22 dezembro 2013

Natal de 2013 !





A todos os  Amigos e visitantes do Pombalinho, desejamos Feliz Natal e um bom Ano Novo de 2014.



26 novembro 2013

Joaquim Madeira - "Quimadeira"




Joaquim José Fonseca Carvalho Madeira, de nome artístico Quimadeira, natural de Pombalinho - Golegã, nasceu aos oito dias do mês de Julho de mil novecentos e cinquenta e oito, sob o tórrido sol da lezíria ribatejana, entre touros, vinhas e cavalos, nesta hospitaleira aldeia circundada pelos rios Tejo, Almonda e Alviela.
Iniciou a actividade artística depois da sua primeira mostra (desenho sob o tema "ArteJovem") na 24ª Feira do Ribatejo em 1977, durante a qual Mário Viegas (já falecido) se lhe referiu:
"O traço fino e decisivo marca a elegância e a beleza da sua obra".
Ao longo dos anos tem participado em várias exposições colectivas em Portugal e na Europa tendo trabalhos em colecções particulares em países como Espanha (Madrid e Bilbau), França (Paris e Montluçon), Bélgica (Antuérpia) e Holanda (Rosendall e Roterdão).

Radicado na Figueira da Foz desde 1980 tem vindo a exercer a sua actividade profissional sempre no sector dos transportes terrestres, inicialmente como director fabril, passando a construtor de equipamento material de transporte, gestor logístico e técnico de certificação de qualidade.

 A partir de 2000 diversifica a sua actividade colaborando na organização de eventos culturais, desportivos e participações televisivas como, por exemplo:  aniversários e homenagens, desfiles e concertos, festas temáticas e pinturas corporais, corridas e desfiles de camiões, concentrações de motos e raids todo-o-terreno, festivais gastronómicos e folclore, exposições e pintura ao vivo e animação e divulgação turística.










Dívida Soberana, a exposição de desenho e pintura que Quimadeira inaugurou em 20 de Março de 2011  na  Galeria Magenta .























































Fonte de Texto e Ilustrações -   Magenta


Link relacionado -  "Pombalinhense"





18 novembro 2013

Manuel Sabino Nunes Duarte "Veca"


Manuel Sabino Duarte "Veca" foi uma figura incontornável da Feira do Cavalo. A sua assiduidade neste mais importante evento realizado na Golegã, foi um de valor inestimável para a região e para todos os que se habituaram a  admirá-lo na sua elegante e graciosa presença,  sempre que  "desfilava" as suas montadas na famosa manga do Arneiro.
Homem desde sempre ligado ás lides do campo e aos cavalos, foi com estes que  se cruzou  ao longo de uma vida dedicada ao ensino da arte equestre. O texto que serve de suporte à fotografia deste post, da autoria de António Costa e por si publicado em Outubro de 2011,  é bem revelador dessa sua grande paixão.

Complementam esta publicação, dedicada ao   decano dos Cavaleiros de Santarém e do Ribatejo,   três vídeos realizados pela Associação dos Amigos da Escola Agrícola de Santarém. Numa entrevista dividida em três partes, "Veca" proporcina-nos uma viagem por tempos vividos nos campos do Pombalinho  e  do  seu percurso como aluno na Escola Agrícola de Santarém. O cavalo, esse, nunca deixou de estar presente!    




