  Raúl Pica Sinos à saída da Igreja depois de terminada a cerimónia religiosa.




* "Faz hoje 39 anos que somos casados. Casei com a Maria Emília, cerca das 10 horas, numa pequena igreja na aldeia do Pombalinho, terra natal dos seus pais.

Saí da casa de Júlia Gardão, tia da noiva, na rua 5 de Outubro, e como manda a tradição fui espera-la à sua porta mais abaixo, na mesma rua, seguindo a prometida à minha frente com os seus convidados, eu com os meus um pouco mais atrás, caso contrário a noiva não sairia da casa dos seus progenitores."


*  Excerto de uma publicação, da autoria de Raúl Pica Sinos,  alusiva ao trigésimo nono aniversário do seu casamento. Para leitura completa do texto clicar   AQUI 






Colaboração de fotos e texto de Raúl Pica Sinos.





31 março 2015

Entrada de Cavalos no Pombalinho !


Do nosso conterrâneo António Carlos de Menezes recebi há dias um mail que, segundo suas próprias palavras,  foi motivado por uma aguarela da autoria de Serrão de Faria. É um interessante mail que tendo  o Pombalinho como referência central, tem igualmente nas cheias e na sua Igreja Paroquial menções históricas de tal modo importantes, que não podemos deixar de as considerar neste espaço  de forma a contribuirem para uma melhor compreensão da história da nossa terra. Por ser assim,  entendi  por bem publicá-lo, depois de solicitada e gentilmente aceite a devida permissão ao nosso conhecido Pombalinhense.


Sabemos que tanto a aguarela de Serrão de Faria como a fotografia de António de Menezes, a que  António Carlos de Menezes se refere no seu mail,  já foram publicadas neste blog e noutros de carácter temático  relacionados com o Pombalinho. No entanto e apesar disso,  ao considerar oportuno esta nova publicação,  anexamos  os dois registos, fotografia e aguarela,  a  este importante e esclarecedor texto que o nosso conterrâneo António Carlos de Menezes simpaticamente me endereçou via mail.   




"Bom dia Manuel Gomes

Antes de mais quero felicitá-lo pelo seu blog sobre o Pombalinho. Certamente que não me conhece, nem eu a si, no entanto ambos somos Pombalinhenses! Pertencemos a gerações diferentes e a diáspora dos Pombalinhenses explicam esse facto. Quero contactá- lo pelo facto de ter incluído no seu blog uma aguarela da autoria do pintor Serrão de Faria, nosso vizinho Azinhaguense, de que sou possuidor. Trata- se de um tema inspirado numa fotografia de autoria de meu Pai e que tem um pormenor já referido no "chat" do seu blog e que tem a ver com a ausência de relógio na Igreja. Esse aspecto já antes me havia sido referido por alguém da época dessa enorme cheia, o qual me deu uma preciosa informação, ao ver a foto referida, a qual teria sido obtida antes ou por altura, de 1938 ou 39, época em que foi instalado essa "extraordinária melhoria" para a população do Pombalinho. 
 Queria ainda fazer uma referência sobre uma impossibilidade que o quadro retrata, aliás obviamente ausente da foto inspiradora e que é a presença de uma manada de éguas, vindas da Rua de Baixo/ Campo. A quota das águas mostrada na foto/ aguarela, tornava absolutamente impossível aquele " resgate" de animais do campo. Penso que todos os Pombalinhenses concordarão com este reparo. Não se trata de um erro inconsciente do autor, mas como me esclareceu, quis pôr naquela sua obra uma indelével marca da sua autoria , que são básicamente os cavalos. 
Era isto que desejava esclarecer, contribuindo de alguma maneira para o estabelecimento da idade do relógio da nossa Igreja.


Com os meus cumprimentos e desejos de continuação deste magnífico trabalho


António Carlos de Menezes"




Nota - Sublinhados da responsabilidade do autor deste blog

22 março 2015

Casamentos XIX!


Casamento de Beatriz da Silva Duarte com António Rufino dos Santos.




A noiva, Beatriz Duarte, de braço dado com seu pai Joaquim Duarte, a poucos metros de entrar na Igreja Paroquial do Pombalinho.






Os noivos, António Rufino e Beatriz Duarte, durante a cerimónia religiosa que foi celebrada  pelo Padre Lage.





A tradicional fotografia de consagração de mais um noivado  realizado no Pombalinho em 03 de Março de 1979. 




Colaboração fotográfica de Beatriz Duarte e António Rufino






02 março 2015

Escrituras da Estalagem do Pocinho






A Estalagem do Pocinho, situada na antiga Estrada Real que passa no Pombalinho, foi um dos lugares estrategicos mais utilizados por quem se deslocava entre Lisboa e Coimbra, nos dois sentidos. Naturalmente por esse facto, alguns acontecimentos históricos ligados à Estalagem serem ainda do conhecimento público, apesar de pouco lembrados ou mesmo esquecidos  de eventuais enquadramentos históricos que a região merecia. Dos mais  conhecidos  é de referenciar  a presença das tropas invasoras francesas  de Junot e Massena que na passagem pela Estalagem do Pocinho ali estiveram paradas para matar a sede durante a caminhada em direcção a Santarém. Também o rei    D. Miguel  , grande aficionado tauromáquico, neste lugar historico pernoitou para assistir a touradas realizadas nesta zona ribatejana ou a propósito das  suas deslocações  a  Coimbra . 

