27 dezembro 2007

Fim de Ano de 1971!!!



Os festejos das passagens de Ano no Pombalinho não diferiam muito das que um pouco por todo o lado se faziam nas aldeias do nosso país. Uma das formas de se conviver em grupo durante este momento único do ano, era o recurso à realização de um baile em espaço apropriado e depois da meia-noite a tradicional reunião à volta da mesa para celebrar em ambiente festivo a saída do Ano Velho e a entrada no Novo Ano. Rebuscando as minhas fotografias, veio-me à memória uma dessas celebrações que teve como local escolhido, a casa do Diamantino da Costa, mais precisamente numa grande sala que este possuía ao fundo da sua moradia e onde habitualmente se realizavam matinés dançantes. Foi pois aí que nesse ano de 1971, um grupo de jovens Pombalinhenses uniram esforços e propiciaram a todos os que quiseram participar (ou teria sido por convites?) de uma forma diferente, a entrada do Novo Ano. Registe-se que a participação musical, esteve a cargo da nossa querida e inesquecível Victória da Silva.

Vitoria


Um dos momentos de descanso, enquanto a Victória iniciava mais uma interpretação musical.






Dançando uma valsa ou quem sabe um tango, mesmo, mesmo, é a boa disposição demonstrada por este alegre par de dançarinos.





Uma pausa para a pose fotográfica.







Tinha chegado o momento da confraternização à volta da mesa!







Este momento só poderia indiciar a saída do Velho Ano de 1971 e a entrada no Novo Ano de 1972



Algumas caras bem nossas familiares ficaram retratadas nestas fotos. Reconhecemos a Gena Hilário, o José Lino, o António Carlos Martins, o António Carlos Branco, a Carolina a Maria Albertina, o Miguel da Costa etc...





16 dezembro 2007

Então é Natal !!!





Aproxima-se mais um Natal e o despertar das nossas memórias é accionado de uma forma instantânea e já um pouco distante, ao que vamos preservando cuidadosamente nos baús das nossas existências. Lembro-me das fantasias que nos eram proporcionadas com o chegar dos festejos natalícios. O tempo, esse, era frio e chuvoso como se as condições atmosféricas adivinhassem que os presépios só adquiririam o seu verdadeiro sentido, se revestidos com o musgo que cuidadosamente íamos buscar aos troncos grossos das oliveiras que então existiam..., daquelas que foram arrancadas por já não serem produtivamente rentáveis! O estábulo onde estava o Menino acompanhado pelas restantes figuras tradicionais, assim como o caminho percorrido pelo Baltasar, Belchior e Gaspar, era iluminado por umas pequenas velas de cera, transmitindo a todo o presépio um sentido bem diferente daquele que hoje lhe damos com aqueles cordões de iluminação eléctrica, comprados e fabricados num qualquer país asiático! E o sapatinho? O mistério existia mesmo! Na noite de Natal lá o colocávamos a um cantinho das lareiras dos nossos pais e logo pela manhã bem cedo lá estávamos para ver os tão desejados presentes do Pai Natal. Podiam ser simples, mas a magia de um ambiente de felicidade por este momento único, funcionava de uma forma contagiante a toda a família. Depois e ainda pela manhã, chegava a hora de nos deliciarmos com os tão esperados velhoses e coscorões. Já os tínhamos provado na Noite de Natal ainda quentes da fritura e na qual o papel da nossa avó em conjunto com a necessária ajuda da nossa mãe se tornavam em presenças indispensáveis, mas a partir de agora era certo que os famosos fritos iriam fazer parte dos nossos pequenos-almoços até ao Domingo de Reis. Hoje compram-se em qualquer confeitaria, não existindo mais esse maravilhoso ritual do seu fabrico em ambiente verdadeiramente natalício. Em vésperas do Natal, já a abóbora menina tinha atingido o seu estado ideal de maturação. Trazida da horta, era descascada, limpa das pevides e cortada aos cubos, de seguida colocava-se dentro duma enorme panela com água para ser devidamente cozida. Depois era amassada num alguidar de barro, onde previamente se tinha misturado a farinha, o sal, ovos e um pouco de fermento. A partir daí era o segredo, as mãos fechadas permitiam que os nós dos dedos transformassem essa mistura numa massa tenra e pronta a dar os famosos velhoses e coscorões, sem que antes não se tivesse tapado com uma manta bem grossa o preparado de modo a levedar convenientemente para o dia seguinte. Hoje abrimos o baú e estas lembranças invadem-nos o coração! Uma amiga interrogava-se a propósito, sobre o que tinha feito para tudo que isto não se tivesse perdido no tempo! Interrogando-me no mesmo sentido, suspeito, com as razões que me assistem, da inevitável evolução intrínseca da vida! Resta-nos as memórias..., e se tivermos tempo, iremos abrindo aos tempos de hoje, a bela arca das nossas memórias. Um Bom Natal para todos!


14 dezembro 2007

Casamentos VII

Milita


Já aqui manifestamos o quanto nos satisfaz, a publicação de registos fotográficos que testemunhem esses dias tão importantes para as vidas dos que resolveram pelo matrimónio, iniciar um novo caminho nas suas vidas. Pela simpatia da Milita Mateiro e do Joaquim Mateiro, foi possível registar nesta galeria histórica do Pombalinho a fotografia de família jovem do seu noivado.



Mas como hoje em que estamos a recordar esse momento tão importante na vida da Milita e do Joaquim, coincide precisamente com o dia do seu noivado, 14 de Dezembro de 1969, daqui lhes enviamos muitos parabéns pela passagem do seu trigésimo oitavo aniversário de casados.

04 dezembro 2007

Pombalinhenses em Lourenço Marques II

Em Fevereiro de 2007 referimo-nos aqui neste espaço aos Pombalinhenses que por circunstâncias da vida rumaram até à então denominada província ultramarina de Moçambique, na busca de condições de vida que lhes eram negadas no também então chamado Portugal continental. Recentemente chegou-nos este bonito registo de um encontro desses nossos conterrâneos, onde a alegria e boa disposição está manifestamente presente neste momento vivido de saudável confraternização. Que saudades, dirão com toda a certeza! Mas viver é isto..., sempre que estes quadros nostálgicos nos surgem nas esquinas da vida, mais não teremos de fazer do que meditar os caminhos que percorremos para entendermos melhor os viajantes que somos!

Já depois desta publicação ter sido disponibilizada na internet, recebi do nosso Amigo Joaquim Mateiro uma prestável colaboração na identificação deste grupo de Pombalinhenses em terras de Moçambique. Assim sendo, podemos reconhecer da esquerda para a direita, o Joaquim Henriques, o Alcides Vieira, o António Duarte, o Manuel Cavaleiro, o António Leal, a Lena Leal, o Luís Conceição, o José Alexandre, a Maria Adelaide Leal, o José Alcobia, a Lourdes Teixeira, a Carolina Teixeira, a Elvira Teixeira e o Diamantino Teixeira. Na frente e pela mesma ordem, a Níu, filha da Lourdes Teixeira, o Mário e o Paulo Alexandre, o Luisinho Teixeira, um colega do Alcides, o Joaquim Mateiro, a Milita Mateiro e a Lourdes.