"O Veca  foi em vida um caso importante de um predestinado para determinado tipo de equitação. As passages e os piaffers que ele sacava aos cavalos eram brilhantes. A empatia e a cumplicidade que criava entre ele e os animais que trabalhava eram de tal dimensão que muitos tinham dificuldades em acoplar-se aos seus cavalos. Vi-o por vezes montado em animais que não eram acima da média e que conduzidos por ele apresentavam um “gesto” que em nada correspondia ao valor que aparentavam.
Foi ao Veca que António Ribeiro Telles confiou o Gabarito, o Damasco, o Zinco e mais alguns em determinada fase do seu arranjo. Recordo-me de um (companhia das Lezírias) em que o António toureou e que lhe comprou já arranjado, que pregava piruetas verdadeiras (não confundir com piruletas…) e que sacou nas cortesias quando se encerrou com 6 toiros em Almeirim tirando nesse dia partido da pirueta inversa, que é tão raro ver.
Assisti á sua alternativa com meus pais em Viseu, que lhe foi concedida por Mestre Manuel Conde, na feira de S. Mateus no Fontelo onde todos os anos íamos. Vi-o tourear algumas vezes, recordo-me de Cascais era então empresário Nuno Salvação Barreto e em Tomar quando um toiro entrou pela porta dos cavalos.
Depois da morte de seu filho com um ataque cardíaco, filho esse que já tinha tido uma lesão grave num rim num jogo de Rugby, psicologicamente quebrou muito, mas rejuvenescia de conversa pronta , quando o tema era o cavalo.
A última vez que estivemos juntos foi este ano numa corrida do principio de época em Santarém. Havia espaço e sentámo-nos ao lado um do outro para trocar impressões.
Guardo muitas recordações sobretudo da feira de S. Martinho, mas talvez a principal seja no baptizado do João Telles Júnior, em que fiquei na mesma mesa com ele e com o Zé Eduardo Nunes cruzando os três a boa e a má equitação em exercícios de pensamento livre que por vezes confluíram e outras não.
Meu caro Veca, partiste e os apaixonados da Golegã vão sentir a tua falta, e do espectáculo que era ver-te apresentar um cavalo em cujo o arranjo não faltava uma reverance segura sem tibiezas.
Veca sabias como poucos pôr um Sombrero. 
Veca contigo partiu um pouco do Ribatejo dos campos de oiro, e das “Portas do sol” o lendário trovador, rezará em silencio uma ode a Manuel Sabino Duarte ( Veca p’rós amigos.)" 
 António Costa

 Texto -  SortesdeGaiola 

  Foto -  RomeirosSJose

  Link relacionado -  Manuel Sabino Duarte 






Manuel Sabino Duarte entrevistado pela Associação dos Amigos da Escola Agrícola de Santarém.














02 novembro 2013

Casamentos XV !



Casamento de Lucília Gomes com Américo Ferreira.
A clássica fotografia  "familiar" dos  acompanhantes que estiveram presentes na cerimónia realizada no Pombalinho em 24 de Abril de 1977.




Os noivos na tradicional sessão fotográfica..., para mais tarde recordar!!!




Depois das cerimónia nupcial,  uma  visita ao futuro lar  dos noivos Lucília e Américo!
Uma imagem do percurso  na  Rua António Eugénio de Menezes  em  direcção  à  Rua 5 de Outubro.



Fotos gentilmente cedidas pela Lucília




19 outubro 2013

Mulheres do Pombalinho !






Algures num qualquer lugar do nosso Pombalinho um grupo de mulheres, nossas bem conhecidas, pousou para a objectiva do fotógrafo! Para elas e  a julgar pelos seus semblantes, este momento pode bem  ter acontecido por um motivo especial! Para nós, hoje, não importa sabermos a razão pela qual se propuseram a tão oportuno registo!  O que conta mesmo  é  as podermos recordar!...  Nem que seja pela lembrança de uns saudosos   "bom dia"  ou  "boa tarde" , que tantas vezes trocamos, sempre que com elas nos cruzávamos numa qualquer rua ou lugar do Pombalinho!


De entre outras, reconhecem-se, Clementina, Adelaide, Maria Encarnação,  Maria Júlia Cavaco,  Maria Eugénia, Maria Júlia Bacalhau, Natália Narciso, menina Elvira Narciso, Maria Emília Carréis e  Anita Duarte.






06 setembro 2013

Eleições Autárquicas 2009!





Foi assim, o resultado das  Eleições Autárquicas realizadas no ano de 2009! As últimas no Pombalinho como Freguesia do  Concelho de Santarém!  

Num contexto municipal diferente, por força da recente Reorganização Administrativa do Território, as próximas Eleições a  realizar no dia  29 de Setembro de 2013  serão um marco histórico na vida dos  Pombalinhenses! Pela primeira vez irão eleitoralmente escolher o  Presidente da Câmara Municipal da Golegã e poderem participar, por inerência do acto,  nos  destinos desta região ribatejana!