Vários foram os proprietários da Estalagem ao longo dos tempos, tendo sido um deles o Barão de Almeirim que adquiriu o edifício e respectivas zonas envolventes no ano de 1858. A este propósito, porque sabendo do meu interesse por assuntos relacionados com o Pombalinho, fui contactado por Henrique Ferra, penso que natural de Alcanhões e igualmente interessado na pesquisa e estudo desta nossa vizinha terra ribatejana. Dos mails que me enviou achei por bem  a  um deles recorrer,  para efeitos de publicação  neste "post",  porque foi a partir de informação nele referenciado que foi possível chegarmos a documentos importantes sobre a nossa bem conhecida Estalagem do Pocinho e assim criarmos  mais uma página da História do Pombalinho. 



Caro Senhor Manuel Gomes

Conheço o seu trabalho sobre o Pombalinho já há alguns anos. Dou-lhe os meus parabéns.
Acontece que também fiz umas pesquisas sobre a freguesia de Alcanhões, próxima do Pombalinho, há já largos anos, que durante meses foi publicada no Correio do Ribatejo. Ora quando fiz essas pesquisas, na Torre do Tombo, sempre que me apareciam elementos sobre freguesias vizinhas de Alcanhões eu tomava nota delas. Caso por exemplo da familia Infante da Camâra, de Vale de Figueira, e também do Pombalinho, que aliás conheço minimamente, desde longa data. 
Há pouco tempo, revendo os meus documentos, encontrei umas referências que julgo lhe possam interessar. São sobre os Infantes da Camâra de que fala e da antiga Estalagem do Pocinho.
Por julgar que possam ter algum interesse para si, tomo a liberdade de lhas enviar.
As dos Infante da Camâra, são dos assentos paroquiais de São Vicente do Paul. Quanto às da Estalagem, são de escrituras de tabeliães de Santarém.



Sem mais, os meus cumprimentos. 







A partir destes elementos, coube ao Bruno Cruz e ao seu reconhecido entusiasmo que sempre aplica nestas coisas que tenham a ver com a nossa terra, propiciar a publicação de  mais duas pequenas pérolas da História do Pombalinho. Fruto  de aturada pesquisa no Arquivo Distrital de Santarém, são do conhecimento público, a partir de hoje,  duas escrituras de compra e venda da Estalagem do Pocinho  dos anos de  1858  e 1899.






Nesta primeira escritura aqui apresentada, feita em 26 de Maio de 1858, os protagonistas da transação comercial foram o  Barão de Almeirim e o Padre da Azinhaga,  António Simão Nunes.







Na segunda escritura, feita em 10 de Novembro de 1899, o  comprador foi António da Conceição Madeira, natural  da Fonte Santa, São Vicente do Paúl  e  o vendedor foi Lino António da Silva de Lisboa.





Fonte da primeira escritura:   Arquivo Distrital de Santarém , fundo notarial de Santarém - Livro 38 de 1858 - 1ºArquivo-tabelião - José Miguel Dias


Fonte da segunda escritura:   Arquivo Distrital de Santarém ,  fundo notarial de Santarém - Livro 197 de 1899 - 4ºArquivo-tabelião - Gervásio Rosa.


Nota - O autor deste blog agradece reconhecidamente  ao Arquivo Distrital de Santarém o serviço amavelmente prestado nesta pesquisa sobre os documentos publicados. Um bem haja aos funcionários que nela estiveram envolvidos !





Para visualização completa dos documentos,  clicar  em   Pombalinho Documental 






12 fevereiro 2015

Casamentos XVIII !





Casamento de Natália da Encarnação Costa com Emídio Maria Fonseca Narciso. 
A cerimónia religiosa realizou-se na Igreja Paroquial do Pombalinho no dia 29 de Abril de 1962.

Reconhecem-se nesta fotografia, para além dos noivos e da esquerda para a direita, Evangelina Rodrigues, Manuel Légua, António Manuel, António Narciso, Eugénia Costa, Manuel Narciso, Florência Gaitas, Maria Emília, Maria Júlia, José Maria e Ema.

A Natália e o Emídio são pais de Manuel José Costa Fonseca Narciso e de    Mário Jorge Costa Fonseca Narciso ,  nascidos, respectivamente,  a  25 de Março de 1963 e  16 de Novembro de 1964.





Colaboração fotográfica - Lucilia Gomes
Colaboração informativa - Diogo Narciso







31 janeiro 2015

Vida no Campo!


Gentes do Pombalinho no amanho das  searas  no campo da Golegã. 



A carroça era, nos primeiros anos da década sessenta, o meio de transporte mais utilizado pelos seareiros desta região ribatejana.






Momento de descanso, ou simplesmente uma pausa para a fotografia, da família José  Minderico.





A hora do almoço, com Florência Gaitas, João Maria, Maria Emilia, José Luís, Lurdes e José Minderico, ali mesmo ao lado da EN 365.




Fotos amávelmente cedidas por Lucília Gomes.