
Com redobrados desejos
de um bom Ano Novo para todos, reiniciamos hoje mais uma viagem pelas memórias
da nossa terra.
Quem não se lembra
desta figura particularmente peculiar, que desempenhava a tarefa de vender
rifas nos intervalos dos bailes ? Pois é, ele pegava naquele molhinho de
pequenos pedaços de papel com formato rectangular numerados em escrita manual
de dez em dez números e lá se punha a apregoar a todos os circunstantes as
esmeradíssimas qualidades do prémio a ser sorteado, onde a galinha corada, o
coelho guisado, batatas fritas, vinho e alguma fruta da época , marcavam
presença.
Depois de todas as
rifas serem vendidas era o momento do sorteio! Aí recorria-se normalmente a uma
criança que desse mostras de inocência nestas coisas de sorte e azar e de
dentro de um saco lá retirava o tão ansiado número, Depois já se vê, o baile
tinha terminado ali para os felizes contemplados... pois um manjar destes,
raramente lhes passava pelo "estreito".
Nesta fotografia podemos identificar um dos últimos leiloeiros de bailes do Pombalinho, durante um que se realizou no ano de 1964 na esplanada do café do Chico Minderico, era ele de seu nome Zé Maria e na circunstância estava coadjuvado na distribuição das rifas pelo João Melão e o Carlos “Paipão”.
Nota – O autor deste blog pede naturalmente às pessoas visadas, a sua comprensão para o facto de se recorrer a nomes ou “alcunhas”, pelos quais as pessoas eram ou são ainda conhecidos no Pombalinho, só e apenas com o intuito de uma melhor identificação das mesmas.
Fotografia_Guilherme Afonso
Texto_Guilherme Afonso/Manuel Gomes