18 agosto 2013

Casa Agrícola, Braz Ornelas Infante da Camara!







Na publicação, possível, que fizemos sobre e vida de   Braz Ornelas Infante da Camara  em Junho de 2010,   destacamos a importância que teve esta personalidade no desempenho da função de  regedor do Pombalinho, mas também, enquanto proprietário agricola,   no fomento e desenvolvimento que incutiu  um pouco por toda esta região ribatejana.

Estas duas ilustrações, que hoje publicamos, reforçam o exemplo de dinamismo que Braz Ornelas atingiu, ainda em pleno principio do século vinte,  na gestão da sua Casa Agrícola sediada no Pombalinho! 



13 julho 2013

Pombalinho, Freguesia autónoma!






Faz hoje 407 anos que o Pombalinho foi desanexado da então freguesia de Nossa Senhora da Conceição do Almonda do lugar de Azinhaga!





07 julho 2013

Casamentos XIV !



Casamento de Ana Leal com Francisco Cruz, em 20 de Abril de 1958.
Fotografia que reporta o momento em que a  noiva  se dirigia de casa de seus pais, na Rua  Hilário José Barreiros também conhecida pela Rua das Flores ou Rua do Norte, para  a   Igreja   Paroquial do Pombalinho. 

Entre os acompanhantes de Ana Leal, reconhecem-se,  para além dos seus  padrinhos de casamento Ana Andrade e Manuel Mateiro,  Duarte Cruz, o noivo Francisco Cruz, Augusto Dionísio, José Leal e  meninas, Zita Bento, Lena Cavaco,  Fernanda Cavaco,  Maria Júlia Grais e José Manuel Mateiro.



Colaboração fotográfica de Bruno Cruz







28 junho 2013

Café Central - Golegã




Sempre que  saíamos  do Pombalinho em direcção  à  planície,  O "Café Central" na Golegã  era um dos locais de paragem quase que  "obrigatória" ! Para beber uns copos numa roda de amigos, saborear um  festivo jantar comemorativo  ou simplesmente  usufruir de outros ares que  não  encontrávamos na nossa terra!

Nesses  tempos o Pombalinho  tinha, porventura,  um outro encantamento! Quem  lá vivia sentia-se   integrado na comunidade de uma forma muito especial! Os  laços de apego de variada ordem não eram fáceis de  quebrar!  A vida social movimentava-se a um ritmo diferente!  Havia um maior apelo  ao  estar, a uma  forma muito peculiar de viver, enfim, ao sentido prazenteiro da vida  à  boa maneira das gentes desta zona tão caraterística do Ribatejo! 


 Mas apesar de todos esses elos de múltiplas e agradáveis vivências que se  faziam sentir no Pombalinho,  mesmo assim, razões não haviam que impedissem  que a Golegã não tivesse sido  sempre considerada como um destino  alternativo dos pombalinhenses! Os fins de semana eram  complementarmente  preenchidos  com visitas entusiásticas aos lugares mais castiços e conhecidos da terra  da Feira de S. Martinho. 





Um grupo de amigos, pombalinhenses,  no Café Central.

Manuel Fonseca, Mário Loureiro , Ezequiel Leal, Francisco Presume e Carlos Leal.



Entraram assim no roteiro das nossas memórias, as inesquecíveis "imperiais" do Chico Afonso que na altura se dizia das mais leves da região por serem de marca "Cuca", as saborosas febras grelhadas no "Lagar" ao som de fados e guitarradas,  os belos bifes  no "Central", ou até  os  petiscos regionais no "Cu da Mula".

Afinal tudo isto fazia o seu sentido! A ligação do Pombalinho e  das suas gentes  à "capital do cavalo"  nunca deixou de facto de existir! Tanto a  partir da  vertente laboral  ao nível do amanho e cultivo dos campos da Golegã como  no desempenho  de profissões de caracter urbano! Mas  também e principalmente numa relação social que se foi cimentando através dos tempos  e   naturalmente  assumida e exercida na base de valores e  tradições comuns  às duas comunidades!  



