
Como este espaço é
feito de memórias, consideravelmente influentes na história do Pombalinho,
insere-se com todo o mérito nesta lógica de percurso, a fotografia hoje
publicada.
Nesse longínquo ano de
1948, fábricas de vidro da Marinha Grande compraram nas zonas de percurso dos
rios Alviela e Almonda, mais própriamente nas localidades de Reguengo do
Alviela, Pombalinho, Alcanhões, São Vicente do Paúl, Pernes e Torres Novas,
tudo o que era verga de salgueiro e de vimieiro para o empalhamento de
garrafões. Os patrões dessa região considerada, o maior centro da Indústria
Vidreira do país, delegaram em Joaquim Saúde ( natural de São Vicente do Paúl
mas a residir no Pombalinho juntamente com seus irmãos Ezequiel e Maria Saúde)
a contratação de pessoal do Pombalinho para o corte e execução do trabalho nas
povoações acima referenciadas.
Num terreno
localizado em Reguengo do Alviela, propriedade de Veríssimo Abadeço e onde
parte deste serviço foi executado, podem-se identificar nesta fotografia os que
tiveram ao fim de quase sessenta anos, uma inesperada e pública contribuição
para a história do Pombalinho, ou se quisermos, para a nossa história. Assim
sendo, da esquerda para a direita, Manuel Grais, António Maria Duarte, José
Afonso, Joaquim Duarte, Izidoro Duarte, mulher de Verissímo Abadeço, Veríssimo
Abadeço e Francisco Cavaco.
Fotografia_Guilherme
Afonso
Texto _Guilherme Afonso e Manuel Gomes
Texto _Guilherme Afonso e Manuel Gomes