Neste inverno que ainda
estamos a atravessar e ao invés de outros que já passaram, não houve as
habituais cheias que o nosso rio Tejo sempre nos presenteava nesta altura do
ano. Em tempos as águas do maior rio português procuravam, em zonas mais
baixas das suas margens, lugar para dar vazão ao aumento de caudal em tempo de
chuvadas de maior intensidade.
Hoje com as condições
climatéricas alteradas e a construção de imensas barragens hidroeléctricas ao
longo do seu leito, assiste-se gradualmente a uma ausência nostálgica das
cheias do Tejo. Os mais entendidos na matéria, sempre as defenderam quanto à
sua acção benéfica de efeitos fertilizantes nas terras alagadas pela passagem
das suas àguas nesta zona do Ribatejo!
Salvaguardando aquelas
que de níveis mais descontrolados, destruíam alguns afazeres de carácter
doméstico, de facto, as terras banhadas por estas àguas, adquiriam uma condição
agrícola de excepcionais características. As imensas vinhas que então existiam
na nossa terra, raramente exigiam a condição de serem regadas durante todo o
verão e os poços existentes nas muitas hortas e terras de cultivo, mantinham
níveis de água consideráveis ao longo de todo o ano. Hoje a realidade,
infelizmente, é bem diferente!
Em 2006 ocorreram no
Pombalinho as últimas cheias , hoje resta-nos esta militância de
vontades no reabrir deste tema de modos diferentes, mas que a muitos Pombalinhenses marcou, com toda a certeza, episodicamente as suas vidas!

Pombalinhenses
em missão de ajuda aos nossos vizinhos de Reguengo de Alviela .
Foto_Correio da Manhã
Cheia que assolou o
Pombalinho no ano de 1964, com as mulheres lavando roupa nas tão
características "tripeças" e as crianças brincando na água. Momento
registado fotograficamente por Guilherme Afonso, na confluência da Rua de Santo
António com a Rua Manuel Monteiro Barbosa.