Foto do Central retirada da sua página FB 

Foto do Grupo Amigos, gentilmente cedida por Carlos Leal/Fernando Leal




18 junho 2013

Largo da Igreja em 1935!




Largo da Igreja do Pombalinho em meados da década trinta do século passado!  



Excelente fotografia, justificada porventura pela presença de mais uma das habituais cheias do Rio Tejo! 
Para  além do nível  da água na Rua Manuel Monteiro Barbosa,  há a registar, curiosamente, nesta fotografia, mais três interessantes pormenores: o facto de na altura em que  foi tirada não existir ainda relógio na Igreja, o adro da igreja ainda não ter gradeamento  e  a  existência de uma  árvore  na esquina da Rua Domingos Mota, que presumivelmente  parece ser  a mesma aqui registada nesta foto de   1900  .




Fonte da foto - Assírio Núncio

Colaboração  - Bruno Cruz




04 junho 2013

A cultura do cânhamo !



Esta série de fotografias, sobre a cultura do cânhamo, foi-me enviada por José Barrão que o próprio recolheu de uma revista  editada no ano de 1940.
 De todas as fotografias apenas uma  refere o Pombalinho como sendo o local onde  estes  trabalhos foram realizados! No entanto,  uma outra, aquela cuja legenda identifica as manchas brancas como sendo pedras para manter o cânhamo submerso,  retira quaisquer dúvidas sobre onde efectivamente  estes trabalhos de tratamento do cânhamo foram executados!  De facto se nos posicionarmos na respectiva fotografia como se estivéssemos  na alverca de Fernão Leite, identificamos sem nenhuma dificuldade, no lado esquerdo da mesma,  o edifício da Escola Velha e logo a seguir onde hoje é a sede da Junta de Freguesia do Pombalinho.
Os trabalhos de extração da fibra pelas gramadeiras podem ter sido feitos numa das eiras que haviam ali bem por perto.

É um registo que muito nos congratulamos em publicar! Por duas razões! Por ser um tema que até hoje ainda não tinha sido abordado aqui no " Pombalinho"  e acima de tudo pela possibilidade de darmos  a  saber às  gerações de hoje,  mais uma atividade  agrícola que em tempos ocupou os campos do Pombalinho!

































Nota 1 -  "O Pombalinho"  agradece a José Barrão pela gentileza no envio das fotos assim como do texto de apresentação das mesmas, a partir do qual elaborei as linhas que servem de preâmbulo a  esta publicação.




Nota 2 - Por vezes recebemos comentários que  ultrapassam, felizmente,  os meros cumprimentos formais por tudo o que  vamos publicando aqui no  "Pombalinho"!  São riquissimos testemunhos de vidas que complementam perfeitamente os assuntos  a que se referem! Foi o que aconteceu com   "A cultura do cânhamo" ! Poucos dias depois da sua publicação recebi, via mail, de Guilherme Afonso o seguinte texto que traduzindo o que acabo de dizer,  de forma nenhuma o poderia deixar em arquivo e sem que dele os leitores deste blog desse conhecimento.


