
Hoje quando se pensa
na casa,
aquele cantinho há muito desejado e onde idealizamos constituir a nossa família
, é-nos proporcionado um leque de escolhas de tal modo vasto e variado que
dificilmente não encontraremos o que tínhamos planeado em adquirir.
È claro que nos dias e tempos que correm, tudo se resume afinal de
contas à capacidade económica dos proponentes compradores!
Existe à volta da indústria do imobiliário, toda uma
série de estruturas organizativas que simplificam consideravelmente a compra do
tão ambicionado lar.
Tempos houve porém, em que esta realidade ainda não fazia
parte integrante dos planos familiares dos portugueses e particularmente
dos Pombalinhenses! Mesmo
assim lá se ia construindo ao ritmo desses tempos, bem diferentes dos de hoje,
algumas casas em zonas onde o alargamento de área habitacional era previsível,
como na Rua 5 de Outubro e no Casal Centeio.
Esta fotografia, apesar das dificuldades bem compreensivas desse
ano de 1963, é igualmente bem expressiva do ambiente de festa que normalmente
rodeava estas etapas marcantes das vidas de muita gente que deitava mãos à obra. A casa
então em construção situa-se na rua 5 de Outubro e os captados pela objectiva
do retratista são, da esquerda para a direita , os jovens Carlos Gomes,
Francisco Gaião, António Mogas, Lucília, José Luís, Manuel Joaquim,
António Calado e
os adultos pela mesma ordem, o Manuel Narciso, o Saraiva, o José da Conceição Valadares, o João
Condeço, Luis Camões,
António Cufa,
Manuel Bacalhau, Carlos Catrola,
e o proprietário da casa, Manuel Gomes Calado.