Maputo, 11 de Junho de 2013

Recordar é uma arte... Não é assim, Caro Amigo Manuel Gomes?...
E é também viver, como é mais comum dizer-se.
E foi o que aconteceu comigo, ao ver esta reportagem sobre o cultivo do cânhamo (cannabis sativa) no Pombalinho: pôr-me a viver (ou talvez mais propriamente a reviver) os meus tempos de rapaz em que trabalhei em searas de cânhamo semeadas nos campos da nossa terra.
Poderei dizer que fiz tudo em searas de cânhamo desde a sua sementeira até á extracção da fibra das plantas, para uma fábrica têxtil em Torres Novas, excepto semeá-lo.
Constou na altura que até ali essa fábrica importava a fibra da Itália, mas que com o deflagrar da Segunda Guerra (1939-1945), isso deixou de ser praticável, dado o risco de afundamento dos navios que a transportassem.
De facto, não o semeei, mas um dos primeiros trabalhos assalariados que fiz, senão mesmo o primeiro, ao sair da escola com o 2º Grau da Instrução Primária feito (11 anos), foi exactamente espantar os pardais da primeira sementeira de cânhamo feita na nossa terra, a qual abrangia todo o terreno que vai desde o muro da Rua Carolina Infante da Câmara até á Alverca de Fernão Leite e da estrada Nacional 365 até á Estrada Real, exceptuando, claro, os espaços ocupados por uma vinha, que era do Manuel Sabino, e por um olival, que já não me lembro de quem era e se situava do outro lado da rua em que fica a Estalagem (Estalagem do Pocinho), parece que é assim  que se chama.
De resto, fiz tudo, até extrair-lhe a semente, para novas sementeiras e para vender para as lojas de comida para pássaros, e também para ir metendo na boca e mastigando.
A semente era extraída da planta fêmea, que crescia um pouco menos que a planta macho, para absorver desta, na sua parte gomosa, aquela de que se prepara o haxixe, o pólen sobre a sua florescência.
Um daqueles indivíduos mais novos vistos nas fotografias que o José Barrão lhe enviou, posso muito bem ser eu.
Para o José Barrão, que, salvo erro no cumprimento do serviço militar, andou aqui por estes lados, onde muitas vezes nos encontramos, um grande abraço.
A extracção da fibra pelas gramadeiras não se fazia em eiras. Fazia-se geralmente em olivais, à sombra das oliveiras.
E é o que se me oferece dizer-lhe Caro Amigo, sobre o cultivo da cannabis sativa nos campos do nosso Pombalinho.

Um grande abraço

Guilherme Afonso.




20 maio 2013

Júlio José Barreiros




Júlio José Barreiros, lavrador e proprietário, nasceu no Pombalinho em 20 de Dezembro de 1876  e morreu em 30 de Outubro de 1944. Era filho de   Hilário José Barreiros    e de Catarina dos Anjos Barreiros, também eles  lavradores e agricultores do Pombalinho e ele ainda feitor das terras do Barão de Almeirim.

Casou primeiro com   Alice Ornelas Infante da Câmara   8 de Junho de 1905 na Igreja de Santa Cruz do Pombalinho e em 1918, já no estado de viúvo, com Aurora Machado Pedroso, professora do Ensino Primário no Pombalinho.

Júlio José Barreiros, teve sete filhos. Cinco do primeiro casamento, Júlio da Câmara Barreiros [28-Abr-1906 a 02-Ago-1988], Maria Emília Infante da  Câmara Barreiros [02-Jun-1908  a  25-Set-1998], Hilário José Câmara Barreiros [   ], Hilária Catarina Câmara Barreiros [????  a  21-Dez-1913], Alice Carolina Câmara Barreiros [12-Jan-1912  a  24-Set-1989],  e dois do segundo,  Noémia Pedroso Barreiros [21-Mai-1919] e Carlos Pedroso Barreiros [01-Mai-1921 a 16-Jul-2002].

Primeiros anos - Em pequeno por ser de constituição frágil e, dos irmãos, o único que não podia andar no campo, o pai resolveu mandá-lo estudar, tirando o curso de ajudante de farmácia.
Actividade profissional - Foi director técnico de uma farmácia em Vale de Figueira (Vilgateira?), de outra na Azinhaga, e de outra em Lousa, a caminho de Montachique, contudo não fez carreira desta actividade. Segundo a filha Maria Emília, "dedicou-se à agricultura mas estava talvez à frente da época. Comprou o primeiro tractor da região. As coisas não correram bem e teve que vender. Era empreendedor mas sem sorte."
Segundo a filha   Noémia  ,  " de manhã agarrava no pau do marmeleiro, saía, ia ver os homens que estavam a trabalhar e pronto. Nunca trabalhou na terra nem no tractor (o filho Júlio sim), gostava muito daqueles inventos novos, a ceifeira, a debulhadora. Alugava o tractor aos outros que não tinham, mas isso depois dava despesa que não conseguia recuperar. Para arranjar um motor, era preciso vir um mecânico da Golegã e nisso gastava muito dinheiro.
A casa foi remodelada numa altura em que as coisas subiram de preço. O orçamento subiu loucamente durante a guerra e a casa nãochegou a ser acabada. Ficou rebocada e com a parte de cima. Depois teve que vender a casa e as propriedades.
Tinha entretanto falecido um empregado que era o braço direito dele - o Manuel Melão - de quem era bastante amigo (nos dias de anos convidava-o sempre para se sentar à sua mesa) e cujos filhos eram todos afilhados lá de casa."

Actividade social - Casou-se aos 29 anos com uma senhora nascida na Quinta da Mata (vizinha freguesia de S. Vicente do Paúl), mas educada em casa de umas tias muito ricas do Pombalinho que lhe deixaram uma valiosa herança.
O registo de casamento dá a noiva, Alice Ornelas Infante da Câmara,  como filha de pais incógnitos; de facto só viria a ser perfilhada mais tarde, mas apenas pelo pai, Manuel Infante da Câmara.
A esposa morreu prematuramente por parto da filha Alice, ela própria também nascida prematuramente. Júlio José ficou assim com três filhos muito jovens (dois já tinham falecido).

Foi   Presidente da Junta de Paróquia   no período de    21-Fev-1921  a  21-Mar-1921  , recebendo nesta qualidade a nova professora do ensino primário, portadora de uma carta de apresentação - D. Aurora Pedroso - com quem algum tempo depois viria a casar (esta senhora vivia até então na casa que pertenceu a Júlio Câmara Barreiros, na Rua da Igreja) passando a viver na  "casa dos arcos". Tiveram dois filhos: Noémia e Carlos.

Amador e organizador  de  touradas  , actor e   autor teatral   (escrevia peças de teatro e ensaiava sobrinhos e amigos no celeiro por debaixo da escola primária, onde depois actuavam), músico (tocava acordeão), ensaiador de ranchos folclóricos, era ainda famoso desenhador de monogramas e percursor das palavras cruzadas. Gostava muito de conversar junto da farmácia com lavradores da região, negligenciando a sua actividade económica; deslocava-se frequentemente a Santarém e a Lisboa onde era assíduo frequentador de teatros e de bons restaurantes.

Em 1938, sofrendo já de grandes dificuldades económicas, veio definitivamente para Lisboa acompanhado de toda a família, excepto o filho Júlio, entretanto já casado. Esta vinda teria ainda sido motivada por questões de saúde - sofria de asma - e também pelos estudos da Noémia e Carlos.

Saúde - Para além dos problemas de asma sofria também do aparelho digestivo, em particular do fígado, que tratava nas termas do Gerês.

Nos últimos anos de vida engordou muito o que o obrigou a uma vida sedentária, imobilizando-o em casa. Dedicou-se então ao fabrico de pequenas peças de madeira feitas de buxo que tinha trazido do Pombalinho. Mobílias em miniatura, molduras e dobradouras originais, agulhas de tricot, etc., etc., saíam das suas mãos com toda a perfeição, apesar de apenas dispor de ferramentas manuais muito simples.



Nota - O autor deste blog agradece e gentileza de Fernando F Barreiros na elaboração  e envio deste magnífico trabalho biográfico sobre o seu avô, Júlio José Barreiros, para efeitos de publicação no blog  "Pombalinho". 




15 maio 2013

Blog de Busca Rápida !!!






Atendendo  que a informação  publicada nos blogs principais e temáticos do Pombalinho atingiu  um volume considerávelmente denso  e  por consequência,  daí resultar uma certa morosidade ao nível da pesquisa,   entendeu-se  criar um índice de ligações  que  permita, de uma forma rápida,  direccionar  as consultas  pretendidas sobre quaisquer matérias ou assuntos, aos blogs onde elas estejam publicadas.
E assim nasceu o "Pombalinho Temático"! É um espaço onde se pretende colocar ao dispor de um vasto leque  de visitantes, variadissimos  temas relacionados com o Pombalinho. Creio que será  mais um instrumento ao serviço de todos os que se interessam pelo Pombalinho e  pela sua História! Visitar, questionar e conhecer  sempre mais um pouco do Pombalinho é o horizonte a que nos propusemos ! Então..., boas navegações!!!


Nota - Para acederem ao Blog PT poderão clicar conforme mostra a ilustração ou colocarem na vossa barra de Favoritos  o endereço  http://pombalinho-tematico.blogspot.pt/  






24 abril 2013

25 Abril no Pombalinho !




A população do Pombalinho em manifestação alusiva ao 25 de Abril de 1974. 

(Sul da Rua Barão de Almeirim)





08 abril 2013

Noémia Pedroso Barreiros



Noémia Pedroso Barreiros





"" Caro Manuel Gomes

Em conversa de ontem com a minha tia Noémia, nascida no Pombalinho, [1] filha de Júlio José Barreiros e da sua segunda mulher, Aurora Pedroso, então professora primária no Pombalinho, que apesar da sua avançada idade mantém uma memória e vivacidade de espírito notáveis, ela falou-me das festas que tradicionalmente aí se faziam nesta época - as bateiras. E que por vezes, quando o tempo a isso obrigava, todos se deslocavam para a moagem, onde existiam espaço e condiçoes que permitiam dar continuidade à realização do evento, situação que ela própria, ainda menina, chegou a viver.

Mas também lembrou que no tempo do seu avô,   Hilário José Barreiros , que não chegou a conhecer, estas festas já existiam e eram vividas com grande animação.Isso mesmo é confirmado pelo texto de um recorte de jornal, há tempo já pulicado por "O Pombalinho", sob o título de "Recordações do Passado" da autoria de  Adriano Carmo . Relatava "os formidáveis Pic-nics com mais de 100 pessoas reunidas, que se faziam amiudadas vezes, na Tapada, à beira do Tejo e ainda no Alviela nas segundas feiras de Páscoa... Todas as famílias de maior distinção do Pombalinho e até de fora dali se juntavam num verdadeiro convívio de alegrias e com a maior à vontade.

Não sei se há conhecimento da origem desta tradição mas creio que é sempre interessante divulgar os testemunhos mais antigos que se conhecem sobre a mesma...


[1] - Nóemia Pedroso Barreiros nasceu no Pombalinho em 21 de Maio de 1919.




Outra coisa que a tia Noémia recordou foi a abundância de sável, nesta época, quando os cardumes subiam  os rios Tejo, Alviela e Almonda. E ofereceu-me esta fotografia, tirada cerca de 1930, talvez junto do Alviela. Das "pescadoras", apenas reconheço a última do lado direito - uma outra tia, chamada Maria Emília, também nascida no Pombalinho [2], filha de Júlio José Barreiros e de sua primeira mulher, Carolina Infante da Câmara.

Só gostaria que, nos dias de hoje, o apreciado sável voltasse a esses rios para satisfação dos muitos apreciadores do sabor manjar!

[2] Maria Emília Infante da Câmara Barreiros nasceu no Pombalinho em 2 de Junho de 1908.

Fernando F. Barreiros ""



Nota do autor - Desta carta e seus respectivos suportes fotográficos que Fernando Furtado Barreiros  nos endereçou a partir de um excelente depoimento recolhido de sua tia, Noémia Pedroso Barreiros, o  "Pombalinho",  reconhecidamente agradece a gentileza de ambos!




29 março 2013

As Bateiras no Ano 1952 !



Um grupo de Pombalinhenses,  festejando as "Bateiras" no ano de 1952.

Era, porventura, uma das tradições que maior participação tinha entre as gentes do  Pombalinho! Longas e muitas são as histórias à volta dos festejos da segunda feira de Páscoa! Um dia de franco convívio e pura camaradagem, passado nos campos do Pombalinho, onde o almoço confeccionado  à boa maneira campestre marcava o mote para um dia vivido em ambiente contagiante de  muita alegria e divertimento!   

Relembremos, pois então,  algumas das celebrações do dia das "Bateiras" e também  dos que pelo tempo foram resistindo ao "culto"  desse dia  de tão fortes tradições na nossa região!


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